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Aliados de Ciro coordenam campanha de Serra no Ceará

“Os dois coordenadores da campanha do PSDB na região do Cariri, sul do Ceará, são aliados históricos de Ciro Gomes (PSB), deputado federal impedido pela cúpula do seu partido de concorrer pela terceira vez ao Palácio do Planalto. O candidato tucano à Presidência da República, José Serra, chega esta segunda-feira ao Ceará para uma visita de dois dias.

Prefeito do Crato, Samuel Araripe (PSDB) irá coordenar a campanha tucana no leste Cariri, região formada por 27 municípios no sul ao Ceará. Ex-prefeito de Barbalha, Romell Feijó (PTB) ficará com a parte oeste. Em 2002, ambos estiveram ao lado de Ciro Gomes na sua segunda tentativa de chegar à Presidência.

“Naquela época, eu estava filiado inclusive ao PPS, mesmo partido de Ciro”, contou Araripe. “Este ano a gente iria fazer campanha para ele de novo, mas agora vamos apoiar o Serra para presidente. Para governador, vamos apoiar o Cid Gomes [irmão de Ciro]”, completou o prefeito.

Araripe lamentou a saída de Ciro da disputa em 2010. “Se Ciro fosse candidato este ano, daria um banho em qualquer um aqui na região do Cariri. A liderança dele é extraordinária”, disse Araripe. “O processo de exclusão da disputa foi traumático. Agora o quadro mudou”, afirmou o prefeito.

No caso de Feijó, existe uma questão local que praticamente o joga para o palanque de Serra. Em 2008, ele perdeu a eleição para a Prefeitura de Barbalha para José Leite (PT), que deverá apoiar a candidata Dilma Rousseff. Ela ainda conta com o apoio de Manoel Santana (PT), prefeito de Juazeiro do Norte _maior cidade do sul do Ceará.

Aliado do governo Luiz Inácio Lula da Silva, Ciro Gomes viajou para os Estados Unidos após a decisão da Executiva Nacional do PSB que impediu a sua candidatura. Dilma Rousseff (PT) conta com o apoio dele. No entanto, em entrevista ao iG, Ciro disse que “Lula navega na maionese” e que Serra “é mais preparado”.

Juazeiro do Norte, Barbalha e Crato são as três cidades que Serra irá visitar nesta segunda-feira. Depois, o tucano irá para Fortaleza.

O poder de Tasso
Araripe e Feijó foram escolhidos coordenadores na região do Cariri por Tasso Jereissati (PSDB), que disputará a reeleição ao Senado. Ao lado de Ciro, Tasso é ainda a principal liderança no Estado. Foi com o apoio do tucano que Ciro tornou-se governador do Ceará nos anos 90.

Em 2006, Tasso fez campanha para Cid Gomes (PSB), apesar de o seu partido ter lançado à reeleição o então governador Lúcio Alcântara (hoje no PR). Em 2010, Tasso tenta garantir o apoio de Cid à sua reeleição ao Senado.

E é por causa de Tasso que o palanque de Dilma no Ceará corre risco. Cid não quer apoiar o José Pimentel (PT) como segundo nome ao Senado. O primeiro, já garantido, é o de Eunício Oliveira (PMDB).

Cid quer apoiar apenas Eunício para, de forma velada, ajudar Tasso. Nesse caso, os desentendimentos entre PT e PSB acabarão beneficiando José Serra. Porém, o ex-governador paulista depende do empenho de Tasso em sua campanha.

Em 2002, quando disputou a presidência pela primeira vez, Serra conseguiu no primeiro turno apenas 8,5% dos votos válidos. Foi superado por Ciro, em primeiro lugar com 44,4%, e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ficou em segundo com 39,3%.” 

(Portal IG)

Lula é aguardado em Madrid

“Depois de negociar o acordo sobre o urânio do Irã nesta manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcada na tarde de hoje (17) em Madri, capital espanhola, para os debates da 6ª Cúpula União Europeia, Mercosul e Caribe. Lula deve participar ainda hoje de uma série de discussões sobre a retomada das negociações para o fim dos obstáculos aos acordos comerciais entre países europeus e os que integram o Mercosul.

Os países membros do bloco sul-americano apresentaram propostas de abertura no setor industrial e aguardam que os europeus indiquem compensações na área agrícola. Do lado brasileiro, há expectativa para a possibilidade de alcançar um acordo de livre comércio de forma equilibrada, dizem os negociadores.

As exportações do Mercosul para a União Europeia atingiram, em média, US$ 55 bilhões, no período de 2006 a 2008 – ou seja 20% das vendas para o mundo. Os países da União Europeia são os principais investidores diretos na região do Mercosul.

Durante a cúpula, mais dois assuntos devem predominar nos debates: a crise econômica que atingiu a Grécia e, em menor escala, Portugal e Espanha; e a situação de Honduras. Para a maioria dos sul-americanos, o país deve ser mantido suspenso da Organização dos Estados Americanos (OEA) até que o presidente Porfirio “Pepe” Lobo adote algumas medidas consideradas fundamentais.

Para Lula e a maioria dos participantes do encontro, o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, e seus aliados têm direito à anistia, assim como os que promoveram o golpe de Estado, em 28 de junho de 2009.”

(Agência Brasil)

PPS quer palanque pró-Serra no Ceará

Membros do PPS do Ceará gravaram, na última semana, as inserções do partido no rádio e na TV,  que vão ao ar mês que vem. Alexandre Pereira, presidente estadual, Robinson Castro e Silva, vice e pré-candidato a deputado estadual, e Leonardo Baima, pré-candidato a deputado federal, ocuparam os espaços.

Todos batem na tecla de que o PPS quer mudanças e não apostar na tese de que o Ceará não tem oposição em condições de enfrentar nas urnas o governador Cid Gomes (PSB).

Alxandre Pereira até admite, em conversa com amigos, entrar na disputa. Caso o PR do ex-governador Lúcio Alcântara recue. Pereira entraria para garantir mais um palanque pró-Serra no Estado. Ele integra a comitiva que recepcionará o pré-candidato tucano a presidente da República no Ceará.

Ceará ganha Atlas Linguístico

“O Atlas Linguístico do Estado do Ceará – ALECE, resultado de pesquisa que levou 17 anos para ser concluída e que se estendeu a várias regiões do Estado, vai ser lançado no próximo dia 20, quinta-feira, às 19 horas, no auditório da Reitoria da Universidade Federal do Ceará. Em dois volumes, a obra é um mapeamento da língua falada no Ceará, com informações capazes de subsidiar estudos de linguistas, lexicógrafos, gramáticos, historiadores, sociólogos e pedagogos.

O lançamento do ALECE, que recebeu apoio do Governo do Estado, através da Secretaria da Cultura, é parte da programação que a UFC promove pelos seus 55 anos de instalação, efeméride a ser comemorada em junho de 2010.

A ideia de elaboração do Atlas surgiu ainda nos anos 1970, dentro do Núcleo de Pesquisa e Especialização em Linguística, do Centro de Humanidades da UFC. Nele se diferenciam os falares de homens e mulheres, de escolarizados e não-escolarizados. É o sétimo do Brasil, depois dos produzidos na Bahia, Minas Gerais, Sergipe, Paraíba, Paraná e Rio Grande do Sul.

Sob coordenação do Prof. José Rogério Fontenelle Bessa, a equipe que liderou as pesquisas do Atlas é formada por alguns dos mais importantes estudiosos da área, como José Alves Fernandes, José Pinheiro de Souza, Alexandre Caskey, Hamilton Cavalcante de Andrade, Mário Roberto Zagari, Ignácio Ribeiro P. Montenegro e José Carlos Gonçalves.”

(Site da UFC)

Roberto Monteiro – O "Filho do Vento"

Olha só quem marcou presença e botou muita gente boa pra trás na Corrida da Infantaria, realizada neste fim de semana, na avenida Beira Mar, em Fortaleza: o secretário da Segurança Públiuca e Defesa Social do Estado, Roberto Monteiro.

O secretário, que mostrou fôlego e agilidade, não perde um certame. Dessa vez, no entanto, ele correu sem ter ao lado o amigão dessas competições: o deputado estadual petista Artur Bruno. Dizem que Bruno, agora candidato a deputado federal pelo PT, anda agora correndo atrás de eleitores.

(Foto – Mauri Melo)

Caravanas chegam à Região do Cariri para recepcionar José Serra

Várias caravanas de prefeitos e vereadores já estão chegando ao município de Juazeiro do Norte para recepcionar, a partir das 15 horas, no Aeroporto Regional do Cariri, o pré-candidato a presidente da República, José Serra. Eles prometem uma grande carreata saindo do terminal.

Ao todo, são caravanas de 27 municípios caririenses e de outros 15 da Região Centro-Sul do Estado.

Raimundo Gomes de Matos, único tucano cearense na Câmara dos Deputados, aterrissou na cidade, ao lado da ex-deputada estadual Tânia Gurgel, e puxará o grupo das lideranças.

DETALHE – Em meio à movimentação tucana na Região do Cariri desde sábado, chamou a atenção a presença, em Juazeiro do Norte, do deputado federal José Nobre Guimarães (PT). Ele permaneceu na região até a tarde de domingo.

DETALHE 2 – Quem também circulou pelo Cariri foi o deputado federal Paulo Henrique Lustosa (PMDB). Mas seus contatos políticos foram em Santana do Cariri e Barbalha.

Lavras da Mangabeira sem água

O deputado estadual Heitor Férrer (PDT) denuncia: em Lavras da Mangabeira (Região do Cariri), onde está sendo construída a Rodovia Padre Cícero, a empresa Pavotec, responsável pela obra, rompeu os dutos de água. Com isso, “a cidade padece por mais de 13 dias sem o precioso líquido”, enquanto o açude do Rosário, que faz o abastecimento ali, está cheio.

Até o momento, conforme explicou o deputado, a construtora não mostrou nenhuma preocupação em restabelecer a ligação da tubulação. “As pessoas estão usando vasilhames de querosene em lombo de jumento. É um desrespeito com a população do município”, diz o parlamentar.

Ex-Ouvidora do MPE manda nota para o Blog

Este Blog recebeu da ex-ouvidora geral do Ministério Público do Estado, Rita Maria de Vasconcelos Martins, nota onde ela explica o porquê da não publicização ainda do que esse organismo fez em seu período. Ela deixou o cargo neste mês.

Prezado Senhor,

Antes do encerramento do mandato de Ouvidora Geral do Ministério Público alencarino, deixei o segundo Relatório Circunstanciado das atividades empreendidas pela Ouvidoria, como reza a Lei Estadual nº 14.093/08, que criou a nossa Ouvidoria.

Contudo, para dar publicidade, necessita ser revisto e aprovado pelo egrégio Colégio de Procuradores de Justiça cearense, e pela douta Procuradora Geral de Justiça.

Certamente após o trâmite das etapas legais o grande público será conhecer das demandas registradas e solucionadas, dos conflitos sociais assistidos nas comunidades por balcão de Ouvidorias (Estaduais e Municipais), e ainda, pela parceira com Núcleos de Mediação Comunitária e Lideranças Comunitárias.

Certa de ter alcançado a meta social a que me propus ao assumir o cargo de Ouvidora Geral do Ministério Público biênio 2008/2010, coloco-me à disposição de V. Sa. para oferecer as explicações julgadas pertinentes.

Atenciosamente,

Rita Maria de Vasconcelos Martins.
Procuradora de Justiça.

Justiça manda servidores do Ministério do Trabalho encerrarem a greve

“Os servidores do Ministério do Trabalho e Emprego, em greve desde o dia 6 de abril, deverão retomar a prestação de serviços essenciais. A decisão liminar é do ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Hamilton Carvalhido e, se não for cumprida, pode acarretar multa às entidades organizadoras da paralisação.

Entre os serviços essenciais, o ministro citou o pagamento de seguro-desemprego e a expedição de Carteira de Trabalho. A decisão afirma que deve ser assegurada a continuidade da prestação destes serviços públicos, sendo para tanto necessário o retorno ao trabalho de no mínimo 50% dos servidores, em cada localidade.

A Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal) e a CNTSS (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Seguridade Social) têm prazo de 24 horas a contar do primeiro dia útil após a comunicação da decisão para a retomada da prestação dos serviços. Caso não cumpram a decisão judicial, será cobrada multa diária de R$ 50 mil às entidades.”

(Última Instância)

E todos os caminhos levam à Cãmra Federal

O PHS do Ceará vai oficializar, no fim de junho próximo, apoio à reeleição do governador Cid Gomes (PSB). A informação é do presidente regional da legenda, deputado estadual Francisco Caminha. Ele explica que o PHS está satisfeito com a gestão do governador.

Francisco Caminha disse também que vai postular cadeira de deputado federal e que conta com o apoiodo governador. Mas, como não gosta de esperar ajuda só de um flanco, ele constroi outras alternativas como o apoio de congregações evangélicas.

O parlamentar está em Brasília conversando com setores religiosos. Foi levasdo pelo pastor Pedro Eugênio. Bom lembrar que, em passado recente, Camninha era um entusiasta do Movimento Carismático Católico.

Alan Neto, o "Trem Bala" chega à estação dso 45 anos de jornalismo

Foto: Fco Fontenele

Que bela entrevista traz as “PáginasAzuis” , do O POVO, nesta segunda-feira. O pesonagem ajuda: chama-se Alan Neto, jornalista, radialista e colunista do O POVO que comemora 45 anos de batente. Alan hoje comanda o programa “Trem Bala” , na POVO/CBN, a maior audiência no horário, e, nesta entrevista, abre um pouco o jogo de quem não esconde, vez em quando, a timidez. Confira:
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Alan Neto escolheu ser um personagem. Era Simplício, mas aproveitou a deixa do artista francês. “O Hider, meu irmão, passa no Centro e tá passando um filme do Alan Delon. Ele chega em casa e diz: -Arrumei um pseudônimo pra ti-“. Nesta entrevista, realizada na Redação do O POVO, final de expediente, o “homem do Trem Bala“ conta suas versões.

Zagueiro “perna-de-pau“. Repórter amador enquanto a voz engrossava. Profissional do rádio, do jornal e da televisão. Jornalista “no peito e na raça“. Boêmio “da água mineral“. Contrarregra e “galã de meia tigela“. Apaixonado pela eterna cantora do rádio. Pai de Alana, a bailarina que quis ser psicóloga. Avô de Júlia, a “petúnia“. Devoto de Nossa Senhora das Graças e do Menino Jesus de Praga. Um gentleman, para quem o conhece.

Em síntese, são 45 anos de jornalismo, casados com um viver intenso. Alan vai driblando o tempo, divide a bola com a nova geração. Sabe ganhar o jogo. É fiel a si.

Ele acompanhou a fase de ouro do basquete cearense, os artistas do Irapuan Lima, o balé da filha. Divertiu-se. Diverte-se, aliás, ao cirandar com a neta, um de seus risos.

“Pé de ouro“ desde a mocidade, há 44 anos faz par com Ivanilde Rodrigues. Não almoça fora de casa, de jeito nenhum. E, mesmo que o trabalho se vá pela noite, ele volta, para as conversas cotidianas da madrugada com a mulher. Ivanilde, que “canta como um rouxinol“, é seu bolero maior. “É o amor da minha vida“, faz questão de registrar, nos bastidores da edição.

Alan se declara ainda torcedor do Ferroviário. Desliga o celular, não abre e-mail. Recusa-se ao aborrecimento. Nunca teve nem carteira de motorista. Enfim, conduz a vida na valsa.

O POVO – Alan, começa falando de como foi sua carreira…
Alan Neto – Comecei na Rádio Iracema. Tinha 14, 15 anos, quando houve o lançamento da pedra fundamental, na (rua) Tristão Gonçalves. Eu jogava pelada, na calçada, e olhei pra dentro, tinha o (radialista) Armando Vasconcelos, que é meu primo. E fui assistir à solenidade. Depois, disse pra ele: “Armando, sou filho do Zé Júlio, teu tio. E gostaria de trabalhar em rádio“. Ele disse: “Passa aqui“. Um ano depois, eu fui. E ele me mandou pro (radialista) Aécio de Borba, compor o departamento de Futebol. Ele me mandou pra ser repórter amador, fazendo cobertura de basquete, futebol de salão, voleibol.

O POVO – Você gostava de jogar?
Alan Neto – Era um zagueiro perna-de-pau! (gargalhadas).

O POVO – Mas jogava…
Alan Neto – Era o capitão!

O POVO – O dono da bola…
Alan Neto – Era o dono da bola, eu comandava! (risos) Aí, fui cobrir basquete, na época de ouro do basquetebol, e resolvi aderir ao basquete. Fui o maior “mão-de-pau“! Nunca consegui fazer uma cesta, na minha vida!

O POVO – Nessa época, você ainda não brincava com bordões?
Alan Neto – Não. Nem falava. A voz estava engrossando…

O POVO – Só levantava a notícia pra passar para o locutor…
Alan Neto – Pronto. O redator era o Astrolábio Queiroz, e o Chico Alves, chefe do departamento esportivo.

O POVO – No rádio, você passou quanto tempo?
Alan Neto – Um bom tempo. E o Chico Alves preparava as matérias do jornal O Estado. Era o editor. Um dia, ele faltou e mandou eu fazer. Foi uma lástima. Fiz uma série de matérias de Fortaleza, Ceará, Ferroviário… Uma série de erros também, não tinha prática.

O POVO – Quando veio a oportunidade para ser titular e não um sobressalente?
Alan Neto – Um dia, o Chico Alves disse: “Não quero mais rádio. Você quer comandar o programa?“. Eu disse, “Você, falando com o Zé Parente (diretor-presidente), tô no ato!“.

O POVO – O Zé Parente topou?
Alan Neto – Topou. Aí, eu disse: “Vou fazer um programa diferente“. O programa não tinha audiência e publicidade. A Gilete patrocinava todos os programas esportivos. Eu disse: “Vou meter a Gilete aqui, por minha conta“. Comecei a anunciar: “A partir de segunda-feira, um programa revolucionário, com patrocinador espetacular: a Gilete“ (risos). O Zé Parente: “Você é louco? Que negócio de Gilete é esse?“. “Tem Gilete nenhuma, seu Zé. Quero, através da Gilete, atrair clientes“. Ao cabo de dois meses, comecei a atrair publicidade.

O POVO – E a Gilete fez patrocínio?
Alan Neto – Nunca! (risos) Mas atraí, pelo menos, cinco grandes patrocinadores locais. “Gilete? Então é porque o cara é bom. Vamos ouvir“.

O POVO – Teve alguma ameaça física em virtude dessas situações que você criava?
Alan Neto – Tinha demais! Eu dizia: “Se não for verdade aqui, que desmintam em outro canto, ora!“ (risos). O cara desmentia. “E desde quando a versão dele é a verdadeira e a minha não é?“. Aí, criava o problema! (risos) Mas driblava…

O POVO – O que o Zé Parente achava?
Alan Neto – Ele dizia: “Você é um louco“. Chamava o Flávio (Ponte, irmão) pra me repreender. “Alan, você está espalhando muito boato“. “E daí? Futebol é um boato“. Fez tanto sucesso que o Zé Parente me deu mais meia hora. A primeira coisa que eu fiz foi: “Não quero mais Esporte no Ar. Vou botar Programa do Alan“.

O POVO – Mas seu nome não é Alan Neto…
Alan Neto – Não, meu nome é Manoel Simplício de Barros Neto. Com Simplício, eu não ia a lugar nenhum! (gargalhadas) Eu disse: “Tenho que ir atrás de um nome novo“. O Hider, meu irmão, passa no Centro e tá passando um filme do Alan Delon (risos). Ele chega em casa e diz: “Arrumei um pseudônimo pra ti. Tá passando um filme com Alan Delon! Põe Alan Neto!“. “Pronto!“ (risos). Foi quando comecei a retirar o nome, paulatinamente. Colocava: Simplício Alan Neto (gargalhadas). E o bode que criou na minha família! Tive que explicar. Eles aceitaram.Tempos depois, fiz a retificação no registro: Manoel Simplício Alan de Barros Neto.

O POVO – Já agregando: como você voltou para jornal?
Alan Neto – Wildo Celestino, o Didi, que era o editor da Gazeta de Notícias, ouvia muito o meu programa. Eu me encontro com ele, ele disse: “Topa fazer uma coluna na Gazeta?“. “Topo!“. Eu já redigia, pra Rádio Iracema, notícia esportiva. Fui pra Gazeta e fiz uma coluna. Lá vem o Hider, de novo. Como encontrar um título? O Hider sugeriu: “Põe -Confidencialmente-“. Não passei 20 dias na Gazeta.

O POVO – Por quê?
Alan Neto – Eu estava no PV, e o (Antônio Pontes) Tavares era o editor de Esportes daqui (O POVO). Aí, eu tô sentado na tribuna da imprensa, ele falou: “Quer levar a tua coluna pro jornal O POVO? Teu irmão já tá lá. Quero esse mesmo estilo. Vamos estrear daqui a um mês“.

O POVO – E qual era o estilo? Era o mesmo da Rádio?
Alan Neto – Era notícia de bastidores…

O POVO – Mas, verdadeiras!
Alan Neto – Verdadeiras! (gargalhadas) E eu ia trazer boato pro jornal, rapaz? (risos).

O POVO – Como você conseguia essas notícias de bastidores se, na Rádio, inventava um bocado de coisa?
Alan Neto – Começaram a aparecer as fontes: “Essa notícia, tu pode dar pela metade. A outra metade, não dá“ (risos). “Que notícia pela metade, homem!“.
O POVO – As melhores fontes eram quem? Jogadores, dirigentes…
Alan Neto – Jogador, nem tanto. Eram dirigentes e, principalmente, aquele pessoal que cerca os dirigentes. Diretor de futebol queria plantar informação. Até plantava em troca de duas notícias exclusivas.

O POVO – A prática, hoje, é a mesma?
Alan Neto – Não.

O POVO – Como é a relação, hoje, com esse tipo de fonte? Durante sua carreira, você criou uma experiência para saber filtrar…
Alan Neto – Eu checava. Não tinha uma fonte só num lugar. A pior fonte é o presidente de clube. Porque ele quer que dê a notícia conveniente do clube, não quer que dê o outro lado.

O POVO – No jornalismo, a fonte boa é aquela que nunca aparece… Na sua trajetória, você usou muito esse tipo de artifício?
Alan Neto – Massagista é bom. O médico do clube. O médico é ótimo porque não recebia dinheiro, na época, e era uma forma de se vingar. “Não quero que meu nome apareça“. “Não aparece“.

O POVO – Como você foi aprendendo a ser jornalista? Na marra?
Alan Neto – No peito e na raça. Era o dom. Pegava o estilo de um, de outro. Meu grande padrinho, aqui, foi seu Costa (José Raymundo Costa). Seu Costa descobriu o potencial que eu tinha pra repórter.

O POVO – Ele lhe dá uma oportunidade como repórter, para você fazer aquela sessão “Tintim-por-tintim“…
Alan Neto – Foi um desastre! Como eu não tinha boa redação, na época, mandava pra ele revisar minha coluna. Quando ele revisava e tirava os erros, eu vinha pra máquina e redigia.

O POVO – Um dia, ele disse: “Você vai fazer reportagem…“
Alan Neto – Ele disse: “Vamos descobrir outro campo pra ti. Quero criar uma página semanal. É um fato da semana, e você, com a sua veia de repórter investigativo, vai atrás e mostra os fatos reais“. Não fui na quarta semana! Um foi uma besteirinha, o outro também. Aí, um crime no Monte Castelo! Que fria eu entrei, rapaz! (risos). Comecei a receber telefonema: “Se essa matéria sair, você morre!“ (risos).

O POVO – Como foi sua saída para o Diário do Nordeste?
Alan Neto – Foi traumática! O Diário estava sendo implantado pelo Edson Queiroz. Ele disse: “Quero quatro do jornal O POVO: Sílvio Carlos, Lúcio Brasileiro, Alan Neto e Regina Marshall“. Me deram jornal, rádio e televisão.

O POVO – Foi sua primeira cantada para televisão…
Alan Neto – Pagaram três salários por três fontes diferentes.

O POVO – Você já tinha quanto tempo de jornal?
Alan Neto – Uns 20 e poucos anos. A Regina acertou rápido, o Sílvio também, o Lúcio, a dona Albanisa brecou e eu tinha que dizer ao seu Costa, que era meu padrinho aqui… Foi um auê! Expliquei: “São três salários e eu não posso perder, tô casado“. Fui e tive uma convivência boa lá.

O POVO – O que lhe trouxe de volta?
Alan Neto – O Demócrito (Dummar).

O POVO – A amizade?
Alan Neto – A amizade. Esse calor humano.

O POVO – E sua mulher o influenciou a voltar?
Alan Neto – Ela disse: “Ele volta!“ (risos).

O POVO – A Ivanilde, você conheceu no rádio. Ela cantava, e você cantou ela lá (risos)?
Alan Neto – Dei uma cantada nela! Ela me chamou de “galã de meia tigela!“ (gargalhadas). Ela era noiva!

O POVO – Qual era a rádio?
Alan Neto – Rádio Iracema. Eu digo, “mas que olhos lindos os seus!“ (gargalhadas). Fiz amizade com a mãe dela, dona Celeste, e pronto! (gargalhadas).

O POVO – A Ivanilde era uma das grandes cantoras do rádio…
Alan Neto – Era. Ela e a Ayla (Maria). Era pau a pau! A Ayla, na Ceará Rádio Clube.

O POVO – A conquista demorou muito?
Alan Neto – Foi através da mãe dela! Eu dizia: “Dona Celeste, esse namorado dela não quer nada! Ele já veio buscar ela aqui?“. “Nunca!“. “E quem manda deixar ela em casa?“. “Você!“. “Então? Sou seu candidato!“.

O POVO – Antes da Ivanilde, você era galanteador?
Alan Neto – Eu tinha umas namoradas por aí (risos).

O POVO – Isso não é segredo, pode sair na entrevista…
Alan Neto – Pode! (risos).

O POVO – Você fazia o contrário do jornalista: não bebia, não fumava…
Alan Neto – Não jogava. Mas gostava da noite: era boêmio da água mineral e da Coca-Cola (risos). Sempre gostei da noite.

O POVO – Você dança, né, Alan?
Alan Neto – E bem! E ela (Ivanilde) dança pouco!

O POVO – Quanto tempo de casados?
Alan Neto – Estamos fazendo 44 anos.

O POVO – Ainda da sessão não beber, não fumar. Você também não dirige…
Alan Neto – Não.

O POVO –
E, naquela Fortaleza que você começou a trabalhar, andava muito a pé?
Alan Neto – Muito. Tudo era no Centro, pertinho. Sempre morei no Centro: Princesa Isabel, Tristão Gonçalves, Imperador, Liberato Barroso… E tem também a história do Irapuan Lima, rapaz!

O POVO – O que foi?
Alan Neto – Ele tinha um programa de auditório e inventou de ter um contrarregra. O Irapuan Lima é meu primo. E eu, pra ficar mais perto da Ivanilde (risos), fui ser contrarregra. Ela cantava lá. Ele inventa d-eu ir buscar os artistas! Uma pândega! Nelson Gonçalves, Ângela Maria, Elza Soares. No Excelsior Hotel ou no Savanah. Resolvi fazer raiva ao Nelson Gonçalves. Cheguei e disse: “Se arrume que o Irapuan está lhe esperando às 5 e meia da tarde“. Ele disse: “Só saio daqui quando eu quiser“. “O auditório tá cheio, rapaz, e você ainda tá nu da cintura pra cima. Coisa mais feia!“. “Você quer mandar na minha vida?“. Era uma pândega! E ele ia reclamar do Irapuan: “Não mande mais aquele seu secretário magrelo que ele é muito chato!“. Um dia, ele traz o Belini pra participar do programa.

O POVO – O jogador?
Alan Neto – Foi a maior decepção. O Belini no auge, jogador do Vasco. Aquele portento de homem, lá vou eu atrás no Excelsior Hotel. E o Belini nada de falar. O auditório cheio. O Irapuan apresenta, e o mulheril: “Belini, Belini!“. Quando o homem fala, com aquela voz do Dom Aloísio Lorscheider… (gargalhadas). Foi uma ducha de água fria nesse auditório! O Irapuan: “Tu sabia que esse homem tinha a voz fina e não me disse nada?“. “Como é que eu podia saber se ele nem falou comigo!“ (risos).

O POVO – Você entrevistou o Roberto Carlos, não foi?
Alan Neto – Ele se hospedava com a Wanderlea e o Erasmo na casa do Irapuan. Tanto que ele chamava o Irapuan de “Papai Puan“. O Roberto sempre foi daquele jeito: nunca completa as frases, até hoje (risos). Não rendiam, as entrevistas dele. Com o Pelé, sim, foi o auge da minha carreira como repórter. Foi quando consegui aquela bomba: “A minha última Copa é a de 70“. Agora pra entrevistar esse homem, no Savanah Hotel… Seu Costa: “Cê vá pra lá e traga uma matéria-bomba com o Pelé. Se vire“. Chamo Sérgio Ponte, com um gravador deste tamanho. “Vou começar a distribuir gorjeta com o garçom pra, na hora do almoço do Santos, eles me colocarem dentro“. Pelé ia passando, com a caneta na mão, pra dar um autógrafo. Eu disse: “Não é bem um autógrafo que eu quero teu!“. “O que é?“. “Rapaz, eu tô começando em jornal agora, e o diretor me deu uma missão de levar uma grande notícia porque, se não, serei demitido. E tu começaste no Santos com 17 anos, me ajuda nessa porque eu sou pobre. Veja aqui meu irmão, magro…“ (risos). Aí o Pelé: “Vou dar uma entrevista pra salvar o teu emprego“. “Me dá uma notícia pra primeira página do jornal“. “Bote aí: -Eu encerro a minha carreira, como jogador de futebol, na Copa de 70. Não jogo mais pela Seleção-“. Ganhei a primeira página.

O POVO – Alan, você tem uma performance, e eu queria saber se é natural, ou você vai criando?
Alan Neto – Fui criando, mas me espelhei pelo Flávio Cavalcante. Fui ao programa do Flávio e percebi que, quando o Flávio entrava, era uma coisa completamente diferente do Flávio dos bastidores.

O POVO – A sua coluna, no jornal, na Internet é a mais lida. Você chega a ver os comentários que são feitos lá?
Alan Neto – Não. Não abro e-mail, nada. Porque não quero me aborrecer. E também não quero me envaidecer.

O POVO – Você torce qual time?
Alan Neto – Ferroviário. Lá em casa, eram dez homens. Meu pai torcia Ceará e minha mãe, Fortaleza. “Vai torcer qual, Ceará, ou Fortaleza?“. “Ferroviário. Vou bancar o Robin Hood“. Isso me faz um bem tão grande! Porque ninguém dá murro na cara e nem persegue e nem atira em torcedor do Ferroviário, é ou não é?

O POVO – Ô, Alan, essa tal de Umarizeiras das Lages existe mesmo?
Alan Neto – (risos) Lá vem você! Nasci em Senador Pompeu. Com o nome do meu avô. Meu pai era do Dnocs, viajava pra fiscalizar açude. Nasço com quatro quilos e meio, ó! Fui pesado na balança dum açougueiro (risos)! Minha mãe disse: “Vou botar o nome de Manoel Simplício de Barros Neto! Manda registrar“. Meu avô, quando soube, disse: “Vou criar esse menino“. Com nove meses, fui pra Umarizeira das Lages, que é um condado, né (risos)? Quer dizer, é um distrito de Maranguape! A caminho de Palmácia. Ele me criou, durante oito anos, lá.

O POVO – Você lê muito?
Alan Neto – Leio. São três personalidades diferentes. Onde encontrei meu personagem, foi na TV Jangadeiro. Através do Wagner (Borges), que me levou pra lá: “Quero o Alan Neto polêmico, que bate na mesa. Mas televisão é diferente, você tem que redigir e colocar no teleprompter“. Foi um fracasso. Na época do piloto, eu ia lendo e o meu raciocínio é muito mais veloz e atropelava. E ele queria que eu fizesse o programa só. “Wagner, não vai dar. Sou muito feio. O cara não fica um minuto me olhando na televisão, desliga. Você tem que botar uma mulher bonita, perto de mim, pra ser o contraponto“. Deu certo. E eu disse: “No rádio, faço mungango“. “Faça aí também!“.

O POVO – E o Alan Neto em casa é muito diferente do Alan Neto da TV e do rádio?
Alan Neto & Totalmente.

O POVO – Você é excêntrico pra caramba, cheio de manias. Tinha uma história que você pulverizava o ambiente com desodorante, abre a malinha, dois copos d´água…
Alan Neto & Isso é sexta-feira, quando sai todo mundo, aí, eu pulverizo! Tenho um bocado de mania!

O POVO – Mas em casa, você diz que é totalmente diferente…
Alan Neto & Sou diferente demais até. A Ivanilde diz: “Ele é esquisitão!“. Eu digo, “Não sou esquisitão. O que eu tinha pra conversar contigo, já conversei!“ (gargalhadas).

O POVO – Também, 44 anos de casados…
Alan Neto & O que é que tem pra mais dizer, ainda! (risos). Estou brincando! Como ela dorme muito tarde, ela diz: “Bom, se passar de duas da manhã, vou procurar ele no necrotério, no hospital. Que ele chega até duas horas“ (risos). Não durmo e nem almoço fora de casa. Se um diz: “O governador mandou te convidar pra almoçar“. “Rapaz, diz a ele que, se for pra jantar, eu vou“. Vou em casa, almoço, tiro uma soneca de uma hora, faço a pauta do programa, um lanche e saio. Com a Ivanilde, tem uma sintonia muito grande. Como sempre trabalhei à noite, chegava em casa uma hora, duas da manhã. Ela tá vendo televisão e a gente conversa, põe os assuntos em dia da neta.

O POVO – Ela escuta o programa?
Alan Neto & É uma ombudsman chatíssima! Ela acha que eu tenho que fazer o programa pra ela! (risos). Ela diz: “Cara, tu tá muito repetitivo, muito cheio de mungango!“.

O POVO – Ela tem algum time?
Alan Neto & Fortaleza. Ela diz: “Tu puxa a orelha, o nariz!“. Eu digo: “Menina, não é pra ti que estou fazendo o programa! (risos). Tenho que fazer aquilo, ser autêntico!“. A gente conversa, depois, eu vou ler e ela vai dormir. Enfim, temos um relacionamento ótimo. Às vezes, tem coisa chocante. Por exemplo, vem um cara e diz: “Sabia que o teu marido é um pé de ouro?“ (gargalhadas). “Pois é. Ele dança muito bem, e eu não danço nada e ele vai dançar. Pronto“ (risos). Ela acaba logo com o papo aí.

O POVO – E a neta?
Alan Neto & A neta é demais, rapaz! Botei o apelido nela de “petúnia“! Fez um ano. Quem dá a educação a Júlia é a Ivanilde. É impressionante a convivência das duas! Ela diz: “E ali, na televisão?“. “Vo-vô“ (risos). “Olha a Fabiana, a bela! Quem é a bela do vovô?“. E ela diz: “EU!“ (gargalhadas). Quando chego, é o destroço! Ela vem pra cima da mesa, derruba livro, tudo!

O POVO – Qual o papel do avô?
Alan Neto & Bobão de marca maior! Faço trejeito, ela aprende. Faço careta, ela faz. Ela me pega roncando, começa a imitar! É um barato! O pai não tem tempo pra filha, trabalha pela sobrevivência. Vai curtir o neto. Por isso é que Carlos Drummond diz que o neto é o filho com açúcar.

O POVO – Alan, o que você traz dentro da sua maleta?
Alan Neto & Tenho tudo ali dentro. Tem pó de pirlimpimpim (gargalhadas)! Tylenol, remédio pra pressão, o que você pode imaginar.

O POVO – E uns santinhos…
Alan Neto & Também. Sou cercado de santos.

PERFIL

O quinto filho de seu Zé Júlio e dona Zeneida – de uma prole total de dez homens e uma mulher – nasceu em Senador Pompeu (275,1 quilômetros de Fortaleza), no dia de Nossa Senhora das Graças (27 de novembro), com quatro quilos e meio. “Fui pesado numa balança dum açougueiro, rapaz!“, ri-se. Alcançou 1,84 m, ensaiou o basquete, mas nunca marcou uma cesta. No máximo – e porque era o dono da bola -, foi capitão do time de pelada que jogava na calçada da rua Tristão Gonçalves. Criado pelo avô, até os oito anos, no “condado“ de Umarizeira das Lajes, forjou-se homem e personagem na Capital e na imprensa. Nasceu Manoel Simplício de Barros Neto e se inscreve, na história do jornalismo cearense, como Alan Neto.

(O POVO)

Lula – Acordo Brasil, Irá e Turquia é vitória da diplomacia

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (17) que o acordo fechado entre Brasil, Irã e Turquia para troca de material nuclear foi uma “vitória da diplomacia”. Lula participou da negociação como o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, e o primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan, em Teerã. O acordo prevê que o Irã envie à Turquia 1.200 kg de urânio de baixo enriquecimento (3,5%). Em troca, receberá o material enriquecido a 20% para ser usado em pesquisas médicas em Teerã, depois de até um ano. Nesse período, haverá supervisão de inspetores turcos e iranianos.

“Foi uma resposta de que é possível, com diálogo, a gente construir a paz, construir o desenvolvimento”, disse Lula no programa de rádio Café com o Presidente, gravado de Teerã logo após o fechamento do acordo. O governo brasileiro acredita que o acordo criará confiança na comunidade internacional e pode evitar que o Irã seja submetido a sanções por causa de seu programa nuclear.

Lula disse que o Brasil sempre acreditou na possibilidade de acordo e que a negociação prova que é possível fazer política internacional baseada da confiança. “Há um milhão de razões para a gente ter argumento para construir a paz e não há nenhuma razão para a gente construir a guerra. O Brasil acreditou que era possível fazer o acordo. Mas o que é importante é que nós estabelecemos uma relação de confiança. E não é possível fazer política sem ter uma relação de confiança”, avaliou.”

(Folha Online)

Prefeita visitará estaleiro de Pertnambuco nesta 2ª feira

A prefeita Luizianne Lins (PT) tem viagem marcada para as 10 horas com destino ao Recife (PE). Ela vai visitar o estaleiro que o Grupo Promar opera no Porto de Suape. Esse grupo quer construir projeto do gênro em Fortaleza, mais precisamente na praia do Titanzinho, o que virou polêmica que se arrasta há meses.

O governador Cid Gomes, quer defende o local, já lavou as mãos e deixou para que Luizianne resolva o caso. A prefeita quer conhecer o empreendimento em toda sua dimensão, ver repercussões e o nível dos benefícios. Ela já garantiu que o estaleiro vai ser construido em Fortaleza, mas não falou sobre a localização.

Espera-se que, depois de visitar o estaleiro pernambucano e conversar ali com o grupo Promar, possa ter, finalmente, uma decisão.

Serra visita o Ceará de olho nos votos de Ciro Gomes

“O pré-candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, desembarca hoje à tarde em Juazeiro do Norte, no sertão do Ceará, para uma visita de dois dias ao Estado em busca do eleitorado deixado por Ciro Gomes (PSB). O deputado foi frustrado na sua intenção de disputar a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PSB formalizou apoio à pré-candidata petista Dilma Rousseff.

Sem candidato tucano ao governo no Ceará, o palanque de Serra será o do senador Tasso Jereissati (PSDB), amigo pessoal de Ciro, que tenta a reeleição. A expectativa é a de que, diante da saída de Ciro da disputa presidencial, o PSB do governador Cid Gomes, irmão de Ciro, poderá liberar os insatisfeitos que quiserem apoiar Serra.

Em Juazeiro do Norte, terra do padre Cícero Romão Batista – que morreu em 1934 e é alvo da devoção de milhões de fiéis, especialmente no Nordeste -, Serra cumpre um ritual que foi seguido pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nas campanhas eleitorais em que foi vitorioso: o de “pedir a bênção” do “padim Ciço”, como é conhecido o religioso.”

(Agência Estado)

DETALHE – Uma comitiva já se encontra em Juazeiro do Norte aguardando José Serra. Nela, vários políticos tucanos e o presidente da União dos Vereadores do Ceara[ (UVC), Deuzinho Filho, que arregimentou grupo de vereadores do Cariri para recepcionar o tucano. Deuzinho é do PMN, mas sonha com vaga de deputado estadual.

Racha no PV do Ceará – Grupo quer candidato ao Governo

Um grupo de militantes do Partido Verde do Ceará acaba de divulgar manifesto em favor de candidatura do partido ao Governo do Estado com o objetivo de garantir um palanque pró-Marina Silva no Estado. O manifesto cobra coerência da cúpula estadual que em termos de Estado apoia Cid Gomes (PSB) e em termos de Fortaleza respalda a gestão Luizainne Lins (PT). Confira o manifesto: 

MANIFESTO POR UM PV QUE ARTICULE O PRESENTE AO FUTURO

“Quando secam os oásis utópicos estende-se um deserto de banalidades e perplexidades [Habermas].”

No Ceará, a maioria dos formuladores de opinião acha que é impossível derrotar ou fragilizar o grupo dominante [PSB, PT, PC do B e PSDB] que se articula em torno da manutenção de Cid Gomes no poder, mas esse é pensamento imediato e pequeno, pois, para quem aposta num projeto presente-futuro, o momento é de diferenciação e de construção de alternativas. Quem pensa e age no presente de olho no futuro sabe que quando se analisa riscos e tendências, o que se deve olhar não é para o pensamento dominante, mas para a possibilidade de um resultado diferente daquele apontado pelo senso comum, pela maioria. Foi assim que Luizianne Lins conquistou o seu primeiro mandato como prefeita de Fortaleza.

O PV e o Movimento Marina Presidente – uma mobilização da sociedade civil que congrega sentimentos pluripartidários, pluriculturais e ecumênico – ao se apresentarem no Ceará como os protagonistas de um processo político novo que exige um modelo de desenvolvimento diferente do que o que vem sendo implementado no país, contribuirá para desenvolver a crença numa res-pública, ou seja, numa ação política que coloca os valores coletivos, que defenda a separação do que é publico do que é privado, a justiça, a preservação do meio ambiente e  que coloque todas as formas de vida acima dos interesses individuais e dos grupos corporativos que comandam a política em nosso país.

Nas eleições deste ano, o PV se encontra numa situação singular em relação às disputas anteriores, pois a entrada da senadora Marina Silva oxigenou o partido. A campanha de Marina para Presidente, se bem capitalizada, será um momento para o fortalecimento do partido em todos os Estados da federação. Assim sendo, é um engano reproduzir a idéia de que não temos condições e nem potencial para nos apresentamos ao eleitor como alternativa. Aos eleitores e aos setores da sociedade que acreditam numa política diferente, devemos oferecer opção para Governador, Senador, Deputado Federal e Estadual. Nesse sentido, urgente se faz que o PV apresente para os meios de comunicação de todo o Ceará os nomes do nosso pré-candidato ao governo, companheiro Heleno Monteiro, e nosso pré-candidato ao Senado, o companheiro Paulo Eduardo [Polô]. Ressaltado, é lógico, que outros nomes podem surgir até a convenção partidária, que deve ser preparada de forma democrática e precedida de uma ampla discussão com seus dirigentes, parlamentares e filiados.

Ao recusar o pensamento dominante lançado candidaturas próprias, o PV no Ceará deixa de se comportar como avestruz, que esconde a cabeça no buraco com medo de enxergar ou enfrentar novos horizontes passando de forma corajosa, como fez o PSOL, a oferecer para sociedade opções novas ao eleitorado e contribuindo para o fortalecimento da democracia.

Além disso, o PV tem potencial para eleger um deputado federal, podendo chegar até dois, e o nome com maior possibilidade de ser o catalisador de tais votos é o companheiro Marcelo Silva. Assim, todos os nossos candidatos a deputado estadual devem fazer campanha casada em torno do nome de Marcelo Silva para deputado federal. É obvio que não disputado a vaga para Câmara Federal, Marcelo é nosso maior nome para disputar o Governo do Estado, coordenando, através de sua candidatura, a formação de um palanque político para Marina Silva.

E, para finalizar, com o mais importante, o PV deve ter candidatura própria para que Marina Silva possa ter um palanque verde que amplie de forma coerente sua campanha dando visibilidade e refletindo sobre um novo modelo de desenvolvimento para o Brasil e para o Ceará. É com a candidatura própria que o PV pode atrair para si o volume de votos que gravitará em torno no nome de Marina Silva presidente do Brasil. Sem candidatura própria o partido ficará refém da conjuntura e da política ditada pelo bloco homogêneo em torno de Cid Gomes e abre espaço para que os seus candidatos façam alianças as mais esdrúxulas possíveis, fortalecendo, com essa conduta, a idéia de que o PV é um partido coadjuvante dos partidos tradicionais ou uma legenda de aluguel.

O momento é nosso, vamos unidos montar um plaque para MARINA PRESIDENTE DO BRASIL.

ASSINAM O MANIFESTO:

Uribam Xavier – Cientista político, professor da UFC e membro da executiva estadual do PV.

Pedro Ivo Batista – Ambientalista e Assessor do gabinete da Senadora Marina Silva.

Paulo Eduardo (Polô) – Ambientalista, engenheiro agrônomo, membro da executiva estadual do PV e pré-candidato ao Senado pelo PV.

Jaciara Carneiro – Advogada, empresária e membro da executiva estadual do PV.

Heider Vas – Advogado Trabalhista e membro da executiva estadual do PV.

Heleno Monteiro – Engenheiro agrônomo, membro da executiva estadual do PV e Pré-candidato a Governo pelo PV.

Zacarias Oliveira – Jornalista, ambientalista e membro da executiva estadual do PV.

Edineuda Soares – Estudante de filosofia, ambientalista e membro da executiva estadual do PV.

Fernanda Rodrigues – Ambientalista e membro do movimento Marina Silva Presidente.

Jonas Santos – Coordenação da Pastoral de Juventude do Meio Popular, estudante de sociologia e filiado ao PV.

Lucas Carneiro – Estudante de direito e membro do movimento Marina Silva Presidente.

Carla Santiago – Fisioterapeuta e membro do movimento Marina Silva Presidente.

Lucélio Costa – Técnico em telecomunicações e membro do movimento Marina Silva Presidente.

Newton Campos – Pastor e membro do movimento Marina Silva Presidente.

Luciana Morais – Educadora Física, ambientalista e membro do movimento Marina Silva Presidente.

Cristiano Rolim – Empresário e membro do movimento Marina Silva Presidente.

Joaquim Araújo – Enfermeiro e membro do movimento Marina Silva Presidente.

César Lopes – Estudante de engenharia civil e membro do Movimento Marina Silva Presidente.

Rodrigo Cavalcante – Administrador de empresas e membro do movimento Marina Silva Presidente.

Eunício nega pressão sobre Pimentel

Eunício se esquivou de entrar na briga entre tucanos e petistas (Foto: Talita Rocha)

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Terceiro convidado da série de entrevistas promovida pela TV O POVO com pré-candidatos ao Senado, o deputado federal Eunício Oliveira (PMDB) garantiu que não está fazendo nenhum tipo de pressão – seja no plano federal ou estadual – para que o também deputado federal José Pimentel (PT) não seja candidato ao Senado. Segundo o peemedebista, uma decisão do PMDB do Ceará delegou ao governador Cid Gomes (PSB) a tarefa de escolher o segundo nome do arco de alianças que sustentará sua provável candidatura à reeleição.

Para Eunício – que já tem garantido o apoio de Cid -, qualquer tipo de intromissão nas negociações significaria uma “quebra da palavra empenhada”. “Em nenhum momento fiz qualquer tipo de pressão sobre o PT”, enfatizou o parlamentar durante o programa Coletiva, exibido ontem.

No Coletiva que foi ao ar no último dia 9, o ex-ministro da Previdência, José Pimentel, também pré-candidato ao Senado, afirmou que “não tem qualquer sentido“ a suposta pressão do PMDB sobre o PT para que seu nome não seja homologado para a disputa de uma das duas cadeiras ao Senado que serão renovadas em 2011. O petista também considerou “ridículo“ o assunto ter sido levado à cúpula nacional do PMDB e disse que Eunício Oliveira representaria hoje, na sigla peemedebista, a única resistência à sua candidatura.

Ao longo da entrevista, Eunício evitou emitir um juízo de valor sobre uma possível candidatura de José Pimentel ao Senado, sempre alegando que irá respeitar a decisão do governador Cid Gomes. Até quando questionado sobre com quem se sentiria mais à vontade para ter ao lado nas próximas eleições, o peemedebista se esquivou. “Vou me sentir confortável ao lado do candidato escolhido pelo governador Cid Gomes“. O outro pré-candidato que disputa as bênçãos do governador, além de Pimentel, é o senador Tasso Jereissati (PSDB).

Ao mesmo tempo, o parlamentar fazia sempre questão de enfatizar que projetos pessoais não podem se sobrepor aos coletivos. “O projeto pessoal, e dei demonstração disso em 2006, é muito menos importante que o coletivo“. Há quatro anos, Eunício abriu mão de disputar o senado em prol da candidatura do hoje senador Inácio Arruda (PCdoB), que acabou eleito. O peemedebista afirmou que, na ocasião, o então governador Lúcio Alcântara (ex-PSDB, hoje PR) – que tentava reeleição – teria chegado a lhe oferecer a vaga de senador, a indicação do vice e quatro secretarias estaduais. Entretanto, relata,decidiu por optar por um “novo projeto“: a candidatura de Cid.

Também garantiu que sua candidatura é irreversível e que ela não lhe pertence, mas ao seu partido. “Fui indicado há mais de seis meses. Portanto a candidatura é irreversível“, afirmou, descartando a possibilidade de ficar com a vaga de vice na chapa do governador Cid Gomes.

Além de Eunício e Pimentel, a senadora Patrícia Saboya (PDT) também participou da série de entrevistas. O próximo convidado é Tasso Jereissati (PSDB). “

(O POVO)

Cristovam diz que Serra segue estratégia eleitoral errada

 

Por causa da popularidade de Lula, o pre-candidato a presidente da República, José Serra (PSDB), tem evitado ataques ao presidente e apontado para uma continuidade sem grandes rupturas. Para o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) a tática do tucano está equivocada. “A estratégia de José Serra de ser a continuidade de Lula faz com que o eleitor ir direto a Dilma. Serra ainda não mostrou a diferença que atraia os indecisos”, analisa o pedetista.

Cristovam ainda faz uma comparação com os demais candidatos na disputa pelo Planalto. “Marina Silva e Plínio de Arruda têm marcas fortes, marca da Dilma é Lula e José Serra ainda não mostrou a sua”, aponta.

(Com Agências)

DETALHE – Serra, em visita ao Ceará nesta segunda-feira, bem que poderá ser indagado sobre essa observação de Cristovam Buarque. Um outro ponto de pauta também interessante: a recente pesquisa Vox Populi, onde Dilma lhe toma a dianteira.

Um seminário sobre Economia Criativa

Começa, a partir das 8h30min desta segunda-feira, no Hotel Praia Centro, em Fortaleza, o seminário “Construindo uma Proposta de Ação para a Economia Criativa”. A ideia da economia criativa é a de agregar valor a produtos e serviços a partir da inserção da criatividade, da inovação e do design. O seminário é uma promoção das secretarias da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado (Secitece) e da Cultura do Estado (Secult).

Na programação, que se estenderá até o fim da tarde, segundo a assesoria de impensa do evento, técnicos das duas pastas apresentarão seus principais projetos relacionados à economia criativa, o que permitirá vislumbrar uma maior integração dos projetos das duas secretarias para a potencialização dos resultados.

SERVIÇO

* O seminário é gratuito e aberto a todos os interessados.

* Mais informações pelo telefone (85) 3101-6433.

Consenso entre Irã, Brasil e Turquia

“Depois de 18 horas de reuniões, o Irã, o Brasil e a Turquia chegaram ontem a um consenso sobre a troca de urânio enriquecido, uma medida que poderia amenizar as desconfianças dos Estados Unidos e de países europeus em relação ao programa nuclear de Teerã e evitar novas sanções ao país.

O acerto, que contemplaria 1.200 quilos de urânio e teria a Turquia como fiel depositária, foi anunciado pela Chancelaria turca e confirmado ao GLOBO por um assessor da Presidência da República.

Segundo a fonte, os detalhes serão anunciados hoje em Teerã pelo presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o primeiro-ministro da Turquia, Tayyp Erdogan. Lula e o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, evitaram o assunto durante o dia.

Foi o ministro de Relações Exteriores turco, Ahmet Davutoglu, quem primeiro revelou o acordo. A medida deve ser anunciada após uma revisão do texto entre os três presidentes nesta manhã.

— Sim, foi alcançado (um acordo) depois de 18 horas de negociações — disse o chanceler turco.
Erdogan, que anteontem informara que não compareceria à reunião do G-15 que ocorre hoje em Teerã (da qual o Brasil é um dos signatários), desembarcou ontem de madrugada no país, numa viagem de última hora.

— Vou ao Irã pois será adicionada uma cláusula à proposta que diz que a troca (de urânio) aconteceria na Turquia — disse Erdogan antes de embarcar.

O acordo fechado seguiria as bases das condições que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), ligada à ONU, ofereceu a Teerã em outubro: a troca de 1.200 quilos de urânio para ser enriquecido no exterior, possivelmente em Rússia e França.

No entanto, há mudanças em relação ao local da troca da substância, que agora seria feita em solo turco. Ainda não se sabe se a troca seria simultânea, como exigia o Irã, ou por partes, como queriam os EUA.

Além disso, tampouco há confirmação de que o acordo vai satisfazer os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, que ameaçam Teerã com uma quarta rodada de sanções.”

( O Globo)