Blog do Eliomar

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CNT/Sensus – Dilma e Serra em clima de empate técnico

“Pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira mostra empate técnico entre os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), com uma leve vantagem da petista sobre o tucano.

A petista recebeu 35,7% das intenções de voto, enquanto o tucano ficou com 33,2%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Avaliação do governo Lula bate recorde e atinge 76,1%, diz pesquisa
Pesquisa indica que Lula transfere mais votos a seu candidato do que FHC
Serei doador, mas não o único, diz vice de Marina Silva
PMDB cobra de petista regra rígida para aposentadoria
Marina Silva lança pré-candidatura à Presidência e confirma Guilherme Leal de vice

Marina Silva (PV) aparece em terceiro lugar, com 7,3% dos votos, enquanto pré-candidatos como José Maria Eymael (PSDC) e Américo de Souza (PSL) ficaram, respectivamente, com 1,1% e 1%. Outros pré-candidatos mencionados na pesquisa não registraram 1% dos votos.

Folha Imagem
 
CNT/Sensus indica empate técnico entre Serra e Dilma; Marina aparece em 3º lugar

Em uma segunda lista, apenas com os três presidenciáveis mais bem classificados nas pesquisas, Serra recebeu 37,8% das intenções de votos, enquanto Dilma obteve 37%.

Marina Silva recebeu 8% dos votos válidos. Os indecisos, brancos e nulos somam 17,3% nessa segunda lista. Em janeiro, edição anterior da CNT/Sensus, Serra tinha 40,7% dos votos, Dilma 28,5% e Marina 9,5%.

Espontânea

Pela primeira vez, Dilma aparece na frente de Serra na pesquisa espontânea –na qual não é apresentada a lista de candidatos aos eleitores.

A petista recebeu 19,8% das intenções de votos na espontânea, contra 14,4% do tucano.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não é candidato, aparece em terceiro lugar na espontânea, com 9,7%. Marina Silva fica em quarto lugar, com 2,7% dos votos, enquanto o deputado Ciro Gomes (PSB) aparece em quinto lugar com 0,3% das intenções de voto –embora já tenha descartado a sua candidatura à Presidência.

Segundo turno

Num eventual segundo turno entre Serra e Dilma, a petista venceria com 41,8%, contra 40,5% para o tucano. Os brancos, nulos e indecisos somariam 17,8%.

Já num segundo turno entre Dilma e Marina, a petista teria 51,7%, contra 21,3% para a senadora do PV. Os brancos, nulos e indecisos somariam 27,2%.

Se a disputa ficasse entre Serra e Marina, o tucano teria 50,3%, contra 24,3% para a parlamentar. Os brancos, nulos e indecisos somariam 25,5%.

A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 10 e 14 de maio, em 136 municípios de 24 Estados. Foram ouvidas 2.000 pessoas. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número 11.548/2010.”

(Folha Online)

Mensalão do DEM – Vídeo foi pegadinha, diz deputada do dinheiro na bolsa

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=_00-yAQTj2U[/youtube]

“A deputada distrital Eurides Brito (PMDB) afirmou, nesta segunda-feira, que o vídeo em que aparece colocando dinheiro na bolsa foi uma “pegadinha”. A gravação faz parte do inquérito que investiga um suposto esquema de pagamento de propina no governo do Distrito Federal. “Na Justiça isso não serve como prova, porque não foi feito com autorização”, afirmou a parlamentar, que diz ser vítima de “perseguição política”.

Nesta segunda, a deputada prestou esclarecimentos à Comissão de Ética da Câmara Legislativa, por conta do processo por quebra de decoro parlamentar. No depoimento, tentou desqualificar a oitiva realizada com o principal delator do suposto esquema de corrupção no DF, o ex-secretário de Relações Institucionais do governo Durval Barbosa. Ela reclamou por não ter sido avisada da oitiva, dizendo que teria sido uma “oportunidade” para questionar o ex-secretário. Avaliou também que o depoimento contém contradições e trechos inaudíveis.

Para a relatora, Érika Kokay (PT), ao usar o depoimento do ex-secretário como base de sua defesa, a peemedebista acaba fazendo o caminho inverso. “Ela valida essa oitiva para produção de um relatório”. A justificativa de Eurides para os alegados R$ 30 mil que aparece recebendo de Durval Barbosa no vídeo é de que a quantia seria um ressarcimento de reuniões pré-campanha realizadas por ela para Joaquim Roriz, que nega a versão. Questionada se não achou estranho receber em espécie um pagamento que poderia ter sido feito por transação bancária, a parlamentar disse que não indagou o pagador sobre a forma escolhida. “Eu estava ansiosíssima para receber o dinheiro que estava precisando”.

Afastamento
Na noite de sexta-feira, a Justiça do DF determinou o afastamento de Eurides do exercício do mandato até a conclusão das apurações. A decisão atendeu a um pedido do Ministério Público (MP) do Distrito Federal. O MP alega que Eurides Brito responde ação de improbidade administrativa por suspeita de envolvimento no mensalão do DEM, que seria comandado pelo ex-governador José Roberto Arruda. O esquema é investigado pela operação Caixa de Pandora.

No entanto, a peemedebista alega não ter sido notificada da decisão e, desta forma, ainda estar no cargo. Sua defesa deverá entrar com recurso contra o afastamento até terça-feira.”

 (Portal Terra)

Atrasa agenda de Serra no Cariri

A programação do pré-candidato a presidente da República pelo PSDB, José Serra, vai atrasar em Juazeiro do Note (Região do Cariri). Ele deveria ter desenbarcado às 15h30min, mas, segundo sua assessoria, houve atrasos que o farão pousar no Aeroporto Regional do Cariri por volta das 17h40min.

O roteiro continua o mesmo: Serra visitará o horto do Padre Cícero, a Igreja dõ Socorro, onde estão os restos mortais do religioso, devendo ainda visitar o Hospital São Vicente de Paulo, em Barbalha.

Por último, o pré-candidato terá encontro com lideranças no Crato Tênuis Clube,na cidade do Crato.

Dilma critica fim da CPMF

“A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Roussef, criticou em entrevista à CBN, nesta segunda-feira, o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Para Dilma, poderá ser preciso aumentar a carga tributária para garantir os recursos para a saúde que foram perdidos com a queda do imposto.

“Não vi resultados práticos no que se refere ao bolso do consumidor (com a queda da CPMF). Acho que houve uma perda de capacidade de fiscalização quando a CPMF caiu. E a perda de R$ 40 bilhões para se aplicar em saúde no Brasil”, afirmou a petista, completando: “Não é necessariamente a volta da CPMF, mas há que regulamentar o artigo 29 e garantir que haja os recursos. Você não tira R$ 40 bilhões e fica por isso mesmo. Não é possível ter visão tão sem compromisso como está”.

Questionada se a carga tributária deveria ser elevada para garantir os recursos, a pré-candidata afirmou: “ Acho que vamos ter que ser responsáveis, vai ter que aumentar recursos para saúde. Acho que deve tentar (aumentar recursos sem elevar a carga tributária). Não sei se é possível,” acrescentou.

Dilma defendeu também o ajuste sistemático da Previdência Social em vez de uma grande reforma previdenciária. Segundo a petista, nos países em que a reforma foi implantada houve problemas nas contas da Previdência. “Defendo que se ajuste a Previdência sistematicamente. Aumentou expectativa de vida, vamos ter que fazer ajuste para que a Previdência dê conta. Discutir com a sociedade a mudança de regras,” afirmou Dilma.”

(Globo Online)

Furto ao BC – MP investiga possível ligação de pastores

“O Ministério Público investiga os líderes da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo Bezerra e Romualdo Panceiro, por suspeita de receber R$ 200 mil procedentes de um roubo a banco.  A Igreja nega as denúncias. Segundo as investigações, há indícios de que o dinheiro seja parte dos R$ 164 milhões furtados do Banco Central de Fortaleza, em agosto de 2005.

A Polícia Federal recuperou só R$ 12 milhões e indiciou 96 pessoas pelo crime. Entre elas, um homem preso por estelionato e lavagem de dinheiro e que é investigado pela possibilidade de ser o doador ilegal à Universal, segundo apurou o Diário de São Paulo.

A denúncia foi feita ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) pelo lavador de carros Edilson Cesário Vieira, ex-fiel que diz ter presenciado a entrega em dezembro de 2006.

A doação, segundo a denúncia, ocorreu em uma sala de reuniões no 4º andar do templo central da igreja em São Paulo, na Avenida João Dias, em Santo Amaro, na Zona Sul da capital.

Segundo Edilson Vieira, um homem conhecido como Alexandre, frequentador da igreja, procurou Edir Macedo na noite de uma segunda-feira para entregar R$ 200 mil que havia adquirido de “um roubo ao Banco do Brasil”, porque queria “se redimir pelo crime”.

“O bispo Romualdo mandou um carro blindado pegar o dinheiro na casa do Alexandre, em Ermelino Matarazzo. Duas horas depois, chegaram com duas pastas pretas. O Alexandre jogou o dinheiro na mesa, ainda com lacre”, descreveu o ex-fiel. ”

(Diário de São Paulo)

Vice de Marina: "Serei doador, mas não único"

“Depois de longas conversas com sócios, amigos e parentes, o empresário Guilherme Leal, 60, aceitou se licenciar da direção da Natura para ser o vice de Marina Silva. Engajado na criação de ONGs como o Instituto Ethos e a Fundação Abrinq, concorrerá pela primeira vez a um cargo eletivo. Após a festa do PV, ele disse à Folha que a decisão foi “muito difícil” e que se dedicará a construir pontes com o empresariado.

FOLHA – Sua presença como vice aumenta a confiabilidade de Marina entre empresários?
GUILHERME LEAL – Espero que sim [risos]. À medida que isso está definido, muitos empresários têm simpatia, sim. Muitos me estimularam, de alguma forma, a esse movimento cívico. E corajoso.

FOLHA – Pretende ajudar a atrair doações de campanha?
LEAL – Existe uma estrutura que está sendo montada, com transparência e compromisso ético. O processo de captação está aí. Sabemos que não somos os ricos do pedaço.

FOLHA – O sr. vai ser doador?
LEAL – Vou, mas não o único. Pretendemos que a campanha seja financiada de uma maneira bastante distribuída. Todas as análises dizem que Marina pode mobilizar redes sociais. Espera-se que em termos de arrecadação isso também aconteça.

FOLHA – Qual a quantia necessária para a candidatura?
LEAL – Isso está sendo trabalhado. A campanha vai se ajustando às realidades. É um pouco desejo e um pouco possibilidade.

FOLHA – O senhor já decidiu o valor da sua contribuição?
LEAL – Não. Vai se construindo na medida em que a necessidade exista e numa proporção razoável.

FOLHA – Por que se licenciar da direção da Natura?
LEAL – Legalmente, não haveria necessidade, mas vou pedir afastamento do conselho. Não deixarei de ser acionista, mas sem qualquer influência nas decisões da Natura.

FOLHA – Teme alguma represália contra a empresa?
LEAL – A gente espera que a democracia seja respeitada. Da mesma forma como a Marina diz que não quer o embate com os adversários, a gente espera que isso prevaleça.

(Folha Online)

Lúcio e Ilário e uma conversa de futuro

O presidente regional do PR, ex-governador Lúcio Alcântara, continua disposto a postular cadeira de deputado federal, embora observe que seu nome vem sendo cogitado para o Senado. Lúcio, por enquanto, só diz que aguarda o desenrolar do cenário sucessório no Estado para tomar uma posição.

Ele, no entanto, não esconde que amiudou conversações com o ex-presidente regional do PT, Ilário Marques, sobre a possibilidade de uma chapa alternativa, caso o governador Cid Gomes (PSB) não queira endossar Dilma Roussseff (PT).

Nos bastidores, no entanto, há quem diga que a conversa Ilário e Lúcio seria mais no ãmbito da coligação proporcional. Lúcio sonha com a Câmara Federal e Ilário também.

Aliados de Ciro coordenam campanha de Serra no Ceará

“Os dois coordenadores da campanha do PSDB na região do Cariri, sul do Ceará, são aliados históricos de Ciro Gomes (PSB), deputado federal impedido pela cúpula do seu partido de concorrer pela terceira vez ao Palácio do Planalto. O candidato tucano à Presidência da República, José Serra, chega esta segunda-feira ao Ceará para uma visita de dois dias.

Prefeito do Crato, Samuel Araripe (PSDB) irá coordenar a campanha tucana no leste Cariri, região formada por 27 municípios no sul ao Ceará. Ex-prefeito de Barbalha, Romell Feijó (PTB) ficará com a parte oeste. Em 2002, ambos estiveram ao lado de Ciro Gomes na sua segunda tentativa de chegar à Presidência.

“Naquela época, eu estava filiado inclusive ao PPS, mesmo partido de Ciro”, contou Araripe. “Este ano a gente iria fazer campanha para ele de novo, mas agora vamos apoiar o Serra para presidente. Para governador, vamos apoiar o Cid Gomes [irmão de Ciro]”, completou o prefeito.

Araripe lamentou a saída de Ciro da disputa em 2010. “Se Ciro fosse candidato este ano, daria um banho em qualquer um aqui na região do Cariri. A liderança dele é extraordinária”, disse Araripe. “O processo de exclusão da disputa foi traumático. Agora o quadro mudou”, afirmou o prefeito.

No caso de Feijó, existe uma questão local que praticamente o joga para o palanque de Serra. Em 2008, ele perdeu a eleição para a Prefeitura de Barbalha para José Leite (PT), que deverá apoiar a candidata Dilma Rousseff. Ela ainda conta com o apoio de Manoel Santana (PT), prefeito de Juazeiro do Norte _maior cidade do sul do Ceará.

Aliado do governo Luiz Inácio Lula da Silva, Ciro Gomes viajou para os Estados Unidos após a decisão da Executiva Nacional do PSB que impediu a sua candidatura. Dilma Rousseff (PT) conta com o apoio dele. No entanto, em entrevista ao iG, Ciro disse que “Lula navega na maionese” e que Serra “é mais preparado”.

Juazeiro do Norte, Barbalha e Crato são as três cidades que Serra irá visitar nesta segunda-feira. Depois, o tucano irá para Fortaleza.

O poder de Tasso
Araripe e Feijó foram escolhidos coordenadores na região do Cariri por Tasso Jereissati (PSDB), que disputará a reeleição ao Senado. Ao lado de Ciro, Tasso é ainda a principal liderança no Estado. Foi com o apoio do tucano que Ciro tornou-se governador do Ceará nos anos 90.

Em 2006, Tasso fez campanha para Cid Gomes (PSB), apesar de o seu partido ter lançado à reeleição o então governador Lúcio Alcântara (hoje no PR). Em 2010, Tasso tenta garantir o apoio de Cid à sua reeleição ao Senado.

E é por causa de Tasso que o palanque de Dilma no Ceará corre risco. Cid não quer apoiar o José Pimentel (PT) como segundo nome ao Senado. O primeiro, já garantido, é o de Eunício Oliveira (PMDB).

Cid quer apoiar apenas Eunício para, de forma velada, ajudar Tasso. Nesse caso, os desentendimentos entre PT e PSB acabarão beneficiando José Serra. Porém, o ex-governador paulista depende do empenho de Tasso em sua campanha.

Em 2002, quando disputou a presidência pela primeira vez, Serra conseguiu no primeiro turno apenas 8,5% dos votos válidos. Foi superado por Ciro, em primeiro lugar com 44,4%, e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ficou em segundo com 39,3%.” 

(Portal IG)

Lula é aguardado em Madrid

“Depois de negociar o acordo sobre o urânio do Irã nesta manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcada na tarde de hoje (17) em Madri, capital espanhola, para os debates da 6ª Cúpula União Europeia, Mercosul e Caribe. Lula deve participar ainda hoje de uma série de discussões sobre a retomada das negociações para o fim dos obstáculos aos acordos comerciais entre países europeus e os que integram o Mercosul.

Os países membros do bloco sul-americano apresentaram propostas de abertura no setor industrial e aguardam que os europeus indiquem compensações na área agrícola. Do lado brasileiro, há expectativa para a possibilidade de alcançar um acordo de livre comércio de forma equilibrada, dizem os negociadores.

As exportações do Mercosul para a União Europeia atingiram, em média, US$ 55 bilhões, no período de 2006 a 2008 – ou seja 20% das vendas para o mundo. Os países da União Europeia são os principais investidores diretos na região do Mercosul.

Durante a cúpula, mais dois assuntos devem predominar nos debates: a crise econômica que atingiu a Grécia e, em menor escala, Portugal e Espanha; e a situação de Honduras. Para a maioria dos sul-americanos, o país deve ser mantido suspenso da Organização dos Estados Americanos (OEA) até que o presidente Porfirio “Pepe” Lobo adote algumas medidas consideradas fundamentais.

Para Lula e a maioria dos participantes do encontro, o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, e seus aliados têm direito à anistia, assim como os que promoveram o golpe de Estado, em 28 de junho de 2009.”

(Agência Brasil)

PPS quer palanque pró-Serra no Ceará

Membros do PPS do Ceará gravaram, na última semana, as inserções do partido no rádio e na TV,  que vão ao ar mês que vem. Alexandre Pereira, presidente estadual, Robinson Castro e Silva, vice e pré-candidato a deputado estadual, e Leonardo Baima, pré-candidato a deputado federal, ocuparam os espaços.

Todos batem na tecla de que o PPS quer mudanças e não apostar na tese de que o Ceará não tem oposição em condições de enfrentar nas urnas o governador Cid Gomes (PSB).

Alxandre Pereira até admite, em conversa com amigos, entrar na disputa. Caso o PR do ex-governador Lúcio Alcântara recue. Pereira entraria para garantir mais um palanque pró-Serra no Estado. Ele integra a comitiva que recepcionará o pré-candidato tucano a presidente da República no Ceará.

Ceará ganha Atlas Linguístico

“O Atlas Linguístico do Estado do Ceará – ALECE, resultado de pesquisa que levou 17 anos para ser concluída e que se estendeu a várias regiões do Estado, vai ser lançado no próximo dia 20, quinta-feira, às 19 horas, no auditório da Reitoria da Universidade Federal do Ceará. Em dois volumes, a obra é um mapeamento da língua falada no Ceará, com informações capazes de subsidiar estudos de linguistas, lexicógrafos, gramáticos, historiadores, sociólogos e pedagogos.

O lançamento do ALECE, que recebeu apoio do Governo do Estado, através da Secretaria da Cultura, é parte da programação que a UFC promove pelos seus 55 anos de instalação, efeméride a ser comemorada em junho de 2010.

A ideia de elaboração do Atlas surgiu ainda nos anos 1970, dentro do Núcleo de Pesquisa e Especialização em Linguística, do Centro de Humanidades da UFC. Nele se diferenciam os falares de homens e mulheres, de escolarizados e não-escolarizados. É o sétimo do Brasil, depois dos produzidos na Bahia, Minas Gerais, Sergipe, Paraíba, Paraná e Rio Grande do Sul.

Sob coordenação do Prof. José Rogério Fontenelle Bessa, a equipe que liderou as pesquisas do Atlas é formada por alguns dos mais importantes estudiosos da área, como José Alves Fernandes, José Pinheiro de Souza, Alexandre Caskey, Hamilton Cavalcante de Andrade, Mário Roberto Zagari, Ignácio Ribeiro P. Montenegro e José Carlos Gonçalves.”

(Site da UFC)

Roberto Monteiro – O "Filho do Vento"

Olha só quem marcou presença e botou muita gente boa pra trás na Corrida da Infantaria, realizada neste fim de semana, na avenida Beira Mar, em Fortaleza: o secretário da Segurança Públiuca e Defesa Social do Estado, Roberto Monteiro.

O secretário, que mostrou fôlego e agilidade, não perde um certame. Dessa vez, no entanto, ele correu sem ter ao lado o amigão dessas competições: o deputado estadual petista Artur Bruno. Dizem que Bruno, agora candidato a deputado federal pelo PT, anda agora correndo atrás de eleitores.

(Foto – Mauri Melo)

Caravanas chegam à Região do Cariri para recepcionar José Serra

Várias caravanas de prefeitos e vereadores já estão chegando ao município de Juazeiro do Norte para recepcionar, a partir das 15 horas, no Aeroporto Regional do Cariri, o pré-candidato a presidente da República, José Serra. Eles prometem uma grande carreata saindo do terminal.

Ao todo, são caravanas de 27 municípios caririenses e de outros 15 da Região Centro-Sul do Estado.

Raimundo Gomes de Matos, único tucano cearense na Câmara dos Deputados, aterrissou na cidade, ao lado da ex-deputada estadual Tânia Gurgel, e puxará o grupo das lideranças.

DETALHE – Em meio à movimentação tucana na Região do Cariri desde sábado, chamou a atenção a presença, em Juazeiro do Norte, do deputado federal José Nobre Guimarães (PT). Ele permaneceu na região até a tarde de domingo.

DETALHE 2 – Quem também circulou pelo Cariri foi o deputado federal Paulo Henrique Lustosa (PMDB). Mas seus contatos políticos foram em Santana do Cariri e Barbalha.

Lavras da Mangabeira sem água

O deputado estadual Heitor Férrer (PDT) denuncia: em Lavras da Mangabeira (Região do Cariri), onde está sendo construída a Rodovia Padre Cícero, a empresa Pavotec, responsável pela obra, rompeu os dutos de água. Com isso, “a cidade padece por mais de 13 dias sem o precioso líquido”, enquanto o açude do Rosário, que faz o abastecimento ali, está cheio.

Até o momento, conforme explicou o deputado, a construtora não mostrou nenhuma preocupação em restabelecer a ligação da tubulação. “As pessoas estão usando vasilhames de querosene em lombo de jumento. É um desrespeito com a população do município”, diz o parlamentar.

Ex-Ouvidora do MPE manda nota para o Blog

Este Blog recebeu da ex-ouvidora geral do Ministério Público do Estado, Rita Maria de Vasconcelos Martins, nota onde ela explica o porquê da não publicização ainda do que esse organismo fez em seu período. Ela deixou o cargo neste mês.

Prezado Senhor,

Antes do encerramento do mandato de Ouvidora Geral do Ministério Público alencarino, deixei o segundo Relatório Circunstanciado das atividades empreendidas pela Ouvidoria, como reza a Lei Estadual nº 14.093/08, que criou a nossa Ouvidoria.

Contudo, para dar publicidade, necessita ser revisto e aprovado pelo egrégio Colégio de Procuradores de Justiça cearense, e pela douta Procuradora Geral de Justiça.

Certamente após o trâmite das etapas legais o grande público será conhecer das demandas registradas e solucionadas, dos conflitos sociais assistidos nas comunidades por balcão de Ouvidorias (Estaduais e Municipais), e ainda, pela parceira com Núcleos de Mediação Comunitária e Lideranças Comunitárias.

Certa de ter alcançado a meta social a que me propus ao assumir o cargo de Ouvidora Geral do Ministério Público biênio 2008/2010, coloco-me à disposição de V. Sa. para oferecer as explicações julgadas pertinentes.

Atenciosamente,

Rita Maria de Vasconcelos Martins.
Procuradora de Justiça.

Justiça manda servidores do Ministério do Trabalho encerrarem a greve

“Os servidores do Ministério do Trabalho e Emprego, em greve desde o dia 6 de abril, deverão retomar a prestação de serviços essenciais. A decisão liminar é do ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Hamilton Carvalhido e, se não for cumprida, pode acarretar multa às entidades organizadoras da paralisação.

Entre os serviços essenciais, o ministro citou o pagamento de seguro-desemprego e a expedição de Carteira de Trabalho. A decisão afirma que deve ser assegurada a continuidade da prestação destes serviços públicos, sendo para tanto necessário o retorno ao trabalho de no mínimo 50% dos servidores, em cada localidade.

A Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal) e a CNTSS (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Seguridade Social) têm prazo de 24 horas a contar do primeiro dia útil após a comunicação da decisão para a retomada da prestação dos serviços. Caso não cumpram a decisão judicial, será cobrada multa diária de R$ 50 mil às entidades.”

(Última Instância)

E todos os caminhos levam à Cãmra Federal

O PHS do Ceará vai oficializar, no fim de junho próximo, apoio à reeleição do governador Cid Gomes (PSB). A informação é do presidente regional da legenda, deputado estadual Francisco Caminha. Ele explica que o PHS está satisfeito com a gestão do governador.

Francisco Caminha disse também que vai postular cadeira de deputado federal e que conta com o apoiodo governador. Mas, como não gosta de esperar ajuda só de um flanco, ele constroi outras alternativas como o apoio de congregações evangélicas.

O parlamentar está em Brasília conversando com setores religiosos. Foi levasdo pelo pastor Pedro Eugênio. Bom lembrar que, em passado recente, Camninha era um entusiasta do Movimento Carismático Católico.

Alan Neto, o "Trem Bala" chega à estação dso 45 anos de jornalismo

Foto: Fco Fontenele

Que bela entrevista traz as “PáginasAzuis” , do O POVO, nesta segunda-feira. O pesonagem ajuda: chama-se Alan Neto, jornalista, radialista e colunista do O POVO que comemora 45 anos de batente. Alan hoje comanda o programa “Trem Bala” , na POVO/CBN, a maior audiência no horário, e, nesta entrevista, abre um pouco o jogo de quem não esconde, vez em quando, a timidez. Confira:
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Alan Neto escolheu ser um personagem. Era Simplício, mas aproveitou a deixa do artista francês. “O Hider, meu irmão, passa no Centro e tá passando um filme do Alan Delon. Ele chega em casa e diz: -Arrumei um pseudônimo pra ti-“. Nesta entrevista, realizada na Redação do O POVO, final de expediente, o “homem do Trem Bala“ conta suas versões.

Zagueiro “perna-de-pau“. Repórter amador enquanto a voz engrossava. Profissional do rádio, do jornal e da televisão. Jornalista “no peito e na raça“. Boêmio “da água mineral“. Contrarregra e “galã de meia tigela“. Apaixonado pela eterna cantora do rádio. Pai de Alana, a bailarina que quis ser psicóloga. Avô de Júlia, a “petúnia“. Devoto de Nossa Senhora das Graças e do Menino Jesus de Praga. Um gentleman, para quem o conhece.

Em síntese, são 45 anos de jornalismo, casados com um viver intenso. Alan vai driblando o tempo, divide a bola com a nova geração. Sabe ganhar o jogo. É fiel a si.

Ele acompanhou a fase de ouro do basquete cearense, os artistas do Irapuan Lima, o balé da filha. Divertiu-se. Diverte-se, aliás, ao cirandar com a neta, um de seus risos.

“Pé de ouro“ desde a mocidade, há 44 anos faz par com Ivanilde Rodrigues. Não almoça fora de casa, de jeito nenhum. E, mesmo que o trabalho se vá pela noite, ele volta, para as conversas cotidianas da madrugada com a mulher. Ivanilde, que “canta como um rouxinol“, é seu bolero maior. “É o amor da minha vida“, faz questão de registrar, nos bastidores da edição.

Alan se declara ainda torcedor do Ferroviário. Desliga o celular, não abre e-mail. Recusa-se ao aborrecimento. Nunca teve nem carteira de motorista. Enfim, conduz a vida na valsa.

O POVO – Alan, começa falando de como foi sua carreira…
Alan Neto – Comecei na Rádio Iracema. Tinha 14, 15 anos, quando houve o lançamento da pedra fundamental, na (rua) Tristão Gonçalves. Eu jogava pelada, na calçada, e olhei pra dentro, tinha o (radialista) Armando Vasconcelos, que é meu primo. E fui assistir à solenidade. Depois, disse pra ele: “Armando, sou filho do Zé Júlio, teu tio. E gostaria de trabalhar em rádio“. Ele disse: “Passa aqui“. Um ano depois, eu fui. E ele me mandou pro (radialista) Aécio de Borba, compor o departamento de Futebol. Ele me mandou pra ser repórter amador, fazendo cobertura de basquete, futebol de salão, voleibol.

O POVO – Você gostava de jogar?
Alan Neto – Era um zagueiro perna-de-pau! (gargalhadas).

O POVO – Mas jogava…
Alan Neto – Era o capitão!

O POVO – O dono da bola…
Alan Neto – Era o dono da bola, eu comandava! (risos) Aí, fui cobrir basquete, na época de ouro do basquetebol, e resolvi aderir ao basquete. Fui o maior “mão-de-pau“! Nunca consegui fazer uma cesta, na minha vida!

O POVO – Nessa época, você ainda não brincava com bordões?
Alan Neto – Não. Nem falava. A voz estava engrossando…

O POVO – Só levantava a notícia pra passar para o locutor…
Alan Neto – Pronto. O redator era o Astrolábio Queiroz, e o Chico Alves, chefe do departamento esportivo.

O POVO – No rádio, você passou quanto tempo?
Alan Neto – Um bom tempo. E o Chico Alves preparava as matérias do jornal O Estado. Era o editor. Um dia, ele faltou e mandou eu fazer. Foi uma lástima. Fiz uma série de matérias de Fortaleza, Ceará, Ferroviário… Uma série de erros também, não tinha prática.

O POVO – Quando veio a oportunidade para ser titular e não um sobressalente?
Alan Neto – Um dia, o Chico Alves disse: “Não quero mais rádio. Você quer comandar o programa?“. Eu disse, “Você, falando com o Zé Parente (diretor-presidente), tô no ato!“.

O POVO – O Zé Parente topou?
Alan Neto – Topou. Aí, eu disse: “Vou fazer um programa diferente“. O programa não tinha audiência e publicidade. A Gilete patrocinava todos os programas esportivos. Eu disse: “Vou meter a Gilete aqui, por minha conta“. Comecei a anunciar: “A partir de segunda-feira, um programa revolucionário, com patrocinador espetacular: a Gilete“ (risos). O Zé Parente: “Você é louco? Que negócio de Gilete é esse?“. “Tem Gilete nenhuma, seu Zé. Quero, através da Gilete, atrair clientes“. Ao cabo de dois meses, comecei a atrair publicidade.

O POVO – E a Gilete fez patrocínio?
Alan Neto – Nunca! (risos) Mas atraí, pelo menos, cinco grandes patrocinadores locais. “Gilete? Então é porque o cara é bom. Vamos ouvir“.

O POVO – Teve alguma ameaça física em virtude dessas situações que você criava?
Alan Neto – Tinha demais! Eu dizia: “Se não for verdade aqui, que desmintam em outro canto, ora!“ (risos). O cara desmentia. “E desde quando a versão dele é a verdadeira e a minha não é?“. Aí, criava o problema! (risos) Mas driblava…

O POVO – O que o Zé Parente achava?
Alan Neto – Ele dizia: “Você é um louco“. Chamava o Flávio (Ponte, irmão) pra me repreender. “Alan, você está espalhando muito boato“. “E daí? Futebol é um boato“. Fez tanto sucesso que o Zé Parente me deu mais meia hora. A primeira coisa que eu fiz foi: “Não quero mais Esporte no Ar. Vou botar Programa do Alan“.

O POVO – Mas seu nome não é Alan Neto…
Alan Neto – Não, meu nome é Manoel Simplício de Barros Neto. Com Simplício, eu não ia a lugar nenhum! (gargalhadas) Eu disse: “Tenho que ir atrás de um nome novo“. O Hider, meu irmão, passa no Centro e tá passando um filme do Alan Delon (risos). Ele chega em casa e diz: “Arrumei um pseudônimo pra ti. Tá passando um filme com Alan Delon! Põe Alan Neto!“. “Pronto!“ (risos). Foi quando comecei a retirar o nome, paulatinamente. Colocava: Simplício Alan Neto (gargalhadas). E o bode que criou na minha família! Tive que explicar. Eles aceitaram.Tempos depois, fiz a retificação no registro: Manoel Simplício Alan de Barros Neto.

O POVO – Já agregando: como você voltou para jornal?
Alan Neto – Wildo Celestino, o Didi, que era o editor da Gazeta de Notícias, ouvia muito o meu programa. Eu me encontro com ele, ele disse: “Topa fazer uma coluna na Gazeta?“. “Topo!“. Eu já redigia, pra Rádio Iracema, notícia esportiva. Fui pra Gazeta e fiz uma coluna. Lá vem o Hider, de novo. Como encontrar um título? O Hider sugeriu: “Põe -Confidencialmente-“. Não passei 20 dias na Gazeta.

O POVO – Por quê?
Alan Neto – Eu estava no PV, e o (Antônio Pontes) Tavares era o editor de Esportes daqui (O POVO). Aí, eu tô sentado na tribuna da imprensa, ele falou: “Quer levar a tua coluna pro jornal O POVO? Teu irmão já tá lá. Quero esse mesmo estilo. Vamos estrear daqui a um mês“.

O POVO – E qual era o estilo? Era o mesmo da Rádio?
Alan Neto – Era notícia de bastidores…

O POVO – Mas, verdadeiras!
Alan Neto – Verdadeiras! (gargalhadas) E eu ia trazer boato pro jornal, rapaz? (risos).

O POVO – Como você conseguia essas notícias de bastidores se, na Rádio, inventava um bocado de coisa?
Alan Neto – Começaram a aparecer as fontes: “Essa notícia, tu pode dar pela metade. A outra metade, não dá“ (risos). “Que notícia pela metade, homem!“.
O POVO – As melhores fontes eram quem? Jogadores, dirigentes…
Alan Neto – Jogador, nem tanto. Eram dirigentes e, principalmente, aquele pessoal que cerca os dirigentes. Diretor de futebol queria plantar informação. Até plantava em troca de duas notícias exclusivas.

O POVO – A prática, hoje, é a mesma?
Alan Neto – Não.

O POVO – Como é a relação, hoje, com esse tipo de fonte? Durante sua carreira, você criou uma experiência para saber filtrar…
Alan Neto – Eu checava. Não tinha uma fonte só num lugar. A pior fonte é o presidente de clube. Porque ele quer que dê a notícia conveniente do clube, não quer que dê o outro lado.

O POVO – No jornalismo, a fonte boa é aquela que nunca aparece… Na sua trajetória, você usou muito esse tipo de artifício?
Alan Neto – Massagista é bom. O médico do clube. O médico é ótimo porque não recebia dinheiro, na época, e era uma forma de se vingar. “Não quero que meu nome apareça“. “Não aparece“.

O POVO – Como você foi aprendendo a ser jornalista? Na marra?
Alan Neto – No peito e na raça. Era o dom. Pegava o estilo de um, de outro. Meu grande padrinho, aqui, foi seu Costa (José Raymundo Costa). Seu Costa descobriu o potencial que eu tinha pra repórter.

O POVO – Ele lhe dá uma oportunidade como repórter, para você fazer aquela sessão “Tintim-por-tintim“…
Alan Neto – Foi um desastre! Como eu não tinha boa redação, na época, mandava pra ele revisar minha coluna. Quando ele revisava e tirava os erros, eu vinha pra máquina e redigia.

O POVO – Um dia, ele disse: “Você vai fazer reportagem…“
Alan Neto – Ele disse: “Vamos descobrir outro campo pra ti. Quero criar uma página semanal. É um fato da semana, e você, com a sua veia de repórter investigativo, vai atrás e mostra os fatos reais“. Não fui na quarta semana! Um foi uma besteirinha, o outro também. Aí, um crime no Monte Castelo! Que fria eu entrei, rapaz! (risos). Comecei a receber telefonema: “Se essa matéria sair, você morre!“ (risos).

O POVO – Como foi sua saída para o Diário do Nordeste?
Alan Neto – Foi traumática! O Diário estava sendo implantado pelo Edson Queiroz. Ele disse: “Quero quatro do jornal O POVO: Sílvio Carlos, Lúcio Brasileiro, Alan Neto e Regina Marshall“. Me deram jornal, rádio e televisão.

O POVO – Foi sua primeira cantada para televisão…
Alan Neto – Pagaram três salários por três fontes diferentes.

O POVO – Você já tinha quanto tempo de jornal?
Alan Neto – Uns 20 e poucos anos. A Regina acertou rápido, o Sílvio também, o Lúcio, a dona Albanisa brecou e eu tinha que dizer ao seu Costa, que era meu padrinho aqui… Foi um auê! Expliquei: “São três salários e eu não posso perder, tô casado“. Fui e tive uma convivência boa lá.

O POVO – O que lhe trouxe de volta?
Alan Neto – O Demócrito (Dummar).

O POVO – A amizade?
Alan Neto – A amizade. Esse calor humano.

O POVO – E sua mulher o influenciou a voltar?
Alan Neto – Ela disse: “Ele volta!“ (risos).

O POVO – A Ivanilde, você conheceu no rádio. Ela cantava, e você cantou ela lá (risos)?
Alan Neto – Dei uma cantada nela! Ela me chamou de “galã de meia tigela!“ (gargalhadas). Ela era noiva!

O POVO – Qual era a rádio?
Alan Neto – Rádio Iracema. Eu digo, “mas que olhos lindos os seus!“ (gargalhadas). Fiz amizade com a mãe dela, dona Celeste, e pronto! (gargalhadas).

O POVO – A Ivanilde era uma das grandes cantoras do rádio…
Alan Neto – Era. Ela e a Ayla (Maria). Era pau a pau! A Ayla, na Ceará Rádio Clube.

O POVO – A conquista demorou muito?
Alan Neto – Foi através da mãe dela! Eu dizia: “Dona Celeste, esse namorado dela não quer nada! Ele já veio buscar ela aqui?“. “Nunca!“. “E quem manda deixar ela em casa?“. “Você!“. “Então? Sou seu candidato!“.

O POVO – Antes da Ivanilde, você era galanteador?
Alan Neto – Eu tinha umas namoradas por aí (risos).

O POVO – Isso não é segredo, pode sair na entrevista…
Alan Neto – Pode! (risos).

O POVO – Você fazia o contrário do jornalista: não bebia, não fumava…
Alan Neto – Não jogava. Mas gostava da noite: era boêmio da água mineral e da Coca-Cola (risos). Sempre gostei da noite.

O POVO – Você dança, né, Alan?
Alan Neto – E bem! E ela (Ivanilde) dança pouco!

O POVO – Quanto tempo de casados?
Alan Neto – Estamos fazendo 44 anos.

O POVO – Ainda da sessão não beber, não fumar. Você também não dirige…
Alan Neto – Não.

O POVO –
E, naquela Fortaleza que você começou a trabalhar, andava muito a pé?
Alan Neto – Muito. Tudo era no Centro, pertinho. Sempre morei no Centro: Princesa Isabel, Tristão Gonçalves, Imperador, Liberato Barroso… E tem também a história do Irapuan Lima, rapaz!

O POVO – O que foi?
Alan Neto – Ele tinha um programa de auditório e inventou de ter um contrarregra. O Irapuan Lima é meu primo. E eu, pra ficar mais perto da Ivanilde (risos), fui ser contrarregra. Ela cantava lá. Ele inventa d-eu ir buscar os artistas! Uma pândega! Nelson Gonçalves, Ângela Maria, Elza Soares. No Excelsior Hotel ou no Savanah. Resolvi fazer raiva ao Nelson Gonçalves. Cheguei e disse: “Se arrume que o Irapuan está lhe esperando às 5 e meia da tarde“. Ele disse: “Só saio daqui quando eu quiser“. “O auditório tá cheio, rapaz, e você ainda tá nu da cintura pra cima. Coisa mais feia!“. “Você quer mandar na minha vida?“. Era uma pândega! E ele ia reclamar do Irapuan: “Não mande mais aquele seu secretário magrelo que ele é muito chato!“. Um dia, ele traz o Belini pra participar do programa.

O POVO – O jogador?
Alan Neto – Foi a maior decepção. O Belini no auge, jogador do Vasco. Aquele portento de homem, lá vou eu atrás no Excelsior Hotel. E o Belini nada de falar. O auditório cheio. O Irapuan apresenta, e o mulheril: “Belini, Belini!“. Quando o homem fala, com aquela voz do Dom Aloísio Lorscheider… (gargalhadas). Foi uma ducha de água fria nesse auditório! O Irapuan: “Tu sabia que esse homem tinha a voz fina e não me disse nada?“. “Como é que eu podia saber se ele nem falou comigo!“ (risos).

O POVO – Você entrevistou o Roberto Carlos, não foi?
Alan Neto – Ele se hospedava com a Wanderlea e o Erasmo na casa do Irapuan. Tanto que ele chamava o Irapuan de “Papai Puan“. O Roberto sempre foi daquele jeito: nunca completa as frases, até hoje (risos). Não rendiam, as entrevistas dele. Com o Pelé, sim, foi o auge da minha carreira como repórter. Foi quando consegui aquela bomba: “A minha última Copa é a de 70“. Agora pra entrevistar esse homem, no Savanah Hotel… Seu Costa: “Cê vá pra lá e traga uma matéria-bomba com o Pelé. Se vire“. Chamo Sérgio Ponte, com um gravador deste tamanho. “Vou começar a distribuir gorjeta com o garçom pra, na hora do almoço do Santos, eles me colocarem dentro“. Pelé ia passando, com a caneta na mão, pra dar um autógrafo. Eu disse: “Não é bem um autógrafo que eu quero teu!“. “O que é?“. “Rapaz, eu tô começando em jornal agora, e o diretor me deu uma missão de levar uma grande notícia porque, se não, serei demitido. E tu começaste no Santos com 17 anos, me ajuda nessa porque eu sou pobre. Veja aqui meu irmão, magro…“ (risos). Aí o Pelé: “Vou dar uma entrevista pra salvar o teu emprego“. “Me dá uma notícia pra primeira página do jornal“. “Bote aí: -Eu encerro a minha carreira, como jogador de futebol, na Copa de 70. Não jogo mais pela Seleção-“. Ganhei a primeira página.

O POVO – Alan, você tem uma performance, e eu queria saber se é natural, ou você vai criando?
Alan Neto – Fui criando, mas me espelhei pelo Flávio Cavalcante. Fui ao programa do Flávio e percebi que, quando o Flávio entrava, era uma coisa completamente diferente do Flávio dos bastidores.

O POVO – A sua coluna, no jornal, na Internet é a mais lida. Você chega a ver os comentários que são feitos lá?
Alan Neto – Não. Não abro e-mail, nada. Porque não quero me aborrecer. E também não quero me envaidecer.

O POVO – Você torce qual time?
Alan Neto – Ferroviário. Lá em casa, eram dez homens. Meu pai torcia Ceará e minha mãe, Fortaleza. “Vai torcer qual, Ceará, ou Fortaleza?“. “Ferroviário. Vou bancar o Robin Hood“. Isso me faz um bem tão grande! Porque ninguém dá murro na cara e nem persegue e nem atira em torcedor do Ferroviário, é ou não é?

O POVO – Ô, Alan, essa tal de Umarizeiras das Lages existe mesmo?
Alan Neto – (risos) Lá vem você! Nasci em Senador Pompeu. Com o nome do meu avô. Meu pai era do Dnocs, viajava pra fiscalizar açude. Nasço com quatro quilos e meio, ó! Fui pesado na balança dum açougueiro (risos)! Minha mãe disse: “Vou botar o nome de Manoel Simplício de Barros Neto! Manda registrar“. Meu avô, quando soube, disse: “Vou criar esse menino“. Com nove meses, fui pra Umarizeira das Lages, que é um condado, né (risos)? Quer dizer, é um distrito de Maranguape! A caminho de Palmácia. Ele me criou, durante oito anos, lá.

O POVO – Você lê muito?
Alan Neto – Leio. São três personalidades diferentes. Onde encontrei meu personagem, foi na TV Jangadeiro. Através do Wagner (Borges), que me levou pra lá: “Quero o Alan Neto polêmico, que bate na mesa. Mas televisão é diferente, você tem que redigir e colocar no teleprompter“. Foi um fracasso. Na época do piloto, eu ia lendo e o meu raciocínio é muito mais veloz e atropelava. E ele queria que eu fizesse o programa só. “Wagner, não vai dar. Sou muito feio. O cara não fica um minuto me olhando na televisão, desliga. Você tem que botar uma mulher bonita, perto de mim, pra ser o contraponto“. Deu certo. E eu disse: “No rádio, faço mungango“. “Faça aí também!“.

O POVO – E o Alan Neto em casa é muito diferente do Alan Neto da TV e do rádio?
Alan Neto & Totalmente.

O POVO – Você é excêntrico pra caramba, cheio de manias. Tinha uma história que você pulverizava o ambiente com desodorante, abre a malinha, dois copos d´água…
Alan Neto & Isso é sexta-feira, quando sai todo mundo, aí, eu pulverizo! Tenho um bocado de mania!

O POVO – Mas em casa, você diz que é totalmente diferente…
Alan Neto & Sou diferente demais até. A Ivanilde diz: “Ele é esquisitão!“. Eu digo, “Não sou esquisitão. O que eu tinha pra conversar contigo, já conversei!“ (gargalhadas).

O POVO – Também, 44 anos de casados…
Alan Neto & O que é que tem pra mais dizer, ainda! (risos). Estou brincando! Como ela dorme muito tarde, ela diz: “Bom, se passar de duas da manhã, vou procurar ele no necrotério, no hospital. Que ele chega até duas horas“ (risos). Não durmo e nem almoço fora de casa. Se um diz: “O governador mandou te convidar pra almoçar“. “Rapaz, diz a ele que, se for pra jantar, eu vou“. Vou em casa, almoço, tiro uma soneca de uma hora, faço a pauta do programa, um lanche e saio. Com a Ivanilde, tem uma sintonia muito grande. Como sempre trabalhei à noite, chegava em casa uma hora, duas da manhã. Ela tá vendo televisão e a gente conversa, põe os assuntos em dia da neta.

O POVO – Ela escuta o programa?
Alan Neto & É uma ombudsman chatíssima! Ela acha que eu tenho que fazer o programa pra ela! (risos). Ela diz: “Cara, tu tá muito repetitivo, muito cheio de mungango!“.

O POVO – Ela tem algum time?
Alan Neto & Fortaleza. Ela diz: “Tu puxa a orelha, o nariz!“. Eu digo: “Menina, não é pra ti que estou fazendo o programa! (risos). Tenho que fazer aquilo, ser autêntico!“. A gente conversa, depois, eu vou ler e ela vai dormir. Enfim, temos um relacionamento ótimo. Às vezes, tem coisa chocante. Por exemplo, vem um cara e diz: “Sabia que o teu marido é um pé de ouro?“ (gargalhadas). “Pois é. Ele dança muito bem, e eu não danço nada e ele vai dançar. Pronto“ (risos). Ela acaba logo com o papo aí.

O POVO – E a neta?
Alan Neto & A neta é demais, rapaz! Botei o apelido nela de “petúnia“! Fez um ano. Quem dá a educação a Júlia é a Ivanilde. É impressionante a convivência das duas! Ela diz: “E ali, na televisão?“. “Vo-vô“ (risos). “Olha a Fabiana, a bela! Quem é a bela do vovô?“. E ela diz: “EU!“ (gargalhadas). Quando chego, é o destroço! Ela vem pra cima da mesa, derruba livro, tudo!

O POVO – Qual o papel do avô?
Alan Neto & Bobão de marca maior! Faço trejeito, ela aprende. Faço careta, ela faz. Ela me pega roncando, começa a imitar! É um barato! O pai não tem tempo pra filha, trabalha pela sobrevivência. Vai curtir o neto. Por isso é que Carlos Drummond diz que o neto é o filho com açúcar.

O POVO – Alan, o que você traz dentro da sua maleta?
Alan Neto & Tenho tudo ali dentro. Tem pó de pirlimpimpim (gargalhadas)! Tylenol, remédio pra pressão, o que você pode imaginar.

O POVO – E uns santinhos…
Alan Neto & Também. Sou cercado de santos.

PERFIL

O quinto filho de seu Zé Júlio e dona Zeneida – de uma prole total de dez homens e uma mulher – nasceu em Senador Pompeu (275,1 quilômetros de Fortaleza), no dia de Nossa Senhora das Graças (27 de novembro), com quatro quilos e meio. “Fui pesado numa balança dum açougueiro, rapaz!“, ri-se. Alcançou 1,84 m, ensaiou o basquete, mas nunca marcou uma cesta. No máximo – e porque era o dono da bola -, foi capitão do time de pelada que jogava na calçada da rua Tristão Gonçalves. Criado pelo avô, até os oito anos, no “condado“ de Umarizeira das Lajes, forjou-se homem e personagem na Capital e na imprensa. Nasceu Manoel Simplício de Barros Neto e se inscreve, na história do jornalismo cearense, como Alan Neto.

(O POVO)

Lula – Acordo Brasil, Irá e Turquia é vitória da diplomacia

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (17) que o acordo fechado entre Brasil, Irã e Turquia para troca de material nuclear foi uma “vitória da diplomacia”. Lula participou da negociação como o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, e o primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan, em Teerã. O acordo prevê que o Irã envie à Turquia 1.200 kg de urânio de baixo enriquecimento (3,5%). Em troca, receberá o material enriquecido a 20% para ser usado em pesquisas médicas em Teerã, depois de até um ano. Nesse período, haverá supervisão de inspetores turcos e iranianos.

“Foi uma resposta de que é possível, com diálogo, a gente construir a paz, construir o desenvolvimento”, disse Lula no programa de rádio Café com o Presidente, gravado de Teerã logo após o fechamento do acordo. O governo brasileiro acredita que o acordo criará confiança na comunidade internacional e pode evitar que o Irã seja submetido a sanções por causa de seu programa nuclear.

Lula disse que o Brasil sempre acreditou na possibilidade de acordo e que a negociação prova que é possível fazer política internacional baseada da confiança. “Há um milhão de razões para a gente ter argumento para construir a paz e não há nenhuma razão para a gente construir a guerra. O Brasil acreditou que era possível fazer o acordo. Mas o que é importante é que nós estabelecemos uma relação de confiança. E não é possível fazer política sem ter uma relação de confiança”, avaliou.”

(Folha Online)