Blog do Eliomar

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Queda de Erenice – Serra diz que caso não pode ser encarado como algo natural

O postulante tucano a presidente quando em campanha no Ceará.

“O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse, em Aracaju, que nenhum país vai para o primeiro mundo mergulhado em escândalos no coração do governo. A resposta foi dada após o tucano ser questionado sobre o caso que apura a conduta da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, que deixou o cargo quinta-feira sob acusações de tráfico de influência. “Isso não pode ser encarado como algo natural.”

Serra cobrou a necessidade de providências, “não só na investigação, como também nessa eleição”. Sem citar nomes, disse que o governo tem de ditar um padrão de comportamento ao nomear pessoas para sua composição. “Tenho 27 anos de vida pública, nunca nada disso aconteceu, porque você forma equipes com gente que conhece e você controla, o que é fundamental.”

Em seu discurso, o tucano citou também o Bolsa-Família, programa de maior popularidade do governo Lula. “A decência é importante, também, que é para evitar que recursos do Bolsa-Família, Educação e Saúde sejam desviados para os bolsos de delinquentes de partidos e de campanhas eleitorais. Não é possível que isso continue acontecendo no Brasil e se ache isso natural.”

Projetos. Questionado sobre os planos para o Nordeste, Serra disse não ter dúvidas de que a região precisa de obras estruturais do governo federal e criticou a lentidão das obras de duplicação da BR-101. Destacou a necessidade de se investir em formação profissional para os jovens e repetiu a promessa de elevar o salário mínimo para R$ 600 – segundo ele, o Brasil tem dinheiro suficiente para isso.

O presidenciável chegou a Aracaju com um atraso de quase três horas. Por conta disso, teve de cancelar uma caminhada pelo centro comercial da capital, substituída por uma carreata do aeroporto até a sede do partido, na zona sul da cidade. Diversas lideranças foram recepcionar Serra no aeroporto, a exemplo do candidato do DEM ao governo do Estado, João Alves Filho. Mas alguns representantes importantes do PSDB de Sergipe não compareceram, como o candidato tucano ao Senado, Albano Franco, e a presidente do diretório estadual, Miriam Ribeiro.”

?(Agência Estado)

Terminais de atendimento bancário… hum!

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Usar terminais de atendimento da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil em vários supermercados de Fortaleza virou um tormento. Em pontos como os supermercados Frangolândia e Center Box, um terminal desses funciona e na outra semana não funciona. Ou então fica sem dinheiro.

O mais curioso nisso tudo é que esse equipamento tem sempre como vizinho um terminal de atendimento Banco 24 horas, que raramente dá problema. A clientela não anda gostando nada disso.

"Veja" traz matéria sobre o Ceará

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Essa é do Blog de Reinaldo Azevedo e consta em reportagem da nova edição da Veja:

Documentos em poder da Polícia Federal envolvem o governador do Ceará, Cid Gomes, e seu irmão, o deputado Ciro Gomes (PSB) em um esquema de corrupção que desviou 300 milhões de reais das prefeituras do estado entre 2003 e o fim do ano passado. Raimundo Morais Filho, empresário que participava da lambança, deixou tudo registrado em 27 gigas de memória, de que VEJA tem cópia. Laurélia Cavalcante, delegada federal que investiga o caso, foi atropelada por um carro não-identificado nas ruas de Fortaleza. Morais Filho escreveu um outro relato em que se diz ameaçado.

Cid nega qualquer irregularidade. Ciro, que já anunciou a disposição de construir “uma nova hegemonia moral e intelectual no país” diz não conhecer o empresário: “Jamais fiz com ele ou com qualquer pessoa essa sórdida prática que estão querendo me imputar”.

VAMOS NÓS – Em contato com este Blog, a Assessoria de Imprensa do governador Cid Gomes (PSB) voltou a rebater tais denúncias neste sábado. Em contato com a assessora da campanha de Cid, Cristianne Sales, ela também negou esse fato.

Olha só o que deu na Veja desta semana

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DEU NA VEJA
Caraca! Que dinheiro é esse?’

 

Erenice e Dilma

Funcionário da Casa Civil recebeu propina dentro da Presidência da República, perto do gabinete da então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e a um andar do presidente Lula

Diego Escosteguy e Otávio Cabral

Numa manhã de julho do ano passado, o jovem advogado Vinícius de Oliveira Castro chegou à Presidência da República para mais um dia de trabalho. Entrou em sua sala, onde despachava a poucos metros do gabinete da então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e de sua principal assessora, Erenice Guerra Vinícius se sentou, acomodou sua pasta preta em cima da mesa e abriu a gaveta.

O advogado tomou um susto: havia ali um envelope pardo. Dentro, 200 mil reais em dinheiro vivo – um “presentinho” da turma responsável pela usina de corrupção que operava no coração do governo Lula.

Vinícius, que flanava na Agência Nacional de Aviação Civil, a Anac, começara a dar expediente na Casa Civil semanas antes, apadrinhado por Erenice Guerra e o filho-lobista dela, Israel Guerra, de quem logo virou compadre.

Apavorado com o pacotaço de propina, o assessor neófito, coitado, resolveu interpelar um colega: “Caraca! Que dinheiro é esse? Isso aqui é meu mesmo?”. O colega tratou de tranquilizá-lo: “É a ‘PP’ do Tamiflu, é a sua cota. Chegou para todo mundo”.

PP, no caso, era um recado – falado em português, mas dito em cifrão. Trata-se da sigla para os pagamentos oficiais do governo. Consta de qualquer despacho público envolvendo contratos ou ordens bancárias. Adaptada ao linguajar da cleptocracia, significa propina. Tamiflu, por sua vez, é o nome do remédio usado para tratar pacientes com a gripe H1N1, conhecida popularmente como gripe suína.

Dias antes, em 23 de junho, o governo, diante da ameaça de uma pandemia, acabara de fechar uma compra emergencial desse medicamento – um contrato de 34,7 milhões de reais. A “PP” entregue ao assessor referia-se à comissão obtida pela turma da Casa Civil ao azeitar o negócio Segundo o assessor, o governo comprara mais Tamiflu do que o necessário, de modo a obter uma generosa comissão pelo negócio.

Até a semana passada, Vinícius era assessor da Casa Civil e sócio de Israel Guerra, filho de Erenice Guerra, ex-ministra da pasta, numa empresa que intermediava contratos com o governo usando a influência da petista. Naturalmente, cobravam comissão pelos serviços.

Depois que VEJA revelou a existência do esquema em sua última edição, Vinícius e outro funcionário do Planalto, Stevan Knezevic, pediram demissão, a ministra Erenice caiu – e o governo adernou na mais grave crise política desde o escândalo do mensalão, e que ronda perigosamente a campanha presidencial da petista Dilma Rousseff.

Lançado ao centro do turbilhão de denúncias que varre a Casa Civil, Vinícius Castro confidenciou o episódio da propina a pelo menos duas pessoas: seu tio e à época diretor de Operações dos Correios, Marco Antonio de Oliveira, e a um amigo que trabalhava no governo. Ambos, em depoimentos gravados, confirmaram a VEJA o teor da confissão.

Antes de cair em desgraça, o assessor palaciano procurou o tio e admitiu estar intrigado com a incrível despreocupação demonstrada pela família Guerra no trato do balcão de negócios instalado na Casa Civil. Disse o assessor: “Foi um dinheiro para o Palácio. Lá tem muito negócio, é uma coisa. Me ofereceram 200 000 por causa do Tamiflu”.

Vinícius explicou ao tio que não precisou fazer nada para receber a PP. “Era o ‘cala-boca”. O assessor disse ainda ao tio que outros três funcionários da Casa Civil receberam os tais pacotes com 200 000 reais; porém não declinou os nomes nem a identidade de quem distribuiu a propina. Diz o ex-diretor dos Correios: “Ele ficou espantado com aquela coisa. Eu avisei que, se continuasse desse jeito, ele iria sair algemado do Palácio”.

O cândido ex-assessor tem razão: dinheiro sujo dentro de um gabinete da Presidência da República é um fato espantoso. Nos últimos anos, sobretudo desde que o presidente Lula relativizou os crimes cometidos durante o mensalão, sempre que se apresenta um caso de corrupção à opinião pública surgem três certezas no imaginário popular.

* Primeiro, nunca se viu um escândalo tão escabroso

* Ninguém será punido

* O escândalo que vier a sucedê-lo reforçará as duas certezas anteriores.

A anestesiada sociedade brasileira já soube de dinheiro na cueca, dinheiro na meia, dinheiro na bolsa, dinheiro em caixa de uísque, dinheiro prometido por padre ligado a guerrilheiros colombianos. Mas nada se compara em ousadia ao que se passava na Casa Civil. Ficará consolidado no inverno moral da era Lula se, mais uma vez, esses eventos forem varridos para debaixo do tapete.

Já se soube de malfeitorias produzidas na Presidência, mas talvez nunca de um modo tão organizado e sistemático como agora – e, ao mesmo tempo, tão bisonhamente rudimentar, com contratos, taxas de sucesso e depósitos de propina em conta bancária.

Por fim, o que pode ser mais escabroso do que um grupo de funcionários públicos, ao que tudo indica com a participação de um ministro da Casa Civil, cobrar pedágio em negócios do governo? O mais assustador, convenha-se, é repartir o butim ali mesmo, nas nobres dependências da úpula do Poder Executivo, perto do presidente da República e ao lado da então ministra e hoje candidata petista Dilma Rousseff. 

Na semana passada, quando o caso veio a público, a candidata do PT ao Planalto, Dilma Rousseff, tentou se afastar o quanto pôde do escândalo. Apesar de o esquema ter começado quando Dilma era ministra e Erenice sua escudeira, a candidata disse que não poderia ser responsabilizada por “algo que o filho de uma ex-assessora fez”. Dilma candidata não tinha mesmo outra alternativa. As eleições estão aí e o assunto em questão é por demais explosivo.

Erenice Guerra ganhou vida em razão do oxigênio que Dilma lhe forneceu durante sete anos de governo. Erenice trabalhou com a candidata quando esta comandava a pasta de Minas e Energia e na Casa Civil transformou-se na assessora-mor da petista, assumindo o cargo de secretária-executiva. É possível que em todos esses anos de intenso trabalho conjunto Dilma não tenha percebido o que se passava ao seu redor. É possível que Dilma seja uma péssima leitora de caráter. Mas, em algum momento, ela vai ter que enfrentar publicamente esse enorme contencioso passado.

Obedecendo à consagrada estratégia política estabelecida pelo PT, Dilma não só tentou se distanciar do caso como buscou desqualificar os fatos apresentados por VEJA. “É um factoide”, afirmou a candidata, dois dias antes de Erenice ser demitida pelo presidente Lula. (O governo divulgou que a ministra pediu demissão, o que é parolagem.)

A chefe da numerosa família Guerra caiu na manhã da última quinta-feira, vítima dos vícios da sua turma. Além dos fatos apontados por VEJA, veio a público o atávico hábito da ex-ministra em empregar parentes no governo, que, desde já, dá um novo significado ao programa Bolsa Família. Também se descobriram contratos feitos sem licitação favorecendo parentes da ministra.

Em um dos episódios, o filhote de Erenice cobrou propina até de um corredor de Motocross, que descolara um patrocínio de 200 000 reais com a Eletrobrás, estatal sob a influência de Erenice. Taxa de sucesso paga: 40 000 reais. “Israel chamava a Dilma de tia”, contou o motoqueiro Luís Corsini, o desportista que pagou a taxa de sucesso.

Antes de capitular aos irretorquíveis fatos apresentados por VEJA, o governo fez de tudo para desqualificar o empresário Fábio Baracat, uma das fontes dos jornalistas na revelação do esquema de arrecadação de propina na Casa Civil. Baracat, um empresário do setor aéreo, narrara, em conversas gravadas, as minúcias de suas tratativas com a família Guerra, que tinham por objetivo facilitar a obtenção de contratos da empresa MTA nos Correios.

No sábado, depois de, como disse, sofrer “fortes pressões”, Baracat divulgou uma nota confusa, na qual “rechaçava oficialmente informações” da reportagem, mas, em seguida, confirmava os fatos relatados. Com medo de retaliações por parte do governo, o empresário refugiou-se no interior de São Paulo. Ele aceitou voltar à capital paulista na última quinta-feira, para mais uma entrevista. Disse ele na semana passada: “Temo pela minha vida. Vou passar um tempo fora do país”. O empresário aceitou ser fotografado e corroborou, diante de um gravador, as informações antes prestadas à revista.

Baracat não quis explicar de onde partiram as pressões que sofreu, mas, em uma hora e meia de entrevista gravada, ratificou integralmente o conteúdo da reportagem. O empresário confirmou que, levado por Israel e Vinícius, encontrou-se várias vezes com Erenice Guerra, quando ela era secretária-executiva e, por fim, quando a petista virou ministra.

As primeiras conversas, narra Baracat, serviram para consolidar a convicção de que Israel não vendia falsamente a influência da mãe. Na última conversa que eles tiveram, em abril deste ano, o tom mudou. Israel cobrava dinheiro do empresário por um problema resolvido para ele na Infraero.

Diz Baracat: “Ele dizia que havia pagado na Infraero para resolver”. Na reunião, disse Erenice, de acordo com o relato do empresário: “’Olha, você sabe que a gente está aqui na política, e a gente tem que cumprir compromissos’. (…) Ficou subentendido (que se tratava da propina). (Ela) foi sempre genérica (nesse sentido). (…) Ela disse: ‘A gente é político, não pode deixar de ter alguns parceiros’”. Baracat diz que não sabe o que a família Guerra fez com o dinheiro.

O misterioso caso da comissão do Tamiflu também merece atenção das investigações iniciadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. O Ministério da Saúde, que já gastou 400 milhões de reais com a aquisição do remédio desde o ano passado, afirma que não houve qualquer ingerência da Casa Civil – e que a quantidade de Tamiflu comprada foi definida somente por critérios técnicos.

A seguir, mais uma história edificante

Em outros episódios, a participação da Casa Civil aparece de forma mais clara. VEJA apurou mais um caso no qual o poder da Casa Civil dentro do governo misturou-se aos interesses comerciais da ex-ministra, resultando numa negociata de 100 milhões de reais. Desta vez, o lobista central da traficância não é o filho, mas o atual marido de Erenice Guerra, o engenheiro elétrico José Roberto Camargo Campos.

Com a ministra Dilma Rousseff na Casa Civil e a esposa Erenice Guerra como seu braço direito, Camargo convenceu dois amigos donos de uma minúscula empresa de comunicações a disputar o milionário mercado da telefonia móvel. Negócio arriscado, que exige muito capital e experiência num ramo cobiçado e disputado por multinacionais. Isso não era problema para Camargo e seus sócios. Eles não tinham dinheiro nem experiência, mas sim o que efetivamente importa em negócios com o governo: os contatos certos – e poderosos.

Em 2005, a empresa Unicel, tendo Camargo como diretor comercial, conseguiu uma concessão da Anatel para operar telefonia celular em São Paulo. Por decisão pessoal do então presidente da agência, Elifas Gurgel, a empresa do marido ganhou o direto de entrar no mercado. De tão exótica, a decisão foi contestada pelos setores técnicos da Anatel, que alegaram que a empresa sequer havia apresentado garantias sobre sua capacidade técnica e financeira para tocar o negócio.

O recurso levou dois anos para ser julgado pela Anatel. Nesse período, Erenice e seu marido conversaram pessoalmente com o presidente da agência, conselheiros e técnicos, defendendo a legalidade da operação. “A Erenice fazia pressão para que os técnicos revissem seus parecereres e os conselheiros mudassem seu voto”, conta um dos membros do conselho, também alvo da pressão da ex-ministra.

A pressão deu certo. O técnico que questionou a legalidade da concessão, Jarbas Valente, voltou atrás e mudou seu parecer, admitindo os “argumentos” da Casa Civil. Logo depois, Valente foi promovido a conselheiro da Anatel. Um segundo conselheiro, Pedro Jaime Ziller, também referendou a concessão a Unicel. Não se entende bem a relação entre uma coisa e a outra, mas dois assessores de Ziller, logo depois, trocaram a Anatel por cargos bem remunerados na Unicel.

Talvez tenham sido seduzidos pelos altos salários pagos pela empresa, algo em torno de 30 000 reais – muito, mas muito mais do que se paga no serviço público. O presidente Elifas foi pressionado diretamente pelo Ministro das Comunicações, mas nem precisava: ele foi colega de Exéricito de um dos sócios da Unicel. Tudo certo? Não. Havia ainda um problema a ser sanado.

A legislação obriga as concessionárias a pagar 10% do valor do contrato como entrada para sacramentar o negócio. A concessão foi fixada em 93 milhões de reais. A empresa, portanto, deveria pagar 9,3 milhões de reais. A Unicel não tinha dinheiro.

Novamente com Erenice à frente, a Unicel conseguiu uma façanha. O conselho da Anatel acatou o pedido para que o sinal fosse reduzido para 1% do valor do negócio, ou seja, pouco mais de 900 000 reais. A insólita decisão foi contestada pelo Ministério Público e, há duas semanas, considerada ilegal pela Justiça.

Com a ajuda estatal, a empresa anunciou o início da operação em outubro de 2008, com o nome fantasia de AEIOU, prometendo tarifas mais baixas para atrair o público jovem, com o compromisso de chegar a um milhão de clientes em dois anos. Como foi previsto pelos técnicos, nada disso aconteceu.

Hoje, a empresa tem 20 000 assinantes, sua única loja foi fechada por falta de pagamento de aluguel e responde a mais de 30 processos por dívidas, que ultrapassam 20 milhões de reais. Mau negócio? Apesar da aparência, não. A grande tacada ainda está por vir.

O alvo do marido de Erenice é o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) – uma invenção que vai consumir 14 bilhões de reais para universalizar o acesso a internet no Brasil. O grupo trabalha para “convencer” o governo a considerar que a concessão da Unicel é de utilidade pública para o projeto. Com isso, espera receber uma indenização. Valor calculado por técnicos do setor: se tudo der certo, a empresa sairá com 100 milhões de reais no bolso, limpinhos.

Dinheiro dos brasileiros honestos que trabalham e pagam impostos.

A participação da Casa Civil no episódio ultrapassa a intolerável fronteira das facilidades e da pressão política. Aqui, aparecem diretamente as promíscuas relações entre os negócios da família Guerra e os funcionários que, dentro da Presidência da República, deveriam zelar pelo bem público.

A Unicel contou, em especial, com os favores de Gabriel Boavista Lainder, assessor da Presidência da República e dirigente do Comitê Gestor dos Programas de Inclusão Digital, que comanda o PNBL. Antes de ocupar o cargo, Gabriel trabalhou por oito anos com os donos da Unicel. Mas isso é, como de costume, apenas uma coincidência – como também é coincidência o fato de ele ter sido indicado ao cargo pelo marido de Erenice.

“O marido da Erenice é um cara que admirava meu trabalho. Ela me disse que precisava de alguém para coordenar o PNBL”, diz Laender. E completa: “O PNBL não contempla o uso da faixa da Unicel, mas ela pode operar a banda larga do governo se fizer adaptações técnicas” É um escárnio.

Camargo indicou o homem que pode resolver os problemas de sua empresa. Procurado, o marido de Erenice não quis se pronunciar. Na Junta Comercial, o nome de Camargo aparece como sócio de uma empresa de mineração, que funciona em modesto escritório em Brasília. Um probleminha que pode chamar a atenção dos investigadores: a Unicel está registrada no mesmo endereço, que também era usado para receber empresários interessados em negócios com o governo. Certamente mais uma coincidência.

* Com reportagem de Rodrigo Rangel, Daniel Pereira, Gustavo Ribeiro e Fernando Mello.

Combate ao crack vira mote eleitoral

Eis artigo do professor Antonio Mourão Cavalcante intitulado “Drogas e Eleições”, onde ele aborda o caso do combate ao crack como mote para atrair o eleitorado. Confira:

“Eu tinha medo e acabou acontecendo. A droga, sobretudo o crack, virou tema central das campanhas eleitorais. Os políticos se esforçam por apresentar soluções mágicas: mais repressão, mais traficantes na cadeia. E tudo está resolvido! Mais simplista impossível…

Longe de significar uma rima, nem é uma solução. Esse discurso significa que ainda continuamos boiando na compreensão e, por consequência, num encaminhamento com resultados consistentes.

Onde a coisa deu certo, a ênfase não foi posta na repressão, nem no tratamento, apesar de extremamente necessários. O mais radical – no sentido de ir às raízes – é fazer uma prevenção de qualidade. Chegar antes.

No caudal dessa assertiva, investir maciçamente nas matrizes
dos valores sociais, tão abandonadas e tão desprestigiadas: a família, a escola e a comunidade.

As políticas sociais conseguiram abstrair a família. É programa para recém-nascido, criança, adolescente grávida, jovem adulto, idoso, mulher, GLS, trabalho infantil, etc. E as iniciativas para fortalecer os laços familiares? Há muito tempo escuto falar que “família reproduz modelos caducos de dominação das pessoas.” Melhor que ela se acabe!

A escola não consegue ensinar, muito menos formar. Virou uma espécie de ajuntamento coletivo. Os professores foram destituídos do papel de guias dos jovens. Assim, quebra-se o eixo por onde os valores poderiam ser edificados. Escola hoje é sinônimo de abandono e bagunça.

Atônita, a sociedade se esgarça. Pede mais polícia, mais repressão. Paradoxalmente desesperada, afoga-se na busca de uma felicidade comprada – dinheiro e consumo – e, na consideração que o vizinho é um inimigo. Estamos isolados por muros e cercas elétricas. Sim, deveria falar da imprensa. Ela faz mais que noticiar. Escancara o desespero em manchetes que reforçam a prática de políticas repressivas. Vira clamor!

Enquanto isso, na TV, o Tiririca e o Lula, alternando a propaganda eleitoral, repetem bordões de felicidade e gaiatice. Pobre Brasil!

Antonio Mourão Cavalcante -Médico, antropólogo e professor universitário.

a_mourao@hotmail.com

VAMOS NÓS – Um detalhe que o professor Mourão não citou é que o caso do combate ao crack virou tema de campanha eleitoral porque atrai a simpatia de pais e consta como preocupação da família. Portanto, é bater nessa tecla para conseguir votos nesse nicho e atrair jovens.

Aécio nega que vá deixar o PSDB

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“O ex-governador de Minas Aécio Neves, candidato ao Senado, divulgou nota em que nega, “de forma veemente”, que pretenda sair do PSDB no ano que vem para fundar um novo partido. A informação está na capa da última edição da revista Carta Capital, que começou a circular na sexta-feira. De acordo com a reportagem, Aécio teria revelado esse desejo em um jantar com empresários no Rio de Janeiro. “Essa informação não tem qualquer fundamento”, diz Aécio, na nota.

O ex-governador lembra na nota que não é a primeira vez que se ventilam boatos dando conta de que ele poderia mudar de partido. Há dois anos, quando Aécio participou no Congresso de uma homenagem do PMDB a seu avô, Tancredo Neves, também surgiram especulações de que ele deixaria o partido dos tucanos para virar peemedebista. No processo de escolha do candidato à Presidência do PSDB, quando Aécio foi preterido e o escolhido foi José Serra, voltaram histórias sobre sua saída do partido. “O PSDB é minha casa e, não apenas vou permanecer nele, como estou lutando para dar ao partido uma bela vitória em Minas”.

Partido nacional

Segundo um auxiliar próximo de Aécio no governo de Minas, ao contrário do que diz a revista Carta Capital, os planos agora do ex-governador, na verdade, estão todos relacionados com o PSDB. A derrota de Serra no plano nacional e o próprio desempenho do PSDB em São Paulo projetam para uma grande possibilidade de alteração do eixo de comando do partido. “Pela primeira vez, o PSDB tem chance de se tornar um partido nacional, e não apenas paulista”, diz esse auxiliar.

Com a desistência de Orestes Quercia (PMDB), São Paulo provavelmente não terá senadores oposicionistas – além de Eduardo Suplicy (PT), que permanece, os eleitos deverão ser Marta Suplicy (PT) e Netinho de Paula (PCdoB). Em contrapartida, Aécio tem chances de vir como o senador mais votado, puxando o ex-presidente Itamar Franco (PPS) em Minas. Tasso Jereissati deve reeleger-se com facilidade no Ceará. E há a perspectiva de formação de novos nichos oposicionistas em Goiás e no Rio Grande do Norte. “Só quem já fundou um partido sabe o tamanho da dificuldade. Parece muito mais fácil aproveitar a derrocada paulista e refundar por dentro o próprio PSDB”, avalia esse auxiliar. 

Leia abaixo a nota de Aécio Neves:
 
“Essa informação não tem qualquer fundamento. É mais uma especulação infundada, sem qualquer relação com a realidade, a exemplo dos mesmos boatos que, ano passado, davam como certa minha saída do PSDB. O PSDB é minha casa e, não apenas vou permanecer nele, como estou lutando para dar ao partido uma bela vitória em Minas.”

(Congresso em Foco)

VAMOS NÓS – Tudo bem que Aécio negue que vá deixar o PSDB, mas as especulações sobre esse tema são antigas e ainda do tempo em que ele foi barrado pela paulistada quando queria ser candidato a presidente da República com aval, inclusive, de Tasso Jereissati. Mas essa história de deixar o PSDB ainda vai render. Fala-se sempre que Aécio e outras lideranças nacionais como Ciro Gomes teriam o desejo de criar mesmo um outro partido como forma de abrigar insatisfeitos com o modelo petista e com o jeito tucano de fazer política. Falta agora Ciro Gomes negar essa tese.

Qual o futuro do Jornalismo Impesso?

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ALAN RUSBRIDGER

Eis artigo que captamos do Blog Gente de Mídia, do querido Nonato Albuquerque que, por sua vez, captou de uma dica do twitter da jornalista Fátima Sudário, editora do O POVO. O título é por demais sugestivo e vale a epenas ser lido, digerido e discutido nas redações e nas faculdades da área.

O futuro do jornalismo digital

Joseba Elola, IHU – Instituto Humanitas Unisinos

 Rusbridger dirige o prestigioso jornal britânico The Guardian, que conta com o segundo site de fala inglesa mais visitado do mundo entre os jornais de qualidade. Ele sempre está à frente de seu tempo, um visionário, um viciado em novas tecnologias. Ele afirma que o iPad e os aplicativos do iPhone são grandes passos na revolução digital das mídias.

 

Alan Rusbridger teve, há um ano, em suas mãos uma informação que não podia publicar. Referia-se a uma empresa petrolífera. Estava amarrado de pés e mãos por uma ordem judicial. Assim que pôde, pôs uma mensagem em seu Twitter – rede social de mensagens curtas – que, lembra, dizia algo como: “Desculpem, não podemos publicar a história de uma companhia que eu não posso nomear por razões que não posso dizer”.

Rusbridger conta que, em questão de 24 horas, os usuários do Twitter se encarregaram de desvendar de que companhia se tratava, quais eram os documentos comprometedores e o que impediu o jornal britânico de publicar a reportagem.

A bola se tornou tão grande que a história acabou estourando, e foram revelados os abusos ambientais e contra a saúde em que a empresa petrolífera Trafigura da Costa do Marfim havia incorrido.

Essa é a força da revolução digital. Estas são as vantagens das novas ferramentas. Quem afirma com entusiasmo é Alan Rusbridger, diretor do lendário jornal britânico The Guardian, um jornalista radicalmente convencido de que o melhor ainda está para vir, de que as possibilidades oferecidas pelas novas tecnologias nos levarão a um melhor jornalismo.

O site do seu jornal, guardian.co.uk, é o segundo mais importante do mundo dentre os jornais de qualidade de fala inglesa, atrás do The New York Times. Afirma ter 35 milhões de usuários únicos, um terço deles norte-americanos. O velho jornal de Manchester, que nasceu em 1821, é hoje referência da esquerda que mora do outro lado do Atlântico.

Rusbridger se senta em uma cadeira perto da enorme janela que ilumina o seu escritório. Seu cabelo está um pouco bagunçado, não usa gravata, não aparenta ter nem de longe seus 56 anos de idade. Dá a impressão de ser um homem sereno. Faz dez minutos de ioga todas as manhãs e toca piano e clarinete. Além disso, é um autêntico friki, no sentido mais tecnológico do termo, um autêntico viciado nos dispositivos da nova geração. A primeira coisa que ele fez foi pegar o gravador digital com o qual esta entrevista foi gravado e observá-lo atentamente. Virou-o, passou as mãos. “Hum, deve ser um modelo muito recente”, reflete.

“O Twitter é a ferramenta jornalística mais poderosa que apareceu nos últimos… hum… dez anos”, afirma, depois de vacilar e pensar bem se são dez, quinze ou vinte anos. Ele fala olhando para as águas do canal que passa debaixo do seu escritório, situado em um rutilante edifício de vidro, plantado no meio de uma velha Londres de marca industrial.

“Quando o Twitter apareceu, pensei que isso não tinha nada a ver com o jornalismo. Fui tão estúpido. Durante três meses, pensei: ‘Sou muito velho para isso’. ‘Só 140 caracteres, deu’. Eu estava completamente errado. Os meios de comunicação que tiverem uma visão muito estreita do que é o jornalismo e de como ele é feito estão condenados”.

Rusbridger dá um exemplo recente para explicar a força da revolução digital. Há duas semanas, o The New York Times publicou uma obscura matéria sobre Rupert Murdoch e escutas ilegais. Revelava que um jornalista do tabloide News of the World, de propriedade de Murdoch, havia feito grampos para obter informações e que o então diretor do jornal, Andy Coulson, hoje diretor de comunicação do novo primeiro-ministro, David Cameron, estava a par disso. “Durante 48 horas, ninguém neste país fez eco da história”, relata Rusbridger. “Nem a BBC nem a Sky News disseram alguma coisa. No entanto, no Twitter, milhares de usuários clamavam: ‘O que está acontecendo que isso não virou notícia?’. Chegou um momento em que o poder das pessoas fez com que a história se tornasse impossível de ignorar por parte da mídia. E esse é apenas um exemplo”.

Eis a entrevista.

Está claro que os meios de comunicação tradicionais estão falhando em alguma coisa, estão fazendo alguma coisa errada…
Sim. Aí está o Wikileaks, que se converteu em uma marca confiável, o site para filtrar documentos. O que aconteceu para que os jornais tradicionais tenham sido superados, do ponto de vista da confiança das pessoas, por um australiano e um grupo de hackers localizados em diferentes partes do mundo? O que eles fizeram e o que nós não fizemos?

Talvez os meios de comunicação tradicionais se misturaram muito com o poder político com o econômico, com as grandes empresas? Talvez se esqueceram do que é preciso relatar?
As pessoas gostariam que nós investigássemos essas grandes empresas, esses centros de poder, que fizéssemos reportagens das boas. Mas esse tipo de jornalismo é caro, e pensamos que não é muito sexy, e por isso deixamos de fazê-lo.

A ironia aflora. Rusbridger, de discurso límpido e clarividente, não pode ser mais britânico: acompanha o início de cada intervenção com esses pequenos gaguejos tão característicos do inglês mais polite.

Ele defende que, precisamente por esse abandono de funções da imprensa tradicional, uma Internet aberta e colaborativa é essencial: “Essa filosofia de estar aberto, publicar, relacionar, de fazer com que a informação esteja disponível, é uma ideia simples e poderosa. Como um meio de comunicação, você tem duas opções: você pode fazer parte desse mundo aberto ou dizer: ‘O que fazemos é tão valioso que vamos esconder aqui'”.

No que se refere ao seu meio de comunicação, ele é claro: “O conservador, agora, é ser radical. Pensando no futuro do The Guardian, para conservá-lo, devo ser conservador ou radical com a Internet? Vendo as possibilidades de futuro do papel, que não parecem ser muito boas, se eu quero ser conservador na questão de proteger o The Guardian, meu instinto me diz que devo ser mais radical no digital”.

Você é um firme defensor da web aberta e tem clareza de que os sites pagos não são o caminho a seguir.
É o que o meu instinto me diz. A web é uma questão de estar aberto, de vincular informação. Jornalisticamente, eu acho que é melhor fazer parte desse sistema: se você está aberto e colabora, toda a informação que existe ali fará com que você ganhe em riqueza, em poder e lhe dará recursos que você não vai conseguir por sua própria conta. Assim, acho que há um imperativo jornalístico e outro financeiro para estar aberto. Lincando a outros sites, publicando talvez materiais de outros, tornamo-nos uma plataforma de conteúdo e não só em editores do nosso. Acho que essa é uma ideia que tem muita força.

Instinto, instinto. Rusbridger pronuncia essa palavra seis vezes durante a entrevista. Foi seu instinto que o levou a apostar sem rodeios na web em 1998. Desde o início, no The Guardian, tinham clareza de que precisavam de tecnologia e de uma boa equipe de desenvolvedores. Investiram mais de 12 milhões de euros na construção de um site sob medida. Apostaram logo na interatividade, na vertente social, abraçaram os blogs.

O processo de integração entre a cultura digital dos recém-chegados e os jornalistas do papel foi paulatino, lento, medido. Esse, diz, é um dos fatores que ajudam a explicar seu sucesso: “Se você faz a integração muito depressa, você oprime as pessoas do papel. Você tem que deixar que as pessoas assimilem as coisas pouco a pouco”.

Há quatro anos, em um momento em que algumas companhias de comunicação cortavam o acesso de seus funcionários ao Facebook para evitar distrações, Rusbridger obrigou seus jornalistas a abrir uma página na rede social, a colocar fotos, vídeos. E fez o mesmo há dois anos com o Twitter. Ele diz que, dos 640 jornalistas da redação que elaboram o The Guardian, o The Observer (jornal dominical) e o site, 90% já são “jornalistas digitais”.

Como vocês vão competir com os meios da nova era, que contam com quadros de funcionários muito mais estreitos? Devemos esperar novas perdas de postos de trabalho nos jornais?
Eu não sei qual vai ser a renda, por isso não sei a resposta a essa pergunta. Neste momento, o dinheiro não está aí, mas a indústria pode mudar… Meu instinto me diz que será difícil manter o tamanho dos quadros que tivemos no passado.

De fato, aqui no The Guardian houve cortes de funcionários, e, no ano passado, 50 jornalistas abandonaram a casa. Essa é a parte mais difícil do processo?
Em dois anos, perdemos 80 pessoas, mas todos os que foram embora fizeram isso voluntariamente. Não tivemos que fazer demissões obrigatórias. É muito difícil, perdemos pessoas muito valiosas, mas todos optaram por ir embora.

O The Guardian arrecadou no ano passado 48,6 milhões de euros por meio do seu braço digital (cerca de 10% das receitas, tendo faturado 490 milhões de euros). Vendeu 120 mil aplicativos para o iPhone, programas que permitem a leitura do jornal no celular da Apple. “Estamos só há seis meses na revolução dos aplicativos”, diz. “É cedo para saber de que modo eles vão mudar o mundo”.

Rusbridger adora o iPad: “Ele oferece uma forma fantástica de consumir notícias. É um passo adiante na revolução digital, o primeiro dispositivo em dez anos que lhe obriga a voltar a imaginar como você ordena a informação, como você encontra seu caminho nele, como você o mistura com outras mídias”. O The Guardian está cozinhando em fogo baixo o seu aplicativo para o iPad. Rusbridger não quer um aplicativo “retro”, como o do The New York Times ou do Financial Times. Ele pensa que o novo dispositivo requer uma nova linguagem.

“Sou um viciado em tecnologia, é preciso ser. Eu compro tudo o que sai. Os novos leitores, os novos telefones. Até você não os provar e os sentir, não sabe como funciona a coisa”. Para explicar o momento em que nasceu seu vício pelos dispositivos eletrônicos, ele se levanta, solícito, e começa a vasculhar entre as caixas de papelão atrás da sua mesa de trabalho. Orgulhoso, extrai de seu cemitério de velhos aparelhos o seu primeiro computador, um Tandy TRS-80.

Seu fascínio pela tecnologia nasceu no dia em que essa relíquia caiu em suas mãos. Foi em 1984. Descobriu uma ferramenta que lhe permitia enviar suas crônicas com o número de palavras exato: os editores já não amputariam o fim de suas colunas, onde ele costumava alojar as suas piadas.

Tal era a sua experiência, que, em 1986, em uma viagem para cobrir a visita da família real à Austrália, conseguiu sozinho transmitir uma crônica por telefone: para isso, se pôs em contato direto com a empresa telefônica australiana, conseguiu um código e telefonou para uma pequena empresa londrinense que era a única capaz de converter esse código e redirecioná-lo a um computador da redação do The Guardian. Ele conseguiu transmitir sua crônica em dez minutos. Ditá-la por telefone, como se costumava fazer então, teria levado 90 minutos. “Devemos ser inteligentes com todas as novas plataformas que estão surgindo e encontrar a forma de adaptar o nosso jornalismo e as plataformas ao software e aos hábitos dos leitores”.

Em que ponto da revolução digital nos encontramos agora?
Ainda estamos em uma fase incrivelmente precoce. Por isso, é cedo para dizer que as operações digitais nunca vão poder sustentar o jornalismo, ou para dizer que não vemos claro o plano de negócios. Não há por que tomar decisões drásticas tão cedo.

Os diretores de jornais, na nova era digital, parecem ser menos independentes do que antes das exigências do negócio e das pressões das empresas jornalísticas. Concorda?
Sim, acho que é verdade. É porque tudo se tornou mais complicado. Não digo que antes fosse fácil, mas você sabia de onde vinha o dinheiro: publicidade e exemplares vendidos. Agora, as decisões tem a ver com a tecnologia, o jornalismo e a publicidade. São mais tridimensionais. Os diretores têm que intervir mais nessa conversa, e isso nos distrai da tarefa de editar.

E nesse sentido, combinando essa menor independência com o fato de que a tecnologia abre novas portas, você diria que hoje fazemos um jornalismo melhor do que no passado?
Sim. O The Guardian está chegando a um público infinitamente maior do que antes. O seu impacto e sua influência internacionais são muito maiores. Usando as ferramentas que estamos empregando, o que oferecemos aos leitores é mais amplo, mais profundo e responde a mais perguntas do que nunca.

> Alan Rusbridger, diretor do The Guardian desde 1995 e editor-chefe da Guardian News & Media, 56 anos.

> Repórter, colunista, assistente de direção do The Guardian. Rusbridger passou por todos os postos. Foi correspondente em Washington do jornal London Daily News.

> Os dados. O site do The Guardian tem 35 milhões de usuários únicos. É o segundo site mais importante entre os jornais de qualidade de fala inglesa, depois do The New York Times. Um terço de seus usuários únicos estão na América do Norte. O jornal imprime 286 mil exemplares.

> Sua aposta. Está cozinhando em fogo baixo um aplicativo para o iPad. Diz que um novo suporte requer uma nova linguagem.

> Ele. É casado e tem duas filhas. Faz dez minutos de ioga por dia e toca piano e clarinete.

(Fonte – jornal El País (12/09/2010); com tradução de Moisés Sbardelotto e revisão do IHU On-Line.

O Pacto, Salmito e o sonho?

“O “Pacto por Fortaleza – A cidade que queremos até 2020” fará seu segundo encontro de trabalho hoje, das 8 às 13 horas, no auditório da Câmara Municipal. Os trabalhos serão coordenados pelo presidente da Casa, Salmito Filho, envolvendo membros dos cinco eixos temáticos: “Segurança Pública e Cidadania”, “Mobilidade Urbana”, “Resíduos Urbanos e Geração de Renda”, “Qualidade de Vida” e “Desenvolvimento Econômico e Social”.

Cada grupo colocará resultados do que tem coletado de propostas junto à sociedade, o que será avaliado para ser incluído em uma agenda de compromisso. Essa agenda, segundo Salmito, será apresentada à Prefeitura e ao Governo do Estado em dezembro.

Detalhe: Após o encontro, Salmito, sempre lista como “prefeiturável”, rumará para Sobral. Ali se engajará numa caminhada pró-Cid Gomes (PSB).”

(Coluna Vertical, do O POVO)

Filiadas ao SBT Nordeste farão debate com candidatos a presidente da República

Kézia apresenta também o “Geração jangadeiro”

Já está quase tudo pronto na estruturação de um dos últimos debates do processo eleitoral de 2010, que acontecerá na próxima segunda-feira, 20, 21h30, direto do Recife, transmitido para todo o país do auditório da TV Jornal, integrante da rede SBT NORDESTE. Até agora já confirmaram presença os candidatos José Serra (PSDB/DEM/PTB/PPS/PMN/PT do B), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL). Só a candidata Dilma Rousseff (PT, PMDB, PCdoB, PDT, PRB, PR, PSC, PSB, PTC, PTN), não confirmou presença.

Será o primeiro debate regional, nos mesmos moldes das eleições americanas. Unirá a força de dez emissoras de tevê, de 8 Estados, somando já inicialmente cerca de 40 milhões de telespectadores, somente na Região Nordeste. Além disso poderá ser acompanhado em todo o país, por emissoras retransmissoras (o sinal será aberto) e pela internet. Além de poder participar (pelo e-mail debate@sbtnordeste.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. , eleitores terão espaço para perguntar com tema livre), o debate SBT NORDESTE também será acompanhado por internautas de todo o país, pela Internet, redes sociais, incluindo o Twitter, onde os jornalistas estarão postando a cobertura para seus veículos.

Com apresentação e moderação do jornalista Carlos Nascimento, o debate terá duas horas de duração, em quatro blocos. Jornalistas representantes dos Estados do Nordeste estarão se revezando, como entrevistadores. Graça Araujo, pela TV Jornal do Recife, Igor Maciel (TV Jornal de Caruaru), Kézya Diniz (TV Jangadeiro), Casemiro Neto ( TV Aratu), Daniel Cabral (TV Ponta Negra), Aarão José (TV Alagoas), Beto Calmon (TV Borborema), Nadja Rodrigues (TV Cidade \verde) e Raquel Sherazade (TV Tambaú).

Haverá momentos de debate e perguntas candidato a candidato, e o cenário proporcionará a mobilidade dos participantes, que poderão ficar mais à vontade e circular durante suas explanações, menos “engessadas”. Um telão de LED de alta tecnologia ( nove metros de largura por cinco de altura) será usado para informações gerais, transmissão de vídeos (perguntas de internautas podem ser gravadas em vídeo), reportagens e efeitos visuais. O auditório tem capacidade para 350 pessoas. Cada candidato poderá levar 15 assessores e cinco convidados especiais. A elite política nacional já confirmou presença.

“Há uma grande movimentação por aqui”, conta Beatriz Ivo, diretora de Jornalismo da TV Jornal, entusiasmada com a repercussão que o evento já está causando, inclusive no interior das campanhas. “Aqui os candidatos se mostrarão melhor, falarão olho no olho e entre si, poderão ser mais bem conhecidos pelo eleitor, que quer ver como eles se comportam”. Questionada sobre a possível ausência da candidata governista, Beatriz Ivo chega a ser otimista. “Dilma Rousseff fala tanto em Nordeste; tem o presidente Lula que é daqui; tantas lideranças políticas regionais… Acredito que devem estar havendo novas conversas para que ela inclua o evento em sua agenda”.

(TV Jornal -PE)

PM apura caso envolvendo policiais e um "bordel"

“O capotamento, na tarde do último dia 24, chamou a atenção de quem passava pela BR-222, entre as cidades de Coreaú e Frecheirinha. Era mais uma Hilux da Polícia envolvida em acidente. Um PM morreu e uma adolescente de 15 anos, que também estava na viatura, ficou gravemente ferida. O que ninguém imaginava é que os policiais, fardados e em horário de serviço, haviam usado o carro da 2ª Companhia do 3º Batalhão para ir até um bordel “se divertir”, conforme denúncia publicada esta semana em portaria do Comando Geral da PM.

A portaria descreve o que teria ocorrido naquele dia. Segundo o documento, por volta de meio-dia, um cabo da unidade policial de Frecheirinha, a 305 quilômetros de Fortaleza, pegou a viatura e, na companhia de um outro policial, foi até o distrito de Ubaúna, em Coreaú, cidade vizinha. O intuito seria “se divertir em um bordel conhecido por ‘Foguim’”, segundo consta na portaria.

Na volta para Frecheirinha, já no fim da tarde, a Hilux capotou. Um dos PMs estava sem cinto de segurança e morreu na hora. O outro fugiu do local. No veículo, estava também uma adolescente de 15 anos, que teria embarcado na viatura no distrito de Ubaúna. Ela foi encaminhada, em estado grave, para a Santa Casa de Misericórdia de Sobral. Conforme O POVO apurou, testemunhas disseram que o policial morto estava sem camisa. A arma dele havia sumido.

O outro policial que estava na viatura só foi encontrado horas depois. Ainda de acordo com a portaria, ele estava em um bar que funciona em um posto de gasolina, em Frecheirinha. O cabo estaria descalço, “parcialmente fardado” e portando a arma do PM que morreu. Era perto de 23 horas e ele foi encaminhado para a sede do 3º Batalhão (Sobral), onde foi autuado em flagrante.

O POVO entrou em contato com o capitão Artunane Alves, responsável pela 2ª Companhia do 3º Batalhão (Tianguá). “O processo corre em segredo de Justiça. O que posso dizer é que o caso está sendo apurado, tanto pela Corregedoria (Geral dos Órgãos de Segurança Pública) como pela Justiça Militar”, diz. Esta semana, o Comando Geral da PM também abriu um Conselho de Disciplina para investigar a denúncia. O caso está sendo mantido em sigilo pelas autoridades.

Três oficiais foram chamados para compor o Conselho, que tem 80 dias para concluir o procedimento. O acusado está afastado de suas funções e pode ser expulso da PM. O POVO opta por não divulgar o nome dos envolvidos porque o procedimento ainda não foi concluído.

E-Mais

O PM acusado está detido no presídio militar, segundo o capitão Artunane Alves, comandante da 2ª Cia do 3º Batalhão.

O POVO entrou em contato com a Santa Casa de Sobral e com o Conselho Tutelar de Coreaú para obter informações sobre a jovem que estava na viatura no momento do acidente. Não houve retorno por parte da assessoria de imprensa do hospital. Já o Conselho informou que nenhuma denúncia chegou até lá.

No último dia 3, O POVO mostrou, com exclusividade, outro procedimento administrativo aberto pelo Comando da PM. Era para apurar o caso envolvendo soldados do Ronda flagrados dormindo nas viaturas, no horário de serviço.Em 2009, O POVO mostrou que viatura do Ronda estaria sendo usada como motel.

CÓDIGO DISCIPLINAR

– O cabo da PM está sendo acusado de cometer as seguintes transgressões disciplinares, previstas no Código Disciplinar da Polícia Militar:

– Afastar-se, quando em atividade militar, com veículo automotor, da área em que deveria permanecer.

– Ingerir bebida alcoólica quando em serviço.

– Ofender a moral e os bons costumes por atos, palavras ou gestos

– Ferir a hierarquia ou a disciplina, de modo comprometedor para a segurança da sociedade e do Estado. 

– A punição pode variar desde uma advertência até a expulsão dos quadros da PM.”

(O POVO)

Cúpulas do PT e PSDC acusadas de usar horário gratuito em benefício de poucos

Candidato pelo PT a deputado estadual, Amilcar Ximenes representa um caso cada vez mais frequente de postulantes que reclamam, junto às respectivas legendas, mais tempo na propaganda eletrônica. Ele pouco aparece. Alegando que o PT estaria beneficiando oito candidatos a deputado estadual, em detrimento de outros 14, Amilcar chegou a entrar com uma representação na Justiça contra a própria legenda.

“Nós estamos questionando a usurpação do programa. O horário eleitoral é um patrimônio público e deve ser compartilhado igualmente”, queixa-se.

Segundo ele, a justificativa apresentada pelo PT é a de que o partido opta por priorizar a propaganda dos “puxadores de voto”, com o objetivo de eleger mais candidatos proporcionalmente.

Dentre os oito ditos “puxadores” estão a mãe e aliado da prefeita de Fortaleza e presidente do PT no Ceará, Luizianne Lins (PT): Luiza Lins (PT) e Antônio Carlos (PT), segundo vice-presidente do PT estadual. Ambos novatos na disputa.

A assessoria de imprensa do PT informou que a executiva do partido é quem delibera sobre a divisão do tempo de propaganda, não divulgando os critérios de definição dos beneficiados. Amilcar espera agilidade no julgamento do processo pelo Pleno do Tribunal Regional eleitoral do Ceará (TRE-CE), para evitar “prejuízos” à sua candidatura.

Ely Aguiar: mais um

Outro que ameaçou entrar na Justiça questionando a divisão dos espaços de seu partido foi o deputado estadual, candidato à reeleição, Ely Aguiar (PSDC).

Ele alega que o presidente estadual da legenda, Gomes Farias, também deputado estadual candidato à reeleição, estaria utilizando o programa do partido em beneficio próprio. “Eu observei que ele ocupava constantemente os espaços e reclamei”, disse.

Aguiar afirmou que o problema foi já foi resolvido. “Diz o partido que foi uma falha na hora que foram fazer a distribuição. Respondi que essa falha aí já se repetiu umas quatro vezes”.

O POVO tentou ouvir o deputado Gomes Farias, mas as ligações não foram atendidas.”

VAMOS NÓS – O protesto de Amilcar Ximenes foi veiculado neste Blog recentemnte e o caso da queixa de Elly Aguiar saiu nesta semana.

Já pensou Sobral sem Dom José?

A cidade de Sobral (Zona Norte) está em festa. Comemora mais um Setembro Dom Jiosé, exaltando a figura de dom José Tupinambá, um bispo além do seu tempo que revolucionou esse município como deixa claro, em seu artigo publicado no O POVO deste sábado, Padre Assis Rocha; Confira:

Estamos iniciando mais um Setembro Dom José, há 11 anos, uma boa invenção da UVA, da Diocese e da Prefeitura de Sobral, juntamente com a Sociedade Civil, para lembrar a grande figura humana, religiosa e missionária, que se fixou, eternamente, no coração e na memória de toda a zona norte do Ceará.

Se no Sul do Estado, as vistas se voltam para o Pe.Cícero, aqui entre nós, o vulto que ainda é referencial e merece respeito, é dom José Tupinambá da Frota. Pelo 11º ano consecutivo, estamos celebrando o Setembro Dom José, como sempre, lembrando seu nascimento no dia 10 de 1882 e sua morte aos 25 de 1959.

É muito fácil recordá-lo pelas suas obras. Elas são um testemunho vivo, histórico, artístico, real de sua passagem entre nós, espalhadas por toda a Cidade. Quem poderá negar?

A saúde, a educação, a imprensa, a assistência social, a infância, a juventude e a velhice sobralenses, ainda se beneficiam dos alicerces aqui implantados, com tanta competência, firmeza e perspectiva de futuro, que, por mais que se quisesse, seria impossível esquecer ou destruir sua obra.

A Diocese de Sobral será, eternamente, devedora desse patrimônio, aqui fincado, graças à tenacidade, ao desprendimento e ao longo alcance da visão de mundo, de progresso e de Igreja, comprometida com a evangelização de pessoas, como fazia Dom José. Ele não era apenas pastor de almas; era também pastor de gente que tem corpo e tem espírito. Ele alimentava os dois.

Às vezes, pessoas desinformadas, desconhecedoras da história de Sobral, ou se fazendo de inocentes, malevolamente, querem atropelar a verdade dos fatos, ou dar uma de espertalhões, pensando que todo mundo é otário. Aparecem dando uma de bonzinhos e vão querendo apoderar-se do que não lhes pertence. Como diz a sabedoria popular, ¨se colar, colou¨. E se a moda pega! Aonde vamos parar?

Os que viveram em Sobral à época de Dom José, sabem de suas andanças pela Diocese, de suas campanhas pelas paróquias, de seus pedidos a quem lhe poderia ajudar, para angariar fundos que viessem complementar os gastos que ele fazia, com o seu patrimônio particular, construindo suas grandes obras em Sobral, já que a sua ousadia era imensa: fazer de Sobral uma nova Roma. A Diocese de Sobral é a única herdeira de todo esse patrimônio: material, social e cultural, deixado por Dom José.

Já pensaram, se a UVA, durante a parceria que fez com a Diocese – unindo o Jornal Correio da Semana com o Expresso do Norte – tivesse forjado recursos legais ou para-legais para se apoderar daquele veterano órgão de imprensa?

E se um Diretor espertalhão encontrasse brechas na lei para tomar o Colégio Sobralense, ou a Rádio Educadora, ou o Colégio Santana, o Abrigo Coração de Jesus, ou a Universidade etc. Não seria o fim?

Será que ainda teria sentido fazer um Setembro Dom José ou recordá-lo como o grande benfeitor dessa terra ou o grande construtor de Sobral, se suas obras fossem usurpadas por outrem?

Vamos viver mais este Setembro Dom José, com todo o respeito que ele continua a merecer dos bons sobralenses – de nascimento ou por adoção – que tanto amamos a Sobral e que guardamos os mais sábios e profundos ensinamentos que Dom José nos legou.

Vamos falar sobre ele, torná-lo conhecido, lembrar sua obra, a fim de que os mais jovens o respeitem e se orgulhem, como nós, do gênio que ele foi.

Padre Assis Rocha – Assessor de Comunicação da Diocese de Sobral.

Depois da Toyota e Mercedez-Benz, metalúrgicos da Volvo aderem à greve

“Depois dos empregados da Toyota e da Mercedes-Benz, os 2.700 trabalhadores da Volvo, na Grande Curitiba (PR), decidiram nesta sexta-feira cruzar os braços. A paralisação terá duração de 48 horas e tem por objetivo pressionar a empresa a melhorar a proposta financeira oferecida aos empregados.

Eles aceitaram o reajuste de 10% nos salários, um abono de R$ 4.200 a ser pago em duas vezes, mas recusaram o aumento do vale compras de R$ 60 para R$ 90. Segundo os metalúrgicos, o benefício, que há 14 anos não é reajustado, deveria ser de pelo menos R$ 300.

Os trabalhadores da Volkswagen em São José dos Pinhais, também na região metropolitana de Curitiba, devem ser os próximos a entrar em greve.

A paralisação será decidida neste sábado. Eles já rejeitaram uma proposta de 7% de aumento e até agora a montadora não apresentou outra.

No ano passado, os trabalhadores da Volks no Paraná pararam por 21 dias e conseguiram aumento real de 3,7%, mais que os 2% conquistados pelos metalúrgicos da montadora no ABC paulista.”

(O Globo)

Médicos residentes suspendem greve

“A Associação Nacional dos Médicos Residentes decidiu nesta sexta-feira, 17, aceitar a proposta de reajuste de 22% da bolsa auxílio oferecida pelo Ministério da Educação (MEC), em reunião na última terça-feira, 14, e encerrar a greve que começou há exatamente um mês.

Apesar da decisão do comando nacional para o retorno das atividades, cinco associações estaduais decidiram pela manutenção do movimento, disse o presidente da associação, Nívio Lemos Moreira.
“Vamos recomendar que essas regionais realizem assembleias para votar o indicativo de encerramento”, afirmou. Segundo Moreira, em alguns estados os médicos-residentes já voltaram a trabalhar hoje e o restante retorna na segunda-feira, 20.

A categoria revindicava um reajuste de 38,7% sobre o valor atual da bolsa, de R$ 1.916,45, corrigido pela última vez no fim de 2006, também após uma greve. Na avaliação de Moreira, o resultado da paralisação é positivo. “A mobilização foi importante porque mostramos que a residência precisa ser valorizada”, disse.

Sobre a reposição dos dias não trabalhados, Moreira afirmou que será feita uma negociação com o ministério “a partir de critérios bem definidos” para que não haja “eventuais abusos”.

(Agência Brasil)

Ibope – Dilma tem agora 26 pontos percentuais à frente de Serra

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Dilma no começo da campanha em Fortaleza. Ela agora não vem mais.

A candidata Dilma Rousseff (PT) lidera a disputa pela Presidência da República com 26 pontos percentuais à frente de José Serra (PSDB), segundo pesquisa Ibope de intenção de voto divulgada nesta sexta-feira (17) pela TV Globo. De acordo com a pesquisa, Dilma tem 51% das intenções de voto; José Serra (PSDB), 25%; e Marina Silva (PV), 11%.

O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 205 municípios de 14 setembro a 16 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Isso quer dizer que Dilma pode ter entre 49% e 53%; José Serra, entre 23% e 27%; e Marina Silva, entre 9% e 13%.Segundo o Ibope, considerando apenas os votos válidos, Dilma seria eleita no primeiro turno, se a eleição fosse hoje. No levantamento anterior do Ibope, divulgado no dia 3 de setembro, Dilma tinha 51%, e Serra, 27%.

Dentre o

s demais candidatos – Eymael (PSDC), Ivan Pinheiro (PCB), Levy Fidelix (PRTB), Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Rui Costa Pimenta (PCO) e Zé Maria (PSTU) –-, nenhum alcançou 1% das intenções de voto. Os eleitores que responderam que votarão em branco ou nulo somaram 4% e os que se disseram indecisos, 8%.A pesquisa foi encomendada ao Ibope pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 30271/2010.

Segundo turno

Na simulação de um eventual segundo turno entre Dilma e Serra, o Ibope apurou que a petista teria 56% (considerando a margem de erro, tem de 54% a 58%) e Serra, 31% (de 29% a 33%). Votariam nulo ou em branco 6% dos eleitores. Os que se disseram indecisos somam 7%.

Avaliação do governo
A pesquisa também mostrou como os eleitores avaliam o governo Lula. Para 79%, o governo é ótimo ou bom; para 16%, regular; para 4%, ruim ou péssimo.”

(Globo.com/Foto – Paulo Moska)

Fortaleza, paraíso da barulheira do carro de som

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Estamos tentando dormir sossegado desde as 23 horas desta sexta-feira. O problema é que os carros com som alto ou paredões, tocando o tal forró elétrico ou hits internacionais não deixam. É constante o desfile desse abuso em vários pontos de Fortaleza.

Parece, no entanto, que o point preferido é nosso bairro da Parquelândia. Que sono, meu Deus!!

Operação da 1ª Cia do 5º Batalhão reduz crimes no Vicente Pinzón

Uma operação da Polícia Militar, por meio da 1ª Cia do 5º Batalhão (Aldeota), iniciada esta semana, reduziu o número de homicídios e assaltos no bairro Vicente Pinzón, um dos mais violentos de Fortaleza, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

Segundo o comandante da companhia, major Océlio Alves, a operação recai principalmente contra o tráfico de drogas. “Desde o início da operação, com a presença constante de policiais no bairro, não tivemos registro de homicídios e prendemos traficantes e apreendemos armas e drogas”, comentou o major.

Somente nesta sexta-feira (17), três acusados de tráficos foram presos em flagrante, além da apreensão de dois revólveres 38, munições, crack e cocaína. Na última quarta-feira (15), a Polícia apreendeu uma arma de fabricação alemã.