Blog do Eliomar

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Lula é aguardado em Madrid

“Depois de negociar o acordo sobre o urânio do Irã nesta manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcada na tarde de hoje (17) em Madri, capital espanhola, para os debates da 6ª Cúpula União Europeia, Mercosul e Caribe. Lula deve participar ainda hoje de uma série de discussões sobre a retomada das negociações para o fim dos obstáculos aos acordos comerciais entre países europeus e os que integram o Mercosul.

Os países membros do bloco sul-americano apresentaram propostas de abertura no setor industrial e aguardam que os europeus indiquem compensações na área agrícola. Do lado brasileiro, há expectativa para a possibilidade de alcançar um acordo de livre comércio de forma equilibrada, dizem os negociadores.

As exportações do Mercosul para a União Europeia atingiram, em média, US$ 55 bilhões, no período de 2006 a 2008 – ou seja 20% das vendas para o mundo. Os países da União Europeia são os principais investidores diretos na região do Mercosul.

Durante a cúpula, mais dois assuntos devem predominar nos debates: a crise econômica que atingiu a Grécia e, em menor escala, Portugal e Espanha; e a situação de Honduras. Para a maioria dos sul-americanos, o país deve ser mantido suspenso da Organização dos Estados Americanos (OEA) até que o presidente Porfirio “Pepe” Lobo adote algumas medidas consideradas fundamentais.

Para Lula e a maioria dos participantes do encontro, o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, e seus aliados têm direito à anistia, assim como os que promoveram o golpe de Estado, em 28 de junho de 2009.”

(Agência Brasil)

PPS quer palanque pró-Serra no Ceará

Membros do PPS do Ceará gravaram, na última semana, as inserções do partido no rádio e na TV,  que vão ao ar mês que vem. Alexandre Pereira, presidente estadual, Robinson Castro e Silva, vice e pré-candidato a deputado estadual, e Leonardo Baima, pré-candidato a deputado federal, ocuparam os espaços.

Todos batem na tecla de que o PPS quer mudanças e não apostar na tese de que o Ceará não tem oposição em condições de enfrentar nas urnas o governador Cid Gomes (PSB).

Alxandre Pereira até admite, em conversa com amigos, entrar na disputa. Caso o PR do ex-governador Lúcio Alcântara recue. Pereira entraria para garantir mais um palanque pró-Serra no Estado. Ele integra a comitiva que recepcionará o pré-candidato tucano a presidente da República no Ceará.

Ceará ganha Atlas Linguístico

“O Atlas Linguístico do Estado do Ceará – ALECE, resultado de pesquisa que levou 17 anos para ser concluída e que se estendeu a várias regiões do Estado, vai ser lançado no próximo dia 20, quinta-feira, às 19 horas, no auditório da Reitoria da Universidade Federal do Ceará. Em dois volumes, a obra é um mapeamento da língua falada no Ceará, com informações capazes de subsidiar estudos de linguistas, lexicógrafos, gramáticos, historiadores, sociólogos e pedagogos.

O lançamento do ALECE, que recebeu apoio do Governo do Estado, através da Secretaria da Cultura, é parte da programação que a UFC promove pelos seus 55 anos de instalação, efeméride a ser comemorada em junho de 2010.

A ideia de elaboração do Atlas surgiu ainda nos anos 1970, dentro do Núcleo de Pesquisa e Especialização em Linguística, do Centro de Humanidades da UFC. Nele se diferenciam os falares de homens e mulheres, de escolarizados e não-escolarizados. É o sétimo do Brasil, depois dos produzidos na Bahia, Minas Gerais, Sergipe, Paraíba, Paraná e Rio Grande do Sul.

Sob coordenação do Prof. José Rogério Fontenelle Bessa, a equipe que liderou as pesquisas do Atlas é formada por alguns dos mais importantes estudiosos da área, como José Alves Fernandes, José Pinheiro de Souza, Alexandre Caskey, Hamilton Cavalcante de Andrade, Mário Roberto Zagari, Ignácio Ribeiro P. Montenegro e José Carlos Gonçalves.”

(Site da UFC)

Roberto Monteiro – O "Filho do Vento"

Olha só quem marcou presença e botou muita gente boa pra trás na Corrida da Infantaria, realizada neste fim de semana, na avenida Beira Mar, em Fortaleza: o secretário da Segurança Públiuca e Defesa Social do Estado, Roberto Monteiro.

O secretário, que mostrou fôlego e agilidade, não perde um certame. Dessa vez, no entanto, ele correu sem ter ao lado o amigão dessas competições: o deputado estadual petista Artur Bruno. Dizem que Bruno, agora candidato a deputado federal pelo PT, anda agora correndo atrás de eleitores.

(Foto – Mauri Melo)

Caravanas chegam à Região do Cariri para recepcionar José Serra

Várias caravanas de prefeitos e vereadores já estão chegando ao município de Juazeiro do Norte para recepcionar, a partir das 15 horas, no Aeroporto Regional do Cariri, o pré-candidato a presidente da República, José Serra. Eles prometem uma grande carreata saindo do terminal.

Ao todo, são caravanas de 27 municípios caririenses e de outros 15 da Região Centro-Sul do Estado.

Raimundo Gomes de Matos, único tucano cearense na Câmara dos Deputados, aterrissou na cidade, ao lado da ex-deputada estadual Tânia Gurgel, e puxará o grupo das lideranças.

DETALHE – Em meio à movimentação tucana na Região do Cariri desde sábado, chamou a atenção a presença, em Juazeiro do Norte, do deputado federal José Nobre Guimarães (PT). Ele permaneceu na região até a tarde de domingo.

DETALHE 2 – Quem também circulou pelo Cariri foi o deputado federal Paulo Henrique Lustosa (PMDB). Mas seus contatos políticos foram em Santana do Cariri e Barbalha.

Lavras da Mangabeira sem água

O deputado estadual Heitor Férrer (PDT) denuncia: em Lavras da Mangabeira (Região do Cariri), onde está sendo construída a Rodovia Padre Cícero, a empresa Pavotec, responsável pela obra, rompeu os dutos de água. Com isso, “a cidade padece por mais de 13 dias sem o precioso líquido”, enquanto o açude do Rosário, que faz o abastecimento ali, está cheio.

Até o momento, conforme explicou o deputado, a construtora não mostrou nenhuma preocupação em restabelecer a ligação da tubulação. “As pessoas estão usando vasilhames de querosene em lombo de jumento. É um desrespeito com a população do município”, diz o parlamentar.

Ex-Ouvidora do MPE manda nota para o Blog

Este Blog recebeu da ex-ouvidora geral do Ministério Público do Estado, Rita Maria de Vasconcelos Martins, nota onde ela explica o porquê da não publicização ainda do que esse organismo fez em seu período. Ela deixou o cargo neste mês.

Prezado Senhor,

Antes do encerramento do mandato de Ouvidora Geral do Ministério Público alencarino, deixei o segundo Relatório Circunstanciado das atividades empreendidas pela Ouvidoria, como reza a Lei Estadual nº 14.093/08, que criou a nossa Ouvidoria.

Contudo, para dar publicidade, necessita ser revisto e aprovado pelo egrégio Colégio de Procuradores de Justiça cearense, e pela douta Procuradora Geral de Justiça.

Certamente após o trâmite das etapas legais o grande público será conhecer das demandas registradas e solucionadas, dos conflitos sociais assistidos nas comunidades por balcão de Ouvidorias (Estaduais e Municipais), e ainda, pela parceira com Núcleos de Mediação Comunitária e Lideranças Comunitárias.

Certa de ter alcançado a meta social a que me propus ao assumir o cargo de Ouvidora Geral do Ministério Público biênio 2008/2010, coloco-me à disposição de V. Sa. para oferecer as explicações julgadas pertinentes.

Atenciosamente,

Rita Maria de Vasconcelos Martins.
Procuradora de Justiça.

Justiça manda servidores do Ministério do Trabalho encerrarem a greve

“Os servidores do Ministério do Trabalho e Emprego, em greve desde o dia 6 de abril, deverão retomar a prestação de serviços essenciais. A decisão liminar é do ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Hamilton Carvalhido e, se não for cumprida, pode acarretar multa às entidades organizadoras da paralisação.

Entre os serviços essenciais, o ministro citou o pagamento de seguro-desemprego e a expedição de Carteira de Trabalho. A decisão afirma que deve ser assegurada a continuidade da prestação destes serviços públicos, sendo para tanto necessário o retorno ao trabalho de no mínimo 50% dos servidores, em cada localidade.

A Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal) e a CNTSS (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Seguridade Social) têm prazo de 24 horas a contar do primeiro dia útil após a comunicação da decisão para a retomada da prestação dos serviços. Caso não cumpram a decisão judicial, será cobrada multa diária de R$ 50 mil às entidades.”

(Última Instância)

E todos os caminhos levam à Cãmra Federal

O PHS do Ceará vai oficializar, no fim de junho próximo, apoio à reeleição do governador Cid Gomes (PSB). A informação é do presidente regional da legenda, deputado estadual Francisco Caminha. Ele explica que o PHS está satisfeito com a gestão do governador.

Francisco Caminha disse também que vai postular cadeira de deputado federal e que conta com o apoiodo governador. Mas, como não gosta de esperar ajuda só de um flanco, ele constroi outras alternativas como o apoio de congregações evangélicas.

O parlamentar está em Brasília conversando com setores religiosos. Foi levasdo pelo pastor Pedro Eugênio. Bom lembrar que, em passado recente, Camninha era um entusiasta do Movimento Carismático Católico.

Alan Neto, o "Trem Bala" chega à estação dso 45 anos de jornalismo

Foto: Fco Fontenele

Que bela entrevista traz as “PáginasAzuis” , do O POVO, nesta segunda-feira. O pesonagem ajuda: chama-se Alan Neto, jornalista, radialista e colunista do O POVO que comemora 45 anos de batente. Alan hoje comanda o programa “Trem Bala” , na POVO/CBN, a maior audiência no horário, e, nesta entrevista, abre um pouco o jogo de quem não esconde, vez em quando, a timidez. Confira:
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Alan Neto escolheu ser um personagem. Era Simplício, mas aproveitou a deixa do artista francês. “O Hider, meu irmão, passa no Centro e tá passando um filme do Alan Delon. Ele chega em casa e diz: -Arrumei um pseudônimo pra ti-“. Nesta entrevista, realizada na Redação do O POVO, final de expediente, o “homem do Trem Bala“ conta suas versões.

Zagueiro “perna-de-pau“. Repórter amador enquanto a voz engrossava. Profissional do rádio, do jornal e da televisão. Jornalista “no peito e na raça“. Boêmio “da água mineral“. Contrarregra e “galã de meia tigela“. Apaixonado pela eterna cantora do rádio. Pai de Alana, a bailarina que quis ser psicóloga. Avô de Júlia, a “petúnia“. Devoto de Nossa Senhora das Graças e do Menino Jesus de Praga. Um gentleman, para quem o conhece.

Em síntese, são 45 anos de jornalismo, casados com um viver intenso. Alan vai driblando o tempo, divide a bola com a nova geração. Sabe ganhar o jogo. É fiel a si.

Ele acompanhou a fase de ouro do basquete cearense, os artistas do Irapuan Lima, o balé da filha. Divertiu-se. Diverte-se, aliás, ao cirandar com a neta, um de seus risos.

“Pé de ouro“ desde a mocidade, há 44 anos faz par com Ivanilde Rodrigues. Não almoça fora de casa, de jeito nenhum. E, mesmo que o trabalho se vá pela noite, ele volta, para as conversas cotidianas da madrugada com a mulher. Ivanilde, que “canta como um rouxinol“, é seu bolero maior. “É o amor da minha vida“, faz questão de registrar, nos bastidores da edição.

Alan se declara ainda torcedor do Ferroviário. Desliga o celular, não abre e-mail. Recusa-se ao aborrecimento. Nunca teve nem carteira de motorista. Enfim, conduz a vida na valsa.

O POVO – Alan, começa falando de como foi sua carreira…
Alan Neto – Comecei na Rádio Iracema. Tinha 14, 15 anos, quando houve o lançamento da pedra fundamental, na (rua) Tristão Gonçalves. Eu jogava pelada, na calçada, e olhei pra dentro, tinha o (radialista) Armando Vasconcelos, que é meu primo. E fui assistir à solenidade. Depois, disse pra ele: “Armando, sou filho do Zé Júlio, teu tio. E gostaria de trabalhar em rádio“. Ele disse: “Passa aqui“. Um ano depois, eu fui. E ele me mandou pro (radialista) Aécio de Borba, compor o departamento de Futebol. Ele me mandou pra ser repórter amador, fazendo cobertura de basquete, futebol de salão, voleibol.

O POVO – Você gostava de jogar?
Alan Neto – Era um zagueiro perna-de-pau! (gargalhadas).

O POVO – Mas jogava…
Alan Neto – Era o capitão!

O POVO – O dono da bola…
Alan Neto – Era o dono da bola, eu comandava! (risos) Aí, fui cobrir basquete, na época de ouro do basquetebol, e resolvi aderir ao basquete. Fui o maior “mão-de-pau“! Nunca consegui fazer uma cesta, na minha vida!

O POVO – Nessa época, você ainda não brincava com bordões?
Alan Neto – Não. Nem falava. A voz estava engrossando…

O POVO – Só levantava a notícia pra passar para o locutor…
Alan Neto – Pronto. O redator era o Astrolábio Queiroz, e o Chico Alves, chefe do departamento esportivo.

O POVO – No rádio, você passou quanto tempo?
Alan Neto – Um bom tempo. E o Chico Alves preparava as matérias do jornal O Estado. Era o editor. Um dia, ele faltou e mandou eu fazer. Foi uma lástima. Fiz uma série de matérias de Fortaleza, Ceará, Ferroviário… Uma série de erros também, não tinha prática.

O POVO – Quando veio a oportunidade para ser titular e não um sobressalente?
Alan Neto – Um dia, o Chico Alves disse: “Não quero mais rádio. Você quer comandar o programa?“. Eu disse, “Você, falando com o Zé Parente (diretor-presidente), tô no ato!“.

O POVO – O Zé Parente topou?
Alan Neto – Topou. Aí, eu disse: “Vou fazer um programa diferente“. O programa não tinha audiência e publicidade. A Gilete patrocinava todos os programas esportivos. Eu disse: “Vou meter a Gilete aqui, por minha conta“. Comecei a anunciar: “A partir de segunda-feira, um programa revolucionário, com patrocinador espetacular: a Gilete“ (risos). O Zé Parente: “Você é louco? Que negócio de Gilete é esse?“. “Tem Gilete nenhuma, seu Zé. Quero, através da Gilete, atrair clientes“. Ao cabo de dois meses, comecei a atrair publicidade.

O POVO – E a Gilete fez patrocínio?
Alan Neto – Nunca! (risos) Mas atraí, pelo menos, cinco grandes patrocinadores locais. “Gilete? Então é porque o cara é bom. Vamos ouvir“.

O POVO – Teve alguma ameaça física em virtude dessas situações que você criava?
Alan Neto – Tinha demais! Eu dizia: “Se não for verdade aqui, que desmintam em outro canto, ora!“ (risos). O cara desmentia. “E desde quando a versão dele é a verdadeira e a minha não é?“. Aí, criava o problema! (risos) Mas driblava…

O POVO – O que o Zé Parente achava?
Alan Neto – Ele dizia: “Você é um louco“. Chamava o Flávio (Ponte, irmão) pra me repreender. “Alan, você está espalhando muito boato“. “E daí? Futebol é um boato“. Fez tanto sucesso que o Zé Parente me deu mais meia hora. A primeira coisa que eu fiz foi: “Não quero mais Esporte no Ar. Vou botar Programa do Alan“.

O POVO – Mas seu nome não é Alan Neto…
Alan Neto – Não, meu nome é Manoel Simplício de Barros Neto. Com Simplício, eu não ia a lugar nenhum! (gargalhadas) Eu disse: “Tenho que ir atrás de um nome novo“. O Hider, meu irmão, passa no Centro e tá passando um filme do Alan Delon (risos). Ele chega em casa e diz: “Arrumei um pseudônimo pra ti. Tá passando um filme com Alan Delon! Põe Alan Neto!“. “Pronto!“ (risos). Foi quando comecei a retirar o nome, paulatinamente. Colocava: Simplício Alan Neto (gargalhadas). E o bode que criou na minha família! Tive que explicar. Eles aceitaram.Tempos depois, fiz a retificação no registro: Manoel Simplício Alan de Barros Neto.

O POVO – Já agregando: como você voltou para jornal?
Alan Neto – Wildo Celestino, o Didi, que era o editor da Gazeta de Notícias, ouvia muito o meu programa. Eu me encontro com ele, ele disse: “Topa fazer uma coluna na Gazeta?“. “Topo!“. Eu já redigia, pra Rádio Iracema, notícia esportiva. Fui pra Gazeta e fiz uma coluna. Lá vem o Hider, de novo. Como encontrar um título? O Hider sugeriu: “Põe -Confidencialmente-“. Não passei 20 dias na Gazeta.

O POVO – Por quê?
Alan Neto – Eu estava no PV, e o (Antônio Pontes) Tavares era o editor de Esportes daqui (O POVO). Aí, eu tô sentado na tribuna da imprensa, ele falou: “Quer levar a tua coluna pro jornal O POVO? Teu irmão já tá lá. Quero esse mesmo estilo. Vamos estrear daqui a um mês“.

O POVO – E qual era o estilo? Era o mesmo da Rádio?
Alan Neto – Era notícia de bastidores…

O POVO – Mas, verdadeiras!
Alan Neto – Verdadeiras! (gargalhadas) E eu ia trazer boato pro jornal, rapaz? (risos).

O POVO – Como você conseguia essas notícias de bastidores se, na Rádio, inventava um bocado de coisa?
Alan Neto – Começaram a aparecer as fontes: “Essa notícia, tu pode dar pela metade. A outra metade, não dá“ (risos). “Que notícia pela metade, homem!“.
O POVO – As melhores fontes eram quem? Jogadores, dirigentes…
Alan Neto – Jogador, nem tanto. Eram dirigentes e, principalmente, aquele pessoal que cerca os dirigentes. Diretor de futebol queria plantar informação. Até plantava em troca de duas notícias exclusivas.

O POVO – A prática, hoje, é a mesma?
Alan Neto – Não.

O POVO – Como é a relação, hoje, com esse tipo de fonte? Durante sua carreira, você criou uma experiência para saber filtrar…
Alan Neto – Eu checava. Não tinha uma fonte só num lugar. A pior fonte é o presidente de clube. Porque ele quer que dê a notícia conveniente do clube, não quer que dê o outro lado.

O POVO – No jornalismo, a fonte boa é aquela que nunca aparece… Na sua trajetória, você usou muito esse tipo de artifício?
Alan Neto – Massagista é bom. O médico do clube. O médico é ótimo porque não recebia dinheiro, na época, e era uma forma de se vingar. “Não quero que meu nome apareça“. “Não aparece“.

O POVO – Como você foi aprendendo a ser jornalista? Na marra?
Alan Neto – No peito e na raça. Era o dom. Pegava o estilo de um, de outro. Meu grande padrinho, aqui, foi seu Costa (José Raymundo Costa). Seu Costa descobriu o potencial que eu tinha pra repórter.

O POVO – Ele lhe dá uma oportunidade como repórter, para você fazer aquela sessão “Tintim-por-tintim“…
Alan Neto – Foi um desastre! Como eu não tinha boa redação, na época, mandava pra ele revisar minha coluna. Quando ele revisava e tirava os erros, eu vinha pra máquina e redigia.

O POVO – Um dia, ele disse: “Você vai fazer reportagem…“
Alan Neto – Ele disse: “Vamos descobrir outro campo pra ti. Quero criar uma página semanal. É um fato da semana, e você, com a sua veia de repórter investigativo, vai atrás e mostra os fatos reais“. Não fui na quarta semana! Um foi uma besteirinha, o outro também. Aí, um crime no Monte Castelo! Que fria eu entrei, rapaz! (risos). Comecei a receber telefonema: “Se essa matéria sair, você morre!“ (risos).

O POVO – Como foi sua saída para o Diário do Nordeste?
Alan Neto – Foi traumática! O Diário estava sendo implantado pelo Edson Queiroz. Ele disse: “Quero quatro do jornal O POVO: Sílvio Carlos, Lúcio Brasileiro, Alan Neto e Regina Marshall“. Me deram jornal, rádio e televisão.

O POVO – Foi sua primeira cantada para televisão…
Alan Neto – Pagaram três salários por três fontes diferentes.

O POVO – Você já tinha quanto tempo de jornal?
Alan Neto – Uns 20 e poucos anos. A Regina acertou rápido, o Sílvio também, o Lúcio, a dona Albanisa brecou e eu tinha que dizer ao seu Costa, que era meu padrinho aqui… Foi um auê! Expliquei: “São três salários e eu não posso perder, tô casado“. Fui e tive uma convivência boa lá.

O POVO – O que lhe trouxe de volta?
Alan Neto – O Demócrito (Dummar).

O POVO – A amizade?
Alan Neto – A amizade. Esse calor humano.

O POVO – E sua mulher o influenciou a voltar?
Alan Neto – Ela disse: “Ele volta!“ (risos).

O POVO – A Ivanilde, você conheceu no rádio. Ela cantava, e você cantou ela lá (risos)?
Alan Neto – Dei uma cantada nela! Ela me chamou de “galã de meia tigela!“ (gargalhadas). Ela era noiva!

O POVO – Qual era a rádio?
Alan Neto – Rádio Iracema. Eu digo, “mas que olhos lindos os seus!“ (gargalhadas). Fiz amizade com a mãe dela, dona Celeste, e pronto! (gargalhadas).

O POVO – A Ivanilde era uma das grandes cantoras do rádio…
Alan Neto – Era. Ela e a Ayla (Maria). Era pau a pau! A Ayla, na Ceará Rádio Clube.

O POVO – A conquista demorou muito?
Alan Neto – Foi através da mãe dela! Eu dizia: “Dona Celeste, esse namorado dela não quer nada! Ele já veio buscar ela aqui?“. “Nunca!“. “E quem manda deixar ela em casa?“. “Você!“. “Então? Sou seu candidato!“.

O POVO – Antes da Ivanilde, você era galanteador?
Alan Neto – Eu tinha umas namoradas por aí (risos).

O POVO – Isso não é segredo, pode sair na entrevista…
Alan Neto – Pode! (risos).

O POVO – Você fazia o contrário do jornalista: não bebia, não fumava…
Alan Neto – Não jogava. Mas gostava da noite: era boêmio da água mineral e da Coca-Cola (risos). Sempre gostei da noite.

O POVO – Você dança, né, Alan?
Alan Neto – E bem! E ela (Ivanilde) dança pouco!

O POVO – Quanto tempo de casados?
Alan Neto – Estamos fazendo 44 anos.

O POVO – Ainda da sessão não beber, não fumar. Você também não dirige…
Alan Neto – Não.

O POVO –
E, naquela Fortaleza que você começou a trabalhar, andava muito a pé?
Alan Neto – Muito. Tudo era no Centro, pertinho. Sempre morei no Centro: Princesa Isabel, Tristão Gonçalves, Imperador, Liberato Barroso… E tem também a história do Irapuan Lima, rapaz!

O POVO – O que foi?
Alan Neto – Ele tinha um programa de auditório e inventou de ter um contrarregra. O Irapuan Lima é meu primo. E eu, pra ficar mais perto da Ivanilde (risos), fui ser contrarregra. Ela cantava lá. Ele inventa d-eu ir buscar os artistas! Uma pândega! Nelson Gonçalves, Ângela Maria, Elza Soares. No Excelsior Hotel ou no Savanah. Resolvi fazer raiva ao Nelson Gonçalves. Cheguei e disse: “Se arrume que o Irapuan está lhe esperando às 5 e meia da tarde“. Ele disse: “Só saio daqui quando eu quiser“. “O auditório tá cheio, rapaz, e você ainda tá nu da cintura pra cima. Coisa mais feia!“. “Você quer mandar na minha vida?“. Era uma pândega! E ele ia reclamar do Irapuan: “Não mande mais aquele seu secretário magrelo que ele é muito chato!“. Um dia, ele traz o Belini pra participar do programa.

O POVO – O jogador?
Alan Neto – Foi a maior decepção. O Belini no auge, jogador do Vasco. Aquele portento de homem, lá vou eu atrás no Excelsior Hotel. E o Belini nada de falar. O auditório cheio. O Irapuan apresenta, e o mulheril: “Belini, Belini!“. Quando o homem fala, com aquela voz do Dom Aloísio Lorscheider… (gargalhadas). Foi uma ducha de água fria nesse auditório! O Irapuan: “Tu sabia que esse homem tinha a voz fina e não me disse nada?“. “Como é que eu podia saber se ele nem falou comigo!“ (risos).

O POVO – Você entrevistou o Roberto Carlos, não foi?
Alan Neto – Ele se hospedava com a Wanderlea e o Erasmo na casa do Irapuan. Tanto que ele chamava o Irapuan de “Papai Puan“. O Roberto sempre foi daquele jeito: nunca completa as frases, até hoje (risos). Não rendiam, as entrevistas dele. Com o Pelé, sim, foi o auge da minha carreira como repórter. Foi quando consegui aquela bomba: “A minha última Copa é a de 70“. Agora pra entrevistar esse homem, no Savanah Hotel… Seu Costa: “Cê vá pra lá e traga uma matéria-bomba com o Pelé. Se vire“. Chamo Sérgio Ponte, com um gravador deste tamanho. “Vou começar a distribuir gorjeta com o garçom pra, na hora do almoço do Santos, eles me colocarem dentro“. Pelé ia passando, com a caneta na mão, pra dar um autógrafo. Eu disse: “Não é bem um autógrafo que eu quero teu!“. “O que é?“. “Rapaz, eu tô começando em jornal agora, e o diretor me deu uma missão de levar uma grande notícia porque, se não, serei demitido. E tu começaste no Santos com 17 anos, me ajuda nessa porque eu sou pobre. Veja aqui meu irmão, magro…“ (risos). Aí o Pelé: “Vou dar uma entrevista pra salvar o teu emprego“. “Me dá uma notícia pra primeira página do jornal“. “Bote aí: -Eu encerro a minha carreira, como jogador de futebol, na Copa de 70. Não jogo mais pela Seleção-“. Ganhei a primeira página.

O POVO – Alan, você tem uma performance, e eu queria saber se é natural, ou você vai criando?
Alan Neto – Fui criando, mas me espelhei pelo Flávio Cavalcante. Fui ao programa do Flávio e percebi que, quando o Flávio entrava, era uma coisa completamente diferente do Flávio dos bastidores.

O POVO – A sua coluna, no jornal, na Internet é a mais lida. Você chega a ver os comentários que são feitos lá?
Alan Neto – Não. Não abro e-mail, nada. Porque não quero me aborrecer. E também não quero me envaidecer.

O POVO – Você torce qual time?
Alan Neto – Ferroviário. Lá em casa, eram dez homens. Meu pai torcia Ceará e minha mãe, Fortaleza. “Vai torcer qual, Ceará, ou Fortaleza?“. “Ferroviário. Vou bancar o Robin Hood“. Isso me faz um bem tão grande! Porque ninguém dá murro na cara e nem persegue e nem atira em torcedor do Ferroviário, é ou não é?

O POVO – Ô, Alan, essa tal de Umarizeiras das Lages existe mesmo?
Alan Neto – (risos) Lá vem você! Nasci em Senador Pompeu. Com o nome do meu avô. Meu pai era do Dnocs, viajava pra fiscalizar açude. Nasço com quatro quilos e meio, ó! Fui pesado na balança dum açougueiro (risos)! Minha mãe disse: “Vou botar o nome de Manoel Simplício de Barros Neto! Manda registrar“. Meu avô, quando soube, disse: “Vou criar esse menino“. Com nove meses, fui pra Umarizeira das Lages, que é um condado, né (risos)? Quer dizer, é um distrito de Maranguape! A caminho de Palmácia. Ele me criou, durante oito anos, lá.

O POVO – Você lê muito?
Alan Neto – Leio. São três personalidades diferentes. Onde encontrei meu personagem, foi na TV Jangadeiro. Através do Wagner (Borges), que me levou pra lá: “Quero o Alan Neto polêmico, que bate na mesa. Mas televisão é diferente, você tem que redigir e colocar no teleprompter“. Foi um fracasso. Na época do piloto, eu ia lendo e o meu raciocínio é muito mais veloz e atropelava. E ele queria que eu fizesse o programa só. “Wagner, não vai dar. Sou muito feio. O cara não fica um minuto me olhando na televisão, desliga. Você tem que botar uma mulher bonita, perto de mim, pra ser o contraponto“. Deu certo. E eu disse: “No rádio, faço mungango“. “Faça aí também!“.

O POVO – E o Alan Neto em casa é muito diferente do Alan Neto da TV e do rádio?
Alan Neto & Totalmente.

O POVO – Você é excêntrico pra caramba, cheio de manias. Tinha uma história que você pulverizava o ambiente com desodorante, abre a malinha, dois copos d´água…
Alan Neto & Isso é sexta-feira, quando sai todo mundo, aí, eu pulverizo! Tenho um bocado de mania!

O POVO – Mas em casa, você diz que é totalmente diferente…
Alan Neto & Sou diferente demais até. A Ivanilde diz: “Ele é esquisitão!“. Eu digo, “Não sou esquisitão. O que eu tinha pra conversar contigo, já conversei!“ (gargalhadas).

O POVO – Também, 44 anos de casados…
Alan Neto & O que é que tem pra mais dizer, ainda! (risos). Estou brincando! Como ela dorme muito tarde, ela diz: “Bom, se passar de duas da manhã, vou procurar ele no necrotério, no hospital. Que ele chega até duas horas“ (risos). Não durmo e nem almoço fora de casa. Se um diz: “O governador mandou te convidar pra almoçar“. “Rapaz, diz a ele que, se for pra jantar, eu vou“. Vou em casa, almoço, tiro uma soneca de uma hora, faço a pauta do programa, um lanche e saio. Com a Ivanilde, tem uma sintonia muito grande. Como sempre trabalhei à noite, chegava em casa uma hora, duas da manhã. Ela tá vendo televisão e a gente conversa, põe os assuntos em dia da neta.

O POVO – Ela escuta o programa?
Alan Neto & É uma ombudsman chatíssima! Ela acha que eu tenho que fazer o programa pra ela! (risos). Ela diz: “Cara, tu tá muito repetitivo, muito cheio de mungango!“.

O POVO – Ela tem algum time?
Alan Neto & Fortaleza. Ela diz: “Tu puxa a orelha, o nariz!“. Eu digo: “Menina, não é pra ti que estou fazendo o programa! (risos). Tenho que fazer aquilo, ser autêntico!“. A gente conversa, depois, eu vou ler e ela vai dormir. Enfim, temos um relacionamento ótimo. Às vezes, tem coisa chocante. Por exemplo, vem um cara e diz: “Sabia que o teu marido é um pé de ouro?“ (gargalhadas). “Pois é. Ele dança muito bem, e eu não danço nada e ele vai dançar. Pronto“ (risos). Ela acaba logo com o papo aí.

O POVO – E a neta?
Alan Neto & A neta é demais, rapaz! Botei o apelido nela de “petúnia“! Fez um ano. Quem dá a educação a Júlia é a Ivanilde. É impressionante a convivência das duas! Ela diz: “E ali, na televisão?“. “Vo-vô“ (risos). “Olha a Fabiana, a bela! Quem é a bela do vovô?“. E ela diz: “EU!“ (gargalhadas). Quando chego, é o destroço! Ela vem pra cima da mesa, derruba livro, tudo!

O POVO – Qual o papel do avô?
Alan Neto & Bobão de marca maior! Faço trejeito, ela aprende. Faço careta, ela faz. Ela me pega roncando, começa a imitar! É um barato! O pai não tem tempo pra filha, trabalha pela sobrevivência. Vai curtir o neto. Por isso é que Carlos Drummond diz que o neto é o filho com açúcar.

O POVO – Alan, o que você traz dentro da sua maleta?
Alan Neto & Tenho tudo ali dentro. Tem pó de pirlimpimpim (gargalhadas)! Tylenol, remédio pra pressão, o que você pode imaginar.

O POVO – E uns santinhos…
Alan Neto & Também. Sou cercado de santos.

PERFIL

O quinto filho de seu Zé Júlio e dona Zeneida – de uma prole total de dez homens e uma mulher – nasceu em Senador Pompeu (275,1 quilômetros de Fortaleza), no dia de Nossa Senhora das Graças (27 de novembro), com quatro quilos e meio. “Fui pesado numa balança dum açougueiro, rapaz!“, ri-se. Alcançou 1,84 m, ensaiou o basquete, mas nunca marcou uma cesta. No máximo – e porque era o dono da bola -, foi capitão do time de pelada que jogava na calçada da rua Tristão Gonçalves. Criado pelo avô, até os oito anos, no “condado“ de Umarizeira das Lajes, forjou-se homem e personagem na Capital e na imprensa. Nasceu Manoel Simplício de Barros Neto e se inscreve, na história do jornalismo cearense, como Alan Neto.

(O POVO)

Lula – Acordo Brasil, Irá e Turquia é vitória da diplomacia

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (17) que o acordo fechado entre Brasil, Irã e Turquia para troca de material nuclear foi uma “vitória da diplomacia”. Lula participou da negociação como o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, e o primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan, em Teerã. O acordo prevê que o Irã envie à Turquia 1.200 kg de urânio de baixo enriquecimento (3,5%). Em troca, receberá o material enriquecido a 20% para ser usado em pesquisas médicas em Teerã, depois de até um ano. Nesse período, haverá supervisão de inspetores turcos e iranianos.

“Foi uma resposta de que é possível, com diálogo, a gente construir a paz, construir o desenvolvimento”, disse Lula no programa de rádio Café com o Presidente, gravado de Teerã logo após o fechamento do acordo. O governo brasileiro acredita que o acordo criará confiança na comunidade internacional e pode evitar que o Irã seja submetido a sanções por causa de seu programa nuclear.

Lula disse que o Brasil sempre acreditou na possibilidade de acordo e que a negociação prova que é possível fazer política internacional baseada da confiança. “Há um milhão de razões para a gente ter argumento para construir a paz e não há nenhuma razão para a gente construir a guerra. O Brasil acreditou que era possível fazer o acordo. Mas o que é importante é que nós estabelecemos uma relação de confiança. E não é possível fazer política sem ter uma relação de confiança”, avaliou.”

(Folha Online)

Prefeita visitará estaleiro de Pertnambuco nesta 2ª feira

A prefeita Luizianne Lins (PT) tem viagem marcada para as 10 horas com destino ao Recife (PE). Ela vai visitar o estaleiro que o Grupo Promar opera no Porto de Suape. Esse grupo quer construir projeto do gênro em Fortaleza, mais precisamente na praia do Titanzinho, o que virou polêmica que se arrasta há meses.

O governador Cid Gomes, quer defende o local, já lavou as mãos e deixou para que Luizianne resolva o caso. A prefeita quer conhecer o empreendimento em toda sua dimensão, ver repercussões e o nível dos benefícios. Ela já garantiu que o estaleiro vai ser construido em Fortaleza, mas não falou sobre a localização.

Espera-se que, depois de visitar o estaleiro pernambucano e conversar ali com o grupo Promar, possa ter, finalmente, uma decisão.

Serra visita o Ceará de olho nos votos de Ciro Gomes

“O pré-candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, desembarca hoje à tarde em Juazeiro do Norte, no sertão do Ceará, para uma visita de dois dias ao Estado em busca do eleitorado deixado por Ciro Gomes (PSB). O deputado foi frustrado na sua intenção de disputar a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PSB formalizou apoio à pré-candidata petista Dilma Rousseff.

Sem candidato tucano ao governo no Ceará, o palanque de Serra será o do senador Tasso Jereissati (PSDB), amigo pessoal de Ciro, que tenta a reeleição. A expectativa é a de que, diante da saída de Ciro da disputa presidencial, o PSB do governador Cid Gomes, irmão de Ciro, poderá liberar os insatisfeitos que quiserem apoiar Serra.

Em Juazeiro do Norte, terra do padre Cícero Romão Batista – que morreu em 1934 e é alvo da devoção de milhões de fiéis, especialmente no Nordeste -, Serra cumpre um ritual que foi seguido pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nas campanhas eleitorais em que foi vitorioso: o de “pedir a bênção” do “padim Ciço”, como é conhecido o religioso.”

(Agência Estado)

DETALHE – Uma comitiva já se encontra em Juazeiro do Norte aguardando José Serra. Nela, vários políticos tucanos e o presidente da União dos Vereadores do Ceara[ (UVC), Deuzinho Filho, que arregimentou grupo de vereadores do Cariri para recepcionar o tucano. Deuzinho é do PMN, mas sonha com vaga de deputado estadual.

Racha no PV do Ceará – Grupo quer candidato ao Governo

Um grupo de militantes do Partido Verde do Ceará acaba de divulgar manifesto em favor de candidatura do partido ao Governo do Estado com o objetivo de garantir um palanque pró-Marina Silva no Estado. O manifesto cobra coerência da cúpula estadual que em termos de Estado apoia Cid Gomes (PSB) e em termos de Fortaleza respalda a gestão Luizainne Lins (PT). Confira o manifesto: 

MANIFESTO POR UM PV QUE ARTICULE O PRESENTE AO FUTURO

“Quando secam os oásis utópicos estende-se um deserto de banalidades e perplexidades [Habermas].”

No Ceará, a maioria dos formuladores de opinião acha que é impossível derrotar ou fragilizar o grupo dominante [PSB, PT, PC do B e PSDB] que se articula em torno da manutenção de Cid Gomes no poder, mas esse é pensamento imediato e pequeno, pois, para quem aposta num projeto presente-futuro, o momento é de diferenciação e de construção de alternativas. Quem pensa e age no presente de olho no futuro sabe que quando se analisa riscos e tendências, o que se deve olhar não é para o pensamento dominante, mas para a possibilidade de um resultado diferente daquele apontado pelo senso comum, pela maioria. Foi assim que Luizianne Lins conquistou o seu primeiro mandato como prefeita de Fortaleza.

O PV e o Movimento Marina Presidente – uma mobilização da sociedade civil que congrega sentimentos pluripartidários, pluriculturais e ecumênico – ao se apresentarem no Ceará como os protagonistas de um processo político novo que exige um modelo de desenvolvimento diferente do que o que vem sendo implementado no país, contribuirá para desenvolver a crença numa res-pública, ou seja, numa ação política que coloca os valores coletivos, que defenda a separação do que é publico do que é privado, a justiça, a preservação do meio ambiente e  que coloque todas as formas de vida acima dos interesses individuais e dos grupos corporativos que comandam a política em nosso país.

Nas eleições deste ano, o PV se encontra numa situação singular em relação às disputas anteriores, pois a entrada da senadora Marina Silva oxigenou o partido. A campanha de Marina para Presidente, se bem capitalizada, será um momento para o fortalecimento do partido em todos os Estados da federação. Assim sendo, é um engano reproduzir a idéia de que não temos condições e nem potencial para nos apresentamos ao eleitor como alternativa. Aos eleitores e aos setores da sociedade que acreditam numa política diferente, devemos oferecer opção para Governador, Senador, Deputado Federal e Estadual. Nesse sentido, urgente se faz que o PV apresente para os meios de comunicação de todo o Ceará os nomes do nosso pré-candidato ao governo, companheiro Heleno Monteiro, e nosso pré-candidato ao Senado, o companheiro Paulo Eduardo [Polô]. Ressaltado, é lógico, que outros nomes podem surgir até a convenção partidária, que deve ser preparada de forma democrática e precedida de uma ampla discussão com seus dirigentes, parlamentares e filiados.

Ao recusar o pensamento dominante lançado candidaturas próprias, o PV no Ceará deixa de se comportar como avestruz, que esconde a cabeça no buraco com medo de enxergar ou enfrentar novos horizontes passando de forma corajosa, como fez o PSOL, a oferecer para sociedade opções novas ao eleitorado e contribuindo para o fortalecimento da democracia.

Além disso, o PV tem potencial para eleger um deputado federal, podendo chegar até dois, e o nome com maior possibilidade de ser o catalisador de tais votos é o companheiro Marcelo Silva. Assim, todos os nossos candidatos a deputado estadual devem fazer campanha casada em torno do nome de Marcelo Silva para deputado federal. É obvio que não disputado a vaga para Câmara Federal, Marcelo é nosso maior nome para disputar o Governo do Estado, coordenando, através de sua candidatura, a formação de um palanque político para Marina Silva.

E, para finalizar, com o mais importante, o PV deve ter candidatura própria para que Marina Silva possa ter um palanque verde que amplie de forma coerente sua campanha dando visibilidade e refletindo sobre um novo modelo de desenvolvimento para o Brasil e para o Ceará. É com a candidatura própria que o PV pode atrair para si o volume de votos que gravitará em torno no nome de Marina Silva presidente do Brasil. Sem candidatura própria o partido ficará refém da conjuntura e da política ditada pelo bloco homogêneo em torno de Cid Gomes e abre espaço para que os seus candidatos façam alianças as mais esdrúxulas possíveis, fortalecendo, com essa conduta, a idéia de que o PV é um partido coadjuvante dos partidos tradicionais ou uma legenda de aluguel.

O momento é nosso, vamos unidos montar um plaque para MARINA PRESIDENTE DO BRASIL.

ASSINAM O MANIFESTO:

Uribam Xavier – Cientista político, professor da UFC e membro da executiva estadual do PV.

Pedro Ivo Batista – Ambientalista e Assessor do gabinete da Senadora Marina Silva.

Paulo Eduardo (Polô) – Ambientalista, engenheiro agrônomo, membro da executiva estadual do PV e pré-candidato ao Senado pelo PV.

Jaciara Carneiro – Advogada, empresária e membro da executiva estadual do PV.

Heider Vas – Advogado Trabalhista e membro da executiva estadual do PV.

Heleno Monteiro – Engenheiro agrônomo, membro da executiva estadual do PV e Pré-candidato a Governo pelo PV.

Zacarias Oliveira – Jornalista, ambientalista e membro da executiva estadual do PV.

Edineuda Soares – Estudante de filosofia, ambientalista e membro da executiva estadual do PV.

Fernanda Rodrigues – Ambientalista e membro do movimento Marina Silva Presidente.

Jonas Santos – Coordenação da Pastoral de Juventude do Meio Popular, estudante de sociologia e filiado ao PV.

Lucas Carneiro – Estudante de direito e membro do movimento Marina Silva Presidente.

Carla Santiago – Fisioterapeuta e membro do movimento Marina Silva Presidente.

Lucélio Costa – Técnico em telecomunicações e membro do movimento Marina Silva Presidente.

Newton Campos – Pastor e membro do movimento Marina Silva Presidente.

Luciana Morais – Educadora Física, ambientalista e membro do movimento Marina Silva Presidente.

Cristiano Rolim – Empresário e membro do movimento Marina Silva Presidente.

Joaquim Araújo – Enfermeiro e membro do movimento Marina Silva Presidente.

César Lopes – Estudante de engenharia civil e membro do Movimento Marina Silva Presidente.

Rodrigo Cavalcante – Administrador de empresas e membro do movimento Marina Silva Presidente.

Eunício nega pressão sobre Pimentel

Eunício se esquivou de entrar na briga entre tucanos e petistas (Foto: Talita Rocha)

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Terceiro convidado da série de entrevistas promovida pela TV O POVO com pré-candidatos ao Senado, o deputado federal Eunício Oliveira (PMDB) garantiu que não está fazendo nenhum tipo de pressão – seja no plano federal ou estadual – para que o também deputado federal José Pimentel (PT) não seja candidato ao Senado. Segundo o peemedebista, uma decisão do PMDB do Ceará delegou ao governador Cid Gomes (PSB) a tarefa de escolher o segundo nome do arco de alianças que sustentará sua provável candidatura à reeleição.

Para Eunício – que já tem garantido o apoio de Cid -, qualquer tipo de intromissão nas negociações significaria uma “quebra da palavra empenhada”. “Em nenhum momento fiz qualquer tipo de pressão sobre o PT”, enfatizou o parlamentar durante o programa Coletiva, exibido ontem.

No Coletiva que foi ao ar no último dia 9, o ex-ministro da Previdência, José Pimentel, também pré-candidato ao Senado, afirmou que “não tem qualquer sentido“ a suposta pressão do PMDB sobre o PT para que seu nome não seja homologado para a disputa de uma das duas cadeiras ao Senado que serão renovadas em 2011. O petista também considerou “ridículo“ o assunto ter sido levado à cúpula nacional do PMDB e disse que Eunício Oliveira representaria hoje, na sigla peemedebista, a única resistência à sua candidatura.

Ao longo da entrevista, Eunício evitou emitir um juízo de valor sobre uma possível candidatura de José Pimentel ao Senado, sempre alegando que irá respeitar a decisão do governador Cid Gomes. Até quando questionado sobre com quem se sentiria mais à vontade para ter ao lado nas próximas eleições, o peemedebista se esquivou. “Vou me sentir confortável ao lado do candidato escolhido pelo governador Cid Gomes“. O outro pré-candidato que disputa as bênçãos do governador, além de Pimentel, é o senador Tasso Jereissati (PSDB).

Ao mesmo tempo, o parlamentar fazia sempre questão de enfatizar que projetos pessoais não podem se sobrepor aos coletivos. “O projeto pessoal, e dei demonstração disso em 2006, é muito menos importante que o coletivo“. Há quatro anos, Eunício abriu mão de disputar o senado em prol da candidatura do hoje senador Inácio Arruda (PCdoB), que acabou eleito. O peemedebista afirmou que, na ocasião, o então governador Lúcio Alcântara (ex-PSDB, hoje PR) – que tentava reeleição – teria chegado a lhe oferecer a vaga de senador, a indicação do vice e quatro secretarias estaduais. Entretanto, relata,decidiu por optar por um “novo projeto“: a candidatura de Cid.

Também garantiu que sua candidatura é irreversível e que ela não lhe pertence, mas ao seu partido. “Fui indicado há mais de seis meses. Portanto a candidatura é irreversível“, afirmou, descartando a possibilidade de ficar com a vaga de vice na chapa do governador Cid Gomes.

Além de Eunício e Pimentel, a senadora Patrícia Saboya (PDT) também participou da série de entrevistas. O próximo convidado é Tasso Jereissati (PSDB). “

(O POVO)

Cristovam diz que Serra segue estratégia eleitoral errada

 

Por causa da popularidade de Lula, o pre-candidato a presidente da República, José Serra (PSDB), tem evitado ataques ao presidente e apontado para uma continuidade sem grandes rupturas. Para o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) a tática do tucano está equivocada. “A estratégia de José Serra de ser a continuidade de Lula faz com que o eleitor ir direto a Dilma. Serra ainda não mostrou a diferença que atraia os indecisos”, analisa o pedetista.

Cristovam ainda faz uma comparação com os demais candidatos na disputa pelo Planalto. “Marina Silva e Plínio de Arruda têm marcas fortes, marca da Dilma é Lula e José Serra ainda não mostrou a sua”, aponta.

(Com Agências)

DETALHE – Serra, em visita ao Ceará nesta segunda-feira, bem que poderá ser indagado sobre essa observação de Cristovam Buarque. Um outro ponto de pauta também interessante: a recente pesquisa Vox Populi, onde Dilma lhe toma a dianteira.

Um seminário sobre Economia Criativa

Começa, a partir das 8h30min desta segunda-feira, no Hotel Praia Centro, em Fortaleza, o seminário “Construindo uma Proposta de Ação para a Economia Criativa”. A ideia da economia criativa é a de agregar valor a produtos e serviços a partir da inserção da criatividade, da inovação e do design. O seminário é uma promoção das secretarias da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado (Secitece) e da Cultura do Estado (Secult).

Na programação, que se estenderá até o fim da tarde, segundo a assesoria de impensa do evento, técnicos das duas pastas apresentarão seus principais projetos relacionados à economia criativa, o que permitirá vislumbrar uma maior integração dos projetos das duas secretarias para a potencialização dos resultados.

SERVIÇO

* O seminário é gratuito e aberto a todos os interessados.

* Mais informações pelo telefone (85) 3101-6433.

Consenso entre Irã, Brasil e Turquia

“Depois de 18 horas de reuniões, o Irã, o Brasil e a Turquia chegaram ontem a um consenso sobre a troca de urânio enriquecido, uma medida que poderia amenizar as desconfianças dos Estados Unidos e de países europeus em relação ao programa nuclear de Teerã e evitar novas sanções ao país.

O acerto, que contemplaria 1.200 quilos de urânio e teria a Turquia como fiel depositária, foi anunciado pela Chancelaria turca e confirmado ao GLOBO por um assessor da Presidência da República.

Segundo a fonte, os detalhes serão anunciados hoje em Teerã pelo presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o primeiro-ministro da Turquia, Tayyp Erdogan. Lula e o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, evitaram o assunto durante o dia.

Foi o ministro de Relações Exteriores turco, Ahmet Davutoglu, quem primeiro revelou o acordo. A medida deve ser anunciada após uma revisão do texto entre os três presidentes nesta manhã.

— Sim, foi alcançado (um acordo) depois de 18 horas de negociações — disse o chanceler turco.
Erdogan, que anteontem informara que não compareceria à reunião do G-15 que ocorre hoje em Teerã (da qual o Brasil é um dos signatários), desembarcou ontem de madrugada no país, numa viagem de última hora.

— Vou ao Irã pois será adicionada uma cláusula à proposta que diz que a troca (de urânio) aconteceria na Turquia — disse Erdogan antes de embarcar.

O acordo fechado seguiria as bases das condições que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), ligada à ONU, ofereceu a Teerã em outubro: a troca de 1.200 quilos de urânio para ser enriquecido no exterior, possivelmente em Rússia e França.

No entanto, há mudanças em relação ao local da troca da substância, que agora seria feita em solo turco. Ainda não se sabe se a troca seria simultânea, como exigia o Irã, ou por partes, como queriam os EUA.

Além disso, tampouco há confirmação de que o acordo vai satisfazer os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, que ameaçam Teerã com uma quarta rodada de sanções.”

( O Globo)