Blog do Eliomar

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Jogadores do Ceará e do Santos aderem à campanha contra o trabalho infantil

Um gesto simbólico marcará, na abertura do jogo Ceará x Santos, pelo Brasileirão, na tarde deste domingo, no estádio Castelão, a adesão dos atletas das duas equipes à campanha Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil. Eles sairão dos vestiários rumo ao gramado vestindo a camisa da campanha e empunharão um cartão vermelho diante das torcidas antes de iniciar o jogo, quando voltarão a exibir seus respectivos uniformes.

A iniciativa foi acertada entre os comandos das duas equipes e representantes da Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Prefeitura de Fortaleza e do Ministério Público do Trabalho (MPT). A campanha Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil foi lançada em junho último, por ocasião do Dia Nacional e Mundial de Combate ao Trabalho Infantil (12/6), que teve o jogador Robinho como estrela. Ele aceitou, gentilmente, ser o garoto-propaganda da campanha.

A campanha tem a coordenação do Fórum Nacional pela Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalhador Adolescente (Fnpeti) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT). No Ceará, é conduzida pelas diversas entidades governamentais e não-governamentais que integram o Fórum Estadual pela Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalhador Adolescente (Feeti-CE), entre elas, o MPT e a SDH, que estarão representados no Castelão, hoje, respectivamente, pelo procurador do Trabalho Antonio de Oliveira Lima, e por Aline Ciarlini.

No ranking nacional, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Ceará é o terceiro estado que mais explora a força de trabalho de crianças e adolescentes. No Estado, há 294 mil meninos e meninas (de 5 a 17 anos) em situação de trabalho. Em todo o País, são 4,3 milhões.

 (MPT-CE)

O presidente do Vox Populi e a arrancada eleitoral

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Eis artigo de Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi, publicado no Correio Braziliense deste domingo. Ele analisa a arrancada eleitoral. Confira:

Nas eleições, chega uma hora em que todos os candidatos, menos um, tomam consciência que vão perder (ou que já perderam). Há casos em que a disputa permanece acirrada até a véspera e ninguém é obrigado a fazer essa difícil admissão. São mais numerosas, no entanto, as que logo se afunilam e se resolvem cedo.

Os políticos sempre entram nas eleições esperando ganhar, mesmo quando sabem que suas chances são mínimas. Existem os que participam apenas para defender posição ou divulgar as plataformas de seus partidos, mas são raros. Também há os exibicionistas, cuja única intenção é usufruir o prazer de se ver na televisão. Esses não contam.

Depois que as campanhas começam, a expectativa de vitória costuma tornar-se certeza. Por menores que sejam, os candidatos vão se convencendo que suas possibilidades são grandes. Talvez porque convivam principalmente com seguidores e áulicos, talvez porque confundam a boa educação dos cidadãos para com eles, fantasiando que uma simples cordialidade traduza apoio. Mas é certo que, a alturas tantas, todos achem que vão ganhar.

Ao contrário do que se poderia imaginar, as pesquisas eleitorais não mudam sua opinião. Não é por estar lá atrás e haver outros mais bem situados que eles pensam com mais cautela. Todos têm vários exemplos para citar, de políticos que começaram mal nas pesquisas e terminaram ganhando.

A constatação de que uma derrota é iminente é especialmente complicada para os candidatos maiores, dos grandes partidos. Ainda mais se estiveram na liderança das pesquisas.

Agora, por exemplo. O que deve fazer um candidato como José Serra? Como deve se comportar nos 20 dias finais desta eleição?

A imensa frente que todas as pesquisas dão a Dilma poderia ser desconsiderada. Afinal, pesquisa é pesquisa e não é eleição. Mas, será que ele não percebe de outras formas que sua chance de vencer é remota? Será que não vê isso no olhar até de seus seguidores mais fiéis?

Ninguém gosta de chegar à conclusão que um projeto acalentado há muito tempo não vai dar certo, antes que a inevitabilidade se imponha. Não faz parte do senso comum a expressão “a esperança é a última que morre”? Que, enquanto há vida, não se deve renunciar a ela?

O problema é que, quase sempre, esses momentos levam as pessoas a gestos extremos, nos quais não se reconheceriam em condições normais. O ateu vira crente, o racional vira místico, o sério pode ficar ridículo. O arrependimento por essas guinadas costuma ser grande.

Na política, encruzilhadas desse tipo são ainda mais perigosas. A caminho da derrota, o candidato se isola cada vez mais, começa a ouvir apenas os assessores que o aconselham a fazer de tudo, a tentar qualquer coisa. A usar de qualquer recurso e não admitir o insucesso.

Nessa hora, os candidatos deveriam parar de pensar no que ainda resta a fazer, no esforço inútil de reverter uma situação sem perspectiva, e olhar para frente. Perder e ganhar são parte da vida de quem opta por uma carreira política. Ganhar é sempre melhor, mas perder mal é muito pior que saber perder.

Tanto Serra, quanto as oposições, precisam pensar no que vão fazer nos últimos 20 dias destas eleições. Podem continuar no rumo em que estão, tentando tudo (e mais alguma coisa) para mudar o desfecho que todos antecipam. Podem continuar a fazer como fizeram desde o ano passado, quando embarcaram na canoa que os trouxe até aqui.

Ou podem aproveitá-los para começar um longo, mas necessário, processo de reconstrução da oposição no Brasil. Não vai ser fácil corrigir os equívocos cometidos nos últimos anos e esta é uma oportunidade que não deve ser desperdiçada. O país estará atento ao final destas eleições e as oposições terão um momento privilegiado para dizer o que pretendem ser nos próximos anos.

Mostrar-se rancorosas, amargas, ressentidas, é tudo que não precisam.

Praça Portugal vira altar para "santinhos"

Quem passa pela Praça Portugal, no bairro Aldeota, em Fortaleza, observa que o local se transformou num verdadeiro altar: é cheio de cartazes de candidatos, com seus sorrisos maravilhosos em poses e ar bravio.

Há cartaz para todos os gostos e de todos os partidos. Ninguém sabe é se esses “santinhos”, se eleitos, atenderão tantas promessas feitas em nome do voto.

Ibope faz projeções sobre novo Senado

“Baseado nas pesquisas que faz em todos os estados do país, o Ibope concluiu sua projeção para o novo Senado.

O PMDB, que preside a Casa, terá a maior bancada, ficando com 17 a 19 senadores.

O PT passará a ser a segunda bancada, com 13 a 16 senadores.

Os partidos de oposição ficarão menores. O PSDB terá de nove a 12 cadeiras, e o DEM ficará com sete ou oito.”

(Globo Online)

Terminais de autoatendimento do BB viram dor de cabeça para a clientela

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Virou uma peste o desserviço dos terminais do Banco do Brasil em vários supermercados de Fortaleza. Depois de aparecer quebrado no supermercado Fangolânida, eis que agora uma dessas máquiinas dá problemas no supermercasdo Frangolândia do bairro Varjota, segundo reclama leitor deste Blog.

Ele chama a atenção para uma coincidência: bem ao lado desse equipamento, há sempre um terminal de banco 24 horas, que nunca sai do ar.

Dilma vai ao debate na Redetv

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A candidata  petista à presidência da República, Dilma Rousseff, estará presente no debate entre os candidatos à Presidência que a Rede TV! levará ao ar neste domingo, a partir das 21 horas. Dilma não compareceu ao último debate entre os candidatos a presidente, realizado na quarta-feira à noite, numa parceria entre Estadão/TV Gazeta. 

Ausente, acabou por se tornar alvo de todos os outros candidatos. Foi atacada principalmente por se recusar a debater a quebra do sigilo fiscal de Verônica, filha do candidato tucano José Serra.

Associação dos Advogados do Ceará apela ao CNJ pelo fim da greve dos oficiais de justiça

Do presidente da Associação dos Advogados do Ceará (AACE), Hélio Winston, recebemos nota onde ele informa ter apelado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pelo fim da greve dos oficiais de justiça do Estado, que ultrapassa os quatro meses. A luta dessa categoria é por plano de cargos e carreiras. Confira:

“EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA – MINISTRO ANTONIO CESAR PELUSO

PEDIDO DE PROVIDÊNCIA

URGENTE

A ASSOCIAÇÃO DOS ADVOGADOS DO ESTADO DO CEARÁ (AACE), pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o nº. 08.250.293/0001-77, com endereço na Av. Washington Soares, nº 1.400, sala 901, Cep: 60.811-341, Edson Queiroz, Fortaleza Ceará, vem, através de seus diretores, a presença de Vossa Excelência expor para ao final requerer.

É de pleno conhecimento a greve dos oficiais de justiça do Estado do Ceará, o próprio site do sindicato anuncia a paralisação (acesse – www.sincojust.com.br). Tal paralisação se iniciou em abril de 2010 e perdura-se até hoje, ou seja, há mais de 04(quatro) meses que os citados servidores não exercem suas atividades regularmente.

A AACE está preocupada com as conseqüências desastrosas que tal paralisação tem ocasionado aos jurisdicionados, bem como aos advogados e advogadas cearenses, especialmente por não vislumbrar qualquer perspectiva de resolução para tal problema.

Ressalte-se a total inércia dos órgãos do Poder Judiciário Estadual para a solução do impasse, o que nos impulsiona a solicitar uma intermediação isenta.

Assim, com base no artigo 98 e ss. do Regimento Interno do CNJ, requer por providências enérgicas para que seja solucionada a greve dos oficiais da justiça estadual do Ceará, devendo o Conselho Nacional de Justiça tomar as medidas necessárias a fim de resguardar a eficiência e a eficácia da prestação jurisdicional no Ceará, no caso, o cumprimento dos mandados judiciais.”

Fortaleza(Ce), 10 de setembro de 2010.

Hélio Winston, Presidente

Deodato José Ramalho, Vice-Presidente

Said Gadelha, Secretário-Geral

Júlio de Assis Bezerra Leite, Segundo-Secretário

Klaus Pinho Borges, Tesoureiro

Claudia Santos, Segunda-Tesoureira

Reforma do Santuário de Fátima da Serra Grande, em São Benedito, em fase de conclusão

“As obras realizadas no Santuário de Nossa Senhora de Fátima da Serra Grande, em São Benedito, já estão em fase de finalização. O convênio, realizado entre a Secretaria do Turismo do Estado do Ceará (Setur) e a Diocese de Tianguá, prevê a conclusão da obra até o final deste mês. No templo religioso, foram investidos R$ 550 mil, sendo R$ 500 mil provenientes do Tesouro Estadual, e R$ 50 mil, da Diocese.

Para fortalecer o turismo religioso na região, está sendo executado um conjunto de obras em uma área de três mil metros quadrados. Os serviços contemplam a reforma e construção do piso da Igreja Principal, Capela Mãe de Deus (onde será centrado a devoção mariana), Capela do Santíssimo (espaço para adoração), Tenda dos Milagres, presbitério e sacristia. A sonorização do Santuário de Nossa Senhora de Fátima também será melhorada após a finalização dos trabalhos.

Dentre as construções, destaca-se, a Capela da Misericórdia, um espaço que sozinho deverá abrigar 150 pessoas sentadas. Enquanto isso, na Igreja Central serão construídos acessos especiais e ambientes planejados para pessoas com deficiência, além de acomodações adequadas para idosos e crianças. Após finalizado, o templo central deverá abrigar, de modo confortável, 1.600 pessoas sentadas.

Com suas atividades iniciadas no ano de 2005, o Santuário de Fátima é um dos equipamentos religiosos mais importantes da região. Segundo o administrador diocesano, Padre Antônio Martins Irineu, “o recurso disponibilizado pela Setur é de fundamental importância devido a demanda reprimida e com essa verba, as construções do equipamento serão concluídas, entregando a população uma das devoções mais queridas do povo cearense”.

No Ceará, o turismo religioso é um dos segmentos de trabalho incentivados pelo Ministério do Turismo (MTur) e Governo do Estado e tem, cada vez mais, atraído visitantes. Os municípios de Canindé ( São Francisco); de Juazeiro do Norte ( Padre Cícero); de Quixadá (Nossa Senhora Imaculada Rainha do Sertão), e de Caucaia (Santa Edwirges), são os principais pontos de romarias de fiéis cearenses.

(Site da Setur/CE)

Central de Atendimento ao Eleitor funcionará neste domingo

“A Central de Atendimento ao Eleitor, serviço bancado pelo Fórum Eleitoral, permanecerá aberta, neste domingo, para o fornecimento da segunda via ou reimpressão do título ao eleitor que ainda não dispõe do documento para votar no dia três de outubro e no segundo turno de votação, se houver. No sábado, somente em Fortaleza, foram atendidas 898 pessoas, sendo expedida a segunda via de 670 títulos e a reimpressão de 228 títulos.

No interior do Estado os cartórios eleitorais também permanecerão abertos para agilizar os preparativos das eleições e atender aos eleitores que precisam do título porque sem o título e um documento oficial com foto o eleitor não poderá votar este ano. O prazo para reimpressão do título e expedição da segunda via terminará no próximo dia 23.

Com o propósito de melhorar o atendimento, a partir de segunda-feira (13) até o encerramento do prazo (23), a Unidade Móvel do TRE ficará em frente à entrada do Parque das Crianças, na rua Pedro I, e atenderá o público no horário de 9 às 17 horas.

A exigência do título e um documento para o eleitor poder votar foi instituída pela Lei 12.034/09. Como nas eleições anteriores a apresentação do título eleitoral não era obrigatória a Justiça Eleitoral está procurando esclarecer a população no sentido de providenciar, o quanto antes, a documentação necessária para que cada eleitor tenha garantido o exercício de escolher seus representantes para a Presidência da República, Senado Federal, Governo do Estado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa.”

(Site do TRE-CE)

Infraero deixa Aeroporto do Cariri a ver… navios

“Em 21 de maio deste ano o superintendente regional do Nordeste da Infraero, Fernando Nicácio da Cunha Filho, assinou a liberação do edital para a contratação da empresa responsável pela instalação dos Módulos Operacionais dos Aeroportos de Teresina/Senador Petrônio Portela (PI) e Juazeiro do Norte/Orlando Bezerra de Menezes (CE). O pregão da licitação de acordo com a Infraero foi feito em 4 de junho e o investimento previsto para os Módulos Operacionais será de R$ 3,7 milhões para Teresina e R$ 2,8 milhões para Juazeiro do Norte.

Passados mais de três meses as obras não tiveram início. A Infraero tampouco explicou à comunidade caririense o motivo das obras simplesmente não começarem. E aí? O Cariri vai ficar mesmo a ver navios e o aeroporto sem estrutura necessária para seu funcionamento?”

(Coluna Cariri – Tarso Araújo)

Revista fala de extinta empresa da filha de Serra e possivel quebra de sigilo

Da revista Carta Capital:

Extinta empresa de Verônica Serra expôs os dados bancários de 60 milhões de brasileiros obtidos em acordo questionável com o governo FHC

Leandro Fortes

Em 30 de janeiro de 2001, o peemedebista Michel Temer, então presidente da Câmara dos Deputados, enviou um ofício ao Banco Central, comandado à época pelo economista Armínio Fraga. Queria explicações sobre um caso escabroso.

Naquele mesmo mês, por cerca de 20 dias, os dados de quase 60 milhões de correntistas brasileiros haviam ficado expostos à visitação pública na internet, no que é, provavelmente uma das maiores quebras de sigilo bancário da história do País. O site responsável pelo crime, filial brasileira de uma empresa argentina, se chamava Decidir.com e, curiosamente, tinha registro em Miami, nos Estados Unidos, em nome de seis sócios. Dois deles eram empresárias brasileiras: Verônica Allende Serra e Verônica Dantas Rodenburg.

Ironia do destino, a advogada Verônica Serra, 41 anos, é hoje a principal estrela da campanha política do pai, José Serra, justamente por ser vítima de uma ainda mal explicada quebra de sigilo fiscal cometida por funcionários da Receita Federal. A violação dos dados de Verônica tem sido extensamente explorada na campanha eleitoral. Serra acusou diretamente Dilma Rousseff de responsabilidade pelo crime, embora tenha abrandado o discurso nos últimos dias.

Naquele começo de 2001, ainda durante o segundo mandato do presidente FHC, Temer não haveria de receber uma reposta de Fraga. Esta, se enviada algum dia, nunca foi registrada no protocolo da presidência da Casa. O deputado deixou o cargo menos de um mês depois de enviar o ofício ao Banco Central e foi sucedido pelo tucano Aécio Neves, ex-governador de Minas Gerais, hoje candidato ao Senado. Passados nove anos, o hoje candidato a vice na chapa de Dilma Rousseff garante que nunca mais teve qualquer informação sobre o assunto, nem do Banco Central nem de autoridade federal alguma. Nem ele nem ninguém.

Graças à leniência do governo FHC e à então boa vontade da mídia, que não enxergou, como agora, nenhum indício de um grave atentado contra os direitos dos cidadãos, a história ficou reduzida a um escândalo de emissão de cheques sem fundos por parte de deputados federais.

Temer decidiu chamar o Banco Central às falas no mesmo dia em que uma matéria da Folha de São Paulo informava que, graças ao passe livre do Decidir.com, era possível a qualquer um acessar não só os dados bancários de todos os brasileiros com conta corrente ativa, mas também o Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF), a chamada “lista negra”do BC. Com base nessa facilidade, o jornal paulistano acessou os dados bancários de 692 autoridades brasileiras e se concentrou na existência de 18 deputados enrolados com cheques sem fundos, posteriormente constrangidos pela exposição pública de suas mazelas financeiras.

Entre esses parlamentares despontava o deputado Severino Cavalcanti, então do PPB (atual PP) de Pernambuco, que acabaria por se tornar presidente da Câmara dos Deputados, em 2005, com o apoio da oposição comandada pelo PSDB e pelo ex-PFL (atual DEM). Os congressistas expostos pela reportagem pertenciam a partidos diversos: um do PL, um do PPB, dois do PT, três do PFL, cinco do PSDB e seis do PMDB. Desses, apenas três permanecem com mandato na Câmara, Paulo Rocha (PT-PA), Gervásio Silva (DEM-SC) e Aníbal Gomes (PMDB-CE).

Por conta da campanha eleitoral, CartaCapital conseguiu contato com apenas um deles, Paulo Rocha. Via assessoria de imprensa, ele informou apenas não se lembrar de ter entrado ou não com alguma ação judicial contra a Decidir.com por causa da quebra de sigilo bancário.

Na época do ocorrido, a reportagem da Folha ignorou a presença societária na Decidir.com tanto de Verônica Serra, filha do candidato tucano, como de Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity. Verônica D. e o irmão Dantas foram indiciados, em 2008, pela Operação Satiagraha, da Polícia Federal, por crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal, formação de quadrilha, gestão fraudulenta de instituição financeira e empréstimo vedado.

Verônica também é investigada por participação no suborno a um delegado federal que resultou na condenação do irmão a dez anos de cadeia. E também por irregularidades cometidas pelo Opportunity Fund: nos anos 90, à revelia das leis brasileiras, o fundo operava dinheiro de nacionais no exterior por meio de uma facilidade criada pelo BC chamada Anexo IV e dirigida apenas a estrangeiros.

A forma como a empresa das duas Verônicas conseguiu acesso aos dados de milhões de correntistas brasileiros, feita a partir de um convênio com o Banco do Brasil, sob a presidência do tucano Paolo Zaghen, é fruto de uma negociação nebulosa. A Decidir.com não existe mais no Brasil desde março de 2002, quando foi tornada inativa em Miami, e a dupla tem se recusado, sistematicamente, a sequer admitir que fossem sócias, apesar das evidências documentais a respeito.

À época, uma funcionária do site, Cíntia Yamamoto, disse ao jornal que a Decidir.com dedicava-se a orientar o comércio sobre a inadimplência de pessoas físicas e jurídicas, nos moldes da Serasa, empresa criada por bancos em 1968. Uma “falha”no sistema teria deixado os dados abertos ao público. Para acessá-los, bastava digitar o nome completo dos correntistas.

A informação dada por Yamamoto não era, porém, verdadeira. O site da Decidir.com, da forma como foi criado em Miami, tinha o seguinte aviso para potenciais clientes interessados em participar de negócios no Brasil: “encontre em nossa base de licitações a oportunidade certa para se tornar um fornecedor do Estado”. Era, por assim dizer, um balcão facilitador montado nos Estados Unidos que tinha como sócias a filha do então ministro da Saúde, titular de uma pasta recheada de pesadas licitações, e a irmã de um banqueiro que havia participado ativamente das privatizações do governo FHC.

A ação do Decidir.com é crime de quebra de sigilo fiscal. O uso do CCF do Banco Central é disciplinado pela Resolução 1.682 do Conselho Monetário Nacional, de 31 de janeiro de 1990, que proíbe divulgação de dados a terceiros. A divulgação das informações também é caracterizada como quebra de sigilo bancário pela Lei n? 4.595, de 1964.

O Banco Central deveria ter instaurado um processo administrativo para averiguar os termos do convênio feito entre a Decidir.com e o Banco do Brasil, pois a empresa não era uma entidade de defesa do crédito, mas de promoção de concorrência. As duas também deveriam ter sido alvo de uma investigação da polícia federal, mas nada disso ocorreu. O ministro da Justiça de então era José Gregori, atual tesoureiro da campanha de Serra.

A inércia do Ministério da Justiça, no caso, pode ser explicada pelas circunstâncias políticas do período. A Polícia Federal era comandada por um tucano de carteirinha, o delgado Agílio Monteiro Filho, que chegou a se candidatar, sem sucesso, à Câmara dos Deputados em 2002, pelo PSDB. A vida de Serra e de outros integrantes do partido, entre os quais o presidente Fernando Henrique, estava razoavelmente bagunçada por conta de outra investigação, relativa ao caso do chamado Dossiê Cayman, uma papelada falsa, forjada por uma quadrilha de brasileiros em Miami, que insinuava a existência de uma conta tucana clandestina no Caribe para guardar dinheiro supostamente desviado das privatizações.

Portanto, uma nova investigação a envolver Serra, ainda mais com a família de Dantas a reboque, seria politicamente um desastre para quem pretendia, no ano seguinte, se candidatar à Presidência. A morte súbita do caso, sem que nenhuma autoridade federal tivesse se animado a investigar a monumental quebra de sigilo bancário não chega a ser, por isso, um mistério insondável.

Além de Temer, apenas outro parlamentar, o ex-deputado bispo Wanderval, que pertencia ao PL de São Paulo, se interessou pelo assunto. Em fevereiro de 2001, ele encaminhou um requerimento de informações ao então ministro da Fazenda, Pedro Malan, no qual solicitava providências a respeito do vazamento de informações bancárias promovido pela Decidir.com.

Fora da política desde 2006, o bispo não foi encontrado por CartaCapital para informar se houve resposta. Também procurada, a assessoria do Banco Central não deu qualquer informação oficial sobre as razões de o órgão não ter tomado medidas administrativas e judiciais quando soube da quebra de sigilo bancário.

Fundada em 5 de março de 2000, a Decidir.com foi registrada na Divisão de Corporações do estado da Flórida, com endereço em um prédio comercial da elegante Brickell Avenue, em Miami. Tratava-se da subsidiária americana de uma empresa de mesmo nome criada na Argentina, mas também com filiais no Chile (onde Verônica Serra nasceu, em 1969, quando o pai estava exilado), México, Venezuela e Brasil.

A diretoria-executiva registrada em Miami era composta, além de Verônica Serra, por Verônica Dantas, do Oportunity, Brian Kim, do Citibank, e por mais três sócios da Decidir.com da Argentina, Guy Nevo, Esteban Nofal e Esteban Brenman. À época, o Citi era o grande fiador dos negócios de Dantas mundo afora. Segundo informação das autoridades dos Estados Unidos, a empresa fechou dois anos depois, em 5 de março de 2002. Manteve-se apenas em Buenos Aires, mas com um novo slogan: “com os nossos serviços você poderá concretizar negócios seguros, evitando riscos desnecessários”.

Quando se associou a Verônica D. Na Decidir.com, em 2000, Verônica S. era diretora para a América Latina da companhia de investimentos International Real Returns (IRR), de Nova York, que administrava uma carteira de negócios de 660 bilhões de dólares. Advogada formada pela Universidade de São Paulo, com pós-graduação em Harvard, nos EUA, Verônica S. também se tornou conselheira de uma série de companhias dedicadas ao comércio digital na América Latina, entre elas a Patagon.com, Chinook.com, TokenZone.com, Gemelo.com, Edgix, BB2W, Latinarte.com, Movilogic e Endeavor Brasil. Entre 1997 e 1998, havia sido vice-presidente da Leucadia National Corporation, uma companhia de investimentos de 3 bilhões de dólares especializada nos mercados da América Latina, Ásia e Europa. Também foi funcionária do Goldman Sachs, em Nova York.

Verônica S. ainda era sócia do pai na ACP – Análise da Conjuntura Econômica e Perspectivas Ltda, fundada em 1993. A empresa funcionava em um escritório no bairro da Vila Madalena, em São Paulo, cujo proprietário era o cunhado do candidato tucano, Gregório Marin Preciado, ex-integrante do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), nomeado quando Serra era secretário de Planejamento do governo de São Paulo, em 1993.

Preciado obteve uma redução de dívida no Banco do Brasil de 448 milhões de reais para irrisórios 4,1 milhões de reais no governo FHC, quando Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-arrecadador de campanha de Serra, era diretor da área internacional do BB e articulava as privatizações.

Por coincidência, as relações de Verônica S. com a Decidir.com e a ACP fazem parte do livro Os Porões da Privataria, a ser lançado pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr. Em 2011.

De acordo com o texto de Ribeiro Jr., a Decidir.com foi basicamente financiada, no Brasil, pelo Banco Opportunity com um capital de 5 milhões de dólares. Em seguida, transferiu-se, com o nome de Decidir International Limited, para o escritório do Ctco Building, em Road Town, Ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas, famoso paraíso fiscal no Caribe.

De lá, afirma o jornalista, a Decidir.com internalizou 10 milhões de reais em ações da empresa no Brasil, que funcionava no escritório da própria Verônica S. A essas empresas deslocadas para vários lugares, mas sempre com o mesmo nome, o repórter apelida, no livro, de “empresas-camaleão”.

Oficialmente, Verônica S. e Verônica D. abandonaram a Decidir.com em março de 2001 por conta do chamado “estouro da bolha” da internet – iniciado um ano antes, em 2000, quando elas se associaram em Miami. A saída de ambas da sociedade coincide, porém, com a operação abafa que se seguiu à notícia sobre a quebra de sigilo bancário dos brasileiros pela companhia.

Em julho de 2008, logo depois da Operação Satiagraha, a filha de Serra chegou a divulgar uma nota oficial para tentar descolar o seu nome da irmã de Dantas. “Não conheço Verônica Dantas, nem pessoalmente, nem de vista, nem por telefone, nem por e-mail”, anunciou.

Segundo ela, a irmã do banqueiro nunca participou de nenhuma reunião de conselho da Decidir.com. Os encontros mensais ocorriam, em geral, em Buenos Aires. Verônica Serra garantiu que a xará foi apenas “indicada”pelo Consórcio Citibank Venture Capital (CVC)/Opportunity como representante no conselho de administração da empresa fundada em Miami. Ela também negou ter sido sócia da Decidir.com, mas apenas “representante”da IRR na empresa. Mas os documentos oficiais a desmentem.”

Cantora Jack é atração da IV Caminhada da Família

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Eis aí a cantora Jack, que faz sucesso entre católicos cantando músicas animadas e de mensagens otimistas. Ela será atração da IV Caminhada da Família que a Igreja de São Vicente de Paulo promoverá dia 26 próximo pelas ruas do bairro Dionísio Torres. A caminhada vai se encerrar com missa e show de Jack na Praça da Imprensa.

Bom lembrar que a festa de São Vicente de Paulo terá início dia 18 próximo, sob comando do padre Raimundo Neto.

Datafolha – Marina comemora crescimento

Marina Silva, candidata do PV à presidência, comemorou o crescimento de sua candidatura na última pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta (10). Ela saltou de 10% para 11% na preferência dos eleitores.”Estou ganhando esses pontos como fruto da credibilidade de um projeto político que respeita os brasileiros e que não acha que vale tudo para ganhar uma eleição”. Marina disse ainda que o que encontra nas ruas no contato com o eleitor é muito maior do que o aparece nas pesquisas

A senadora aproveitou também para cutucar a imprensa. “Quando eu saí do índice de 9% para 8%, todo mundo disse que eu perdi votos. E agora que subi de 10% para 11% estão dizendo que é variação”. Marina disse que está em curso uma tentativa de anonimato eleitoral em torno de sua campanha, mas que ela vai furar esse bloqueio e conseguirá chegar ao segundo turno.Marina cresceu nas pesquisas tirando votos do candidato do PSDB, José Serra. Esse movimentação de eleitores não modificou o panorama geral das pesquisas, que indica vitória de Dilma Rousseff (PT) no primeiro turno.

A ex-ministra do Meio Ambiente esteve reunida na manhã deste sábado com representantes do Movimento Marina Silva. O encontro serviu para apresentar as candidaturas de Fabio Feldmann e Ricardo Young, respectivamente, candidatos ao governo do Estado e ao Senado, aos militantes. No mesmo evento, a candidata recebeu das mãos de um integrante do Movimento Negro do PV um documento com propostas para a educação no ensino fundamental. Depois disso, Marina fez uma breve caminhada na feira livre em frente ao estádio municipal do Pacaembu, onde tirou fotos e cumprimentou eleitores.

Marina, que tem um dieta regulada por conta de problemas de saúde, não provou nenhum dos frutos que lhe foram oferecidos, mas levou para casa um pote de pimentas biquinho. “Não arde, não fere, mas é pimenta”.

(Portal Terra)

Jornalista Nonato Albuquerque contesta artigo que critica o filme "Nosso lar"

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O jornalista e radialista Nonato Albuquerque deixou comentário rebatendo artigo do escritor Marcelo Mirisola, aqui compilado do site “Congresso em Foco”, onde faz críticas ao filme “Nosso lar”. Mirisola, por exemplo, fala de um “céu de peruca dos anos 50” que Nonato repudia e reage. Confira: 

Em nenhum momento, o livro ‘Nosso Lar’ sugere que aquela região seja o céu. Tampouco, o inferno. Há zonas “purgatoriais” próximo à crosta terrestre onde almas que se preparam para “elevação” se permitem ficar enquanto elas próprias estão em sintonia com as suas idiossincrasias. Enquanto elas próprias se depuram de suas emoções, de suas conveniências e de seus desejos.

Nós somos o que pensamos. “O inferno somos nós”, disse o ateu Sartre. Não é a doutrina Espírita que mapeia o “lado espiritual” dos seres; são os seres que, depois da vida física, jornadeiam pelos ambientes onde eles próprios construíram mentalmente o seu ego.

O ‘nosso lar’ da descrição andreluiziana (nos dias de hoje) é muito avançado do que aquilo que o espírito do médico A.L.

Presidente nacional do PT vem puxar ato em favor de José Pimentel

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O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, dará entrevista coletiva às 15 horas da próxima segunda-feira. Vai ser no salão de convenções do Hotel Golden Flat, na avenida Beira Mar. Na ocasião, Dutra falará sobre a campanha eleitoral no País, perspectivas da candidata Dilma Rousseff e, principalmente, das articulações em favor da candidatura de José Pimente ao Senado.

Depois da coletiva, Dutra, ao lado da prefeita Luizianne Lins, e de várias lideranças petistas no Estado, participará de caminhada em favor de Pimentel, dentro do chamado “Setembro Vermelho”.

A caminhada sairá da Igreja do Carmo e se encerrará com ato no Circuladô, comitê petista que foi batizado de “Pimentão”.