Blog do Eliomar

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Atacante Valdir Papel diz que pode acertar com o Fortaleza

O atacante Valdir Papel pode vestir a camisa do Fortaleza. Foi o que admitiu, nesta segunda-feira, o atleta, adiantando ter sido procurado por um dirigente do clube na última semana. Valdir Papel disse que o Rio Branco, do Acre, e uma equipe do Mato Grosso do Sul o procuraram para acertos, mas ele deixou claro que sua prioridade é ficar no Fortaleza.

“Estamos conversando e torço para que tudo dê certo”, acentuou o atleta, que viajou para São Paulo, onde visita familiares. Ele retorna na quarta-feira, quando espera fechar contrato com o “Leão do Pici”.

Turista italiano morre durante assalto em Fortaleza

“Um turista italiano foi morto a tiros depois de ser assaltado por um homem e um adolescente na noite deste domingo, 23, na avenida Washington Soares (Bairro Edson Queiroz), em Fortaleza. Paparone Giusepe (52) estava de férias no Ceará com um grupo de amigos e embarcaria de volta para a Europa nesta segunda-feira, 24.

Segundo a Polícia, a ação ocorreu depois que o veículo em que o italiano estava apresentou problema mecânico e os turistas tiveram de parar na avenida por volta das 22 horas. Enquanto aguardavam socorro, dois homens armados em uma bicicleta abordaram e renderam os italianos, tomando os pertences das vítimas. Antes da fuga, eles dispararam vários tiros contra os turistas. Paparone Giusepe acabou sendo atingido no tórax.
Viaturas do Ronda do Quarteirão e da Polícia Rodoviária Estadual foram acionadas e tentaram socorrer a vítima. Os policiais chamaram o Samu, mas nenhuma ambulância chegou ao local. O italiano foi levado para o Hospital Geral de Fortaleza pelo grupo de amigos, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

Políciais militares conseguiu capturar os acusados, que foram reconhecidos pelas vítimas. Um deles, identificado como o autor do disparo, é adolescente e foi encaminhado para a delegacia especializada. O maior está detido no 26º Distrito Policial.”

(POVO Online)

TJ/CE prossegue mutirão nesta 2ª feira

“A última etapa do mutirão “A Justiça se preocupa com você – Diga sim à Conciliação” começa nesta segunda-feira, no Fórum Clóvis Beviláqua. Estão agendadas 950 audiências de conciliação de processos relativos à interdição, que tramitam nas Varas de Família da Comarca de Fortaleza. Para facilitar as audiências, a Secretaria de Saúde do Estado vai disponibilizar, através de parceria firmada com o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), 27 médicos para realizar a perícia do interditando no local.

“A nossa expectativa é a melhor possível. Vamos esperar que as partes compareçam para que todas as perícias médicas agendadas sejam realizadas”, afirma o coordenador do Grupo de Auxílio para Redução do Congestionamento de Processos Judiciais da Comarca de Fortaleza, que é responsável pelo mutirão, juiz Francisco Bezerra Cavalcante.

O mutirão será encerrado no próximo dia 28 de maio, após três semanas de sessões conciliatórias. A primeira, que tratou de ações de investigação de paternidade das Varas de Família, aconteceu de 3 a 7 de maio e registrou 122 acordos, com reconhecimentos voluntários, e 309 coletas de material genético para exames de DNA.
A segunda, realizada de 10 a 14 deste mês, foi dedicada aos processos relativos a multas de trânsito. Foram realizados 833 acordos que somaram R$ 184,8 mil em dívidas pagas ou parceladas. ”

(Site edo TJ-CE)

Tudo pronto para a festa "Os 30 Mais Influentes do Ceará"

Nesta segunda (24), a Revista Fale! fará a entrega, a partir das 19 horas, no Gran Marquise Hotel, do Troféu “Os 30 Cearenses Mais Influentes”. Após consulta realizada em seu site durante quatro meses, a Fale! chegou aos 30 nomes de maior destaque, divididos em 4 categorias como “Política”, que entre outros nomes traz o senador Tasso Jereissati (PSDB), a prefeita Luizianne Lins e o governador Cid Gomes, “Empresários e Empreendedores”, com destaque para Carlos Fujita e Roberto Macedo, “Profissionais Liberais” como Mairton Lucena (Unimed Fortaleza), além das categorias “Artistas e Intelectuais” e “Esportes”.

Aumenta pressão sobre Aécio para vice de Serra. Tasso admite conversa

“Sob o impacto do último Datafolha, que registra um empate com a petista Dilma Rousseff para a Presidência, a coordenação de campanha de José Serra (PSDB-SP) se reúne hoje para redesenhar sua estratégia e agenda, que agora será intensificada.

Além disso, o partido pretende fazer uma nova investida sobre Aécio Neves, que volta amanhã após 25 dias fora do país, para que o mineiro aceite ser vice na chapa. O comando da campanha avalia que, com Aécio como vice, Serra somaria mais 2 milhões de votos, ao menos.

Aécio encontrará um cenário em que aliados, antes relutantes, recomendem que reconsidere. Na semana passada, o secretário-geral do PSDB-MG, Lafayette de Andrada, expressou esse desejo -foi a primeira vez que um dirigente tucano em MG admitiu a chapa puro-sangue.

“Vou conversar com ele, sem ansiedade para que seja vice, mas para que trabalhe de corpo e alma na campanha”, disse o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Além de Tasso, o ex-ministro Pimenta da Veiga conversará com Aécio nesta semana sobre seu futuro político.

Fora a pesquisa, pesa sobre Aécio um tropeço do senador Francisco Dornelles (PP-RJ). Cotado como alternativa ao mineiro, Dornelles apresentou, na semana passada, uma emenda que atenua a exigência de ficha limpa para que políticos concorram às eleições.”

(Folha)

PV não terá candidato a governador

“Apesar de alguns quadros do PV defenderem candidatura própria ao Governo do Estado, o presidente estadual da sigla, Marcelo Silva, disse que o palanque cearense de Marina Silva provavelmente será por meio de candidato ao Senado.

Ele mesmo é cotado como um dos nomes para a disputa de uma das vagas para senador. “Um grupo está lançando meu nome. Se for consenso e não houver resistência, eu me ancoro na coragem da Marina“, diz.

Na semana passada, porém, integrantes da legenda lançaram Heleno Monteiro como candidato ao Governo, mas o próprio Heleno não sente segurança. “Eu preferia que não me indicassem (ao Governo), porque vai dividir (a base de apoio de Cid). Preferia que eles me indicassem para (deputado) federal“, opinou.

O PV hoje, de acordo com Marcelo, está na base aliada da prefeita Luizianne Lins (PT), e do governador Cid Gomes (PSB). O presidente disse que nesta semana irá iniciar os debates internos para tomar uma decisão.

Segundo Marcelo, a prioridade é a eleição de Marina Silva. Caso não tenha condições de lançar um candidato ao governo, a opção seria um senador. Com isso, o PV, informalmente, apoiaria a candidatura pela reeleição de Cid Gomes.”

(O POVO)

VAMOS NÓS – Com cargos na gestão cidista, ficaria mesmo difícil o PV ter nome para enfrentá-lo.

Presidente da Ceasa e o caso do incêndio num dos galpões do órgão

Sobre o caso do incêndio registrado em galpão da Ceasa e apoio aos permissionários, o presidente desse órgão, Reginaldo Moreira, esclarece para o Blog. Confifra:

Caro Jornalista Eliomar de Lima,

Primeiramente, o parabenizamos pelo excelente serviço prestado à
população cearense em seu blog.

Com relação à postagem publicada neste domingo (23), a respeito do
incêndio no Galpão de Cereais da Ceasa/CE, reforçamos o que foi
afirmado com relação às ações de apoio dado aos permissionários. Na
mesma semana do ocorrido, todos os comerciantes foram realocados para
outras áreas do entreposto, onde estão atuando até hoje, e sem pagarem
a taxa de permissão de uso. A isenção continuará até que eles se
instalem no novo galpão.

Também os apoiamos juntamente à Secretaria da Fazenda (Sefaz) na busca de soluções para os que perderam suas notas fiscais e conseguimos com o Banco do Nordeste (BNB) uma condição especial de crédito para que os cerealistas interessados pudessem repor suas perdas.

No que diz respeito à construção de um novo pavilhão, infelizmente
fomos todos afetados pelos entraves burocráticos comuns aos órgãos
públicos, que estavam além da capacidade de intervenção da Ceasa/CE e
são resultado de processos que visam à responsabilidade fiscal e ao
bom uso do erário.

Contudo, estamos em fase de habilitação das proposições, após a concorrência pública realizada no último dia 11. Acreditamos que muito em breve teremos o resultado deste processo e poderemos iniciar a obra de edificação do novo galpão de cereais, que será duas vezes e meia maior que o anterior, com uma área coberta de 4.680 metros quadrados, sendo 2.476,9 m2 destinados à comercialização.

Agradecemos a oportunidade e nos colocamos à disposição para maiores
esclarecimentos.

Atenciosamente,

Antônio Reginaldo Costa Moreira
Diretor-Presidente da Ceasa/CE.

TCE vai julgar na 4ª feira contas 2009 do Governo Cid Gomes

“O Tribunal de Contas do Estado vai julgar, na próxima quarta-feira, às 15 horas, o parecer prévio das contas do Governo Cid Gomes (PSB) referentes ao exercício 2009. O conselheiro Pedro Timbó é o relator da matéria. A emissão do parecer prévio das contas anuais do Governo tem por objetivo chegar à análise sobre os investimentos do Executivo estadual realizados durante o último ano.

O documento será submetido ao Pleno do TCE e, após sua aprovação, encaminhado para o crivo da Assembleia Legislativa. Pedro Timbó não divulga dados do seu parecer, mas fontes garantem que ele questiona gastos da área da segurança pública principalmente.”

(Coluna Vertical, do O POVO)

Com 12% de intenções de votos, Marina diz que Datafolha rompe o plebiscito

“A pré-candidata à Presidência do PV, senadora Marina Silva, disse neste sábado, em Salvador, que o resultado da pesquisa Datafolha em que aparece com 12% da preferência do eleitorado indica que “a sociedade brasileira está se dispondo a romper o plebiscito” e, no lugar, fazer um processo.

“E um processo político é feito pelos debates, pelo desempenho de cada candidato em relação a seus projetos, suas propostas, o testemunho de vida e a trajetória de cada um.”

A senadora do PV ressaltou que a disputa eleitoral ainda está no começo e que “tem muita água pra rolar embaixo dessa ponte”. Segundo Marina, a sociedade brasileira está fazendo suas escolhas progressivamente, ao conhecer melhor os candidatos.

A pré-candidata verde estava em Salvador desde sexta-feira, para participar de vários eventos. Neste sábado, ela esteve presente no lançamento das pré-candidaturas de Luiz Bassuma ao governo do Estado e de Edson Duarte ao Senado.

No levantamento, a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, atingiu sua melhor marca até hoje numa pesquisa Datafolha e está empatada com José Serra (PSDB). Ambos aparecem com 37%.

A pesquisa foi realizada ontem e anteontem com 2.660 entrevistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.”

(Folha Online)

Incêndio em galpão da Ceasa completa um ano amanhã. Cinzas persistem no lugar

Amanhã completa um ano que um incêndio destruiu um galpão da Central de Abastecimento do Ceará (Ceasa), em Maracanaú, na Região Metropolitana. O espaço abrigava 20 lojas que vendiam cereais, materiais plásticos, enlatados e bombons e também tinha o corredor ocupado por pequenos comerciantes. Permissionários afirmam que somente na última sexta-feira (21) é que foi autorizada a licitação para a recuperação do local.

Lembram ainda que na época o então secretário de Desenvolvimento Agrário do Governo do Estado, Camilo de Santana, esteve no dia do incêndio em Maracanaú, ao lado do diretor-presidente da Ceasa, Reginaldo Moreira, quando ambos prometeram ações de ajuda aos permissionários que perderam tudo, além de agilidade na recuperação do prédio.

Por um gesto de solidariedade

Nathália Rocha da Silva (20) sofre de lupus, uma doença reumatológica auto-imune que compromete o funcionamento de todos os órgãos. A doença foi diagnosticada há cerca de 10 anos. De lá pra cá, foram muitas internações. Este ano, Nathália foi internada por duas vezes. Em janeiro, voltou pra casa após alta médica. Mas desde o dia 5 de março, ela está internada no HGF, onde faz tratamento, e embora esteja em condições de receber alta, não pode voltar pra casa.

Por conta uma insuficiência renal, Nathália precisa ser submetida a hemodiálise. O procedimento era feito através dos braços, mas devido a uma inflamação no local, a diálise passou a ser feita pela barriga(diálise peritonial). O procedimento é feito todos os dias e poderia ser feito em casa. O Instituto do Rim, conveniado ao SUS, será o responsável pelo tratamento domiciliar. Mas para que isso seja viabilizado, são feitas algumas exigências para evitar riscos de infecção, garantindo a segurança do procedimento para a paciente.

O problema é que onde Nathália mora, no bairro Jereissati II, em Maracanaú, as condições são precárias. Durante visita da médica Lysiane Ramos, foi constatado que as condições exigidas nem de longe são atendidas. O quarto deveria ter paredes  rebocadas e pintadas com tinta lavável, portas e janelas pintadas com tinta óleo, piso de cerâmica, teto forrado, pia com torneira de cano alto e um estabilizador para ligar a máquina. No entanto, a casa é pequena. O quarto, com piso de cimento batido, paredes com tijolo aparente, sem forro e sem boas instalações elétricas, hidráulicas e sanitárias, ainda é dividido com outras duas pessoas.

Foi a partir dessa visita que a médica Lysiane com apoio da direção do Hospital Geral de Fortaleza, decidiu iniciar uma campanha para ajudar a reformar a casa da Nathália. Esta é uma chance dela poder voltar pra casa. A arquiteta Fernanda Ramos, irmã da médica Lysiane, voluntariamente fez o projeto de reforma. Já o engenheiro Alfredo Firmeza, transplantado renal, se sensibilizou com a situação da Nathália e vai ser o responsável também voluntariamente a acompanhar a obra.

Agora, Nathália conta com a solidariedade das pessoas para deixar o hospital, que também já realiza uma campanha interna para arrecadar recursos e viabilizar a tão esperada reforma. Hoje, Nathália está internada no leito de isolamento do 3º andar no Hospital Geral de Fortaleza e é acompanhada por médicos nefrologistas(rim) e reumatologistas.

COMO AJUDAR

Assessoria de Comunicação do HGF – 3101-7086

Gilda Barroso, jornalista – 9925-5762

Luisa Nascimento, jornalista – 9215-0216

Lysiane Ramos, médica residente do Setor de Reumatologia do HGF – 9998-6204

Sâmia, assistente social do Instituto do Rim (que será responsável

pela diálise em domicílio) – 3466-6200.

Fortaleza antiga – Igreja do Rosário

Praça General Tibúrcio – 1908
 
Nessa foto, podemos observar a Igreja do Rosário, considerada a mais antiga de Fortaleza. Do lado direito, vemos o Hotel Brasil e a parede próxima a uma palmeira dá com a parte dos fundos da Assembléia Legislativa, hoje Museu do Ceará. O bonde que aqui aparece possivelmente fazia a linha Outeiro (atual Aldeota), Praia de Iracema ou Prainha.
 
(Colaboração – Marcos Almeida)

Eleições 2010 serão decididas pela classe média, dizem analistas

“Pela primeira vez na história, a classe média brasileira chega a uma eleição como maioria no país. São 31,2 milhões de brasileiros que escalaram a pirâmide social desde 2002, engrossando as fileiras da chamada classe C. Miolo da sociedade, a classe média representa hoje 53,6% da população brasileira, ou 103 milhões de pessoas. São famílias que recebem de R$ 1.115 a R$ 4.807 por mês, segundo cálculos do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Se toda a classe C pudesse votar, e o fizesse em apenas um candidato a presidente, decidiria sozinha a eleição. A hipótese é improvável, mas poucos duvidam do papel de fiel da balança que essa fatia da população terá em outubro. De olho nos votos dessa nova classe média, PT e PSDB _partidos que governaram o país nos últimos 16 anos – já disputam a paternidade das mudanças. Qual será, contudo, o impacto nas urnas dessa transformação?”

* Do Portal G1, leia mais aqui.

Recado – Líder da prefeita diz que candidatura de José Pimentel é irreversível

A candidatura de José Pimentel é resultado de uma resolução do PT nacional e se configura como “ireversível”. Quem garante é o líder da prefeita de Fortaleza na Câmara Municipal, Acrísio Sena. A reação vem como resposta à possibilidade de o governador Cid Gomes não endossar Pimentel e fazer campanha apenas para o presidente regional do PMDB, deputado federal Eunício Oliveira. Há ainda a especulação de que Cid poderia dar apoio informa à reeleição do senador tucano Tasso Jereissati.

“Nós temos Pimentel como candidato ao Senado. O PT nacional decidiu e essa candidatura faz parte de uma estratégia política de aumentarmos nosso espaço no Senado, Casa que deu derrotas ao Governo Lula”, explica para o Blog o líder da prefeita.

Para tornar claro esse apoio, o PT estadual fará reunião nesta segunda=-feira com a militância quando vai reiterar José Pimentel como sua opção para o Senado. O encontro deve ter o comando da prefeita Luizianne Lins, que, por várias vezes, defendeu o nome do ex-ministro da Previdência Social na disputa.

O coordenador da bancada federal em Brasília,  José Nobre Guimarães (PT), endossa o que diz o líder da prefeita. Ele reiterou que “a candidatura do Pimentel é um compromisso partidário e é irreversível”.

Lei permitirá acesso às contas estaduais

“Está chegando a hora de qualquer cidadão ter acesso às contas do Governo.

A chamada Lei da Transparência, aprovada ano passado pelo Congresso, entrará em vigor a partir de 27 de maio próximo, um ano após ser publicada, como previa seu texto.

Qualquer pessoa poderá saber agora o que o Governo estadual não permitia nem aos deputados saberem.

(Blog do Lúcio Alcântara)

Preço das tvs LCD e de plasma cai em 4 anos

“O sonho de assistir aos jogos da Copa do Mundo numa TV fininha está mais acessível ao bolso do brasileiro. Desde a última Copa, em 2006, até hoje os preços desses televisores no varejo caíram mais de 70% e os prazos de pagamento oferecidos pelas lojas triplicaram, chegando a 30 meses. Recuo do dólar, evolução tecnológica, montagem dessas TVs no País e, sobretudo, aumento de produção explicam o barateamento do eletroeletrônico.

Quatro anos atrás, o preço mais frequente encontrado nas lojas de um televisor de 42 polegadas de Plasma ou com tela de cristal líquido (LCD, na sigla em inglês) era R$ 7.999, segundo pesquisa feita a pedido do jornal O Estado de S. Paulo pela empresa especializada em coleta de preços Shopping Brasil. O levantamento foi feito a partir de anúncios de 77 redes de lojas em jornais e encartes.

Hoje o preço mais frequente de um televisor de LED de 42 polegadas, aparelho com tela mais fina que as TVs de LCD tradicionais e com maior qualidade de cor, graças a mais de uma centena de LEDs (diodo emissor de luz) nas bordas, é R$ 2.799, de acordo com o levantamento feito em 84 redes varejistas. A queda é de 65%, sem descontar a inflação acumulada no período que foi de 21,12%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe.

A mesma pesquisa revela que o menor preço do equipamento anunciado quatro anos atrás era R$ 4.999. Atualmente a cotação mais baixa para essa TV é R$ 1.279, uma redução de 74,4%. De acordo com os dados, houve retração de 58,5% nos últimos quatro anos no maior preço de mercado encontrado para equipamento, de R$ 12.999 para R$ 5.399.”

(Agência Estado)

Câmara inicia semana pressionada pela PEC dos policiais

“Passada a aprovação do projeto ficha limpa no Senado, a Câmara inicia a semana com a missão de conter as pressões em torno da PEC 300, que cria o piso salarial provisório a policiais e bombeiros de R$ 3,5 mil e R$ 7 mil para praças e oficiais. Com isso, devem aumentar os salários em praticamente todos os estados. Na terça-feira (25), os líderes partidários se reúnem para definirem se a promessa de incluir a proposta em pauta e tratá-la como prioridade número um se confirma.

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), chegou a firmar o compromisso que votação da proposta seria imediata após a aprovação do projeto ficha limpa na Casa, há exatos 12 dias. Mas as expectativas dos policiais e bombeiros que fazem vigília no Congresso não foram correspondidas na última semana. Temer justificou a falta de acordo para o adiamento, mas garantiu que não deixará a proposta “dormir no colo da presidência”.

Defensor da PEC 300, o deputado Major Fábio (DEM-PB) chegou a postar um vídeo em seu site no qual o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), previa que a matéria seria votada logo após a aprovação do ficha limpa. A pressão para a votação do piso para as forças de segurança promete ser ainda maior nos próximos dias. Embalados pelas promessas dos parlamentares simpatizantes à proposta e o otimismo da aprovação do ficha limpa, policiais e bombeiros já anteciparam que vão reforçar o coro na galeria do plenário.

Na última quinta-feira (20), as provocações  já eram mais fervorosas. Centenas de policiais e bombeiros entoaram palavras de ordem como: “Polícia também vota”, “Polícia unida, jamais será vencida”, “Ô Vaccarezza, cadê você, por causa disso ninguém vota no PT”. Para que o primeiro turno de votação da matéria seja concluído, deputados terão de analisar quatros destaques. Um deles pede a exclusão do valor do piso da categoria. Outro quer acabar com a obrigatoriedade de os reajustes serem aplicados, no máximo, após 180 dias da promulgação da emenda constitucional.

Os outros dois destaques questionam o complemento financeiro a ser dado pelo governo federal nos reajustes dos policiais e bombeiros. Sem esses recursos federais, diversos estados teriam dificuldade em adotar o aumento salarial da categoria contido na PEC. A PEC 300 teve seu texto-base aprovado no início de março deste ano. Depois disso, o governo chegou a cogitar a paralisação das votações de propostas de emenda à Constituição até as eleições de outubro. Porém, desistiu da idéia. ”

 (Congresso em Foco)

Serra e os projetos para o Brasil

Foto: MARCUS CAMPOS

Já passava de 1h15min da madrugada da última terça-feira, dia 18, quando o pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, adentrou no lobby do hotel Gran Marquise, na Praia de Iracema.

No segundo dia de visita ao Ceará – a primeira depois que deixou o Governo de São Paulo para concorrer ao Palácio do Planalto – o tucano teve uma agenda tão intensa quanto a que cumprira no dia anterior, no corpo-a-corpo na região do Cariri.

Entre a calma aparente e um cansaço físico evidente, o ex-governador de São Paulo, depois de cumprimentar alguns que o aguardavam, conversou discreto e rapidamente com alguns assessores mais próximos. Pediu o barbeador elétrico, retirou o excesso de brilho do rosto e passou a atender à equipe da TV O POVO. Depois, seria a vez dos editores-adjuntos do Núcleo de Conjuntura do O POVO Erivaldo Carvalho e Kamila Fernandes, e o colunista Jocélio Leal, da Vertical S/A.

Poucas horas depois, no mesmo hotel, Serra proferiria palestra sobre desenvolvimento regional – evento promovido pelo Grupo de Comunicação O POVO. Alguns dos pontos foram antecipados nesta entrevista exclusiva, cujos melhores são publicados a seguir.

O POVO – A vinda do senhor ao Nordeste é para tentar encurtar a distância da pré-candidata Dilma Rousseff (PT), forte na região?
José Serra & Na última pesquisa, aqui ela estava ligeiramente à frente. Um empate técnico. Não é uma estratégia regional. É uma estratégia nacional, presente em todas as partes.

O POVO – Como o senhor enxerga o papel do Banco do Nordeste no desenvolvimento da região?
Serra & O BNB é um instrumento importante de desenvolvimento, símbolo do Fundo Constitucional do Nordeste, que foi proposta minha, na Constituinte (1988), como relator. Então, eu me sinto ligado à história do BNB. Aliás, eu criei dois fundos no Brasil muito importantes. Um que alavancou o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e outro que alavancou o BNB. O do BNDES foi o FAT. Não com esse batismo, mas foi uma proposta minha na Constituinte, para financiar o Seguro-Desemprego, que existia mas não saía do papel, porque dependia de recursos orçamentários.

O POVO – O BNB seria uma alavanca de desenvolvimento ou teríamos outros caminhos?
Serra – Não é a única, mas sem dúvida é a alavanca mais importante. Só no Ceará, este ano, o BNB investirá R$ 1,3 bilhão no orçamento de financiamento. E cerca de 8 bilhões para o Nordeste. É um recurso com taxas de juros menores, que chega a fundo perdido. Tem que prestar conta, mas não remunera.

O POVO – O BNB teria de se integrar dentro de uma política, como a Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste)?
Serra – Hoje não se tem uma política de desenvolvimento regional no Brasil, principalmente no Nordeste.

O POVO – Mas foi o Fernando Henrique, que de certa forma fechou a Sudene. Como que o senhor vai tratar esse tema?
Serra – Mas o que aconteceu depois?

O POVO – Foi criada uma instituição, a Adene (Agência de Desenvolvimento do Nordeste), que também não levou adiante essa questão de projeto.
Serra – Então é como se tivesse fechado.

O POVO – O senhor vai tocar isso?
Serra – Quando o governo Fernando Henrique fechou a Sudene e a Sudam (Superintendência para o Desenvolvimento da Amazônia) tinha muitas denúncias de corrupção. Paramos para pensar. Na campanha de 2002, o Lula e o PT propuseram recriar a Sudene, para voltar aos dias de glória. Reabriu e não fez.Então ela continuou como se estivesse fechada. O fato é que nesses oito anos continua sem Sudene, embora a Sudene tenha sido recriada.

O POVO – E como é que o senhor vai fazer?
Serra – A Sudene tem que virar uma agência de desenvolvimento e planejamento, que é no que eu acredito. Tem que voltar a estar ligada à Presidência da República. Essa é a novidade. Originalmente, a Sudene era ligada à Presidência da República. Na época do economista Celso Furtado, de Juscelino (Kubitschek, presidente da República de 1956 a 1961) etc. Depois passou a ser de um ministério. Tudo nomeação política. Toda retalhada entre partidos políticos, que não era a origem da Sudene. Antigamente não era assim. Se fosse assim, o Celso Furtado, esse economista paraibano considerado por mim e por muitos o melhor economista brasileiro, ele não teria ido, porque ele não era ligado a partido nenhum. A sua diretoria não era ligado a partido, era independente. Não que seja um pecado. O que não dá para ser é você dar ao partido uma titularidade de um mandato que alguém vai ter em determinado ministério. Em determinada agência. Eu presidente isso não vai acontecer.

O POVO – Como seria o formato dos projetos de desenvolvimento?
Serra – Vocações, projetos, que é uma coisa fundamental e aí tem de ter uma parceria com o BNB. Porque em determinado momento passou a ter uma rivalidade entre BNB e Sudene. Sudene caracterizada como Pernambuco. BNB caracterizada como Ceará.

O POVO – Sobre os loteamentos politicos, dá para governar sem figuras como os presidentes José Sarney (Senado) e Michel Temer (Câmara dos Deputados)?
Serra – Como diria o Marcos Maciel, eu não estou fulanizando nada.

O POVO – Mas os cargos são personificados. Como é que faz?
Serra – Eu governei a capital de São Paulo, é uma cidade grande, tem 11 milhões de habitantes e o Estado, sem fazer loteamento, o que não impediu que eu tivesse um apoio amplo. Na Câmara eu não consegui ter maioria. Eu governei com minoria e deu para fazer as coisas. Na Assembleia Legislativa eu governei com ampla maioria. Sem que nenhum grupo de deputados ou partido indicassem diretor de empresa. Não houve nenhum caso.

O POVO – O senhor diz que esse loteamento é culpa é do presidente Lula, e depois diz que é do sistema.
Serra – Eu não estou falando que nem é do sistema nem que é do Lula. Estou dizendo que é do governo e da forma que a política está operando. Comigo isso não vai haver.

O POVO – A divisão de espaços no governo com aliados não é um mal necessário?
Serra – Não. Esse não é um mal necessário. Essa é uma visão muito pessimista, que se prevalecer na vida vai levar o Brasil a um caminho sem saída. Isso não significa que você não tenha gente que seja de partido, que tenha preferências políticas. Só que ele lá vai responder a quem escolheu, o prefeito, o governador, o presidente, que é responsável por isso. E não ao partido.

O POVO – O senhor defende que haja rigor técnico e menos influência política no governo, mas questiona a autonomia do Banco Central.
Serra – Não tem nada a ver uma coisa com a outra.

O POVO – No momento em que o senhor abre um precedente para a interferência do presidente nas decisões do Banco Central não haveria um risco?
Serra – Eu não abri nenhum precedente. Não há interferência nem proibição de interferência. Quem nomeia e demite os diretores do Banco Central é o presidente.

O POVO – Mas ele tem autonomia.
Serra – Autonomia operacional, como todo órgão tem. Mas não é independente.

O POVO – Na hipótese de o senhor chegar à Presidência, o PMDB, que esteve no governo Fernando Henrique e está no governo Lula, ficaria de fora?
Serra – O PMDB em São Paulo me apóia. Apenas as regras de relacionamento são diferentes.

O POVO – O PSDB ajudou a derrubar a CPMF lá no Senado.
Serra – Quem derrubou, basicamente, foi a base do governo.

O POVO – Mas não contou com o apoio do PSDB?
Serra – O governo federal tem maioria na Câmara e no Senado. Quem derrubou foi a maioria do governo. Os partidos da oposição podem ter votado contra, mas quem derrubou foi a maioria do governo. Mais ainda: quem propôs que a CPMF permanecesse, eu queria que ela permanecesse, mais ainda, vinculada à saúde, fui eu, e o governo aceitou. A proposta de aumentar a CPMF para aumentar os recursos para a saúde foi minha.

O POVO – O senhor eleito iria propor algo semelhante?
Serra – Qualquer coisa de imposto vai ter que ser feito no contexto da reforma tributária.

O POVO – Como o senhor vê a equação carga tributária versus níveis de investimento?
Serra – No Brasil se investe pouco não é porque não tem recurso. É porque se gasta mal e não se sabe investir. O Brasil é recordista em várias coisas. Tem a maior taxa de juros do mundo. Tem maior taxa de juros ao consumidor do mundo. Tem a maior taxa de juros do crédito consignado do mundo. Eu estou falando sempre em termos reais, descontada a inflação. Nisso o Brasil é campeão mundial de juros. É curioso que quem no passado acusava capital financeiro, monopolista, isso e aquilo, hoje defenda os juros mais altos do mundo.

O POVO – Um dos artifícios que estados como o Ceará e outros do Nordeste têm para atrair investimentos é guerra fiscal.Como o senhor imagina essa questão no desenho tributário ideal?
Serra – Eu acho que tem que procurar um caminho. Você tem o ICMS, do estado que produz e do que consome. São Paulo é o maior exportador do Brasil externamente. É o que tem maior diferença entre o que vende e o que compra. Os estados consumidores cobram o imposto. Então, quando uma empresa vem para cá ou para outro estado que vai fazer guerra fiscal, ele não cobra a parte dele no imposto. Então a empresa tem um preço menor, e ele não arrecada. Não é o ideal para ninguém.

O POVO – Aqui no Ceará há projetos que estão em compasso de espera há muito tempo. Desde o governo de Fernando Henrique. Alguns até antes. Siderúrgica, refinaria, transposição das águas do São Francisco e Transnordestina, entre outros.
Serra – Não é desde a época do Fernando Henrique. Fernando Henrique nunca prometeu nada. Foram apresentados à época.

O POVO – O Porto do Pecém também foi construído como uma justificativa para isso, inclusive. Outros projetos já estão com termos de compromissos assinados várias vezes e não saiu do papel.

O POVO – Qual a garantia que o senhor dá para, se presidente, esses empreendimentos saírem.
Serra –
A Transnordestina está no começo do começo do começo do começo. Agora, qual é a garantia que eu dou de que esses projetos sairão do papel? A minha biografia. Todos os projetos que foram concluídos no Ceará eu estive por trás. Porto do Pecém. Eu era ministro do Planejamento e Orçamento. O Tasso Jereissati governador, me procurou e apoiei e coloquei dinheiro lá. No orçamento e no outro ano. Eu fiquei um ano e meio, mais ou menos, e trabalhei nos dois orçamentos. Nós revisamos o orçamento do governo anterior. Então, eu estive na origem do Porto do Pecém. Castanhão. Um reservatório importantíssimo. Gigante. O Tasso também me procurou e pusemos recursos para tocar o Castanhão. Pró-Água, muitas obras importantes em todo o Ceará e o Nordeste, fui eu que negociei com o Banco Mundial e o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Eu negociei com os dois, de maneira que não houvesse contrapartida local. Isso atrapalha muito, porque você chega lá e tem que ter dinheiro. O BID deu a contrapartida do Banco Mundial e o Banco Mundial deu a contrapartida do BID. Metrô de Fortaleza. Começou conosco. Eu articulei tudo. Eu fui a um banco no Japão, que foi quem financiou, e o Tasso foi para assinar. Numa solenidade. Por quê? Porque eu acho que metrô é uma prioridade. É crucial. Acho que toda cidade acima de quinhentos mil habitantes deve ter um metrô. Porque sai mais barato. Em São Paulo, por exemplo, teve um trecho do metrô de 4,2 quilômetros & a linha 2, Ipiranga-Vila Prudente, que saiu por 2 bilhões. É muito caro. Então você tem que fazer tudo túnel. Então, quanto menor a cidade, mais barato é. Então você tem que fazer para prevenir problema no futuro.Então veio o Metrô de Fortaleza, eu presumo que já funcione alguma coisa…

O POVO –
Não.
Serra – Pelo menos já tem muitos quilômetros por aí encaminhados. Então, de toda maneira, eu tive no começo disso. Não coube a mim dar continuidade, mas o metrô nasceu aí. Outro projeto, Aeroporto de Fortaleza. Tinha o Prodetur, um programa com o Bird, pró-turismo no Nordeste. Exigia que o Governo Federal tomasse a metade, e a outra metade era dos governadores. Eles não tinham dinheiro, então ficou tudo parado. Eu botei o BNDES para financiar os governos. O Prodetur andou e fizemos o Aeroporto de Fortaleza, que precisa ser ampliado. Então, se você pegar quatro grandes obras, eu estive por trás delas.

O POVO – O projeto de transposição das águas do rio São Francisco seria tocado pelo senhor, na hipótese de chegar à Presidência?
Serra – Quem começou a transposição foi o governo anterior, que deflagrou a discussão e a elaboração do projeto. Agora, passaram-se oito anos e a obra ainda está no começo. No Ceará, não tem uma pedra movida, segundo me disseram.

O POVO – Houve muitos problemas ambientais e os projetos de revitalização.
Serra – Claro. A vida tem tudo isso. Eu apenas estou dizendo que não andou. É a mesma coisa da Transnordestina. Na minha campanha de 2002, eu propunha a Transnordestina. Na época do Fernando Henrique, tinha proposta para lá e para cá. Em 2006, eu não fui candidato, e foi proposta pelo PT. E, desde então, não se gastou mais do que dois ou três por cento do orçamento previsto. Ou seja, é um ano eleitoral. Na verdade, é só um efeito espuma, porque você deixa passar oito anos e deixa para o final. Por que não começou antes?

O POVO – Os cearenses podem confiar em uma eventual continuidade desses projetos?
Serra – Então, olhando o que eu fiz, do ponto de vista do Ceará, as pessoas podem confiar que será feito mais adiante. A Transnordestina não é projeto desse governo. É projeto que vem de antes. A transposição também. Então, isso tudo tem que fazer acontecer. O problema no Brasil é fazer as coisas acontecerem. Por outro lado, no meu estado, eu não desativei nada, na prefeitura da capital, que a prefeita tinha feito certo. Agora, túneis no Jardins que terminam debaixo de um semáforo? É o único túnel do mundo que você sai debaixo de um farol de trânsito. Não e coisa de cem metros. É na boca do túnel. Evidentemente que eu não iria continuar um projeto dessa natureza. Mas o resto eu toquei e nós fizemos. Nós fizemos mais pavimentação do que muitas prefeituras anteriores juntas. O Rodoanel, que custou mais de R$ 5 bilhões, eu comecei e terminei em três anos. Tinha participação federal, de 24%, mas nós fizemos acontecer. Problemas com o TCU (Tribunal de Contas da União), Meio Ambiente, Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado, você tem que encarar com firmeza e antecipação. Não adianta você ir atropelando porque chega no final eles paralisam. No Rodoanel, eu era prefeito da Capital. Quem fez as exigências ambientais fui eu. Custou R$ 500 milhões, dez por cento da obra. Mas valeu a pena. Então, o que a gente faz? Procura todos os órgãos antes.

O POVO – A Lei das Licitações é tida como a grande vilã dos ritmos de obras públicas. É essa a avaliação do senhor também?
Serra – Claro. Quando o cearense Luiz Roberto Pontecismou de fazer a lei, para consertar tudo. Eu disse a ele “Ponte, você não vai conseguir, e vai ficar pior“. É como você chegar à margem de um rio. Eu olho a outra margem e acho que dá para atravessar. Eu descrevo direitinho como é que chega lá, mas a correnteza pode me levar. De fato, eu acho que piorou. Quando eu era do Ministério da Saúde, fomos fazer uma licitação para camisinha. Os chineses estavam reclamando que as camisinhas deles eram mais baratas. Os grandes jornais e revistas disseram que estávamos pagando mais. Eu mandei suspender para olhar. Aí me disseram que a camisinha chinesa não presta. Mas é a lei 8.666/2003. A lei que vale para pavimentar uma rua vale para comprar camisinha. Não tem nada a ver.

O POVO – Sobre o deputado federal Ciro Gomes. Aqui e em todo o Brasil, onde ele faz política, ele costuma atribuir ao senhor fabricação de dossiê e armadinhas políticas etc. O que o senhor pensa sobre tudo isso?
Serra – A minha única familiaridade com dossiê é ter sido vítima de pelo menos dois. Aquele dossiê Cayman, fajuto, inventado, que ficou dois anos na imprensa, em alguns jornais, você sabe onde, como se fosse verdade. E depois o dossiê dos aloprados, que era dirigido contra mim. Uma coisa forjada, feita pelo PT. Eu não tenho vocação para ficar xeretar a vida alheia. E acho que você não ganha eleição com isso. Lamento que o Ciro tenha uma visão equivocada. Pessoalmente, eu nunca tive nada contra o Ciro. Começamos como aliados dentro do PSDB, um ano depois de o PSDB ter sido fundado. O Tasso e ele. O Ciro e o Tasso me apoiavam para ser líder da minha bancada. São problemas subjetivos, que foram se desdobrando contra a minha vontade. Pessoalmente, não tenho nada contra o Ciro. Considero-o, na vida pública, um homem honesto, tem boas intenções com relação ao nosso País.

O POVO – Já é definitivo o senhor não contar com um palanque aqui, no Ceará?
Serra – Não é definitivo nem provisório. Eu vou me orientar aqui pela nossa aliança, que tem o DEM e o PSDB juntos. Não vou meter o bico porque não conheço o suficiente e eu sou de fora. Eu não meto o bico nem em São Paulo. Porque eu tenho necessidade de fazer uma campanha nacional. Eu tenho uma preocupação agora global. Eu não posso me envolver em questões locais. Não que elas não sejam importantes. Mas porque elas dificultam as questões nacionais, e eu quero fazer um governo de união no Brasil.

O POVO – Qual seria a marca de um governo do senhor?
Serra – Seria a marca de um Brasil unido. Um Brasil como um todo, abrindo oportunidades para o futuro. Isso é que é fundamental. O tripé mais importante na área de qualquer governo é saúde, educação e segurança. Mais ainda.Um governo voltado para os carentes, trabalhadores e deficientes físicos.

* Confira a íntegra da entrevista com o pré-candidato José Serra em www.conteudoextra.com.br