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Morre o jornalista e escritor Carlos Heitor Cony

Morreu na noite dessa sexta-feira (5) o jornalista e escritor Carlos Heitor Cony, aos 91 anos. Ele estava internado no Hospital Samaritano, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro.

Quinto ocupante da Cadeira nº 3 da Academia Brasileira de Letras (ABL), foi eleito em 23 de março de 2000 e tomou posse em 31 de maio do mesmo ano.

Cony nasceu no Rio em 14 de março de 1926. Começou a carreira em 1952 como redator da Rádio Jornal do Brasil. Também passou pelas redações do Correio da Manhã, da Folha de S. Paulo e da rádio CBN.

Como escritor, ganhou três prêmios Jabuti pelos romances Quase Memória, A Casa do Poeta Trágico e Romance sem Palavras.

Segundo a ABL, com o golpe militar de 1964, foi preso várias vezes e passou um período na Europa e em Cuba. Cony deixou esposa e três filhos.

(Agência Brasil)

Ameaça contra moradores – Uma situação inaceitável

Editorial do O POVO deste sábado (6), alerta que, caso as ameaças de gangues criminosas contra moradores da periferia não sejam contidas, elas tendem a se alastrar e vão colocar em risco moradores de qualquer bairro. Confira:

A sentença de criminosos, que se abate – cada vez com mais violência – sobre os moradores das periferias de Fortaleza, é alguma coisa para ser classificada, no mínimo, como inaceitável. A tragédia de pessoas obrigadas a deixarem suas casas por ordem de gangues criminosas – poder paralelo que se organiza contra o Estado, com leis próprias e implacáveis – não pode ser vista como coisa normal, nem pelas pessoas que ainda não sofrem o problema na pele, e muito menos pelo Estado. Caso esses ataques não sejam contidos, eles tendem a se alastrar, e vão pôr em risco moradores de qualquer bairro, atingindo, inclusive, a próprias as instituições da democracia.

Este jornal publicou ontem matéria narrando um desses casos, acontecido no Barroso, em uma comunidade que, por ironia, se chama Unidos Venceremos. Famílias de uma das travessas do bairro acordaram com o muro pichado, ordenando que todos abandonassem as suas casas, sob a ameaça de morte. Segundo os moradores, os criminosos querem usar o lugar como ponto de distribuição de droga. A repórter Jéssika Sisnando esteve no local e contou 20 famílias mudando-se de suas casas, com medo da ameaça dos marginais. A polícia está patrulhando a comunidade, mas certamente o dispositivo acionado logo deixará o bairro, expondo novamente os moradores. De problemas parecidos, padecem várias outras áreas na periferia da cidade.

Por que a situação chegou a esse ponto?

Sem dúvida, grande parcela da responsabilidade cabe aos diversos governos estaduais, que tiveram uma política errática e descontínua na área da segurança pública, diferentemente do que aconteceu na educação, por exemplo. O governo demorou, inclusive, para reconhecer que o crime organizado se instalara no Ceará. Interrompeu um planejamento de segurança que vinha obtendo alguns resultados positivos, optando por operações espetaculosas, de pouco efeito prático.

O secretário da Segurança Pública, por sua vez, se gaba de entrar em qualquer território da cidade. De fato, ele o faz, porém cercado de policiais armados. O problema é viver cotidianamente nesses locais, cujas populações estão à mercê das quadrilhas e não têm a quem pedir socorro.

Rio Grande do Norte decreta estado de calamidade na segurança pública

O governo do Rio Grande do Norte decretou estado de calamidade no sistema de segurança pública. De acordo com o decreto, publicado hoje (6) no Diário Oficial do Estado, o motivo é a paralisação dos policiais civis e militares, além do aumento dos índices de violência.

O decreto tem vigência de 180 dias e, com o estado de calamidade, o governo pode adotar medidas emergenciais para superar a crise no estado.

Segundo a publicação, enquanto perdurar a situação, ficam disponíveis para atendimento aos serviços necessários do sistema de segurança pública todos os bens, serviços e servidores da Administração Pública Direta ou Indireta.

As autoridades administrativas poderão requisitar ou contratar “quaisquer serviços e bens disponíveis, públicos ou privados, com vistas ao reestabelecimento da normalidade no atendimento aos serviços de segurança pública”.

As mobilizações dos agentes da segurança pública começaram no dia 20 de dezembro por causa do atraso no pagamento dos salários de dezembro e 13º salário. Além disso, eles reivindicam melhores condições de trabalho, como equipamentos adequados e manutenção de viaturas, consideradas sem condições para rondas.

Policiais civis paralisaram parte dos serviços e passaram a trabalhar em escala de plantão. Policiais e bombeiros militares realizam operações-padrão, como patrulhamento apenas em veículos em condições adequadas. A redução da atividade policial motivou o envio de tropas do Exército e da Força Nacional ao estado.

Ontem (5), policiais e bombeiros militares e policiais civis decidiram manter a paralisação. Uma nova reunião com a Secretaria de Segurança Pública do estado ficou prometida para o dia 10.

(Agência Brasil)

O extremo desajuste no governo Temer

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (6), pelo jornalista Érico Firmo:

O governo Michel Temer (MDB) prepara um dos atos de maior desfaçatez na política brasileira nos últimos tempos – e olha que a concorrência é dura. Para administração que ascendeu com promessa de colocar as contas em ordem, é um descaramento muito grande querer mexer em um dos mais importantes pilares da política fiscal. A ideia é mudar a Constituição para que deixe de ser crime de responsabilidade o presidente contrair dívida para pagar despesas correntes – os gastos fixos do governo, como conta de água, luz ou folha de pessoal.

É fácil entender o porque da proibição constitucional. Como os integrantes da equipe econômica adoram analogias domésticas para explicar decisões macro, vamos a uma delas. Suponha que você toma empréstimo no banco para pagar seu almoço ou sua conta de água. Quando chegar a hora de pagar, você terá de quitar a dívida, com os juros, mas seguirá tendo de almoçar ou tomar banho. Os gastos irão se acumular. Se não tem dinheiro hoje para essa despesa essencial, no momento de pagar o empréstimo, você precisará ter renda para pagar duas vezes.

Por que alguém iria querer essa situação? Simples: porque quem está no governo hoje não estará amanhã. A malandragem é uma forma de empurrar a despesa para frente. De jogar para sucessores. Na sua casa, se você assume dívida, ninguém vai pagar por você. No governo, um empréstimo é tomado em nome de outros — a população, no caso.

Existem vários instrumentos que tentam resguardar o equilíbrio das contas. Alguns estão em lei, como é o caso da Lei de Responsabilidade Fiscal. Essa na qual o governo quer mexer está na Constituição.

Os três principais instrumentos de controle da política fiscal brasileira são:

1) Meta fiscal, que fixa o quanto o governo precisa economizar para manter a dívida pública sob controle.

2) Teto de gastos, que impede despesas de crescerem mais que a inflação.

3) A “regra de outro”, justamente na qual Temer quer mexer. É a mais antiga e mais importante delas.

Que um governo queira mudar isso não é de admirar. O incrível é que faça isso e tenha o desplante de querer aparentar ser responsável com as contas públicas. Acredita quem quer.

O fato é ainda mais incrível quando se considera que o atual governo ascendeu diante do impeachment da antecessora justamente por crime de responsabilidade fiscal. Justamente o enquadramento que se pretende tirar do ato de irresponsabilidade em questão.

Tasso diz que Almino Menezes tinha “o jeito cearense de ser”

Em homenagem no Facebook, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) lamentou a morte do radialista e ex-deputado Almino Menezes, que será sepultado às 11 horas deste sábado (6), no cemitério Parque da Paz.

“Lamentamos o falecimento de Almino Menezes, homem de comunicação e político de destaque. Almino cativou milhares de fãs em seus programas na rádio e TV cearense, graças ao seu especial talento e carisma, aliado ao jeito cearense de ser”, disse Tasso.

IFCE abre 310 oportunidades de qualificação no Pecém

O Instituto Federal do Ceará (IFCE) abriu 310 vagas para qualificação profissional na região do Complexo Portuário do Pecém. Os cursos técnicos, de curta duração, contemplam as áreas de Inglês, Operador de Processos Químicos Industriais, Operador de Tratamento de Águas e Efluentes, Instrumentista Industrial, Eletricista Industrial, Soldador em Aço Carbono, Matemática Básica, Comandos Pneumáticos e Introdução à Metrologia Dimensional. Mais informações podem ser obtidos pelo site www.ifce.edu.br.

O IFCE recebeu, do Governo do Ceará em 2015, a gestão do então Centro de Treinamento do Trabalhador do Ceará (CTTC), hoje denominado de campus do Pecém. Desde então, tem promovido a oferta de cursos à comunidade, considerando as demandas do setor industrial dessa região e feitos investimentos na infraestrutura como a reestruturação dos espaços e compra de mais equipamentos para laboratórios.

Além disso, promoveu concursos públicos para docentes e servidores administrativos como forma garantir ampliar o oferta de mais oportunidades. Atualmente, 311 alunos se qualificam e em breve estarão prontos para o mercado de trabalho.

(IFCE)

Calendário de saques do PIS/Pasep será divulgado na segunda-feira

Trabalhadores a partir de 60 anos que tiveram emprego com carteira assinada antes da Constituição de 1988 saberão na segunda-feira (8) quando poderão sacar as cotas dos fundos do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). O governo divulgará o calendário de retiradas.

Os saques poderão ser feitos na Caixa Econômica Federal, que administra as contas do PIS, ou no Banco do Brasil, no caso de trabalhadores inscritos no Pasep. Caberá a cada instituição financeira divulgar detalhes sobre a retirada.

Na primeira etapa da liberação de recursos do PIS/Pasep, de outubro a dezembro do ano passado, os correntistas dos dois bancos receberam o crédito automático na conta corrente dois dias antes do calendário de saques. As cotas de menor valor puderam ser retiradas nos terminais de autoatendimento.

Na segunda etapa de saques, dependentes ou herdeiros dos cotistas terão os valores creditados automaticamente na conta, mesmo que não sejam correntistas do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal (bancos que administram os saques).

De acordo com o Ministério do Planejamento, o governo está cruzando dados dos bancos e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para liberar os recursos para esse público nos próximos meses. Até agora, os dependentes e herdeiros tinham de comparecer às agências bancárias para retirar o valor.

(Agência Brasil)

Papel social – Edisca recebe gratuitamente alunos de baixa renda

Da Coluna Vertical, no O POVO deste sábado (6), pelo jornalista Demitri Túlio:

A escola de dança Edisca abriu vagas para crianças de 7 a 12 anos de idade. Mais que a possibilidade de virar uma estrela, uma abertura de horizonte para meninos e meninas em situação de vulnerabilidade na periferia de Fortaleza.

Desde 1991, Dora Andrade e sua trupe cumprem um papel importante na construção de pontes para crianças e adolescentes atravessadas pelo tráfico, a exploração sexual, a gravidez na adolescência e o assassinato antes dos 18 anos de vida.

Como sonhar não custa, imaginem se o Centro de Formação Olímpica (CFO) – até agora um sumidouro de recursos públicos – virasse um grande condomínio de artes e esportes hospedando ali ONGs sérias, a exemplo da Edisca?

Bom lembrar que o CFO está numa zona onde as facções estão se matando e expulsando cidadãos. Jangurussu, Barroso, Unidos Venceremos, Boa Vista, Babilônia, Gereba, Passaré…

A Edisca recebe garotas e garotos “comprovadamente de baixa renda”. O telefone é 3278 1515.

Corrente do PSL deixa partido, após anúncio de filiação de Bolsonaro

O grupo Livres, corrente interna do Partido Social Liberal (PSL), anunciou a saída da agremiação após o anúncio da chegada à legenda do deputado federal Jair Bolsonaro (RJ).

“A chegada do deputado Jair Bolsonaro, negociada à revelia dos nossos acordos, é inteiramente incompatível com o projeto do Livres de construir no Brasil uma força partidária moderna, transparente e limpa”, diz a nota do Livres, divulgada no Facebook.

De acordo com a nota do Livres, o grupo recusa “a reciclagem do passado”. “Não vamos arrendar nosso projeto à velha política de aluguel. Nosso compromisso não é com a popularidade das pesquisas da semana passada, mas com a população de um País que exige a transformação da política partidária.”

Mais cedo, o presidente do PSL, deputado federal Luciano Bivar (PE), havia informado que fechou um acordo com Bolsonaro, confirmando a disposição dele de ceder a legenda ao presidenciável. “Existem mais semelhanças do que diferenças entre Bolsonaro e o nosso pensamento liberal. É um orgulho tê-lo ao nosso lado”, disse.

Com forte presença nas redes sociais, o grupo Livres tem mais de 152 mil curtidas no Facebook. Em postagens quase diárias, os militantes defendem o livre mercado, a diminuição de impostos e os direitos de LGBTs.

(Agência Estado)

Temer veta integralmente Refis das micro e pequenas empresas

O presidente Michel Temer vetou integralmente o projeto que instituía o programa de refinanciamento para micro e pequenas empresas – o Refis das micro e pequenas empresas. A justificativa é que a medida fere a Lei de Responsabilidade Fiscal ao não prever a origem dos recursos que cobririam os descontos aplicados a multas e juros com o parcelamento das dívidas.

A decisão foi tomada nessa sexta-feira (5) pelo Palácio do Planalto e comunicada diretamente por Temer ao presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, com quem se encontrou em São Paulo, em agenda privada. O objetivo da instituição, porém, é trabalhar para que o Congresso Nacional derrube o veto presidencial enquanto o ministério da Fazenda estuda uma solução para o impasse econômico da medida.

“O Refis foi aprovado com ampla maioria. O veto não é por questões políticas, mas um veto por questões técnicas. Sanado o problema, a vontade política continua”, argumentou Afif Domingos, em comunicado enviado pela assessoria de imprensa do Sebrae. Em dezembro, após se reunir com Temer, o empresário garantiu que o projeto seria sancionado.

Segundo Afif, a equipe econômica do governo vai estudar os impactos orçamentários do chamado Programa Especial de Regularização Tributária das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte.

Aprovado em dezembro pela Câmara e pelo Senado, o programa concede descontos de juros, multas e encargos com o objetivo de facilitar e parcelar o pagamento dos débitos de micro e pequenas empresas, desde que 5% do valor total seja pago em espécie, sem desconto, em até cinco parcelas mensais. O restante da dívida poderia ser pago em até 15 anos.

(Agência Brasil)

ABIH Nacional fecha parceria com a associação portuguesa

A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH Nacional) firmou nesta sexta-feira (5) um convênio para troca de informações, experiências e intercâmbio empresarial com a Associação da Hotelaria de Portugal (AHP). O acordo foi assinado pelo presidente da ABIH Nacional, Manoel Linhares, e pelo presidente da AHP, Raul Martins, em Lisboa.

“Estabelecer uma parceria desse porte significa que poderemos trocar experiências em vários níveis, realizando, por exemplo, intercâmbio de mão de obra, já que temos uma grande experiência na formação de profissionais para o setor com uma vasta rede de treinamento e ensino na área”, disse Linhares, que assumiu o cargo nesta semana.

Em Portugal, a AHP representa cerca de 65% dos hotéis portugueses. De acordo com Martins, algumas das principais preocupações do Turismo no país atualmente estão relacionadas com a capacitação e a valorização dos profissionais do setor por todo o país. A ideia é combater a concentração de visitantes em determinadas áreas. “O turismo no país teve, em 2017, um crescimento de 9% em relação ao mesmo período de 2016, sendo que esse aumento também revelou alterações no comportamento dos seus principais mercados emissores: França e Espanha decresceram 4,9% e 6,4%, enquanto os turistas brasileiros e americanos cresceram 51,3% e 32,5%, respectivamente, em terras portuguesas” afirmou Martins.

Outro objetivo do acordo é promover palestras e seminários para debater e encontrar soluções para diversos problemas que os países têm em comum no setor de hospedagem. “A ideia é promover um intercâmbio total entre os congressos promovidos pelas associações”, completou Martins, referindo-se ao Congresso Nacional de Hotíes – Conotel, que esse ano chega à sua 60ª edição, e ao Congresso Nacional de Hotelaria e Turismo, realizado em Portugal, que completa 30 edições em 2018.

As entidades acreditam ainda que a cooperação permitirá que ambos os países conheçam como cada um está lidando com a questão de hospedagem em residências. O assunto virou central com o destaque do Airbnb.

Em Portugal, em julho do ano passado, entrou em vigor uma lei que regulamenta a questão. As residências que vendem pernoites tiveram seis meses para se cadastrar no Registro Nacional de Turismo, o que implicou em cumprir uma série de exigências, semelhantes às da hotelaria, de acordo com o presidente da entidade portuguesa. “Portugal está recebendo um número crescente de turistas e essa regulação era urgente, pois atualmente há mais registros de casas que disponibilizam quartos do que lançamentos de novos empreendimentos hoteleiros no país”, disse.

No Brasil, o assunto começa a ser regulamentado, mas ainda não há uma regra em nível federal. Recentemente, a cidade de Caldas Novas (GO) foi a primeira a adotar uma lei de regulamentação para imóveis residenciais utilizados como meios de hospedagem em caráter remunerado.

(ABIH / Foto: Divulgação)

Déficit global no investimento em ações de combate à tuberculose é de US$ 2 bilhões

O tratamento preventivo contra a tuberculose tem crescido, especialmente em grupos de maior risco, como pessoas que vivem com HIV e crianças de até 5 anos de idade, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). No entanto, a organização aponta que, apesar de o valor investido pelos países no cuidado e prevenção da doença ter aumentado em um período de dez anos, as pessoas com perfil para o tratamento preventivo não têm recebido o atendimento adequado.

Em 2017, foram investidos em todo o mundo quase US$ 7 bilhões em ações de combate à tuberculose. Mais de 80% desses recursos são provenientes do orçamento dos próprios países, como é o caso do Brasil, em que todo o investimento na área é nacional. Já em nações de menor renda, as doações internacionais ultrapassam o investimento doméstico. Em nível mundial, o déficit de investimento supera os US$ 2 bilhões.

Dos 30 países com maior incidência de tuberculose, apenas nove têm investimento doméstico em programas de combate à doença, dentre eles o Brasil.

A organização cita a política brasileira de investimento para o controle da doença como exemplo mundial. Em 2017, o orçamento do plano estratégico contra a tuberculose foi de US$ 67 milhões. Uma das ações previstas para o segundo semestre de 2018 é uma campanha para as as pessoas privadas de liberdade, consideradas uma das populações mais vulneráveis à doença, notificarem os sintomas de tuberculose. Para isso, o Ministério da Justiça e Segurança Pública repassou à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mais de R$ 27 milhões.

(Agência Brasil)

A verdade sobre a saúde pública de Fortaleza

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Em artigo enviado ao Blog, o professor da UFC e sociólogo João Arruda aponta que a saúde pública de Fortaleza é considerada uma das melhores entre as capitais brasileiras, mesmo tendo herdado um sistema caótico. Confira:

A grande mídia nacional vem dedicando um espaço crescente do seu noticioso à grave crise que assola a saúde pública em nosso País, penalizando dezenas de milhões de brasileiros, afinal, 85% da nossa população depende, exclusivamente, do Sistema Único de Saúde.

Difícil é o dia em que não se publica uma denúncia grave comprovando a falência do sistema em um dos Estados da Federação. E a tragédia da saúde pública é democrática, espalha-se por todas as regiões do País. E até estados considerados ricos, como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e a emblemática Brasília, travam uma acirrada disputa pela primeira colocação no ranking de pior assistência no sistema público de saúde.

A despeito da Constituição Brasileira, no seu Art. 196, garantir que a saúde é um direito de todos e dever do Estado, permitindo ao cidadão o acesso igualitário às ações e serviços para a sua promoção, proteção e recuperação, o Sistema Único de Saúde –SUS-, por negligência e cumplicidade dos sucessivos governos federais, encontra-se na UTI, em estado quase terminal.

Sabemos que essa crise da saúde tem múltiplas causas. São notórios os problemas nas áreas de infraestrutura, gestão, organização e modelo de atenção. Mas o problema da saúde é, principalmente, de financiamento. Burlando o preceito constitucional que garante o financiamento da saúde, os sucessivos governos federais criaram mecanismos de desvinculação orçamentária que vêm aprofundando o subfinanciamento da Seguridade Social e, consequentemente, do SUS.

Sem falar da alta sonegação fiscal e da corrupção endêmica do sistema, a criação da Desvinculação das Receitas da União (DRU), a imoral política de desoneração das empresas, o baixo crescimento da economia brasileira e o crescente serviço da dívida interna, dívida, por sinal, nunca auditada, custam à sociedade um rombo superior a 1 trilhão de reais anualmente, contribuindo, significativamente, para o esvaziamento das receitas que iriam financiar a Seguridade Social.

Nessa lógica do absurdo, a participação relativa da União no financiamento do SUS vem caindo sistematicamente, passando de 72%, em 1993, para 40%, em 2016. Encontra-se aí, na irresponsabilidade dos diferentes governos federais, e não nos gestores de estados e municípios, a causa primária da nossa tragédia na área da saúde pública.

Em Fortaleza, na contramão do que ocorre nacionalmente, a administração Roberto Cláudio vem aumentando fortemente os investimentos na saúde e garantindo aos fortalezenses o acesso à saúde em crescente qualidade.
Nossa rede de atenção primária constitui-se de 110 Postos de Saúde, atendendo de 7 da manhã às 7 da noite, todos com farmácias, sendo que vinte novos postos foram construídos na atual gestão, o que permitiu ampliar a cobertura do PSF (Programa de Saúde da Família) de 18% em 2012 para 62% em 2016. Agora, avança-se na qualificação da rede hospitalar com a construção do IJF2, reforma e ampliação de Frotinhas e Gonzaguinhas, além da ampliação do Hospital da Mulher Zilda Arns e Nossa Senhora da Conceição e a construção de cinco UPAs municipais. Isso garante uma ampliação de mais de 400 novos leitos em nossa Capital. Ainda em 2018, teremos uma nova UPA no Bairro do Dendê.

Mesmo tendo herdado um sistema de saúde caótico, considerado o quinto pior entre as capitais brasileiras, a saúde pública de Fortaleza, no curto espaço de tempo, conseguiu dar um grande salto de qualidade. Hoje, o cidadão fortalezense usufrui de um serviço de saúde pública considerado um dos melhores entre as capitais brasileiras, com a garantia de abastecimento e distribuição de medicamentos, com a inédita estrutura de Centrais de Distribuição nos Terminais, como suporte aos postos.

Infelizmente, pretensas vestais da saúde de Fortaleza, com um viés rancoroso, amparado em uma anacrônica e partidarizada prática sindical, fazem olhos cegos ao grande avanço da saúde pública oferecida pela administração Roberto Cláudio.

Polícia ficará na comunidade do Barroso de forma permanente após ameaças de expulsão

Entre os moradores das travessas da Rua Unidos Venceremos, na comunidade do Barroso, que decidiram ficar nas residências após a ordem de expulsão das facções criminosa, uma das grandes preocupações é o policiamento. Desde a quarta-feira, 3, quando a vizinhança amanheceu com pichações nas paredes de todas as esquina, que ordenavam o despejo, a Polícia logo ocupou as ruas. No entanto, o comandante garantiu que o policiamento ficará de forma permanente.

O Batalhão de Choque (BPCHoque), Regimento de Polícia Montada (RPMon), Batalhão de Policiamento de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (BPRaio) permanecem manhã, tarde e noite na área. Mas a maior preocupação seria o momento da saída do policiamento. Os moradores temiam que após a saída da Polícia, os integrantes de facções fossem até a comunidade para expulsar as famílias por meio da violência.

Nesta sexta-feira, 5, O POVO Online voltou até a comunidade após uma ocorrência de disparo de arma de fogo, nas proximidades, no entanto, o tiro não atingiu o veículo. O Major Passos, responsável pela Área, destacou que os grupos criminosos da Babilônia querem se apossar das travessas, pois estão sendo “sufocados” pela Polícia, que está desenvolvendo policiamento na Babilônia há quase um mês.

“Eles estão migrando de forma covarde para esse ponto que consideram estratégico. É uma facção covarde que tenta oprimir o povo mais humilde e ocupar suas casas”, comentou.

No entanto, o policial disse que a tentativa de expulsar os moradores fez com que a Polícia também intensificasse o policiamento naquela área. “O tiro vai sair pela culatra, porque a Polícia Militar, a Polícia Civil e os órgãos de inteligência vão saturar o local de forma permanente daqui pra frente. Não vai ser só o policiamento de viatura, vai ter policiamento enraizado”, explica o major Passos.

O oficial informa que serão utilizados conteiners e, enquanto eles não são instalados, o ponto de apoio será na escola que fica em frente às travessas.

(O POVO Online / Repórter Jéssika Sisnando / Foto: Mauri Melo)