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Beto Richa, ex-governador do Paraná, vira réu por corrupção

O juiz Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara Federal de Curitiba, aceitou denúncia do Ministério Público contra o ex-governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), e outros nove réus por organização criminosa e corrupção passiva em contratos estaduais de pedágio investigados no âmbito da operação integração. O político teria sido beneficiado em pelo menos R$ 2.742.085,00. A informação é do site Consultor Jurídico.

Segundo a acusação, o esquema de corrupção e lavagem de dinheiro durou 19 anos, de 1999 a 2018, e era relacionado à execução de contratos de concessão de rodovias federais no Estado do Paraná, chamado de “Anel de Integração do Paraná”, com desvio aproximado de R$ 35 milhões.

Ao aceitar a denúncia, o juiz afirmou que há indícios suficientes da participação de cada um dos réus no esquema criminoso. “Há aparente prova da materialidade e indícios de autoria suficientes para caracterizar a justa causa necessária ao recebimento do denúncia”, confirmou.

Sobre o ex-governador, o magistrado disse que os principais elementos da investigação que indicam seu envolvimento no esquema são o depoimento em delação premiada feito por Nelson Leal Júnior, Diretor do Departamento de Estradas e Rodagens do Estado do Paraná (Der/PR) à época dos fatos, e aditivos assinados por Beto Richa à frente do Estado do Paraná, “que teriam sido realizados para beneficiar as concessionárias de pedágio”.

Outras provas apresentadas e consideradas pelo juiz Paulo Ribeiro ao aceitar a denúncia foram as informações obtidas por quebra de dados telecomunicação e informática do político, além de “documentos e depoimentos relacionados a aquisições imobiliárias suspeitas, realizadas por empresa de familiares do denunciado, supostamente realizados com dinheiro em espécie relacionados à vantagem indevida recebida das empresas de pedágio”.

(Foto – Agência Brasil)

Beato José Lourenço será lembrado nesta terça-feira em Juazeiro do Norte

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A ONG Beato José Lourenço manda celebrar, nesta terça-feira, a tradicional Missa em Ação de Graças pela passagem dos 73 anos de morte do beato José Lourenço Gomes da Silva, fundador do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto. O ato litúrgico ocorrerá a partir das 17 horas, na Capela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Juazeiro do Norte (Cariri).

O Caldeirão era uma organização social autossustentável baseada nos princípios cristãos de oração, trabalho e partilha dos bens produzidos Acabou dizimado pelas forças conservadoras do Estado na época.

Após o ato religioso, 20 personalidades serão homenageadas por sua efetiva contribuição para a difusão e preservação da memória do Caldeirão e do patrimônio histórico-cultural da região do Cariri cearense.

SERVIÇO

*Mais sobre Beato José Lourenço aqui.

José Simão e a saudade do amigo Boechat

O irreverente jornalista José Simão, que era parceiro de Ricardo Boechat nas manhãs do jornalismo da rádio BandNews, usou suas redes sociais para lamentar a morte do amigo Ricardo Boechat, morto em acidente de helicóptero na manhã desta segunda-feira, na rodovia Anhanguera.

“Meu amigo querido! Meu vice amado”, escreveu Simão no seu perfil no Twitter.

(Foto – Brasail 247)

Bolsonaro deixa Unidade Semi-Intensiva e passa para apartamento

O presidente Jair Bolsonaro recebeu alta, na manhã de hoje (11), da Unidade de Terapia Semi-intensiva, após melhora do quadro clínico, e está internado em apartamento no Hospital Israelita Albert Einstein, informou boletim médico divulgado há pouco.

O presidente não tem dor, nem febre e segue com melhora do quadro pulmonar. Na última semana, ele havia sido diagnosticado com pneumonia. Foi suspensa a nutrição parenteral (endovenosa) e introduzida dieta leve e mantido o suplemento nutricional.

Estão sendo mantidas também as medidas de prevenção de trombose venosa, realizados exercícios respiratórios, de fortalecimento muscular e períodos de caminhada fora do quarto.

Por ordem médica, as visitas permanecem restritas. O governador de São Paulo, João Doria, visitou o presidente na tarde desta segunda-feira e disse que ele deve ter alta ainda esta semana. Doria disse ainda que o presidente se reuniu com, pelo menos, um ministro hoje. A assessoria da presidência não confirmou a visitas de ministros.

(Agência Brasil/Foto – Twitter)

Quando o Estado intriga o liberal

Com o título “Quando o Estado intriga um liberal”, eis artigo de Igor Macedo de Lucena, economista, empresário e professor do curso de Ciências Econômicas da UniFanor  e membre do Institut Français des Relations Internationales. Confira:

O título deste artigo pode parecer ambíguo à primeira vista, mas acredito que posso trazer um ponto de vista reflexivo e até mesmo do chamado “caminho do meio” como diriam nós, os budistas.

Tenho orgulho das teorias liberais euro-americanas, que na ânsia de defender os indivíduos contra o Estado gigante, tiveram por meio de seus autores as mais belas teorias que assentaram as democracias modernas. Quando falamos de Liberalismo, falamos de direitos individuais, de propriedade privada, de livre imprensa, da livre iniciativa empresarial, dos direitos civis, da democracia e do Estado de direito. O Liberalismo é a prática da “free will”.

Foram baseados nesses princípios que a Europa Ocidental, os Estados Unidos e o Japão criaram após 1945 o que intitulamos hoje de Ordem Liberal Internacional, que de maneira hegemônica evoca o que chamamos de qualidades de uma economia e de um país moderno. Essas nações se desenvolveram a tal ponto que se tornaram o G7, ou o grupo das nações mais industrializadas do planeta e ao mesmo tempo aquelas que conseguiram níveis de influência, qualidade de vida e tecnologias invejadas por todo o planeta.

Nos últimos 20 anos algo vem fundamentalmente alterando essa característica, e essa mudança que se apresenta dentro da economia de mercado liberal está sendo liderada justamente pelo Estado, uma grande ironia e um retorno ao poder do Estado gigante.

O setor bancário, que surgiu nas províncias italianas, hoje tem nas suas quatro primeiras posições mundiais quatro bancos estatais: Industrial and Commercial Bank of China, China Construction Bank Corporation, Agricultural Bank of China e o Bank of China, todos com mais de três trilhões de dólares em assets e acima dos famosos JP Morgan (norte americano), Mitsubishi UFJ (japonês) e do Deutsche Bank (alemão).

Quando os primeiros fundos de investimento foram criados nos Estados Unidos, vieram seguidos de uma importante revolução para o mercado financeiro, algo que está inclusive se tornando cada vez mais acessível para os brasileiros e tem sua origem na liberalização dos mercados financeiros. Entretanto o maior fundo do mundo hoje é o norueguês Statens pensjonsfond, administrado pelo governo e que possui mais de US$ 1 trilhão em ativos, incluindo 1,3% das ações e títulos mundiais, tornando-se o maior fundo do mundo.

No mercado das companhias aéreas, que outrora foram dominadas pelas empresas asiáticas e europeias por sua qualidade de serviços, pontualidade de horários e excelência administrativa, hoje são disputados em pé de igualdade pelas três gigantes árabes Emirates, Etihad e Qatar Airways, controladas pelos Emirados e instrumentos de divulgação e turismo de seus países.

Como é possível entender que países como Estados Unidos e o Reino Unido, que já foram os grandes motores da economia mundial por meio de suas teorias econômicas e liberalização dos mercados, perderam a primazia do desenvolvimento econômico do mundo? Como compreender que hoje essas duas nações preferem olhar para teorias como “America First” ou “Brexit” sem entender que se fecham para o mundo e vão contra todo um arcabouço de soft power desenvolvido por eles nos últimos 70 anos? Hoje encontramos a grande locomotiva mundial fundamentalmente na Belt and Road Initiative e nas decisões do governo de Xi Jiping.

Acredito que um desses motivos é a uma clara face cíclica e contraditória do capitalismo liberal em si. Salvo raríssimas exceções como a Austrália que está sem recessão há mais de 18 anos, o capitalismo liberal vive de ciclos de crescimento e ciclos recessivos. E uma das principais características dos ciclos recessivos é uma forte atuação do Estado, seja para reparar falhas de mercado, seja para salvar mercados em bailouts. O problema é que talvez o Estado esteja crescendo demais, e tornando mais difícil que as teorias liberais possam florescer novamente.

Atualmente nos encontramos em um momento aonde o Estado tenta mostrar mais uma vez a sua preponderância na sociedade, mas ao invés de combater as ideias do capitalismo liberal, ele encontra uma nova vertente, um “Capitalismo de Estado”, aonde consegue competir com as empresas e Estados liberais, muitas vezes com artifícios e subsídios que tornam a concorrência até desleal, mas se mantendo dentro do jogo do mercado, da oferta e da demanda.

Algo bastante comum nas aulas de graduação sobre política econômica são perguntas sobre quem estaria certo do ponto de vista teórico. Argumentos prós e contras Smith, Ricardo, Misses, Keynes, Krugman existem aos montes. Esse equilíbrio até onde o Estado deve atuar e até onde a livre iniciativa tem sua importância vai continuar sendo objeto de debates e disputa pelos próximos 100 anos. Por isso a resposta a essa pergunta é depende.

Depende de quando estamos falando, de onde estamos falando, em que circunstância estamos falando. Se falarmos em 1929 e em 2008 a teoria Keynesiana de forte atuação estatal como propulsor de demanda se encaixa como uma luva, entretanto se falarmos em 1970 e em 2019 nada mais correto do que a liberalização de mercado de Von Misses.

No mundo econômico real (fora do marxismo, socialismo, nova matriz e bobismos sem fundamento) as teorias são uteis a momentos históricos e sociais, o certo e errado, o preto e o branco não são claros e dependem das condições e aonde são alocados.

A economia não é uma ciência no preto e no branco e há hoje uma dificuldade de parcela da sociedade de entender isso. Em parte isso ocorre pois o mundo econômico é indissociável do mundo político, por isso chamamos esse campo de estudo de Política Econômica.

Acredito que existe um caminho do meio sim, no qual tanto o Estado quanto a livre iniciativa tem seu papel, em que um pode ser complementar ao outro, desde que estejam cada um no seu quadrado, respeitando regras e limites, que se apliquem a todos os agentes, nacionais e internacionais.

Entretanto não temos uma constituição universal e vivemos na chamada “Anarquia Internacional” aonde cada sociedade se articula da maneira que considera ser mais vantajosa para seus interesses no campo das disputas geoeconômicas.

Como vivemos durante muitas décadas no Brasil do Estado gigante, minha sugestão é que precisamos de uma boa dose de liberalismo nos próximos anos para achar o nosso caminho do meio.

*Igor Macedo de Lucena,

Economista, empresário e professor do curso de Ciências Econômicas da UniFanor  e membre do Institut Français des Relations Internationales.

Morte de Ricardo Boechart e sua repercussão em setores do Poder

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Confira a repercussão da morte do jornalista Ricardo Boechat, vítima de acidente com helicóptero na manhã desta segunda-feira, na via Anhanguera (SP), em vários segmentos do Poder.

*Jair Bolsonaro – presidente

Por meio de seu perfil na rede social Twitter, o presidente Jair Bolsonaro escreveu: “É com pesar que recebo a triste notícia do falecimento do jornalista Ricardo Boechat, que estava no helicóptero que caiu hoje em SP. Minha solidariedade à família do profissional e colega que sempre tive muito respeito, bem como do piloto. Que Deus console a todos!”.

O Palácio do Planalto divulgou uma nota oficial. “A Presidência da República expressa seu pesar e condolências em razão do falecimento do jornalista Ricardo Boechat, vitimado em um acidente aéreo neste dia. O país perde um dos principais profissionais da imprensa brasileira. Sentiremos a falta de seu destacado trabalho na informação da população, tendo exercido sua atividade por mais de quatro décadas com dedicação e zelo”. A nota está assinada pelo presidente Jair Bolsonaro.

*Hamilton Mourão – vice-presidente

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, escreveu em seu Twitter “manifesto meus sentimentos às famílias de #RicardoBoechat e do piloto do helicóptero, aos profissionais da Rede Bandeirantes, rádio e televisão, extensivos à classe jornalística, pela triste notícia do acidente que os vitimou. Deus no comando.”

*Rodrigo Maia – presidente da Câmara dos Deputados

“Recebo com tristeza a informação sobre a morte do jornalista Ricardo Boechat e do piloto do helicóptero que caiu nesta manhã. Boechat foi um dos grandes comunicadores do nosso país e uma referência de bom jornalismo e independência. Minha solidariedade a seus familiares e amigos”, disse Maia, por meio da rede social Twitter.

*Davi Alcolumbre – presidente do Congresso Nacional

“Foi em estado de consternação e tristeza que recebi a notícia da morte inesperada do jornalista Ricardo Boechat. Era um profissional reconhecido pelo trabalho e senso crítico aguçado revelado nos principais meios de comunicação do país. Envio meu sentimento de solidariedade aos seus colegas de trabalho e à toda sua família. Tenho certeza que os brasileiros lamentam a morte desse argentino que escolheu o Brasil como lar. Fica a saudade e o respeito pelo homem e jornalista que sempre demonstrou ser. Meu apoio fraterno também aos parentes e amigos dos demais ocupantes do helicóptero, que fatalmente caiu em São Paulo”, disse na rede social Twitter.

*STF

Em nome da Corte, presidente do STF, ministro Dias Toffoli, manifesta pesar pela morte do jornalista Ricardo Boechat, ocorrida nesta segunda-feira, em São Paulo.

“Lamento a morte do jornalista Ricardo Boechat ocorrida nesta segunda-feira (11), em São Paulo. A imprensa e a sociedade brasileira estão em luto pela perda desse excelente profissional que com dinamismo e versatilidade levava a notícia aos públicos mais diversos, seja para quem o lia na coluna da revista Istoé, seja para quem o ouvia na rádio ou o assistia nos telejornais da Band. Presto minhas sinceras condolências à família, aos amigos e às empresas para as quais trabalhou ao longo de quase meio século de jornalismo”.

*STJ

“Ao longo de quase 50 anos de carreira, o jornalista Ricardo Boechat construiu uma história marcada pelo profissionalismo, pela imparcialidade e pelo cultivo dos valores mais caros ao jornalismo, como a ética e o combate à corrupção. Jornalista multifacetado e premiado, Boechat consolidou seu nome entre os profissionais de imprensa mais respeitados do país. Com profunda tristeza, manifesto condolências aos familiares, amigos e todos os colaboradores do Grupo Bandeirantes”, diz a nota, assinada pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha.

(Foto – Reprodução de TV)

Tragédia em Brumadinho – Número de mortos sobe para 160

Subiu para 160 o total de óbitos identificados após o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG).

De acordo com balanço divulgado hoje (11), pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, nove mortos ainda não foram identificados e 160 pessoas seguem desaparecidas – entre funcionários da Vale, terceirizados que prestavam serviços à mineradora e membros da comunidade.

No 18º dia de buscas, as operações contam com um efetivo de 376 homens, incluindo 158 militares de Minas Gerais, 132 de outros estados e 63 da Força Nacional. Há também 22 voluntários que auxiliam as equipes. A tragédia deixou ainda 138 pessoas desabrigadas.

Os bombeiros continuam as buscas por vítimas na região de Brumadinho, onde a barragem da mineradora Vale, se rompeu, no dia 25 de janeiro, e um mar de lama atingiu casas, uma pousada, o refeitório da empre e outros locais, deixando mortos e desaparecidos.

(Agência Brasil)

O Brasil dos donos de possantes de luxo

O Brasil continua, mais do que nunca, cheio de contradições.

Segundo o jornalista Lauro Jardim, colunista do O Globo, ano passado, foram vendidas 97 Ferraris, Rolls-Royces, Lamborghinis e Maseratis no país.

Os modelos mais baratos saem por cerca de R$ 600 mil e os mais caros a R$ 5 milhões. Só em dezembro, foram 17 — e certamente não por causa do 13º salário.

(Foto – Divulgação)

Camilo Santana – Partida prematura de Boechat foi grande perda para a comunicação brasileira

Do governador Camilo Santana (PT), em sua página no Facebook sobre a morte do jornalista Ricardo Boechat:

Recebi com muito pesar a notícia da morte do jornalista Ricardo Boechat, que atuava no Grupo Bandeirantes de Comunicação e Revista Isto É, além de ter passado por alguns dos principais veículos de comunicação do país.

A partida prematura de Boechat representa grande perda para a comunicação brasileira.

Aos familiares, amigos e fãs, minha solidariedade.

Fundadora da Dudalina falará sobre Empreendedorismo em Fortaleza

O Grupo Mulheres do Brasil, núcleo de Fortaleza, está retomando atividades neste mês.

O primeiro encontro está marcado para a próxima sexta-feira, 15, a partir das 18 horas, e ocorrerá no auditório da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec).

Na programação, Sonia Hess, fundadora da marca Dudalina, que abordará o tema Empreendedorismo.

(Foto – Divulgação)

Ricardo Boechat – A saudade de um dos maiores jornalistas do País

Ricardo Boechat (66), que morreu em um acidente de helicóptero na Rodovia Anhanguera, nesta segunda-feira, era um dos jornalistas mais respeitados do país. Âncora do Jornal da Band, apresentador da BandNews FM e colunista da revista Istoé, passou também, ao longo de sua carreira de quase cinco décadas no jornalismo, por jornais impressos de grande circulação, como O Globo, O Estado de S.Paulo, Jornal do Brasil e O Dia. O piloto do avião, Ronaldo Quattrucci, também morreu.

Filho de um diplomata brasileiro, Boechat nasceu em Buenos Aires, Argentina, em 13 de julho de 1952. Mal saído da adolescência, trabalhava como assessor de imprensa, mas tentava dar início a uma carreira como repórter. Seu primeiro trabalho em uma redação surgiu na década de 1970, no extinto Diário de Notícias, como assistente de Ibrahim Sued.

Na década seguinte, assumiu a Coluna do Swann, do jornal O Globo, onde ficou até 1997, quando ganhou outra coluna no periódico, com seu próprio nome.

Por dois anos, entre 1986 e 1988, escreveu para o jornal O Estado de S. Paulo. Nesse meio tempo, em 1987, por alguns meses, atuou como secretário de Comunicação Social do governo de Moreira Franco, no Rio de Janeiro. Sua passagem pela política também incluiu, anteriormente, o trabalho como assessor de imprensa de Moreira Franco, quando este era prefeito de Niterói, e como coordenador de campanha do político para o governo do Rio em 1982.

Nos anos 1990, passou pela Rede Globo, como comentarista do Bom Dia Brasil. Também trabalhou no SBT antes de ingressar na Band como diretor de jornalismo da sucursal do Rio de Janeiro. Em 2006, tornou-se âncora do principal jornal da casa, o Jornal da Band, transmitido de São Paulo, quando precisou se mudar de cidade.

Lançou o livro Copacabana Palace – Um Hotel e sua História, sobre o famoso hotel carioca da praia de Copacabana, em 1998. Ganhou três Prêmios Esso e dezoito prêmios Comunique-se, tendo se tornado o maior ganhador da premiação.

No ano passado, foi um dos entrevistados do fórum Amarelas ao Vivo, organizado por VEJA. Falou sobre o jornalismo profissional e a importância dessa atividade em tempos de notícias falsas na internet. Tinha uma visão até otimista sobre o assunto. “A sociedade não está tão vulnerável à mentira. Nós esquecemos que a tecnologia que dá essa dimensão à mentira é a mesma que a desmascara”, afirmou. “Tratamos as fake news como se fossem um mal sem cura. Está na própria natureza da notícia falsa a tecnologia, que é o antídoto que a matará no menor tempo do que sempre se propagou.”

Em sua última coluna na Istoé, falou sobre a movimentação no Senado após a eleição de Davi Acolumbre como presidente, processos na Justiça Trabalhista e a tragédia em Brumadinho (MG), entre outros assuntos. Em seu último comentário, nesta segunda-feira, na BandNews FM, o jornalista falou sobre as tragédias da cidade mineira e do CT do Flamengo, que deixou dez adolescentes mortos, na semana passada.

Boechat era casado com Veruska Seibel e deixa seis filhos.

(Veja)

Segurança Pública – As facções, a queda nos homicídios e a negação; a história se repete

Com o título “Segurança Púbica – As facções, a queda nos homicídios e a negação; a história se repete”, eis o que diz o jornalista Thiago Paiva em sua coluna desta segunda-feira, no O POVO. Confira:

O Secretário da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), André Costa utilizou as redes sociais, na semana passada, para refutar qualquer influência da trégua declarada entre facções criminosas, durante o atual ciclo de atentados, sobre a redução dos homicídios no último mês de janeiro.

Nos primeiros 31 dias do ano, 192 pessoas foram mortas no Ceará. Houve queda de 60% nas ocorrências, em comparação ao igual período de 2018, quando 482 assassinatos foram registrados. Costa comemorou a diminuição e atribuiu o resultado – exclusivamente – às “ações enérgicas do Estado, dentro e fora dos presídios”. Mas não parou por aí.

O secretário chamou de “falsos especialistas” aqueles que atribuem uma parcela desse resultado ao cessar fogo temporário entre facções, que interromperam a disputa por territórios para o tráfico de drogas, priorizando a “Guerra ao Estado”, numa reação à repressão nos presídios. Para Costa, essa análise é “irresponsável”, “desmerece e desonra” o trabalho dos profissionais da Segurança Pública.

A negação do secretário, no entanto, chega a ser curiosa. Em 2017, o ano pós-pacificação entre facções no Ceará, para analisar o recrudescimento dos homicídios, o titular da SSPDS criou a Comissão de Estudo do Perfil das Vítimas de Crimes Violentos Letais e Intencionais. À época, buscava descobrir a motivação média dos assassinatos no Estado. Ele queria entender o que havia levado ao aumento do número de mortes – 5.134 somente naquele ano.

E para a surpresa de Costa, e somente dele, a conclusão do grupo foi que houve uma intensificação da guerra entre as organizações criminosas. Ora, o estudo confirmou aquilo que os moradores das comunidades dominadas por traficantes há muito já sabiam: a guerra entre facções, interrompida em 2016, havia sido retomada numa escala ainda maior.

A elevação dos homicídios, portanto, era somente um dos nefastos resultados dos acertos que haviam chegado ao fim. Vale lembrar que, enquanto vigente, a pacificação culminou ainda no surgimento de uma facção “doméstica”, a Guardiões do Estado (GDE). Juntamente com ela, vieram os crimes bárbaros, como as decapitações e carbonizações, que se tornaram comuns na periferia de Fortaleza.

Isso significa, portanto, que na avaliação do secretário, quando em guerra, as facções influenciam nos homicídios. E em período de trégua, não. A postura é confusa, mas não inédita. Ainda em 2016, quando comprovadamente as facções haviam instaurado a paz às avessas no Ceará, o governador Camilo Santana (PT) também negou a existência dos acertos e a influência na queda dos homicídios. “Quer dizer, então, que o trabalho da Polícia não vale de nada?”, questionava.

O discurso era endossado pelo então secretário da Segurança Delci Teixeira, que durante o 6º ciclo de atentados no Estado, enfrentado em abril daquele ano, reclamou da “glamourização” dos criminosos responsáveis pelos ataques. Para ele, não passavam “pirangueiros” pintados de “Al Capones”.

Até que naquele mesmo mês, durante a operação Vera Pax (Verdadeira Paz), o Ministério Público do Ceará (MPCE) prendeu dez membros de organizações criminosas que estariam por trás dos arranjos de pacificação. A realidade estava escancarada. Com a divulgação, não havia mais como negar os acertos – ou não, dada a postura de Costa.

No texto publicado, o secretário fez ainda uma provocação: “Não precisa ser especialista para responder à seguinte pergunta: você faria acordo com quem matou sua esposa, seu pai, sua irmã ou seu filho? A resposta é óbvia demais”. Nem tanto. Depende de para quem a pergunta é dirigida. No caso dos criminosos, membros de facções, há interesses outros, hierarquia e obediência. Tanto que, durante cerca de um ano, a resposta para essa pergunta foi um sonoro “sim”.

Costa, contudo, não deixa de ter razão. Obviamente, não se deve atribuir a queda dos homicídios em janeiro somente à trégua entre as facções. E isso nunca foi cogitado, pelo menos nas reportagens publicadas pelo O POVO.

O esforço das forças da Segurança Pública – e aqui estão inclusas as tropas do Ceará, estados parceiros e Governo Federal – deve ser reconhecido, é claro! Muito embora o aumento da ostensividade tenha um impacto maior na redução dos crimes contra o patrimônio e na elevação da sensação de segurança, a atuação desses agentes, inegavelmente, resultou na queda dos crimes contra a vida, sendo os envolvidos dignos
de agradecimentos.

Porém, negar de todas as maneiras a influência da trégua nesse resultado, diante do patamar da consolidação das facções no Ceará, e do já demonstrado poder de articulação desses criminosos, vide a duração do atual ciclo de atentados, soa desnecessário. Neste caso, sim, há desrespeito e ofensa à inteligência dos próprios policiais,
especialistas que são.

(Foto – Evilázio Bezerra)

Derrotada nas urnas, Rachel Marques volta à condição de servidora estadual da Saúde

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Raquel Marques, ex-deputada estadual petista, que tentou vaga na Câmara e não conseguiu, voltou ao batente.

Ela informou em seu Instagram que retomou atividades agora como psicóloga hospitalar, pois é servidora da Secretaria da Saúde do Estado.

Não disse, no entanto, se abandonou mesmo a política partidária. Ela é casada com o prefeito de Quixadá e ex-presidente estadual do PT, Ilário Marques.

Ceará lidera ranking da energia solar distribuída

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O Ceará liderou no País o ranking de geração distribuída de energia solar – aquela onde a geração de energia é feita pelo consumidor – com total de 31.239Kw no ano. A informação é do Observatório da Indústria, organismo ligado à Federação das Indústrias do Ceará (Fiec).

No ranking nacional geral da energia solar, o Estado ficou na sexta colocação.

Neste ano, o segmento solar do país espera crescer 44% e, de olho nesse mercado, a Sou Energy, empresa cearense, participa do Fórum de Distribuição de Energia, em Minas Gerais.

De acordo com Adriana Viturino, Gerente Comercial da Sou Energy, a expectativa de crescimento da empresa para 2019 pode chegar a 300%.

(Foto – Arquivo)

Livro de cearenses quer mostrar radiografia do sistema prisional brasileiro

Nos bastidores do sistema prisional brasileiro.

Os agentes penitenciários cearenses Manoel Serafim e Adailson d Silva, também psicólogo, filósofo, teólogo e escritor de 10 livros, estão finalizando o livro “Encarceramento em massa no Brasil: um raio x do sistema prisional brasileiro.” Serafim conta que é agente há mais 11 anos e que foi candidato a presidente do Sindasp por três vezes, com formação em Letras pela UFC.

Ele diz que o livro é dedicado a todos os agentes penitenciários do Brasil, mas enfrenta dificuldade para concretizá-lo, em razão do custo: cerca de RS 9.000,00. “Este valor se refere a diagramação, registo catalográfico, editora, arte gráfica etc. Já investimos uma quantia e, embora a obra já esteja pronta, não chegamos a este montante para materializá-la” explica Serafim.

Os dois autores pedem o apoio da sociedade para concretizar a obra. “Qualquer valor será prestimoso para finalização do projeto. Aquele que porventura queira e possa doar RS 50,00 ou mais, no ato do lançamento, receberá o livro sem qualquer ônus”, acentua.

SERVIÇO

Doações

Manoel Serafim da Silva – Bradesco
AG. 693
C/C 16739-8.

(Foto – Mauri Melo)

Prefeita de Granja inicia obras de recuperação de estradas, pontes e bueiros atingidos pelas chuvas

Tarcísio Souza (Granja) – A Prefeitura de Granja (Zona Norte) iniciou o conserto dos danos provocados pelas últimas chuvas no município. Mesmo assim, não haverá condições para normalização da infraestrutura, no que o Carnaval está mesmo cancelado, de acordo com a prefeita Amanda Aldigueri.

Há obras de reparo nas estradas do município, nas passagens molhadas, pontes e em bueiros que foram danificados pelas chuvas.

“A gestão municipal está intensificando todos os esforços necessários para reparação de todo o patrimônio público. A Defesa Civil está mapeando e de prontidãom caso haja necessidade durante a estação invernosa para realizar remoção de famílias, deslocamentos e pagamentos de alugueis sociais”, assegura a prefeita Amanda Aldigueri.

(Foto – Divulgação)

UFC inscreve para seleção de professor em Fortaleza e Sobral

A Universidade Federal do Ceará lançou o Edital nº 21/2019 (http://www.progep.ufc.br/edital-21-2019/) para seleção de professor substituto. São ofertadas três vagas, distribuídas entre o Departamento de Psicologia, em Fortaleza, e os cursos de Música e de Medicina, em Sobral. As inscrições começam na quarta-feira, dia 13, informa a assessoria de imprensa da Instituição.

Em Fortaleza, a vaga é para o setor de estudo Análise do Comportamento. O regime de trabalho é de 40 horas semanais e é exigido título de doutor. As inscrições ocorrerão presencialmente ou por procuração até o dia 15 de fevereiro, das 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas, no Departamento de Psicologia, localizado na área 2 do Centro de Humanidades da UFC (Avenida da Universidade, 2762, Benfica). A inscrição poderá ser reaberta com titulação menor em caso de inexistência de candidatos doutores.

Em Sobral, a vaga para o Curso de Música é no setor de estudo Regência, Linguagem e Estruturação Musical. O regime de trabalho é de 40 horas semanais e é exigido diploma de graduação. Os interessados podem se inscrever até o dia 19 de fevereiro, na coordenação do curso (Rua Coronel Estanislau Frota, 563, Centro), no horário das 14 às 20 horas.

A outra vaga do Campus da UFC em Sobral, para o Curso de Medicina, é no setor de estudo Endocrinologia/Semiologia Médica/Internato, com jornada de trabalho de 20 horas semanais. São aceitas inscrições de candidatos com título de mestre ou diploma de graduação. As inscrições ocorrem até o dia 19 de fevereiro, das 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas, na coordenação do curso (Av. Comandante Maurocélio Rocha Pontes, 100, Derby).

SERVIÇO

*Informações sobre inscrição, remuneração e programas de estudos estão detalhadas no Edital nº 21/2019 (http://www.progep.ufc.br/edital-21-2019/).

*Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas – (85) 3366 7407.

Jornalista Richardo Boechat morre em acidente de helicóptero

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Resultado de imagem para ricardo boechat

O jornalista, apresentador e radialista Ricardo Boechat morreu no início da tarde desta segunda-feira (11), aos 66 anos, em São Paulo.

O jornalista estava em helicóptero que caiu na Rodovia Anhanguera, em São Paulo, e bateu na parte dianteira de um caminhão que transitava pela via.

Boechat era apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM e colunista da revista IstoÉ. Ele também trabalhou nos jornais “O Globo”, “O Dia”, “O Estado de S. Paulo” e “Jornal do Brasil” e foi comentarista no Bom Dia Brasil, da TV Globo.

Ele ganhou três vezes o Prêmio Esso, um dos principais do jornalismo brasileiro e atuou em alguns dos principais veículos e canais do país.

Boechat estava dando uma palestra em Campinas, no interior do estado, e retornava a São Paulo nesta segunda, de acordo com jornalistas da TV Band.

Ao longo de uma carreira iniciada na década de 1970, esteve jornais como “O Globo”, “O Estado de S. Paulo”, “Jornal do Brasil” e “O Dia”. Na década de 1990, teve uma coluna diária no “Bom Dia Brasil”, na TV Globo.O jornalista, apresentador e radialista Ricardo Boechat morreu no início da tarde desta segunda-feira (11), aos 66 anos, em São Paulo.

O jornalista estava em helicóptero que caiu na Rodovia Anhanguera, em São Paulo, e bateu na parte dianteira de um caminhão que transitava pela via.

Boechat era apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM e colunista da revista IstoÉ. Ele também trabalhou nos jornais “O Globo”, “O Dia”, “O Estado de S. Paulo” e “Jornal do Brasil” e foi comentarista no Bom Dia Brasil, da TV Globo.

Ele ganhou três vezes o Prêmio Esso, um dos principais do jornalismo brasileiro e atuou em alguns dos principais veículos e canais do país.

Boechat estava dando uma palestra em Campinas, no interior do estado, e retornava a São Paulo nesta segunda, de acordo com jornalistas da TV Band.

Ao longo de uma carreira iniciada na década de 1970, esteve jornais como “O Globo”, “O Estado de S. Paulo”, “Jornal do Brasil” e “O Dia”. Na década de 1990, teve uma coluna diária no “Bom Dia Brasil”, na TV Globo.

(Fonte: G1)

Guilherme Sampaio reage a artigo do prefeito Roberto Cláudio

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Com o título “Como um código se torna da Cidade”, eis artigo do vereador Guilherme Sampaio (PT), em resposta ao artigo que veiculados há pouco, neste Blog, e que traz a assinatura do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), abordando o Código da Cidade. Confira:

O artigo aqui publicado no O POVO desta segunda-feira (11/02), de autoria do prefeito Roberto Cláudio, levou-me a refletir sobre a função política dessa lei, anteriormente conhecida como Código de Obras e Posturas.

Para chamar-se efetivamente o Código de Obras e Posturas de “Código da Cidade”, como propõe o Executivo, há de se compreender a dimensão política dessa mudança. Uma legislação a que se pretende batizar com este título deve representar o pacto político dos que habitam o território urbano quanto às formas de intervir sobre ele: transformá-lo, nutri-lo, preservá-lo, enfim, garantir sua função social. Isso vai muito além da elaboração de um “manual “ como o apresentado no artigo do prefeito.

Para que a iniciativa seja revestida, de fato, da intenção de traduzir um pacto é preciso, em primeiro lugar, que seja fruto de um acordo coletivo. Isso pressupõe diálogo, contrapesos que suprimam desequilíbrios econômicos e políticos entre os atores e, por fim, a celebração de consensos construídos pelo conjunto da sociedade. Onde se vê isso em Fortaleza atualmente? A gestão de Roberto Cláudio deixou morrer o Orçamento Participativo, instituído de forma ousada na gestão do Partido dos Trabalhadores. Os conselhos de políticas públicas foram esvaziados em seu prestígio e capacidade de interlocução política, perdendo seu protagonismo no debate, avaliação e proposição. A Lei de Uso e Ocupação do Solo foi recentemente aprovada, incluindo absurdos como a redução de áreas de interesse ambiental e a anistia irrestrita a infrações urbanísticas em pleno século XXI.

Com equívocos dessa natureza, não se pode falar de pacto! Pode-se até contemplar avanços na técnica, mas se não fundamentados na evolução da construção política, seus efeitos e aplicação acabam tornando-se reféns dos interesses menores dominantes de sempre, desde o Brasil colônia.

A apreciação do código da cidade pela Câmara Municipal pode ser uma oportunidade de exercitarmos práticas e métodos que superem esses equívocos. Como vereador, trabalharei por isso. Só assim, o código poderá ser, como disse o prefeito, um manual de cidadania.

*Guilherme Sampaio

Vereador do PT e Fortaleza.

(Foto – Camila de Almeida)