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A guinada à direita

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Com o título “A guinada à direita”, eis artigo de Catarina Rochamonte, doutora em Filosofia e professora da Uece. Ela bate duro nos “pseudointelectuais que se firma uma resistência à devastação moral que décadas de doutrinação de viés materialista, marxista e progressista que nos legou.” Confira:

Jair Messias Bolsonaro ainda não foi eleito Presidente da República, mas sua candidatura já representa um fenômeno na política brasileira.

Durante a campanha, a esquerda anunciou estrepitosamente que a vitória do seu demonizado adversário da direita seria o fim da democracia, mas o que vimos de ameaça à democracia saiu da faca de um fanático da esquerda, da boca de José Dirceu e das inúmeras denúncias de prováveis fraudes nas urnas eletrônicas, todas elas prejudicando o candidato do PSL.

O reduto midiático e acadêmico de uma elite cultural meio alheia à realidade do brasileiro comum sente certa dificuldade para compreender o que se passa no Brasil e no mundo. Como assim Donald Trump foi eleito? Como assim estão a eleger o Trump brasileiro? Como assim nós intelectuais, artistas, pessoas com mais consciência política não conseguimos convencer o povo de que estavam elegendo a encarnação de Adolf Hitler? Como assim “ele” subiu nas pesquisas depois do “#EleNão”? Como assim fugiram do nosso cabresto ideológico?

Não compreendem, esses pseudointelectuais, que se firma uma resistência à devastação moral que décadas de doutrinação de viés materialista, marxista e progressista nos legou. Não compreendem que em um País no qual boa parte da população não tem sequer saneamento básico não se leva a sério quem se exalta na defesa de banheiro trans; que em um País com saúde pública caótica só pessoas comprometidas ideologicamente se ocupam da luta pela legalização do aborto; que em um País com índices alarmantes de homicídios só políticos hipócritas pensam mais no criminoso do que na vítima; que em um País de maioria cristã não se admite facilmente que nossa moral seja escarnecida dia a dia e que se imponha goela abaixo dos pais as idiossincrasias sexuais de pedagogos vitimados pela lavagem cerebral de um sistema educacional decadente. Não compreenderam nada disso e por isso se espantaram nessas eleições.

Catarina Rochamonte Doutora em Filosofia e professora da Universidade Estadual do Ceará – Uece

Caixa Cultural de Fortaleza lança catálogo e promove debate sobre curadoria de HQs

A CAIXA Cultural Fortaleza promoverá nesta terça-feira, 9, às 19 horas, debate sobre o tema “A Curadoria de exposições de Histórias em Quadrinhos”.

Essa atividade acontecerá por ocasião do lançamento do catálogo da mostra “O Ordinário Rafael Sica”, que reúne trabalhos de um dos principais nomes da nova geração de história em quadrinhos do país, com visitação até o dia 4 de novembro.

O debate contará com a participação de Pedro PJ Brandão, do podcast “HQ Sem Roteiro”, e Weaver Lima, curador da exposição.

SERVIÇO

*CAIXA Cultural Fortaleza – Avenida Pessoa Anta, 287, Praia de Iracema

*Entrada Franca

*Exposição de visitação – De terça a sábado, das 10 às 20 horas | domingo, das 12 às 19 horas.

*Mais Informações – (85) 3453-2770.

(Foto – Divulgação)

Meirelles não deve apoiar Fernando Haddad

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Se depender de Henrique Meirelles (MDB), não virá apoio dele para o candidato a presidente da República pelo PT, Fernando Haddad, no segundo turno do pleito. É o que informa a Veja Online.

Isso porque Meirelles discorda radicalmente da revogação do Teto de Gastos, coisa do então candidato quando ministro da Fazenda do governo Temer.

Ele enxerga a ideia defendida com ênfase pelo PT como irresponsabilidade fiscal.

(Foto -Agência Brasil)

TSE – Eleitor que não votou no primeiro turno, poderá votar no segundo turno

O eleitor que não votou no primeiro turno das eleições, no domingo, 7, poderão votar no segundo turno, que está marcado para o próximo dia 28. A informação é do Tribunal Superior Eleitoral.

Mas isso caso o eleitor não tenha nenhuma pendência com a Justiça Eleitoral. Quem faltou as eleições do primeiro turno precisa justificar a ausência no cartório eleitoral ou online, por meio do sistema Justifica, até o dia 6 de dezembro. Agora, quem faltar ao segundo turno deverá se justificar até o dia 27 de dezembro.

Para justificar o voto, o eleitor precisa apresentar documentos que comprovem o fato que impediu o comparecimento às urnas. A não justificativa do voto está sujeita a multa, problemas para votar em outras eleições e mesmo o cancelamento do título (caso as faltas ocorram três vezes consecutivas).

No Ceará, o segundo turno decidirá apenas as eleições presidenciais. Em 14 estados, os eleitores também votarão para decidir governador.

(Com POVO Online)

Justiça Estadual fará leilão de pousada em Caucaia

A Justiça Estadual de Caucaia (Região Metropolitana de Fortaleza), em parceria com o leiloeiro oficial Francisco Freitas, promoverá leilão presencial e eletrônico na próxima quinta-feira, 11 de outubro, a partir das 14 horas, no Fórum Municipal e pelo site leiloesjudiciais.com.br/ce.

Serão leiloadas instalações para pousada com três edificações, 10 apartamentos, restaurante, bar e piscina, localizadas em Caucaia.

SERVIÇO

*Interessados podem obter informações pelo site leiloesjudiciais.com.br/ce

*Também pelo 0800-707-9272.

PT só apanhou 5% do que deveria até agora, avisa presidente do partido de Bolsonaro

Em conversa com a Coluna Radar, da Veja Online, Gustavo Bebianno, presidente nacional do PSL, partido de Jair Bolsonaro, disse que o PT só apanhou 5% do que deveria até agora.

“No segundo turno, vamos bater os 95% que eles merecem. Vamos aumentar os ataques ao PT. Essa quadrilha será varrida da história do Brasil”, disse.

Bebianno é um dos principais articuladores da campanha de Bolsonaro e cotado para o cargo de ministro da Justiça caso o candidato seja eleito.

(Foto – Reprodução de TV)

O Brasil joga roleta russa

Com o título “Brasil joga roleta russa”, eis artigo de Haroldo Barbosa, jornalista filiado à Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. Ele comenta o cenário deste segundo turno da eleição presidencial. “Maioria do eleitorado que votou na extrema direita não é de fascistas. É de pessoas indignadas com a política tradicional que cederam ao forte apelo ao senso comum e aos preconceitos enraizados, inclusive ao antipetismo”, diz o articulista. Confira:

A política levou o país, nesse 7 de outubro de 2018, a uma roleta russa eleitoral. Clique vazio foi por pouco, mas o tambor já está girando de novo. Brasil entrou em espiral rumo a barbárie em ritmo acelerado. Apoio aberto ou envergonhado ao fascismo perpassa política, justiça, imprensa, forças armadas, igrejas e o escambau!

O Judiciário, em particular o TSE, ficou inerte frente ao festival de fake news desencadeado pela campanha do Bolsonaro e às ameaças feitas pelo próprio de que, se não ganhar, não aceitará resultado das eleições. O WhatsApp foi o principal meio utilizado para espalhar mentiras e meias verdades (má informação, informação incorreta e desinformação).

Maioria do eleitorado que votou na extrema direita não é de fascistas. É de pessoas indignadas com a política tradicional que cederam ao forte apelo ao senso comum e aos preconceitos enraizados, inclusive ao antipetismo. Não se pode negar no entanto que entre o eleitorado de direita há uma parcela substancial de fascistas, racistas, machistas, misóginos, homofóbicos, xenófobos e por aí vai. Também houve compra de votos e votos de cabresto, inclusive boa parte do voto dos evangélicos vai nesse sentido.

A desilusão com a política fica explicita na abstenção. Quase 30 milhões de eleitores não compareceram às urnas. Um percentual de 20,3% do eleitorado do país. No Ceará, o índice foi de 17,3%. Votos brancos e nulos em todo o Brasil somam 10,3 milhões (8,8%). Leve-se em conta ainda que mais de 3 milhões de títulos eleitorais foram cancelados pelo TSE e não entram nestes percentuais. Rejeição aos dois partidos que antes dominavam o espectro político (PSDB e PT), também mostra isso.

Está clara a falência da democracia representativa e deste modelo político partidário. Uma parte das pessoas que participaram do protesto nas eleições o fez por desilusão, de forma espontânea. Mas outra parcela se absteve devido a atividade de grupos, pessoas e organizações que buscam uma saída para a crise fora dos marcos da política tradicional. E aqui não há nenhuma defesa de golpe, ditadura ou coisa do gênero. Pelo contrário.

Crise do capital chegou a um ponto em que é preciso que as elites usem o Estado para rapinar todos recursos (dívida pública é exemplo), eliminar direitos elementares, privatizar, desregulamentar quase tudo e reprimir de todas as formas aqueles(as) que se opõem a isso. Nessa situação, até o jogo de aparências da “democracia sem povo” se torna incompatível. E é a isso que estamos sendo submetidos.

A esquerda tradicional (e eleitoral) não consegue responder a isso. É parte do problema e não da solução, que não está dentro dos marcos do capitalismo. Bolsonaro se vende como o “candidato antissistema”, quando é na verdade seu mais ferrenho representante e de todo o atraso oriundo do mesmo.

O retrocesso e a falência da política são sintomas das necessidades do mercado e que apontam para a autodestruição da sociedade. Trump e Bolsonaro são produtos dessa lógica suicida. Ou rompemos com a mesma, ou não há esperanças para o Brasil e para o planeta.

*Haroldo Barbosa
Jornalista / Pós-Graduado em Comunicação em Mídias Digitais – Filiado da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

Janaína Paschoal diz que abandona Jair Bolsonaro se ele se mostrar autoritário

Deputada estadual mais votada da história do Brasil, com mais de 2 milhões de votos de São Paulo, a advogada Janaína Paschoal (PSL) disse, nesta segunda-feira (8), que não se arrepende de ter recusado ser vice na chapa do presidenciável Jair Bolsonaro. Ela ainda rechaçou as críticas de que ele teria um viés autoritário. Janaína Paschoal, em entrevista ao Portal UOL, disse que “quem faz parceria com ditadura é o PT”.

“Quem defende que a Venezuela é uma democracia é o PT. Acho tão interessante, eles ficam presos no passado, mas as ditaduras do presente eles referendam”, declarou.

“Sou contrária a toda e qualquer ditadura, de direita, de esquerda, civil, militar, do passado e do presente. Sou defensora da Constituição Federal, sou contrária a essa história de chamar Constituinte, seja proposta do [Fernando] Haddad [presidenciável do PT], seja a proposta feita pelo vice [Hamilton] Mourão [vice na chapa de Bolsonaro]” afirmou.

Janaína também defende que continua apoiando Bolsonaro, mas que mudará sua posição que caso ele mostre seguir caminhos autoritários.

(Foto – Agência Senado)

Casal evangélico ganha mandatos com votos também da esquerda

Um casal comemorou muito ao final da apuração dos votos no Ceará. Ou melhor, orou e agradeceu a Deus.

A deputada estadual Dra. Silvana (PR), aquele que fez pregações contra o feminismo, a ideologia de gênero e em defesa da família, obteve a reeleição graças ao apoio evangélico e do seu trabalho como médica, segundo assessores.

Com ela, foi eleito o seu marido, o Dr. Jaziel, para a Câmara dos Deputados. Ele contou com o respaldo evangélico, mas votações como as de Célio Studart (PV) e de Luizianne Lins e José Guimarães , estes do PT que o casal não tolera, ajudaram a puxar mais um nome da coligação.

Eis a turma da esquerda ajudando, como diria a Bíblia, a manter esse cordão não de três, mas de duas dobras na política

Eleições presidenciais – Imprensa internacional diz que Bolsonaro dividiu o Brasil

O resultado do primeiro turno das eleições presidenciais no Brasil é destaque nos principais jornais do mundo hoje (8). Em manchetes que ocuparam espaços privilegiados nas primeiras páginas, a imprensa internacional ressaltou a surpresa com a conquista de Jair Bolsonaro (PSL), que obteve quase metade dos votos entre os eleitores.

O “choque” de grande parte dos brasileiros diante do número foi o tom da matéria do The Washington Post. A reportagem destaca que a campanha de Bolsonaro dividiu a maior nação da América Latina ao longo de linhas raciais e de gênero e lembrou que, muitas vezes, o candidato do PSL é comparado ao presidente norte-americano Donald Trump.

O The New York Times destacou que “o candidato de extrema direita que falou com carinho da antiga ditadura militar do Brasil e teceu comentários ofensivos sobre mulheres, negros e gays chegou perto de uma vitória na eleição presidencial de domingo.”

A matéria revela, ainda, o atual cenário brasileiro marcado pela repulsa da população à política e de defesa do combate à criminalidade e corrupção.

Em tom mais ameno, a emissora pública BBC, do Reino Unido, estampa em sua página na internet a disputa, em segundo turno, entre Bolsonaro e Fernando Haddad, marcada para 28 de outubro.

O mexicano La Jornada destaca a “distância confortável” que Bolsonaro teve em relação a Haddad. Segundo o jornal, “será difícil para a esquerda reverter o resultado na eleição presidencial.”

O jornal aponta as várias surpresas negativas para a esquerda durante o pleito, citando as derrotas para o Senado do veterano Eduardo Suplicy, por São Paulo e, em Minas Gerais, da ex-presidente Dilma Rousseff.

Vizinhos

Entre jornais sul-americanos, o argentino Clarín, de Buenos Aires, estampa a manchete “Jair Bolsonaro varre o Brasil e fica com ampla vantagem para a votação com Fernando Haddad”.

O jornal destaca que o ex-capitão do Exército fechou o score com uma diferença de quase 17 pontos, o que pode revelar uma tendência sobre o segundo turno.

O periódico também veiculou a mensagem transmitida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos seus seguidores, na qual afirma que o Brasil caminha para “o diálogo e respeito” e aposta que “a esperança superará o ódio”.

Europa

O jornal português Diário de Notícias mostra um “Brasil partido ao meio” e destaca que faltou pouco para o candidato Jair Bolsonaro vencer em primeiro turno. O jornal Público também estampou que o Brasil deixou Bolsonaro com um pé na presidência.

Mais crítico, o francês Le Monde descreve a conquista da maior parte dos votos pelo candidato “nostálgico da ditadura militar, às vezes rude, racista ou homofóbico”.

Lembra, ainda, o momento em que os holofotes da política se viraram para Bolsonaro, durante a sessão no Congresso, em abril de 2016, quando, ao votar a favor do impeachment de Dilma Rousseff (PT) ,dedicou sua escolha “em memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra”, acusado de ser um dos torturadores da ditadura militar.

O El País, da Espanha, reservou o maior espaço ao assunto entre todas as publicações, classificando o resultado como uma “onda conservadora que tomou o país e garantiu ampla vantagem a Bolsonaro no segundo turno para se tornar o próximo presidente do Brasil.”

A publicação ressalta a polarização aguda entre os presidenciáveis, comparando com “água e óleo” e considera o pleito como uma das eleições mais emocionantes da história democrática.

Barricada

O jornal espanhol também traz manchetes com o posicionamento da região Nordeste, “a barricada do PT” e as perdas do partido de esquerda como a derrota de Dilma Rousseff ao Senado por Minas Gerais. Os tucanos também aparecem nas matérias do El País, que destaca derrotas como no comando do estado de Mato Grosso e a luta por votos que o PSDB ainda espera conquistar em seis estados.

O inglês The Times mostrou que “o Brasil chegou perto de eleger um presidente de extrema direita” revelando uma onda de apoio ao populista, considerado a resposta da América Latina a Donald Trump”.

Também da Inglaterra, o The Guardian lembra que Bolsonaro venceu em número de votos, mas não teve ainda a vitória e comparou a campanha “improvável e eletrizante do candidato de extrema-direita a “qualquer telenovela brasileira”.

O italiano L`Opinione e, na Alemanha, a Deutsche Welle (DW), lembraram que o Brasil terá que definir o futuro presidente em um segundo turno e destacaram os percentuais de votos dos dois presidenciáveis. O mesmo destaque foi dado pelo China Daily, do outro lado do mundo.

(Agência Brasil)

 

Capitão Wagner já se cacifa para a disputa de 2020 em Fortaleza

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Em primeiro na votação para a Câmara dos Deputados, o Capitão Wagner, deputado estadual e presidente regional do Pros, não escondia dos correligionários: em 2020, voltará a disputar a Prefeitura de Fortaleza.

Em 2014, Wagner perdeu no pleito de segundo turno para o prefeito Roberto Cláudio (PDT).

Se o cenário futuro tiver como presidente Bolsonaro, a história pode mudar, garantem observadores políticos.

Dólar cai para R$ 3,74 e bolsa opera em alta

O dólar abriu nesta segunda-feira (8) em baixa de 2,92%, cotado a R$ 3,745 para a venda. Já o índice Ibovespa da Bolsa de Valores de São Paulo opera em alta de 6%, aos 87.262 pontos.

Isso, após os resultados do primeiro turno das eleições que mandaram para a disputa de segundo turno Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

(Com Agência Brasil e EFE)

Uma decisão sábia nestas eleições

Com o título “Uma decisão sábia”, eis o Editorial do O POVO desta segunda-feira. Confira:

Os eleitores brasileiros decidiram que haverá segundo turno nas eleições presidenciais, com Jair Bolsonaro (PSL) obtendo 46% e Fernando Haddad (PT) ficando com 29% (em números redondos). Os dados confirmam a perspectiva de que a disputa se afunilaria entre esses dois candidatos. Bolsonaro reinicia a disputa com grande vantagem, mas isso não significa que tenha a vitória assegurada. A segunda etapa é uma nova eleição e a polarização entre os dois candidatos será mais intensa do que nunca.

Apesar de apertada, foi uma decisão sábia dos eleitores em assegurar um segundo turno. Agora os dois candidatos terão de se apresentar de maneira mais completa, expondo a inteireza de suas propostas para governar o País. Será importante que ambos se disponham a comparecer a debates, de modo que as suas ideias sejam confrontadas, ao tempo em que se tornam mais bem conhecidas dos eleitores. Será também a oportunidade de os candidatos afirmarem ou confirmarem o compromisso com a democracia e o respeito à vontade soberana do povo.

Nesse quesito, Bolsonaro já começa mal. Em vez de comemorar a sua expressiva vitória parcial, preferiu voltar a questionar as urnas eletrônicas. Para o candidato se não houvesse “problema” com o sistema eletrônico, ele já estaria eleito. Disse ainda que aconteceu “muita coisa”, sem explicar o quê, e afirmou que recorreria ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para exigir “soluções” para o que aconteceu. A questão é que as urnas eletrônicas já vêm sendo utilizadas há mais de 20 anos, sem nunca haver sido comprovado nenhum tipo de fraude. Ele também pediu a “união” de seus eleitores e fez acenos ao Nordeste, única região em que perdeu, tratando os nordestinos como um “povo, humilde, conservador e trabalhador”.

Haddad, por sua vez, disse ser preciso encarar o segundo turno com “sobriedade” e “senso de responsabilidade” e que pretende “unir os democratas do Brasil”. Será um trabalho difícil superar o adversário, devido à desvantagem com a qual começa a nova jornada.

O cidadão que irá decidir quem será o próximo presidente também terá uma tarefa complicada pela frente, pois os dois candidatos chegam ao segundo turno com taxa de rejeição acima de 40%. Um bom guia para a decisão do eleitor está na recente pesquisa do Datafolha mostrando que 69% dos brasileiros consideram o regime democrático como a melhor forma de governo para o País. Portanto, um item fundamental para a decisão será escolher um candidato que tenha um profundo respeito pela democracia e se comprometa a atuar dentro desses marcos. Esta seria a melhor homenagem que poderia receber a nossa Constituição, que completa este ano o seu 30º aniversário.

(Editorial do O POVO)

Novo Terminal – Fraport aguarda mais uma licença da Semace

A Fraport, gestora do Aeroporto Internacional Pinto Martins, com sete ações no canteiro das obras de ampliação do terminal de passageiros, ainda aguarda uma licença a ser liberada pela Semace.

Diz respeito a soltura de animais silvestres por ventura capturados durante o desmatamento no projeto. Esse item atrasa algumas etapas do projeto.

(Foto – Paulo MOska)

Troféu Equilibrista – Ibef entrega premiação em novembro

O Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef-CE) promoverá, no dia 13 de novembro, às 19 horas, no Hotel Gran Marquise, a oitava edição do Prêmio Equilibrista.

Neste ano, três executivos foram indicados por seu desempenho profissional e competência administrativa. São eles: Ari de Sá Neto, do Sistema Ari de Sá; Joana Jereissati, do Grupo Jereissati; e Pedro Lima, do Grupo 3Corações. O evento também premia o destaque em Empresa Padrão 2018. A rede de supermercados Mercadinhos São Luiz conquistou o maior número de votos e foi eleita a Empresa Padrão 2018.

O Troféu Equilibrista reconhece empresários que se destacam no mundo das finanças e que mostram desenvoltura de executivo em tempos de adversidades.

(Foto – Divulgação)

Bolsonaro permanece em casa, enquanto Haddad tem reunião com Lula

Os candidatos à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), têm agendas distintas hoje (8). Bolsonaro permanece em casa, em um condomínio na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, como fez ao longo do primeiro turno. Haddad foi a Curitiba, onde se reunirá com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e concederá entrevista.

Seguindo o costume consolidado na campanha eleitoral, Bolsonaro e os filhos Flávio, eleito senador pelo Rio de Janeiro, e Carlos, também vitorioso para a Câmara, utilizaram as redes sociais para se comunicar com o público.

Na conta pessoal de Flávio Bolsonaro, o senador eleito agradeceu os votos obtidos pelo pai.

“Muito obrigado aos quase 50 milhões de brasileiros que confiaram o voto a @jairbolsonaro , em especial ao povo do Nordeste, que nos deu votação surpreendentemente alta, elegendo, inclusive, deputados do PSL que se candidataram pela 1ª vez – uma grande demonstração de confiança”, disse.

(Com Agência Brasil)