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Setor do transporte interestadual de passageiros registra queda de 10%

O setor de transporte interestadual experimentou queda de 10% na movimentação de passageiros no primeiro quadrimestre deste ano.

Quem dá a informação é Paulo Porto, diretor da Expresso Guanabara e presidente da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre (Abratt).

Paulo não faz rodeios. Ele diz que isso é reflexo da crise econômica, hoje sofrendo a crise política.

Conselho de Comunicação quer criminalizar anúncio em emissoras piratas

O Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional aprovou nesta segunda-feira (5) relatório com recomendações sobre uma série de projetos em análise nas duas Casas do Congresso Nacional.

Entre outros, o colegiado recomenda a aprovação do Projeto de Lei do Senado (PLS) 468/09, do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), que define como crime anunciar em emissoras piratas.

A proposta altera a lei que instituiu o Código Brasileiro de Telecomunicações (Lei 4.117/62), para dar àqueles que contratam propaganda em TVs e rádios que operam ilegalmente a mesma punição prevista para os responsáveis pela operação dessas emissoras.

O projeto, que passou pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática, aguarda escolha de relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado.

O relatório foi elaborado por comissão formada pelos conselheiros Walter Ceneviva, José Francisco Araújo Lima e Marcelo Cordeiro.

Os conselheiros Celso Augusto Schröder e Davi Emerich foram contrários à recomendação de aprovação do projeto. Para Schröder, a proposta pode criminalizar rádios e TVs que estão em situação irregular, mas que não são necessariamente piratas.

Já Emerich sugeriu o arquivamento do projeto por entender que a legislação já pune esse tipo de conduta. Marcelo Cordeiro, contudo, ressaltou que o projeto não é desnecessário, já que a pena de um a dois anos de detenção prevista na proposta não atinge hoje o financiador das emissoras ilegais, entendimento que prevaleceu no conselho.

(Agência Câmara Notícias)

Banco Mundial reduz previsão de crescimento da economia brasileira para este ano

O Banco Mundial reduziu a previsão de crescimento da economia brasileira este ano. A atualização do documento Perspectivas Econômicas Mundiais, divulgado ontem (4), prevê crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, de 0,3%. A estimativa ficou 0,2 ponto percentual menor do que a informada em janeiro e está abaixo da projeção do mercado financeiro (0,5%).

Mesmo com expectativa de crescimento menor, o banco ressalta que o Brasil deve sair “lentamente” da recessão neste ano. “Indicadores de atividade melhoraram, incluindo a retomada do crescimento da produção industrial e expansão das exportações, assim como ganhos de confiança. Entretanto, o país continua a lutar contra o crescimento do desemprego e as consideráveis necessidades de ajuste fiscal”, diz o documento.

Em 2018, o Banco Mundial espera que o crescimento do Brasil chegue a 1,8%, a mesma projeção divulgada em janeiro. “O crescimento na América Latina e no Caribe deverá se fortalecer para 0,8% em 2017, quando o Brasil e a Argentina emergem da recessão e o aumento dos preços das commodities [matérias-primas com cotação internacional] apoia os exportadores agrícolas e de energia”, diz o relatório. A previsão para o crescimento da região em 2018 é 2,1%.

A previsão para o crescimento da economia mundial é de 2,7% em 2017, estimulado pela indústria e comércio, aumento da confiança do mercado e estabilização do preço de commodities. Para 2018, a previsão de expansão do PIB mundial é de 2,9%.

(Agência Brasil)

Fortaleza ganha mais uma galeria de arte

Fortaleza ganhará nesta terça-feira, às 19 horas, mais uma galeria de arte. É a DB Galeria, que fica situada na rua João Brígido, 915 – Loja 3 (Bairro Joaquim Távora).

A abertura será com obras de 14 artistas, entre gravuras, pinturas e esculturas, informa Dias Brasil, artista e diretor do equipamento.

Numa época em que só se fala em crise, eis um empreendimento que merece todo apoio.

(Foto – Evilázio Bezerra)

Mulher-Maravilha atraiu 1,3 milhão aos cinemas do Brasil

Em seu fim de semana de estreia, o longa “Mulher-Maravilha” atraiu 1,3 milhão de espectadores nos cinemas do Brasil. Segundo dados da consultoria ComScore, a trama já arrecadou 23,5 milhões de reais no país.

Em segundo lugar nas bilheterias vem a franquia “Piratas do Caribe – A Vingança”. O filme foi visto por 574 mil pessoas, com renda de 9,7 milhões de reais.

Na terceira posição, “Rei Arthur – A Espada”. Foram 58 mil espectadores, arrecadando 1 milhão de reais. As informações são da Veja Online.

Petrobras divulga Relatório de Sustentabilidade 2016

A Petrobras divulga nesta segunda-feira (05/06) o Relatório de Sustentabilidade 2016. A publicação reúne informações sobre o desempenho operacional, econômico, social e ambiental da companhia. Pela primeira vez, o documento faz correlação com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU), um conjunto de 17 objetivos que envolve temas como mudança do clima, uso sustentável dos oceanos e dos ecossistemas terrestres, crescimento econômico, consumo e produção sustentáveis, dentre outros. Outra novidade do relatório é a representação, por meio do modelo de negócios, da atuação da companhia em sustentabilidade e dos fatores determinantes para seus resultados e capacidade de gerar valor, segundo informa a assessoria de comunicação da estatal.

Dentre os dados divulgados no documento estão os avanços na gestão ambiental da Petrobras. A companhia tem investido em programas e ações de otimização de processo e mitigação de emissões, tais como a modernização de instalações, a utilização de equipamentos mais eficientes, o aumento do aproveitamento de gás natural, a padronização de projetos e práticas operacionais e investimentos em pesquisa e tecnologia. Em 2016, houve redução de cerca de 15% das emissões absolutas de gases de efeito estufa em relação a 2015.

Ações de reuso de água também obtiveram resultados relevantes. Em 2016, a Petrobras reutilizou 24,8 milhões de m³ de água, o que corresponde a 11,5% da demanda total de água doce da companhia e é suficiente para abastecer, por exemplo, uma cidade de aproximadamente 600 mil habitantes por um ano.

O relatório apresenta ainda as linhas de pesquisa desenvolvidas pela Petrobras e instituições parceiras, que colaboram para a evolução dos negócios e para o avanço tecnológico do setor de petróleo e gás. Foi investido em projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) um total de R$ 1,8 bilhão, em 2016. Do total de investimentos, R$ 548,5 milhões foram aplicados em parcerias com 90 universidades e institutos de pesquisa no Brasil e com 21 instituições internacionais. Ao longo de 2016, foram solicitados pela Petrobras 24 pedidos de patente no Brasil e 38 no exterior.

Na área socioambiental foram investidos R$ 120 milhões por meio do Programa Petrobras Socioambiental, contemplando 470 iniciativas. Entre elas o projeto Tamar, que completou 35 anos de parceria com a Petrobras em 2017 e espera atingir a marca de 35 milhões de filhotes protegidos até o final do ano. O Tamar é membro da Rede Biomar, grupo composto também pelos Projetos Albatroz, Baleia Jubarte, Coral Vivo e Golfinho Rotador. Referência em conservação da biodiversidade marinha no Brasil, a Rede Biomar abrange 12 espécies ameaçadas de extinção, com classificações que vão de vulnerável a criticamente em perigo. Nesses dez anos de trabalho, a rede atuou diretamente em 10 estados, compreendendo 54 municípios.

SERVIÇO

*Confira a íntegra do relatório no link: http://www.petrobras.com.br/pt/sociedade-e-meio-ambiente/relatorio-de-sustentabilidade/

Números da violência contra a mulher são tema de debate universitário

Uma em cada três mulheres sofreu algum tipo de violência no Brasil. Os dados, divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança, apontam que 22% das brasileiras sofreram alguma agressão verbal em 2016, o que representa um universo de 12 milhões de vítimas. Pelo menos 10% da população feminina sofreu ameaça de violência física e 8% foram vítimas de violência sexual. Cerca de 503 mulheres são vítimas de agressão física por hora. Para discutir o problema a DeVry | Fanor promove a I Semana da Conscientização da violência contra a mulher. O evento será aberto, às 19 horas desta segunda-feira, e prosseguirá até a próxima sexta-feira, no auditório da Instituição.

Haverá, nesse horário, na Praça de Alimentação, uma simulação de agressão verbal entre um casal de namorados. Eles vão iniciar uma discussão e o namorado começará a agredi-la verbalmente e ameaçá-la. O intuito do experimento, segundo orgnanizadores, é identificar as reações dos alunos e colaboradores presentes no local. A ideia é introduzir o tema da semana, chamando atenção para as violências feitas contras as mulheres e suas naturalizações.

Nesta terça-feira, haverá exposições de fotos nos banheiros da faculdade para incitar a reflexão. Nos banheiros masculinos serão coladas imagens com dados estatísticos das violências contra a mulher. Já nos banheiros femininos, serão frases de empoderamento e melhoria de auto estima.

Na quarta-feira, especialistas discutirão o tema: “Direito e Psicologia: contribuições teóricas e práticas no atendimento de mulheres vítimas de violência”. Às 9 horas do mesmo dia, haverá no hall do térreo um flashmob inspirado no movimento mundial ONE BILLION RISING. Esse movimento trata da luta pelo fim da violência contra as mulheres. O flashmob é uma dança programada com alguns integrantes da equipe. Na mesma apresentação haverá exposição de cartazes com frases embasadas na luta pelos direitos das mulheres.

Médicos alertam para riscos de acidentes com fogos de artifício neste clima de festão junino

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Com o início da tradicional temporada de festas juninas, especialistas recomendam redobrar os cuidados para evitar acidentes com fogos de artifícios. O alerta se deve ao fato de que o mês de junho costuma engrossar o número de internações e mortes relacionadas à queima de fogos utilizados nas brincadeiras.

Segundo levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM), baseado em informações do Ministério da Saúde, de 2008 a 2016 ocorreram 4.577 internações de pacientes que se queimaram com artefatos explosivos. A média no país é 85 atendimentos só nos meses de junho, o que corresponde a um terço do total de ocorrências anuais.

O estado da Bahia lidera o número de acidentes, seguido de São Paulo e Minas Gerais. “Nós interpretamos que seja em função da nossa cultura, da nossa tradição. Aqui na Bahia, e no nordeste todo, a grande festa do calendário anual de festas é o São João. Mas, o grande drama é que essa tradição cultural tem nos fogos de artifícios uma das mais tradicionais expressões. É aí que surge o problema, porque as pessoas se queimam, centenas precisam ser internadas e muitas delas ficam mutiladas pelo resto da vida”, explica Jecé Brandão, vice-presidente do CFM, e conselheiro da entidade pelo estado da Bahia.

A probabilidade de ocorrência desse tipo de acidente cresce também no período de festas de fim de ano e em manifestações populares, como o que ocorreu recentemente durante os protestos em Brasília, no qual um rapaz perdeu alguns dedos da mão.

“Esses fogos em vez de explodirem no ar eles explodem dentro do morteiro, aí causam lesões catastróficas. São lesões mutilantes com perdas de dedos, perda de função e isso vai levar também à perda da qualidade de vida do paciente. Existem lesões menores, queimaduras que nem precisam de cirurgias reparadoras, não deixam tanta sequela, mas exigem tratamento prolongado, sacrifício do paciente, da família e também o custo social para o próprio país”, explica o cirurgião Carlos Henrique Fernandes, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão.

Os médicos explicam que os fogos e explosivos além de provocar queimaduras e mutilações podem deixar outras sequelas graves e irreversíveis. “Nós estamos falando de 4.500 pessoas que foram gravemente queimadas, porque a grande maioria não fica internada. Muitas delas ficaram com sequelas de perda de dedo, perda da mão, às vezes, esses fogos atingem a retina e provocam uma cegueira. Ou às vezes, o explosivo é tão intenso que rompe o tímpano e o indivíduo fica surdo pelo resto da vida”, explica Jecé.

Os acidentes podem ainda levar à morte. Nos últimos dez anos ocorreram mais de 100 óbitos causados por queimaduras graves de fogos de artifício. Só em 2015, último ano que se tem registro de mortalidade por esta causa, foram 18 mortes, segundo o levantamento do CFM. A maioria das vítimas são homens e jovens.

“A mortalidade é diretamente proporcional à qualidade do atendimento que essas pessoas precisam receber. São pacientes extremamente difíceis de serem tratados, porque a pele é o grande anteparo entre o meio interno do ser humano e o mundo de micróbios e bactérias que estão na atmosfera e no ambiente natural. Então, quando a gente perde a integridade da pele o indivíduo fica vulnerável à infecção, que é o grande fator que leva à morte”, explica o médico.

Prevenção

O alerta dos médicos é dado nas vésperas do Dia Nacional de Luta Contra Queimaduras , celebrado em 6 de junho. O objetivo é motivar os municípios a restringirem o uso dos fogos nas manifestações culturais e aumentarem o controle sobre a entrada desse tipo de artefato nos eventos.

O médico cita o exemplo do município Cruz das Almas, que proibiu a prática conhecida como “guerra de espadas”. A brincadeira em que pessoas lutam com chamas de fogo é considerada crime desde 2011 na cidade. “Se a gente constata que uma coisa está matando objetivamente pessoas que, na grande maioria, estão entre 20 e 40 anos, são adultos jovens que vão brincar e perdem suas vidas, então está na hora de fazer um grande debate sobre isso e democraticamente abolir esses elementos perigosos da festa”.

O cirurgião Carlos Henrique cita também como exemplo a proibição de fogos de artifício em eventos esportivos. “Uma coisa que no passado nós tínhamos, mas conseguimos eliminar, eram acidentes com fogos nos eventos esportivos, principalmente nos jogos de futebol. Hoje, com o controle da polícia impedindo o acesso de fogos aos estádios, esses números diminuíram bastante”, relata Carlos.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão chama atenção ainda para o risco do manuseio clandestino dos fogos. “Existem diversos tipos de fogos de artifícios, desde os mais até os menos potentes. Mas, mesmo os menos potentes são suficientes para causar queimaduras, machucar a mão das pessoas. Então, as orientações principalmente são de que as pessoas utilizem os fogos de artifício de acordo com as recomendações dos fabricantes. Muitas vezes, pra aumentar o poder dos fogos, as pessoas começam a misturar pólvora, a manusear isso irregularmente”, disse.

Além da campanha de prevenção, a entidade médica quer aproveitar o período de festas juninas para fazer uma pesquisa sobre os principais acidentes que atingem as mãos. “Só com a continuidade das campanhas, com a educação, principalmente das crianças para que elas evitem brincar com fogos de artifício é que a gente vai conseguir ter uma diminuição dessa prevalência”, disse Carlos.

Em caso de acidentes, os especialistas orientam ainda que a vítima não deve se automedicar e deve ser encaminhada imediatamente a um centro especializado. “Há uma orientação de não colocar nada [no local queimado], porque as pessoas tem a tradição de colocar manteiga, pasta de dente, a pomadinha que tem em casa. A orientação é não fazer absolutamente nada. No máximo, pode lavar um pouco com água limpa, mas não deve cobrir. O ideal é levar para serviço médico, porque a região onde acontece a queimadura fica exposta a infecções, de forma que quanto menos manipular a região queimada antes de levar ao serviço médico é melhor”, recomenda Jecé.

(Agência Brasil)

Diretas: tem, mas está faltando

Com o título “Diretas: tem, mas está faltando”, eis mais um artigo do escritor e publicitário Ricardo Alcântara. “A campanha pelas eleições diretas, portanto, não porta mais sonho algum, como antes, mas tão somente uma provável saída para um pesadelo”, diz o articulista o texto. Confira:

Impossível esquecer aquela noite. A ditadura militar agonizava e a nação lutava por um desfecho que não excluísse, mais uma vez, as ruas. Um milhão de pessoas ocupava o Vale do Anhangabaú, em São Paulo. O viaduto do Chá, ícone da cidade, servia de palanque. Lá de cima, o locutor Osmar Santos, animador oficial da campanha, perguntava à multidão: – ‘Diretas quando?’ E nós, em uníssono, respondíamos, com o braço esquerdo erguido e o punho cerrado: – ‘Já!’ Um êxtase cívico, como se vê.

O movimento morreu na praia do congresso nacional, Tancredo Neves foi ungido como o ‘opositor confiável’ e o resto é História. Repetindo uma conciliação por cima, pactuada pelas elites, processo que marca a história brasileira desde seus primórdios, foi restaurada a Democracia que nos foi possível ter e agora, passados mais de trinta anos, a sociedade se dá conta da matéria tóxica que nela foi embutida para desidratá-la de modo que jamais pudesse ser a via pacífica para as mudanças estruturais que a nação precisa.

Quiseram as tenebrosas transações que o protagonista deste último ato fosse a triste figura de um usurpador – Michel Temer. Peemedebista, como não poderia deixar de ser, ele é ‘a mais completa tradução’ de tudo que se disse acima. Se, em algum momento, foi o PT um partido com o qual muitos sonharam, é o PMDB aquele que mais fielmente representa o estágio real em que se encontra a evolução política da sociedade brasileira.

Sofre a nação ao reconhecer o seu semblante no espelho amargo da molecagem que nos governa. Temer, o jurista que recorre em seus discursos à pompa de mesóclises para ocultar a deformação de seu caráter, cerca-se do que de pior fomos capazes de produzir. A desqualificada conduta de quem, na calada da noite, recebe meliantes confessos no porão de sua casa é diretamente proporcional ao sacrifício que exige da população com um receituário de reformas que joga nos ombros dos assalariados, uma vez mais, a conta das irresponsabilidades cometidas pela equivocada gestão de Dilma Rousseff – a presidenta que não soube identificar a diferença básica entre investimento e despesa.

Bem. Tenho visto alguns nas ruas a exigir novamente ‘Diretas Já’. A liderança deste movimento é constituída, em sua maioria, por homens de cabelos brancos que, jovens à época da redemocratização, sonharam um novo Brasil, mas viram suas reputações naufragadas nos recifes traiçoeiros de quem se aventura a costear a praia sedutora do poder sem convicção suficiente para alterar sua geografia.

Tudo isso para dizer, em resumo, que se o presidente Temer tem como principal ‘inimigo’ as próprias evidências de seus crimes, tem também, como providencial ‘aliado’, a falta de credibilidade de seus adversários. A campanha pelas eleições diretas, portanto, não porta mais sonho algum, como antes, mas tão somente uma provável saída para um pesadelo.

*Ricardo Alcântara,

Publicitário e escritor.

Dívida dos produtores rurais do Nordeste volta ao debate na Câmara dos Deputados

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados promoverá, nesta terça-feira, a partir das 10 horas, em Brasília, uma audiência pública para debater as dívidas dos produtores rurais atingidos pela estiagem na região Nordeste. A iniciativa é do deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB) explicando que, mesmo com a edição da Medida Provisória 733/16, que contempla o setor, são necessárias regras mais abrangentes e flexíveis para a repactuação e renegociação das dívidas.

“Várias áreas produtivas na região Nordeste estão sendo leiloadas, porque não foram amparadas pela MP”, afirma o parlamentar. “Precisamos, de uma vez por todas, apresentar alternativas para sairmos dessa instabilidade jurídica em relação ao homem do campo”, completa o parlamentar do PSDB. Raimundo Matos, que integra a Frente Parlamentar da Agricultura (FPA), não descarta a apresentação de uma segunda Medida Provisória para sanar as lacunas deixadas pela MP 733.

Foram convidados para a audiência pública os responsáveis pelos setores de negócios, recuperação de crédito e negociação do Banco do Nordeste, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, entidades representativas dos produtores rurais, além do Ministério da Fazenda.

SERVIÇO

*A audiência pública será transmitido, ao vivo, pelo perfil social do parlamentar no Facebook, no endereço facebook.com/dr.raimundomatos.

Ministério Público não vai denunciar Lula por venda de MPs

Menos um problema para Lula. É praticamente impossível que ele seja denunciado na Operação Zelotes, que investiga um suposto esquema de venda de Medidas Provisórias durante o governo do petista. A informação é da Coluna Radar, da Veja Online.

A Polícia Federal indiciou Lula no última dia 15, sustentando que ele praticou corrupção passiva. No Ministério Público, porém, há um entendimento de que a investigação não encontrou provas substanciais da participação do ex-presidente.

Isso significa que o inquérito deverá ser arquivado e, consequentemente, o petista se livra de mais um processo judicial.

Fortaleza e Ceará lideram Índice de Homicídios na Adolescência

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O professor Inácio Cano, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, divulgou, nesta segunda-feira, na Assembleia Legislativa, que Fortaleza se mantém como a capital com o maior número de adolescentes de 12 a 18 anos que devem morrer até 2021. O Ceará, que antes estava em terceiro lugar no ranking, agora fica em primeiro também.

O evento, no qual também foi lançada a cartilha “Trajetórias Interrompidas”, é uma iniciativa do Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolescência e recebeu representantes do Unicef nacional e da área federal dos Direitos Humanos.

Dados da apresentação do IHA

O Índice de Homicídios na Adolescência (IHA) representa o número de adolescentes que morrem por causa dos homicídios antes de completar os 19 anos, para cada grupo de 1.000 adolescentes de 12 anos.

IHA para o conjunto das populações de municípios de mais de 100.000 hab. no Brasil: 3,65 para cada grupo de 1.000 adolescentes entre 12 e 18 anos.

Se as condições não mudarem, estima-se que 43.000 adolescentes serão vítimas de homicídio nos municípios de mais de 100.000 habitantes do Brasil entre 2015 e 2021.

Dos nove estados com maior IHA, oito são do Nordeste. Apenas Pernambuco está de fora da lista.

Estudos

O Índice de Homicídios na Adolescência (IHA) é uma iniciativa do Unicef e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) em parceria com o Observatório de Favelas e o Laboratório de Análise da Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (LAV-UERJ) que mapeia desde 2007 a mortalidade por homicídio na adolescência, na faixa dos 12 aos 18 anos. Conforme o último estudo do IHA, o índice de mortes de jovens dessa faixa etária na capital cearense saltou, de 2005 a 2012, de 2,35 para 9,92 a cada mil adolescentes.

Norte: 3,3
Nordeste: 6,5
Sudeste: 2,8
Sul: 2,3
Centro Oeste: 3,9
Ceará: 8,71
Fortaleza: 10,94

IHA anterior

O IHA trabalha com o levantamento de dados concretos sobre adolescentes mortos nos anos anteriores e aponta uma previsão do cenário para os anos seguintes. A partir do cálculo do índice de 2012, estimava-se que aproximadamente 42 mil vidas de adolescentes seriam perdidas nos municípios com mais de 100 mil habitantes entre 2013 e 2019 se as condições fossem mantidas.

Grupo debaterá assistência aos condenados

O grupo Mulheres do Brasil promoverá nesta segunda-feira, das 18 às 20h30min, na sede da Federação das Indústrias do Ceareá (FDiec), um encontro com a vice-governadora do Ceará, Izolda Cela. O objetivo é debater a implantação de uma Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) em Fortaleza. O Método Apac propõe um modelo de humanização e reintegração de presidiários na sociedade.

“A gente vai ver com ela (Izolda) como está a aprovação da Apac. Estamos tentando finalizar a implantação da primeira (sede)”, diz Annette de Castro, uma das 50 mulheres fundadoras do grupo e responsável pelo núcleo de Fortaleza.

A expectativa é que, até o final de 2017, a Apac seja construída na Cidade. Ou um prédio passe por reformas para abrigar a instituição. “Já temos um local, mas surgiram outros essa semana”. O encontro é aberto à participação popular.

(Foto – Paulo MOska)

Um protesto contra a “faxina social” do prefeito de São Paulo

O prefeito de São Paulo, João Dória Junior, resolveu, a golpe de trator, bombas de efeito moral e violência policial, pôr um fim à chamada “Cracolândia”, espaço encravado no bairro da Luz em que habitam e perambulam pessoas em situação de rua, muitas das quais usuárias patológicas de drogas ilícitas.

A ação, parte do projeto “Redenção”, assim batizado com pompa e circunstância, teria por finalidade resgatar do vício dependentes químicos e promover o combate ao tráfico de drogas na região, revitalizando-a em consequência.

Essa “nova política” de tentativa de reordenação do espaço público por meio de uma faxina social nada tem de novo e descortina o cariz elitista e autoritário da gestão paulistana, um autêntico “revival” das políticas higienistas que remontam ao século XIX. Uma política urbana pautada pela remoção e descarte indiscriminado dos indesejados sociais, que “enfeiam” a bela e histórica região, sem respeito aos seus direitos mais elementares. Sim, eles os têm. Até eles.

Além de atentatória aos direitos e garantias fundamentais ínsitas à condição humana, a operação, desfechada com grande repercussão midiática – como de resto tudo o que faz o senhor prefeito, revelou-se, de saída e como esperado, um retumbante fiasco. A “Cracolândia” mudou de lugar. Aqueles a quem se queria extirpar da paisagem urbana agora se espraiam por outros pontos da região. O problema continua do mesmo tamanho.

A dependência química não é caso de polícia, antes de saúde pública.

Ministrar-lhes gás lacrimogêneo e pontapés é crueldade inócua. Não serve de álibi à gestão paulistana a bandeira do combate ao tráfico de drogas, dado que a mercância que ali certamente se desenvolve é de pequena monta, até pelo perfil de seus consumidores, sem qualquer relevância para o mercado sujo da droga. Confundir usuários e pequenos traficantes é erro brutal. E comum.

A “Cracolândia” é produto da ausência de amplas políticas públicas de assistência social e em especial a dependentes químicos. Estas, na esteira das experiências internacionais vitoriosas, devem se pautar pela estratégia terapêutica de redução de danos.

Obra de anos de descaso e indiferença, a “Cracolândia” aguarda solução.

helioleitao@hlpadvogados.com.br

Advogado e ex-titular da Sejus/Ceará.

TRE do Ceará sob nova direção

 

A desembargadora Naílde Pinheiro Nogueira assumirá nesta segunda-feira, às 16 horas, em ato no Tribunal de Justiça do Estado, a presidência do Tribunal Regional Eleitoral. Com ela, para comandar o pleito 2018, estará como vice o desembargador Haroldo Máximo.

Naílde Pinheiro nasceu em Aurora (Região do Cariri). graduou-se em Direito pela UFC. É pós-graduada em Direito Processual Civil pela UFC. Antes de ingressar na magistratura, exerceu a função de escrevente junto ao Cartório Miranda Bezerra.

(Foto – TJCE)

Morre o cantor e comunicador Barros de Alencar

Barros de Alencar morreu na madrugada desta segunda-feira (05), aos 84 anos. Cantor, compositor e comunicador de rádio e TV, ele estava internado em um hospital na Mooca, em São Paulo. Segundo post feito por Virgínia Barros, irmã do radialista, o enterro acontece às 13h30, no cemitério Primavera em Guarulhos, Grande São Paulo.

Pela manhã, o radialista Kaká Siqueira, locutor da Tropical FM 107,9 – SP, afirmou que Barros enrou em coma no domingo (4). “Ele estava com o coração bem fraquinho”, afirmou Kaká, que relembrou ainda o período em que o amigo passou por problemas nas cordas vocais.

Cristóvão Barros de Alencar nasceu na Paraíba e iniciou sua carreira como radialista em Campina Grande, na na Rádio Borborema. Na década de 1960, passou também pelas rádios Tupi, Record e América. Em 1966, lançou seu primeiro disco. Ao longo dos anos, intercalou a carreira musical com o trabalho em rádios.

(Portal G1)

Mercado financeiro prevê inflação de 4,81% para este ano

O mercado financeiro espera que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fique em 4,81% este ano. A projeção está no boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central (BC) feita com instituições financeiras e divulgada sempre às segundas-feiras. Na semana passada, a previsão para o IPCA era 4,87%. A expectativa é de que a inflação de 2017 se situe bem abaixo da projetada para 2016, cuja estimativa passou de 6,38% para 6,35%, entre a primeira semana de janeiro e esta semana.

Para a Selic, taxa básica de juros da economia, a previsão do mercado foi mantida em 10,25% ao ano. As instituições financeiras, portanto, apostam na continuidade da trajetória de redução dos juros.

Diante da recessão econômica e da melhora na inflação, o BC tem sinalizado que pode intensificar o corte da taxa básica. Nas duas últimas decisões, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC cortou a Selic em 0,25 ponto percentual. Atualmente, a taxa está em 13,75% ao ano. A próxima reunião do Copom começa amanhã (10) e a decisão em relação à Selic será anunciada na quarta-feira (11).

A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

A projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia (Produto Interno Bruto – PIB – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país) este ano permanece em 0,50%.

(Agênia Brasil)