Blog do Eliomar

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Chamado à razão

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Em artigo sobre o atual período eleitoral, o jornalista e sociólogo Demétrio Andrade avalia o desempenho de Bolsonato. Confira:

Há pouco mais de um mês, dando aula para meus alunos do MBA da Unifor, afirmei que Bolsonaro não iria ao 2º turno. Não tinha tempo de TV, recursos financeiros, capilaridade política e nem gente pra fazer campanha. A lógica dos pleitos que participei fazia-me crer, a priori, que candidatos do PT e do PSDB iriam novamente pro embate final. Pelo visto, errei pela metade. Afinal, política não é uma ciência exata.

Mas a questão central é: como e por que um candidato sem as condições listadas acima, com discurso medíocre e de um partido nanico chegou onde chegou? Acho que devia alguma explicação aos alunos e, principalmente, para mim mesmo sobre o fato. A história deverá debruçar-se sobre este episódio com mais clareza daqui a alguns anos, mas o presente nos oferece algumas pistas.

Em primeiro lugar: a campanha de 45 dias. O “tiro curto” – trocadilho infame, mas verdadeiro – favoreceu o candidato do PSL tão aferrado às armas. Primeiro, porque, num primeiro momento, com Lula adiante e podendo vencer no 1º turno, o PT era o alvo. Ele não foi levado a sério e cresceu livre e solto. Quando os demais candidatos viraram a artilharia contra ele, sua liderança já estava num percentual elevado e, o que é mais importante, sem tempo para queda (o que poderá ocorrer num 2º turno). Arrisco-me a dizer que, caso a campanha fosse mais longa, a tendência seria a de desidratação.

O tempo também foi cruel com Alckmin, que se viu rapidamente rifado por várias lideranças tucanas e aliadas ao não esboçar crescimento nas pesquisas. Para continuar falando de armamentos, o episódio da facada – condenável, sob todos os aspectos – teve importância menos pela comoção e mais para servir de desculpa perfeita para que entrevistas e debates fossem descartados. Afinal, as intervenções públicas do atual líder variam entre a nulidade e o desastre.

Além disso, a cada dia fica mais claro para mim que o voto do militar não é dele, ou seja, não lhe é dado por suas pretensas qualidades ou propostas, mas pela necessidade de negação de parte do eleitorado ao PT. E aqui cabe um parêntese: mesmo sob pancadaria há anos – com justiça ou não – o partido é, novamente, o eixo central decisivo de uma eleição presidencial, dividindo o Brasil entre quem o admira ou odeia, mostrando uma impressionante vitalidade.

Finalmente, tenho que registrar que, infelizmente, caiu por terra o mito da cordialidade brasileira. Um terço da população tirou do armário – provavelmente sem se dar conta – seu apego à violência, à arbitrariedade, à homofobia, ao racismo, ao machismo, à misoginia. Ao mesmo tempo, mostra-se sem paciência para a democracia e despreparada para aceitar a busca da igualdade social, econômica e política. O candidato que teve o despudor – outros talvez pensem igual mas têm vergonha de admitir publicamente – de gritar a favor de tais impropérios saiu na dianteira.

Aproveito para deixar claro que, como cidadão, não posso apoiar quem não possui o mínimo preparo para administrar a coisa pública e ainda se vangloria da própria burrice. Como democrata, rejeito quem usa a violência como método para resolver problemas. Como ser humano, abomino quem discrimina homossexuais, negros ou mulheres. Como cristão, repudio a tortura, a perseguição e a morte de quem quer que seja. Principalmente, usando o nome de Deus para justificar tal atrocidade. Como brasileiro, não quero isso para o meu país, para meus filhos e nem para quem possa considerar inimigo. #EleNão.

Demétrio Andrade

Jornalista e sociólogo

Tirar selfie? Cola eleitoral? O que pode e não pode no dia da votação

Neste domingo (7), eleitores irão às urnas em todo o país para escolher os futuros governantes. Pela Lei Eleitoral, os eleitores precisam respeitar algumas regras nos locais e no dia da votação.

Uso de bandeiras e camisetas do candidato

O eleitor pode demonstrar a preferência por um candidato, desde que seja de maneira individual e silenciosa. São permitidas bandeiras sem mastro, broches ou adesivos no local de votação. Uso de camisetas foi liberado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O eleitor poderá usar a camiseta com nome de seu candidato preferido, sem fazer propaganda eleitoral a favor dele. A camiseta não pode ser distribuída pelo candidato.

Cola eleitoral

O eleitor pode levar, em papel, os números dos candidatos anotados. A cola eleitoral (imprima aqui) é permitida e recomendada pela Justiça Eleitoral, pois o eleitor irá votar para cinco cargos (deputado federal, deputado estadual ou distrital, dois senadores, governador e presidente). Não é permitida a “cola” em celular na hora de votar.

Uso de celular e tirar selfie

Na cabine de votação, celulares, máquina fotográficas, filmadoras ou outro dispositivo eletrônico não são permitidos. Os equipamentos podem corromper o sigilo do voto, ou seja, não pode tirar selfie na hora da votação ou tirar foto do voto. O eleitor que baixou o e-Título vai apresentá-lo ao mesário e depositará o celular em uma mesa enquanto estiver na cabine de votação. Ao final, o aparelho será devolvido pelo mesário.

Acompanhante

O eleitor com deficiência ou mobilidade reduzida poderá contar com o auxílio de pessoa de sua confiança na hora de votar, mesmo que não tenha feito o pedido antecipadamente ao juiz eleitoral.

Alto-falante e carreatas

Uso de alto-falantes, caixas de som, comícios e carreatas são proibidos.

Saiba quem pode e quem não pode votar

Boca de urna

Tentar convencer um eleitor a votar ou não em um candidato é proibido. A propaganda de boca de urna também não é permitida. São consideradas boca de urna, por exemplo, a distribuição de panfletos e santinhos de candidatos, a aglomeração de pessoas usando roupas uniformizadas ou manifestações nas proximidades das zonas eleitorais.

Bebida alcoólica

A legislação eleitoral proíbe a venda de bebida alcoólica das 6h até as 18h no dia da eleição. No entanto, cabe a juízes e às Secretarias de Segurança Pública de cada unidade da Federação decidirem sobre a proibição da venda e do consumo nos estados ou até em cidades.

(Agência Brasil)

Ferramenta ajuda a conhecer melhor os candidatos

Da Coluna Eliomar de Lima, no O POVO deste sábado (6):

Nesta véspera do pleito, há muito eleitor não sabendo ainda em quem votar para presidente. Com razão, são 13 nomes mergulhado em um clima de incertezas e intolerâncias.

Para ajudar àqueles em dúvida ou que não fizeram ainda sua cola, entrou em cena a Chatbot Maker, startup da Casa Azul, que criou a ferramenta “Bot de Urna”.

A plataforma é vinculada ao Facebook e ajuda aos eleitores a conhecerem melhor os candidatos à Presidência da República e ainda faz a pesquisa de intenções de voto.

Os cearenses Thiago Amarante e Marlos Távora são os criadores da ferramenta. A ideia é que, através de um chat com um robô, os eleitores possam ver o programa de governo de cada postulante e obter informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Para acessar, basta ir na Fanpage do Bot de Urna no Facebook (www.facebook.com/BotDeUrna) ou buscar o chatbot no Facebook Messenger.

E bom voto!!

Valentim diz que é hora de maranguapense eleger político local para defender interesses do município

Emprego e renda foram os dois temas aprofundados na reunião do candidato do PCdoB à Assembleia Legislativa, George Valentim, com moradores da localidade de Penedo, em Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza.

Valentim assegurou que, sendo eleito, buscará alternativas para diminuir o desemprego em Maranguape e região, que já foi a 9ª economia do Estado. Também considerou que a cidade não pode deixar de eleger um representante na Assembleia Legislativa.

“Faz mais de 30 anos que não elegemos um deputado estadual, filho de Maranguape. Isso faz toda diferença na negociação de qualquer pleito da cidade”, disse o Valentim, que pediu ainda o voto dos maranguapenses para o advogado Dênis Bezerra, candidato a deputado federal.

Bezerra criticou a reforma trabalhista que, segundo o candidato, aumentou os índices do desemprego no País, quando atualmente atinge quase 14 milhões de brasileiros.

Valentim destacou ainda a importância da reeleição do governador Camilo Santana, neste primeiro turno e, assim, trabalhar em parceria com o Executivo. O candidato recordou que, quando assumiu a suplência de deputado, requereu a implantação de uma Faculdade Pública e gratuita em Maranguape.

“Sonho com o governador inaugurando uma universidade pública para o nosso povo, e ele tem conhecimento da minha vontade”, declarou.

Valentim anunciou que trabalhará em parceria com Dênis Bezerra, em Brasília, por um polo da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), que já tem uma sede na cidade de Redenção.

(Foto: Ermilson Silva / Divulgação)

Força-tarefa da Lava Jato: é preciso discutir “excessos” de Gilmar

A força-tarefa de procuradores que atuam nas investigações da Operação Lava Jato criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que determinou a soltura de José Richa Filho, irmão do ex-governador do Paraná Beto Richa, e mais sete presos da 55ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na semana passada.

Em nota, os procuradores afirmaram que a sociedade precisa discutir “com seriedade os excessos praticados pelo ministro Gilmar Mendes”. Para a força-tarefa, a decisão do ministro desrespeitou a existência de provas de corrupção nos pedágios do Paraná.

“[A decisão] desconsiderou a existência de evidências claras de corrupção sistêmica nos pedágios do governo do Paraná, vigente há mais de 19 anos e que importou no pagamento de dezenas de milhões de reais em propinas para majorar preços e suprimir obras necessárias, o que acarretou inúmeros acidentes e mortes”, disse a força-tarefa.

Os procuradores também afirmaram que o entendimento de Mendes desrespeitou o devido processo legal. “[A decisão] fechou os olhos para as razões da sua suspeição apresentadas pelo Ministério Público do Paraná e para os fundamentos da inadequação da decisão exarada apresentados pela Procuradoria-Geral da República, diante de decisão idêntica proferida no bojo da Operação Rádio Patrulha. Tais razões e fundamentos se aplicam a este caso e se somam a inúmeras declarações proferidas pelo ministro contra a Lava Jato ao longo dos dois últimos anos, que reforçam sua suspeição”, diz a nota.

Na decisão, Mendes atendeu ao pedido de liberdade feito pela defesa dos acusados e entendeu que a decretação da prisão violou seu entendimento anterior, no qual determinou a soltura de Beto Richa, que também foi preso, mas foi beneficiado com um habeas corpus proferido por ele.

As prisões foram realizadas na Operação Integração, que faz parte da 55ª fase da Lava Jato. Na quarta-feira (26), a Polícia Federal prendeu José Richa Filho e mais 14 investigados e cumpriu 73 mandados de busca e apreensão para investigar denúncias de corrupção em contratos de pedágio de rodovias do Paraná.

(Agência Brasil)

Série A é logo ali – Fortaleza vence em Pelotas e abre seis pontos na liderança

Com um golaço do zagueiro Ligger, aos 28 minutos do segundo tempo, o Fortaleza derrotou o Brasil de Pelotas, na noite dessa sexta-feira (5), por 1 a 0, no estádio Bento Mendes de Freitas, no interior gaúcho, e abriu seis pontos de vantagem para o segundo colocado, o Goiás.

Com 56 pontos e a oito rodadas para o final da temporada, o Fortaleza deverá garantir presença na Série A do próximo ano com mais duas vitórias. O Leão volta a campo no próximo sábado (13), diante do Oeste, em Barueri, a 26 quilômetros de São Paulo.

(Fotos: Reprodução)

Guilherme Arantes – Amanhã

Recordista nos anos 1980 de arrecadação de direitos autorais, ao superar nomes como Caetano Veloso, Chico Buarque e Gilberto Gil, além de ter colocado 12 músicas em primeiro lugar nas paradas do sucesso, Guilherme Arantes ainda hoje influencia artistas das gerações mais recentes da música brasileira.

Minas Gerais – “Não desistam do Brasil”, pede Ciro em seu último discurso de campanha

O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, encerrou na noite desta sexta-feira (5), em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, a 537 quilômetros de Belo Horizonte, seu discurso de campanha neste primeiro turno. Ciro falou para milhares de jovens e pediu para que a juventude não desista do Brasil.

“Revolta é uma boa energia, mas revolta sem causa é ódio. Revolta é um bom motino para a gente se mexer, mas revolta sem ideia, sem projeto, é violência”, disse Ciro, ao se referir ao que considera como extremismo nesta eleição.

O pedetista lamentou que, nos últimos três anos, 220 mil pontos de comércio fecharam as portas, “do desmantelo do governo Dilma para o desmonte final do governo Temer”.

Ciro Gomes afirmou que sente uma reação do eleitorado contra a polarização entre a extrema direita e a extrema esquerda. “Vai ser a eleição mais linda do Brasil”, idealizou.

(Foto: Divulgação)

TSE libera eleitor para votar com camiseta de candidato

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Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu hoje (5) orientar a Justiça Eleitoral a liberar o uso de camisetas de candidatos pelos eleitores nos locais de votação neste domingo (7), primeiro turno das eleições.

Conforme a decisão, o eleitor poderá usar camiseta com nome de seu candidato preferido, mas como forma de manifestação individual, sem fazer propaganda eleitoral a favor dele.

De acordo com a lei eleitoral, está proibida a aglomeração de pessoas com vestuário padronizado, além de manifestações coletivas e ruidosas e qualquer tipo de abordagem, aliciamento ou persuasão de eleitores. A camiseta não pode ser distribuída pelo candidato.

A questão foi decidida a partir de um questionamento do Ministério Público Eleitoral (MPE) diante de divergências criadas na atuação de promotores eleitorais em todo país, responsáveis pela fiscalização de propaganda eleitoral irregular.

Em todo o país, ambulantes aproveitaram o engajamento dos eleitores no pleito para comercializar camisetas de candidatos.

De acordo com o MPE, a lei eleitoral proíbe a distribuição de material de campanha no dia da eleição, como adesivos, broches, adesivos, mas a norma é omissa sobre o vestuário do eleitor.

Neste domingo (7), os eleitores votam, em primeiro turno, para presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. O segundo turno será no dia 28 deste mês.

(Agência Brasil)

Juazeiro e Caucaia encerram agenda de General com carreatas

As campanhas majoritárias do PSDB no Ceará encerram neste sábado (6) as atividades, com carreatas em Juazeiro do Norte, no Cariri, e em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. As duas atividades contarão com as presenças de General Theophilo, candidato ao Governo do Ceará, e com Dra, Mayra, candidata ao Senado. O senador Tasso Jereissati, também estará nas duas carreatas.

A primeira carreata, em Juazeiro do Norte, ocorrerá às 10 horas, enquanto a segunda, em Caucaia, será a partir das 16 horas.

(Foto: Divulgação)

CNJ recomenda que juízes não se manifestem sobre política nas eleições

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) emitiu hoje (5) uma recomendação para que todos os juízes brasileiros não emitam manifestações políticas nas redes socais, na imprensa e não participem de manifestações públicas durante as eleições.

A recomendação foi feita pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins. Segundo Martins, a recomendação tem o objetivo de resguardar a imagem da magistratura brasileira. A proibição do envolvimento de magistrados com atividades políticas já está prevista na Lei Orgânica da Magistratura (Loman).

“O CNJ recomenda a todos os magistrados brasileiros, com exceção do Supremo Tribunal Federal, no exercício ou não da função eleitoral, que se abstenham de participar de manifestações públicas ou de emitir posições político-partidárias em redes sociais, entrevistas, artigos ou através de qualquer outro meio de comunicação de massa, de modo a afastar mácula à imagem de independência do Poder Judiciário brasileiro perante a sociedade, bem como para evitar influência sobre o livre exercício do voto consciente por parte dos cidadãos”, diz a norma.

(Agência Brasil)

Creci abre Refis na próxima segunda-feira

O Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci) vai fazer um mutirão de conciliação a partir de segunda-feira, 8, em Fortaleza e no Interior. O Programa Nacional de Regularização e Conciliação Profissional (Refis) vai oferecer, até o fim deste mês, condições especiais para liquidação de débitos dos corretores de imóveis, como multas e anuidades, informa a assessoria de imprensa da entidade.

Os valores poderão ser pagos no cartão de crédito ou boleto bancário. As parcelas não devem ser inferiores a 25% do valor da anuidade. É vedado o parcelamento quando existir penhora ou protesto. O Presidente do Creci aponta que a medida é uma maneira de desburocratizar e facilitar o pagamento de anuidades e multas. “A diretoria do Conselho entende que o momento econômico do país contribuiu para a inadimplência dos profissionais do mercado imobiliário com o Creci. Por isso, estamos oferecendo condições de negociação nunca antes vista para proporcionar ao corretor de imóveis tranquilidade para quitar seus débitos”, explica o presidente do Conselho no Ceará, Tibério Benevides.

O passivo do Creci, na área das anuidades, é da ordem de R$ 12 milhões. Isso vira bola de neve desde 2015.

SERVIÇO

*Para mais informações sobre o mutirão, ligue: 3231-6744.

“O que me assusta é o fascismo”, diz articulista

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Com o título “O que me assusta é o fascismo”, eis artigo de André Bloc, jornalista do O POVO. “Assusta que mesmo gente consciente, inteligente e bem intencionada fique cega pelo ódio e adira a um candidato anti-democrático – para não antecipar aquele termo lá de cima. Assusta que o presidente da corte máxima do País relativize o golpe de 1964, que rendeu uma brutal ditadura militar”, diz o articulista. Confira:

As palavras têm poder. O uso, no entanto, pode enferrujar essa potência. Exemplo claro disso é o “golpe” alardeado em 2016 e amplamente criticado por toda a esquerda progressista. Ao usar o termo, perdeu-se a dimensão de quebra institucional como aquela do golpe militar de 1964 para esta de agora, de um conluio promíscuo dentro do sempre governista centrão. Outro termo podia dimensionar bem a ruptura que foi o impeachment de Dilma.

Daí, mudo de termo e falo de fascismo. O PT, como tantos, acusava o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) de ser fascista. A ideia era usar o termo forte para expor uma situação-limite que, sinceramente, estava longe de ser real. Se fascismo era aquilo, fascismo não é quebra, mas um desdobramento democrático.

Jair Bolsonaro (PSL), líder das pesquisas eleitorais há meses, não é um democrata. Mesmo com o discurso diluído que apresenta como candidato à Presidência, o capitão da reserva deixa claro que pretende governar para os dele – aqueles que insistem que o discurso escancaradamente machista, LGBTfóbico, racista e virulento do candidato é fabricação da mídia.

Assusta o quanto o discurso populista cola para uma parcela imensa de cerca de 30% dos votantes. Assusta saber que Bolsonaro está longe de ser exceção.

Assusta que mesmo gente consciente, inteligente e bem intencionada fique cega pelo ódio e adira a um candidato anti-democrático – para não antecipar aquele termo lá de cima. Assusta que o presidente da corte máxima do País relativize o golpe de 1964, que rendeu uma brutal ditadura militar.

Bolsonaro é a maior ameaça à democracia brasileira desde a redemocratização. O candidato se nega a apaziguar o ódio dos seguidores e faz questão de incitar uma polarização que já ultrapassou, há tempos, o limite do suportável. Para além de um projeto real e único para o País, falta ao capitão da reserva um compromisso inabalável com o jogo democrático. Até porque não seria o sangue dele derramado pela ditadura – quem sofre é quem não manda.

O Brasil é um País que esperneia contra a própria história. E me assusta o quanto ela corre o risco de se repetir. “Fascismo” e “golpe” deviam ter sumido do nosso vocabulário para só ressurgir em casos de crise profunda, quando só um termo extremo pudesse dar voz ao que se vive. Vivemos este momento. Vivemos esta ameaça.

*André Bloc

andrebloc@opovo.com.br

Jornalista do O POVO.

Fenômeno “El Nino” ameaça o Nordeste

O ex-presidente da Funceme, Francisco de Assis Souza, avisa: o fenômeno “El Niño”, que não é sinal de bom inverno para o Nordeste, ameaça aparecer por aqui no começo de 2019. Isso pelas projeções do momento.

Assis Souza coordena atualmente, no âmbito da Universidade Federal do Ceará, um setor que estuda o clima. Também integra grupo que, com organismos internacionais, finaliza, no âmbito da Agência Nacional das Águas (ANA), um projeto de convivência do homem com a seca, tendo o Nordeste como ponto de estudo.

Inflação da construção civil fica em 0,45% em setembro

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou inflação de 0,45% em setembro, acima do 0,36% de agosto e do 0,27% de setembro de 2017.

Segundo dados divulgados hoje (5), o Sinapi acumula taxas de inflação de 3,48% no ano e de 4,33% nos últimos 12 meses. Com a alta, o custo da construção por metro quadrado passou de R$ 1.099,01 em agosto para R$ 1.103,98 em setembro deste ano.

Os materiais de construção apresentaram variação de preços de 0,68%, passando a custar R$ 570,79 por metro quadrado em setembro. Já o custo da mão de obra subiu 0,2%, indo para R$ 533,19 por metro quadrado. A inflação pelo IPCA teve alta de 0,48% em setembro, segundo o IBGE.

(Agência Brasil)

Barra do Ceará terá fim de semana de feira de pequenos negócios

Neste sábado e no domingo – antes ou depois de votar, vale conferir a nova edição da Feira da Villa, na Barra do Ceará, em Fortaleza. No evento, gastronomia, moda e arte a baixo preço e com qualidade. A iniciativa é de pequenos negociantes dessa banda da cidade.

A feira acontecerá das 16 às 22 horas, na rua Antônio Arruda, nº 300, ao lado do Supermercado Canadá.

Sem sombra de dúvidas, uma promoção que merece apoio, pois fomenta negócios fora dos corredores comerciais e turísticos tradicionais.

(Foto – Divulgação)

Defesa petista recorre ao TRF-4 para que Sergio Moro não julgue ação sobre Instituto Lula

A defesa de Lula vai entrar com um recurso no Tribunal Regional Federal-4ª Região, para que o juiz Sergio Moro não julgue a ação penal envolvendo o instituto que leva o nome do ex-presidente e um apartamento em São Bernardo do Campo, até que o Comitê de Direitos Humanos da ONU decida sobre o mérito do processo movido pelo petista na entidade. A informação é da Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta sexta-feira.

Foi neste caso que o Ministério Público Federal pediu nova condenação de Lula nessa quinta-feira (4).

O petista alega que é vítima de uma caçada desleal de órgãos de Justiça. A expectativa é a de que a ONU só trate do assunto em março de 2019.

(Foto – Agência Brasil)