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Bolsonaro já tem nome para a PGR, diz a Veja

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Dois dos candidatos ao posto de Procurador-Geral da República mais bem cotados na disputa pela indicação do presidente Jair Bolsonaro ouviram o martelo bater neste domingo.

Segundo a Veja, foram avisados por emissários do Planalto de que o presidente decidiu escolher Antônio Carlos Simões Soares,. que não integra a lista tríplice.

Bolsonaro deve anunciar o nome, segundo disseram esses emissários, até terça-feira.

(Foto – Arquivo)

Câmara pode votar nesta semana projeto sobre porte de armas

O plenário da Câmara dos Deputados pode votar, esta semana, o Projeto de Lei 3.723/19, do Poder Executivo, que permite a concessão, por decreto presidencial, de porte de armas de fogo para novas categorias, além das previstas no Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/03). Na semana passada, o plenário da Casa aprovou o regime de urgência para votação da proposta.

Atualmente, o porte só é permitido para as categorias descritas no Estatuto do Desarmamento, como militares das Forças Armadas, policiais e guardas prisionais. O porte de armas consiste na autorização para que o indivíduo ande armado fora de sua casa ou local de trabalho. Já a posse só permite manter a arma dentro de casa ou no trabalho.

O relator do projeto, deputado Alexandre Leite (DEM-SP), acatou três das 20 emendas apresentadas à proposta, como estender o porte de arma para os oficiais de Justiça e para os oficiais do Ministério Público.

Outra emenda quer incluir os integrantes dos órgãos policiais da Câmara Legislativa do Distrito Federal e das assembleias legislativas dos estados na lista dos autorizados a ter porte de arma e permitir os órgãos a comprar armas de fogo de uso restrito sem autorização do Comando do Exército.

Reforma tributária

A comissão especial da Câmara que analisa a proposta de emenda à Constituição (PEC 45/19) da reforma tributária vai ouvir na terça-feira (20) o autor da matéria, deputado Baleia Rossi (MDB-SP). Também será ouvido o economista Bernardo Appy, que preparou a proposta da Câmara, que unifica tributos sobre a produção e o consumo arrecadados pela União, pelos estados e pelos municípios, e cria outro imposto sobre bens e serviços específicos, cujas receitas ficarão apenas com o governo federal.

Na semana passada, a comissão aprovou o plano de trabalho do relator, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Ele propôs oito audiências públicas na Câmara sempre às terças-feiras, e seminários em cada uma das cinco regiões do país, em datas ainda serem definidas. O relator espera apresentar o parecer a partir de 8 de outubro.

Aposentadoria dos militares
A comissão especial da Câmara que vai debater a aposentadoria dos militares das Forças Armadas se reúne na terça-feira (20) para eleger os três vice-presidentes e para definir o roteiro de trabalho do colegiado.

Na semana passada, a comissão elegeu como presidente o deputado José Priante (MDB-PA) e como relator o deputado Vinicius Carvalho (PRB-SP). A instalação do colegiado, composto de 34 membros titulares e igual número de suplentes, foi feita na quarta-feira (14).

Segundo o Projeto de Lei 1645/19, enviado pelo governo em março deste ano, os militares passarão a contribuir mais para a previdência especial e a trabalhar mais para terem direito a aposentadorias e pensões.

(Agência Brasil)

Governo e empresários planejam campanha para estimular economia

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Com o objetivo de movimentar a economia e estimular o turismo interno e o varejo, o governo brasileiro está organizando uma campanha para tentar aquecer as vendas do comércio em setembro, um dos meses em que, tradicionalmente, o consumo em vários segmentos tende a ser menor.

Idealizada pelo governo federal, a chamada Semana do Brasil funcionará nos moldes do evento mundialmente conhecido como Black Friday (do inglês Sexta-feira Negra), uma ação promocional criada nos Estados Unidos, onde lojistas de todo o país se unem para, toda última sexta-feira de novembro, ou seja, um dia após o feriado de Ação de Graças, oferecer descontos em produtos, atraindo consumidores.

Segundo o Ministério do Turismo, a proposta do governo é engajar associações comerciais e entidades ligadas ao setor de turismo e serviços para oferecer produtos brasileiros a preços promocionais. A Semana do Brasil deve ocorrer entre os dias 6 e 15 de setembro, coincidindo com as comemorações da Independência do Brasil.

Mais de 100 empresários e representantes do governo federal se reuniram em São Paulo no início de agosto para discutir ações promocionais a serem desenvolvidas durante a Semana do Brasil. A forma de participação das empresas, entidades e órgãos públicos ainda está sendo definida. Entre as iniciativas discutidas está o lançamento, pelos Correios, de um selo alusivo ao evento, que deverá ser incluído no calendário nacional. Para estimular o turismo, a proposta prevê que empresas aéreas e o setor hoteleiro ofereçam passagens e hospedagem por preços mais baratos.

Em nota, o secretário nacional de Estruturação do Turismo, Robson Napier, disse que a campanha contribuirá para alavancar o turismo interno com opções atrativas em diversos serviços turísticos como promoções em diárias de hotéis, passagens aéreas, pacotes de viagens, restaurantes, dentre outras ações. “Estamos muito honrados em participar de uma campanha inédita como essa, incluindo o turismo em um projeto fundamental para fortalecer nossa economia”, destacou Napier.

Também em nota, o secretário de Comunicação da Presidência, Fábio Wanjgarten, destacou que a iniciativa visa a resgatar e fortalecer a autoestima do brasileiro. “O presidente [Jair] Bolsonaro quer um momento de valorização do Brasil, de resgate do patriotismo do cidadão, com o maior número de entidades participando do movimento. De um lado, o governo federal vai apoiar a realização e a divulgação da Semana do Brasil. Do outro, a iniciativa privada aproveita o momento para estimular o mercado e atrair consumidores durante o período com promoções especiais, descontos exclusivos, produtos e serviços temáticos, ambientação de espaços físicos e virtuais e muito mais.”

(Agência Brasil)

Vozão joga de igual com São Paulo, mas perde com gol de Daniel Alves e tem pênalti não marcado

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Em um jogo de grandes oportunidades para São Paulo e Ceará, na tarde deste domingo (18), no Morumbi, com difíceis defesas dos dois goleiros, o placar de 1 a 0 em favor do time da casa – gol do estreante Daniel Alves, aos 40 minutos do primeiro tempo -, foi pouco para a movimentação do início ao fim do jogo.

O Ceará reclamou da não marcação de uma penalidade, aos 14 minutos da segunda etapa, quando Felippe Cardoso ficou de frente com o goleiro Tiago Volpi e acabou derrubado no choque entre os dois jogadores. O Vozão acusou que o goleiro teria ido no corpo do atacante, mas o árbitro pernambucano Gilberto Rodrigues Castro Junior sequer quis consultar o VAR.

O Vozão volta a campo na noite do próximo domingo (25), no Castelão, diante do Flamengo.

Nos outros jogos da rodada: Cruzeiro 2×0 Santos; Fluminense 0x1 CSA e Bahia 1×1 Goiás.

Ferroviário

Pela Série C, o Treze surpreendeu o Confiança, em Aracaju, na vitória por 1 a 0, e ajudou o Ferroviário na busca da classificação. O Ferrão agora terá que torcer por empate ou derrota do Santa Cruz, diante do Globo, que se enfrentam neste momento.

(Fotos: Reprodução)

CNI: governo avançou na pauta de comércio exterior em sete meses

Os primeiros sete meses do governo de Jair Bolsonaro registraram avanços na pauta de comércio exterior. A avaliação é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que analisou 22 ações da agenda do governo para a área e constatou que 13 delas tiveram melhoras, o equivalente a 59%.

Entre os temas com avanço, os principais são a conclusão do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia e o apoio do governo norte-americano à admissão do país à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O levantamento também citou como exemplos de melhora o fim da cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no câmbio sobre exportações e a assinatura do acordo com o Uruguai para evitar a bitributação.

A entidade listou ainda entre os avanços a publicação do decreto que amplia as atribuições do ombudsman de investimentos diretos (instrumento de consulta de investidores estrangeiros sobre a legislação e os processos administrativos no Brasil), a atualização das regras sobre preços de transferência para multinacionais (preços cobrados nas transações entre a sede de uma empresa no exterior e a filial brasileira) e a adesão do Brasil ao protocolo de Madri (tratado internacional que simplifica e reduz custos para o registro de marcas de empresas brasileiras em outros países).

Pendências

A CNI classificou seis ações como pendentes, que aguardam atos do Poder Executivo para serem concluídas. A primeira é a edição do decreto presidencial que põe fim ao acordo marítimo entre o Brasil e o Chile. Segundo a confederação, o atual acordo prejudica o comércio bilateral com fretes até 40% mais caros e limita a competição na oferta de navios.

As demais ações consideradas pendentes são os decretos que recriam a Câmara de Comércio Exterior (Camex); o Comitê Nacional de Facilitação de Comércio (Confac), previsto no Acordo de Facilitação do Comércio da Organização Mundial do Comércio (OMC); o Comitê Nacional de Promoção Comercial (Copcom); e o Comitê Gestor do Sistema Eletrônico de Monitoramento de Barreiras (SEM Barreiras).

Apesar dos avanços na maioria das ações, o levantamento constatou que houve retrocesso em três temas (14%). O primeiro é a falta de recursos orçamentários para o desenvolvimento do módulo de importação do Portal Único de Comércio Exterior e para a manutenção do módulo de exportação já existente. Ferramenta mais importante do comércio exterior brasileiro, o portal é usado rotineiramente pelas 25 mil empresas exportadoras e 44 mil importadoras em todo o país.

O segundo retrocesso foi provocado pela mudança na regra de análise dos direitos antidumping (imposição de tarifas para empresas e produtos de outros países que praticam concorrência desleal com os equivalentes nacionais). Segundo a CNI, as alterações ocorreram sem consulta pública prévia.

A CNI também considerou ter havido retrocesso no processo de revisão da tarifa externa comum (TEC) do Mercosul. Conforme a confederação, a Coalização Empresarial Brasileira (CEB) encaminhou carta ao Ministério da Economia reforçando o pedido para que haja diálogo com o setor produtivo em relação ao assunto. Nesses casos, a OCDE recomenda a realização de consultas públicas e a elaboração de análises de impacto regulatório antes da adoção de normas que possam afetar o setor privado.

(Agência Brasil)

Apostas online – Na estreia de Daniel Alves, pelo São Paulo, Vozão é zebra no Morumbi

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Apesar de separados por quatro pontos e apenas três posições na tabela de classificação, o Ceará é apontado como o terceiro resultado mais fácil entre os apostadores de sites online, nos 10 jogos da 15ª rodada do Brasileirão.

Invicto há sete jogos na competição – quatro vitórias e três empates – e responsável pela quebra da incrível sequência de sete vitórias do líder Santos (3 a 2, na última rodada), o São Paulo desponta como favorito mais pela empolgação de um Morumbi lotado, na tarde deste domingo (18), a partir das 16 horas, diante da estreia de Daniel Alves, ex-Barcelona e titular da Seleção Brasileira.

Segundo os apostadores, o São Paulo é favorito com 57.6% de chances de vitória, contra 29.6% de empate e apenas 12.7% de chances de vitória do Vozão.

O Ceará possui percentual de vitória melhor apenas que o CSA, com 6.8% de chances de vitória contra o Fluminense, no Maracanã, e Goiás, que possui 10.3% de chances de vitória contra o Bahia, em Salvador.

A rodada também tem como atração a estreia do treinador Rogério Ceni, pelo Cruzeiro, diante do líder Santos, em Belo Horizonte.

(Foto: Arquivo)

Brasil tem 45 milhões de desbancarizados, diz pesquisa

Pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva revela a existência no Brasil de 45 milhões de desbancarizados, ou seja, brasileiros que não movimentam a conta bancária há mais de seis meses ou que optaram por não ter conta em banco. Isso significa que de cada três brasileiros, um não possui conta bancária. De acordo com a sondagem, esse grupo movimenta anualmente no país mais de R$ 800 bilhões.

Na avaliação do presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, a conclusão evidente do levantamento é que o Brasil sairia mais rápido da crise econômica se a bancarização crescesse. “É muito ruim para a economia brasileira. Ficou definido na pesquisa que os bancos que operam no país ainda não falam com uma parcela significativa da população e que muitas dessas pessoas que não têm conta em banco são empreendedores, entre os quais ambulantes e trabalhadores autônomos, que precisariam estar mais inseridos na economia formal.

Meirelles explicou que como essas pessoas não têm acesso ao crédito, precisam esperar até três anos para juntar dinheiro suficiente para comprar uma geladeira, um aparelho celular ou trocar de televisão, por exemplo. Se tivessem acesso ao crédito, poderiam parcelar essas compras de modo a ter hoje esse bem. Segundo ele, isso faz a economia girar. Com essa parcela gigantesca de desbancarizados, Meirelles estimou que a economia brasileira vai demorar ainda um tempo para reaquecer.

Mulheres

Realizada em maio deste ano com 2.150 brasileiros de 16 anos ou mais em 71 cidades do país, a pesquisa mostra que os desbancarizados representam 29% da população adulta do Brasil. Seis em cada dez desbancarizados são mulheres, isto é, a parcela feminina representa 59% do total, contra 41% de homens.

Sete em cada dez, ou 69% do total consultado, são negros ou pardos, contra 29% de brancos e 2% de amarelos e indígenas. “São, em grande parte, da população mais pobre, mais mulheres, com uma parcela maior de negros também”, disse Meirelles. Segundo analisou, os bancos tal como atuam hoje não respondem à demanda da maioria dessas pessoas, para as quais o dinheiro vivo, em espécie, é mais importante.

Classes econômicas

Oitenta e seis por cento dos desbancarizados estão concentrados nas classes econômicas C, D e E, que é a parcela da população menos conectada e com maior informalidade de trabalho. Desses, 49% estão na classe média (C). Dos 45 milhões de desbancarizados, 58% têm apenas o ensino fundamental ou não têm instrução; 31% disseram ter recebido algum empréstimo e 45% informaram ter recorrido a familiares e 25% a amigos. Somente 24% recorreram a bancos ou financeiras para obter um financiamento ou empréstimo.

Sessenta e nove por cento dos desbancarizados compram fiado, isto é, deixam para pagar suas compras no final do mês e 51% confessaram já ter usado o cartão de crédito emprestado de outra pessoa. Conforme explicou Renato Meirelles, a preferência por comprar no pequeno varejo é devido ao maior desconto que essas pessoas conseguem. Muitos são ex-bancarizados que não tiveram boas experiências como clientes de bancos e não acham que o dinheiro deles está bem guardado em bancos. A respeito da movimentação financeira dessa parcela dos brasileiros, que alcança R$ 817 bilhões de reais, Meirelles brincou que “é muito dinheiro para estar debaixo do colchão”.

Dinheiro vivo

Em geral, essas pessoas são de baixa renda e realizam trabalhos esporádicos, pelos quais preferem receber em dinheiro vivo. Do total de desbancarizados, 62% moram no interior, sendo que quase quatro em cada dez moram no Nordeste (39%). Meirelles explicou que embora o Sudeste seja a maior região do país em nível populacional, não reúne a maior parcela da população desbancarizada. “Quanto mais no interior e mais no Nordeste, maior é a presença da caderneta de fiado, ou caderneta de crédito que teve origem no varejo”.

Metade (50%) dos desbancarizados está na faixa de 16 a 34 anos, com idade média de 37 anos. Doze por cento, apesar de não terem conta em banco, têm cartão de crédito, às vezes mais de um, enquanto 75% evitam ao máximo recorrer a bancos. A falta de dinheiro é o motivo apontado por 31% dessa fatia da população brasileira para não ter conta em banco e 29% preferem usar dinheiro em espécie; 49% não confiam nos bancos.

Renato Meirelles foi fundador e presidente do Data Favela e do Data Popular, onde conduziu diversos estudos sobre o comportamento do consumidor emergente brasileiro, atendendo às maiores empresas do Brasil. Em 2012, Renato fez parte da comissão que estudou a Nova Classe Média Brasileira, na Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.

(Agência Brasil)

O preço do emprego

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Em artigo sobre o atual quadro político-econômico do país, o jornalista Waldemir Catanho aponta que desde o afastamento da então presidente Dilma Rousseff “que a conta para o trabalhador recuperar o emprego perdido tá cada vez mais alta”. Confira:

“Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir…

Pela fumaça desgraça que a gente tem que tossir

Pelos andaimes pingentes que a gente tem de cair

Deus lhe pague…”

(Letra e Música de Chico – 1971)

Desde o golpe que afastou do poder a Presidente Dilma que a conta para o trabalhador recuperar o emprego perdido tá cada vez mais alta. Não sei se você já parou para pensar, mas para cada coisa que está sendo feita no país, a justificativa é uma só: gerar desenvolvimento e, portanto, beneficiar o povão com empregos. Daí, que se você não gosta do que vem sendo aprovado pelo Governo e pelo Congresso ultimamente, você já pode escolher um culpado: o desempregado. É em nome dele que tudo está sendo feito.

A Reforma da Previdência, por exemplo. Ela foi feita para gerar oito milhões de empregos, diz o Governo Bolsonaro. Talvez quase ninguém consiga pagar o INSS por 40 anos seguidos, sem falhar nenhum. Talvez pouquíssimos consigam sempre trabalhar de carteira assinada e nunca avulso. Talvez muitos não cheguem aos 65 ainda com saúde para trabalhar e encontrando quem queira contratar seja para o que for. Mas o que importa é que você vai ter uma oportunidade de emprego no futuro. E ficando sem aposentadoria, sem renda depois de velho, você vai poder contar com seus filhos ou seus irmãos mais novos para lhe sustentar.

Foi pensando nos desempregados que Temer fez o Congresso aprovar o congelamento dos gastos sociais pelos próximos 20 anos. É aquilo que os “especialistas”chamam de ajuste fiscal. Estão congelados os investimentos em educação, saúde, moradia, cultura, segurança pública, assistência social, tudo aquilo que você possa imaginar que é responsabilidade do governo fazer. É um ajuste que retalha a nossa carne, mas a gente não progride sem sacrifícios.

A saúde pública deve piorar. As universidades já estão tendo cortes nos seus orçamentos. O povo vai ter mais dificuldade de arranjar moradia. E vai ter mais gente morando na lama, sem saneamento. Mas pode ser que você ou algum desempregado de quem você goste muito, consiga um emprego. E aí, mesmo tendo menos creches e remédios de graça para os pobres, vai ser melhor porque as pessoas vão estar empregadas. Essa foi a desculpa de quem defendeu e aprovou essa proposta de congelamento de gastos.

Foi também pra ajudar os desempregados que foi encomendada a reforma trabalhista. O próprio Bolsonaro já disse várias vezes que é melhor um emprego sem direito nenhum do que o sujeito desempregado. E, de fato, isso tem lógica.

Veja a situação desse pessoal que faz entrega para esses aplicativos de multinacionais como o Ifood. Alguns trabalham até de bicicleta. No sol, na chuva. 8, 10 horas por dia, entrando pela noite. Engrossando as pernas, subindo ladeira. Rodando 10, 20, 30 km por dia. Eles estão empregados. Estão ganhando alguma coisa. Não estão tendo que mendigar. É claro que tem o risco de um carro passar por cima. De uma queda. De ficar uns meses parado, sem ganhar nada. Mas enquanto tá trabalhando, tá ganhando. Por isso Bolsonaro tem razão. Se a queda vier, se bater a cabeça no meio-fio, a família ajeita e sustenta o sujeito. Os amigos podem fazer uma cesta e levar pra ele.

Meio-ambiente? Pra que? O Brasil é um dos maiores produtores agrícolas do mundo. E o agronegócio gera desenvolvimento, dá emprego. Pra incentivar e resolver o problema do desemprego no campo, a solução é essa que o governo encontrou de liberar os agrotóxicos. É mais veneno que vai pra nossa comida, pros rios, mas o emprego também vai vir.

A Amazônia também pode ajudar. Ela é muito rica. É só deixar pra lá esse papo de preservação e de cuidado com índio e entregar tudo para os americanos. Eles são bons, têm dinheiro para investir e poderão contratar até os índios que estão por lá. O que não dá é para países que acabaram com suas florestas – tipo França, Alemanha e Noruega – quererem nos impedir de acabar com as nossas. Afinal, o importante é o emprego.

E então ficamos assim: os garotos e as garotas que têm hoje na faixa de 15 anos, 16 anos; que estão se criando no grande Bom Jardim (Fortaleza), na Rocinha (Rio), em Paraisópolis (São Paulo), na Ceilândia (Brasília)… Qualquer jovem “periférico”, como se diz, pode ficar tranquilo. Pode faltar casa boa e segura. Pode faltar saúde, bom estudo e lazer. Pode faltar boa água para beber e bom ar para respirar. Pode faltar tudo, mas não vai faltar emprego. Essa é a promessa. E o futuro é de vocês. Pensem.

Waldemir Catanho – Jornalista

PSDB divulga nesta segunda-feira pré-candidaturas às eleições 2020 no Ceará

O PSDB avalia nesta segunda-feira (19), na sede estadual do partido, a partir do meio-dia, o quadro sucessório nas prefeituras do Ceará, principalmente na Região Metropolitana de Fortaleza, onde os tucanos acreditam que poderão conquistar importantes municípios.

O presidente estadual do PSDB, o ex-senador Luiz Pontes, aponta avanços em Caucaia, com a pré-candidatura de Emília Pessoa, além das tendêndias naturais em Maracanaú, com Roberto Pessoa, e Horizonte, quando Chico César disputará a reeleição.

“Em Caucaia, a oposição se fortalece com o trabalho que vem sendo realizado pela vereadora Emília Pessoa, na Câmara Municipal, herdeira política do trabalho do seu irmão, Eduardo Pessoa, que nos deixou precocemente, mas não sem antes plantar essa semente de renovação que a população do município enxerga nela”, avalia o dirigente tucano.

Em Fortaleza, o ex-deputado estadual Carlos Matos vem dialogando os principais problemas e soluções na cidade. Em Juazeiro do Norte, no Cariri, o PSDB deverá disputar com o deputado Nelinho Freitas, que inicialmente concorreria à sucessão em Russas.

Bolsonaro assina decreto sobre bem-estar de animais usados em rodeios

Decreto presidencial assinado na noite deste sábado (17) estabelece que compete ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) avaliar os protocolos de bem-estar animal elaborados por entidades promotoras de rodeios.

Na prática, o decreto que o presidente Jair Bolsonaro assinou ao participar da 64ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos (SP) complementa a Lei nº 10.519 , de julho de 2002, que estabelece as normas de promoção e fiscalização da defesa sanitária animal em rodeios.

O decreto, que será publicado no Diário Oficial da União, estipula que o Mapa poderá, a qualquer momento, requerer parecer de especialistas para subsidiá-lo na avaliação dos protocolos de bem-estar dos animais empregados nos eventos de montaria, com ou sem provas de laço, realizados para avaliar a habilidade dos peões em dominar os animais.

O texto assinado pelo presidente também decreta que será responsabilidade dos órgãos de sanidade agropecuária dos estados e do Distrito Federal checar o cumprimento dos protocolos de bem-estar animal elaborados pelas entidades promotoras de rodeios e devidamente reconhecidos pelo Mapa. O reconhecimento destes protocolos se dará por meio de ato administrativo normativo assinado pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Pela Lei nº 10.519, de 2002, aplicam-se aos rodeios as disposições gerais relativas à defesa sanitária animal, incluindo-se a exigência dos atestados de vacinação contra a febre aftosa e de controle da anemia infecciosa equina.

Em nota, a associação Os Independentes, promotora da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, elogiou a assinatura do decreto. “Por meio de um ato corajoso, o presidente está demonstrando que é possível ter um rodeio 100% sem maus tratos [aos animais]. Esse decreto permitirá a realização de rodeios sem qualquer risco”, comentou Ricardo Batista da Rocha, presidente da associação.

(Agência Brasil)

Derrota do Fortaleza para o Inter provoca xenofobia nas redes sociais

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“Nordestinos analfabetos, aqui é Inter, o maior do sul”. A declaração carregada de desinformação e preconceito é do internauta Lucas Ordoñez Ballesteros, que se identifica nas redes sociais como gaúcho e torcedor do Internacional. Apesar da agressão, o comentário somente surgiu após o desenrolar dos diálogos entre torcedores de vários times do país, iniciados na esfera do futebol e avançados para o preconceito e a desinformação.

“Inter ganhando fora de casa com time reserva e contra time pequeno”, afirmou Derox. “Com reservas né, se fosse titular era 5 a 0”, completou João Gabriel. “O internacional venceria o Fortaleza de todas as formas com titulares ou com reservas”, apontou Hamilton Junior. “Time nordestino é isso”, desvirtuou o internauta Hospício 1909.

Sem perceber que o debate já entrara no campo do preconceito e da desinformação, torcedores do Ceará Sporting tentaram fazer coro às críticas contra o Fortaleza, até o momento em que o Vozão foi apontado como um dos rebaixados à Série B, ao lado do CSA, Avaí e o próprio Fortaleza.

“Tem futebol no estado de Ceará? Comédia. Respeito sempre é bom, mas, se tratando em futebol, o estado de Ceará é insignificante no cenário nacional. É igual do Maranhão, Paraíba, alagoano. O que esse tal de Fortaleza veio fazer na série A? Não tem tradição nenhuma nessa competição”, colocou o internauta Alamo Bandeira Cavalcante.

Torcedores dos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná, no entanto, saíram em defesa do bom diálogo e criticaram o preconceito e a desinformação contra os nordestinos.

“Idiota! Respeite o estado/região dos outros”, disse o torcedor Idiota! É o Coringão 1910. “cara, eu acho que voc~e deve está falando de outro Nordeste, pois entra aí no site do ITA e vê qual é o maior percentual de aprovação… Deixa de ser besta cara. Vai estudar, inútil”, completou o torcedor Enzo Maxmilian. “Esse lucas não nos representa”, criticou o torcedor Aderson Restinga Nova.

“Geração mimimi, tudo é racismo. Eu tenho culpa se o Nordeste é a região com maior índice de analfabetismo no Brasil?”, insistiu Lucas Ordoñez Ballesteros, no que acredita como “ser superior”…

Bolsonaro avalia indicações para PGR

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O primeiro mandato de dois anos da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, termina no dia 17 de setembro. A renovação do mandato de Dodge pelo mesmo período ou a escolha de um novo procurador depende de uma indicação do presidente Jair Bolsonaro. Antes de tomar posse, o escolhido precisa ser sabatinado pelo Senado e ter nome aprovado pelo plenário da Casa. Não há prazo legal para indicação.

Além da tradicional lista tríplice elaborada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), mais dois subprocuradores correm por fora e também podem ser indicados. Bolsonaro não é obrigado por lei a seguir uma indicação da lista tríplice.

O subprocurador Mário Bonsaglia foi o mais votado na lista elaborada pela associação. Bonsaglia é membro do MPF desde 1981. Doutor em direito pela Universidade de São Paulo (USP), ele passou por órgãos de direção do MPF, como Conselho do MP e o Conselho Superior.

Luiza Frischeisen ficou em segundo lugar. É procuradora de República desde 1992 e doutora em direito pela USP. Entre 2013 e 2015, integrou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), na cadeira destinada ao MPF.

Em terceiro lugar ficou Blal Dalloul. É o único dos concorrentes que não é subprocurador da República, atuando como procurador no Rio de Janeiro.

Fora da lista, também podem ser indicados os subprocuradores Augusto Aras e Paulo Gonet Branco. Aras nasceu em Salvador e é integrante do MPF desde 1987. É Doutor em direito constitucional pela PUC-SP. Ele também é professor de direito eleitoral e privado na Universidade de Brasília (UnB).

Paulo Gonet è membro do MPF desde 1987. Atua no Supremo Tribunal Federal como representante do Ministério Público nas turmas da Corte. Doutor em direito e professor de direito constitucional. Gonet foi sócio do ministro do STF Gilmar Mendes no Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), faculdade de Direito em Brasília. A sociedade foi desfeita em 2017.

A procuradora-geral Raquel Dodge foi indicada para o cargo pelo então presidente Michel Temer, em 2017. Na ocasião, ela ficou em segundo lugar pela indicação dos pares.

Nesta semana, o presidente Jair Bolsonaro disse que o novo procurador-geral da República deverá ser alinhado com os interesses de seu governo.

(Agência Brasil)

Camilo avalia projetos para os municípios dos Inhamuns

Em reunião com o deputado federal Domingos Neto, com a deputada Patrícia Aguiar e com os ex-governador Domingos Filho, nesse sábado (17), no Palácio da Abolição, o governador Camilo Santana avaliou projetos para os municípios da Região dos Inhamuns.

Além de projetos de infraestrutura, do Cinturão das Águas, da Ferrovia Transnordestina e da nova política de saúde, Camilo também informou sobre a integração asfáltica entre os municípios da Região dos Inhamuns (Parambu, Quiterianópolis, Novo Oriente, Poranga e Crateús) com os municípios de divisa com o Piauí (Pimenteiras, Assunção, São José do Tapuiu, Cocal dos Alves e Buriti dos Montes).

Camilo falou que o tema já foi tratado com o governador piauiense, Wellington Dias, quando os dois governadores aprovaram a proposta.

(Foto: Arquivo)

Empresas cearenses poderão conhecer mercado exterior em evento gratuito

Com o tema “A força das Micro e Pequenas Empresas”, será realizado na quinta-feira (22), no Centro de Negócios do Sebrae, na Praia de Iracema, a terceira edição do Ceará Global, evento gratuito voltado para empreendedores, investidores, entidades de classe e poder público ligados ao comércio exterior.

O evento, que deverá reunir 500 participantes, terá palestras, cases e workshops sobre os principais temas que envolvem o comércio exterior e o investimento estrangeiro no Estado

Segundo Rômulo Alexandre, presidente do Conselho de Relações Internacionais da FIEC e um dos articuladores do Ceará Global 2019, as empresas têm buscado expandir a sua atuação no mercado internacional, quer através da exportação de seus produtos, quer na identificação de fornecedores integrados numa cadeia global de suprimentos”.

As inscrições gratuitas estão disponíveis até a terça-feira (20), por meio do site https://www.sympla.com.br/ceara-global-2019–a-forca-das-mpes__572148

(Foto: Arquivo)

Mega-Sena volta a acumular e prêmio da quarta-feira será de R$ 31 milhões

Nenhum apostador acertou os seis números da Mega-Sena, sorteados na noite desse sábado (17), em São Paulo. Segundo estimativa da Caixa Econômica Federal, o prêmio da Quarta-feira (21) será de R$ 31 milhões.

Os números sorteados foram: 1012162128 e 38.

As 95 apostas com cinco acertos receberão R$ 28,2 mil, cada. As 6.869 apostas com quatro acertos receberão R$ 558, cada.

Já a Quina também voltou a acumular e o prêmio desta segunda-feira será de R$ 6,4 milhões, de acordo ainda com a estimativa da Caixa. Os números sorteados foram: 23 – 48 – 53 – 56 e 77.

As 157 apostas com quatro acertos receberão R$ 3,6 mil. Já as 8.765 apostas com três acertos receberão R$ 98, cada.

Maior rendimento do FGTS exige atenção na hora do saque

A distribuição de 100% dos lucros do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) exigirá planejamento do trabalhador que sacar tanto os R$ 500 distribuídos até março como os saques na data do aniversário a partir de abril do próximo ano. A mudança nos rendimentos fará o FGTS render mais que a poupança e os títulos do Tesouro Direto vinculados à Selic – juros básicos da economia.

Atualmente, a taxa Selic está em 6% ao ano, no menor nível da história, e deve cair ainda mais na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na metade de setembro. A poupança rende atualmente 4,2% ao ano, o equivalente a 70% da Selic. Em contrapartida, o FGTS deverá encerrar 2019 com rendimento de 6,18%.

O FGTS rende 3% ao ano mais a Taxa Referencial (TR), que está zerada. Além disso, desde 2017, o fundo distribuía 50% dos lucros do ano anterior. Dessa forma, metade do lucro era dividida entre os cotistas, cada um ficando com um valor proporcional ao saldo da conta.

Em 2017, o FGTS distribuiu R$ 7,2 bilhões dos resultados de 2016 entre os trabalhadores. Em 2018, o valor repartido chegou a R$ 6,23 bilhões dos lucros do ano anterior. Para este ano, no entanto, o balanço provisório do FGTS em 2018, em análise pela Caixa Econômica Federal, aponta lucro de 12,2 bilhões, o que daria rentabilidade total de 6,18%.

Planejamento

A rentabilidade superior a 6% não garante que o Fundo de Garantia renda esse valor todos os anos. Na verdade, a tendência é que os lucros diminuam em valor absoluto nos próximos anos com a os saques nas contas ativas e inativas. Segundo o próprio Ministério da Economia, serão liberados R$ 28 bilhões do FGTS em 2019 e R$ 12 bilhões em 2020, diminuindo o estoque de recursos no fundo.

Professor de Finanças do Ibmec, Gilberto Braga, diz que o aumento de rentabilidade do FGTS exigirá cuidado e planejamento do trabalhador. Ele, no entanto, diz que diversos instrumentos continuam a oferecer rendimentos maiores que o Fundo de Garantia.

“Os títulos prefixados do Tesouro Direto de prazo maior ainda são uma alternativa atrativa e costumam ser procurados nos momentos de queda da Selic, como o atual”, explica. Os papéis prefixados com vencimento em 2025 eram vendidos com rendimento de 6,85% ao ano na última sexta-feira (16).

Outra opção são as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e Letras de Crédito Imobiliário (LCI), que são isentas de Imposto de Renda. Esses investimentos, no entanto, exigem valores elevados de aplicações iniciais, a partir de R$ 1 mil ou R$ 5 mil, e só podem ser resgatado no vencimento da aplicação, que chega a sete anos para os papéis mais atrativos.

O coordenador do MBA de gestão financeira da Fundação Getulio Vargas, Ricardo Teixeira, no entanto, diz que o trabalhador deve analisar as opções e estar ciente de que, com a queda da taxa Selic, o investidor deverá assumir mais riscos se quiser obter rendimentos elevados. “O trabalhador deve estar atento para fazer boas aplicações, mas deverá saber que correrá risco maior. Quem está próximo da aposentadoria e sacará o FGTS em breve, talvez esse risco pode ser válido, mas é preciso cuidado e conhecimento”, aconselha.

Recomendações

Os dois especialistas aconselham ao trabalhador sacar a parcela de R$ 500 para quitar dívidas. Caso o valor do débito seja grande, ele poderá usar o valor retirado para negociar um abatimento. Se o trabalhador não tiver dívida, os dois economistas recomendam a montagem de uma reserva de emergência, equivalente a alguns meses da renda, para dar segurança financeira.

O investimento mais indicado para reservas de emergência são os títulos do Tesouro corrigidos pela Selic, que podem ser sacados com facilidade e sem perdas a partir do 30º dia. Mesmo com os juros básicos da economia rendendo menos que o FGTS em 2019, a montagem da reserva de emergência pode ser vantajosa ao constituir um colchão financeiro para o trabalhador.

“Mesmo rendendo mais que a Selic atualmente, o dinheiro do FGTS está parado na conta e só pode ser retirado em situações especiais. Com a liberação dos saques, o dinheiro passará a constituir uma reserva que pode ser usada em momentos de imprevistos. Sob esse ângulo, retirar o dinheiro pode valer a pena, mas cada caso é um caso”, diz Braga.

Somente depois de constituir a reserva de emergência, o trabalhador pode investir o restante, tendo a consciência de que o dinheiro ficará parado muitos anos para obter rendimentos expressivos. “Se o trabalhador usar o dinheiro que sobrar do FGTS para consumir, que compre bens duráveis e de que realmente esteja precisando. Mas, se já tiver uma reserva de emergência, o ideal é investir pensando no longo prazo”, explica Teixeira.

(Agência Brasil)