Papa suspende punição igual a de Padre Cícero

Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (10):

O papa Francisco acaba de reabilitar o padre e ex-ministro de Relações Exteriores da Nicarágua, Miguel d’Escoto Brockmann, de 81 anos, que havia sido suspenso a divinis pelo papa João Paulo II (a mesma penalidade aplicada ao Pe. Cícero Romão, em sua época) por se recusar a deixar o governo sandinista.

D’Escoto havia escrito uma carta ao atual papa expressando seu desejo de voltar a celebrar a Eucaristia “antes de morrer”. Francisco respondeu imediatamente não só suspendendo a punição (o que não sucedeu com o Patriarca de Juazeiro, que morreu sem voltar a rezar missa), mas, determinando ao superior do sacerdote sua reintegração à congregação, o quanto antes.

A decisão irrita os conservadores e torna mais nítida a aproximação do Pontífice com os antigos expoentes da Teologia da Libertação. Não é à toa que Francisco está sendo chamado de “comunista” por certos círculos políticos e empresariais americanos. O Papa é única autoridade com plateia mundial a se contrapor frontalmente ao neoliberalismo. Por isso, é cada vez mais admirado pelos povos da América Latina.

Eliomar de Lima

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