Por uma responsabilidade intransferível

Com o título “A Responsabilidade intransferível”, eis artigo do presidente da Federação das Indústrias do Ceará, Roberto Macedo, que aborda as eleições em Fortaleza. Ele chama a atenção para o fato de que, mesmo apoiado pelo governador Cid Gomes, cabe a Roberto Cláudio a responsabilidade pela administração e o compromisso de ser o prefeito de todos. Confira:

Uma das características mais fortes na eleição para a Prefeitura de Fortaleza, concluída no domingo passado, foi o papel desempenhado por dois governantes em trincheiras eleitorais opostas: de um lado, o governador do Estado, Cid Gomes, e do outro, a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins.

A dura refrega entre esses dois líderes foi vencida pelo governador que, ao assegurar a eleição do seu candidato Roberto Cláudio, aumentou seu cacife político no plano local e nacional. O ex-presidente Lula até que se esforçou para influir no resultado, mas o eleitor fortalezense soube separar bem as questões locais dos seus sentimentos relativos à dimensão nacional.

No entanto, em que pese a importância do apoio recebido, a responsabilidade pela administração da nossa capital é do prefeito eleito. E essa é uma responsabilidade intransferível. Afinal, o compromisso primeiro de quem senta na cadeira de prefeito é com a comunidade fortalezense. O momento eleitoral passou, agora é a hora da gestão.

É claro que, considerando a urgência de concluir um conjunto de obras inacabadas e de iniciar imediatamente outras que não podem deixar de serem feitas dentro do curtíssimo prazo que resta para a realização da Copa do Mundo de 2014, a sintonia entre as administrações municipal e estadual é imperiosa.

Na verdade, por conta também da nossa complexidade urbana, é indispensável a integração com a esfera federal e com todos os agentes locais, nos campos social, econômico e político, para que Fortaleza possa oferecer uma boa qualidade de vida a seus habitantes.

É preciso agir sem perda de tempo, pois os problemas de Fortaleza agravaram-se nos últimos anos no que se refere à mobilidade, à segurança, à saúde, à educação, à cultura, ao trabalho e ao lazer. Nossa cidade, que sempre foi tão agradável e acolhedora, perdeu muito desses atributos por falta de providências indispensáveis na gestão de uma cidade do seu porte.

Reverter esse quadro é o maior desafio para o prefeito eleito. Roberto Cláudio, além do seu plano de campanha, poderá ter muito facilitada a sua tarefa se lançar mão de inúmeras contribuições da sociedade que se encontram engavetadas, como as que constam do Planefor, do Pacto por Fortaleza (Câmara Municipal) e do livro Fortaleza – Cidade e Economia (Cento Industrial do Ceará).

Ademais, como declarou no segundo turno, o novo prefeito tem a disposição de aproveitar as melhores propostas feitas por outros postulantes, durante a campanha eleitoral. Independentemente de diferenças partidárias, o que interessa para Fortaleza é aquilo que ajude a resolver seus problemas atuais e a projetá-la nacional e internacionalmente como metrópole cheia de oportunidades e boa de se viver.

A sociedade fortalezense já deu inúmeras provas de que deseja e pode contribuir na solução dos problemas de sua cidade. Que o prefeito saiba conduzir os mecanismos canalizadores dessa disposição para dar respostas a questões emergenciais e planejar o desenvolvimento sustentável de Fortaleza a médio e longo prazos.

Roberto Macêdo

roberto@pmacedo.com.br

Empresário

Eliomar de Lima

Sobre Eliomar de Lima

Jornalista, radialista, professor e escritor de histórias infantis, mas, acima de tudo, um viciado em informação, não dispensa cantarolar de vez em quando. Pra não dizer que fugimos do mundo da intelectualidade, temos Especialização em Gestão da Comunicação. Email:eliomarmar@uol.com.br / eliomardelima@gmail.com

Um comentário sobre “Por uma responsabilidade intransferível

  1. olha amigo, quem quiz roberto claudio foi o povo, eles políticos esquecem que o povo elege o povo tira do poder, quem mandou ela não fazer nada em fortaleza, os projetos do DR JURACI, nem um foi cumprido, apesar do bolsa familia que compra voto ijdiretament, ele não ganhou graças a deus s não estaríamos todos na rua da margura o tempo dela já passou, o do P T também, o que os governantes não fizeram em todo tempo o P T fez em dois mandatos, eles queriam mais passou a onda como o lula falou que o P T era uma onda, a onda foi embora, vou parar pode eu falar coisa que não devo que sei muito mais, abraços, lucia linhares.

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