Prefeitura dá fim à “Favela do Clovis”

A Secretaria Municipal de Assistência Socal (Semas) mandou para este Blog comunicado informando ter tomado providências com relação à “Favela do Clovis” – como a Praça Clovis Bevilaqua estava sendo chamada por ter sido invadida por moradores de rua. Confira:

A Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) informa que hoje pela manhã 39 pessoas, em situação de rua que foram retiradas da Praça da Bandeira, foram abrigadas em uma unidade da Assistência Social, localizada na Secretaria Executiva Regional I. O abrigo é temporário enquanto se organiza a implantação de um hotel popular que está sendo articulada pela Semas junto ao Gabinete da Prefeita e à SDH (Secretaria de Direitos Humanos de Fortaleza).

Ainda no dia de hoje, a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) realizou os primeiros atendimentos junto a essas pessoas, verificando nomes, documentações e outras demandas. Essas pessoas estão sendo acompanhadas pelas equipes do Serviço Especializado de Abordagem de Rua e do Centro de Referência Especializado de Assistência Social para população de rua (Creas pop), formadas por Assistentes Sociais, Psicólogos e Educadores Sociais.

O abrigo disponibiliza também equipe de serviços gerais e manipuladora de alimentos. Além de dois banheiros e alimentação, também foram entregues colchonetes aos abrigados. Ainda na tarde de hoje, uma equipe de saúde foi à unidade para realizar os primeiros atendimentos médicos, verificando apenas alguns casos de virose. Está prevista uma equipe de médicos e enfermeiros para acompanhar essas famílias.

Ontem, outras nove pessoas que estavam na Praça da Bandeira foram encaminhadas ao Espaço de Acolhimento Noturno para População de Rua, da Semas (localizado na Av. da Universidade) e um adolescente ao Programa Ponte de Encontro da SDH (Secretaria dos Direitos Humanos de Fortaleza).

Este assunto foi também denunciado pelo Blog, na tarde dessa quarta-feira, com foto de Paulo Moska:

Eliomar de Lima

Sobre Eliomar de Lima

Jornalista, radialista, professor e escritor de histórias infantis, mas, acima de tudo, um viciado em informação, não dispensa cantarolar de vez em quando. Pra não dizer que fugimos do mundo da intelectualidade, temos Especialização em Gestão da Comunicação. Email:eliomarmar@uol.com.br / eliomardelima@gmail.com

4 comentários sobre “Prefeitura dá fim à “Favela do Clovis”

  1. A NOTA ACIMA NÃO REFLETE OS FATOS MOSTRADOS PELAS TELEVISÕES NO DIA DE HOJE. NA REALIDADE,SEGUNDO O QUE FOI EXIBIDO, OS MORADORES FORAM TRATADOS COMO BANDIDOS.FOI POSSÍVEL VÊ-LOS ENCOSTADOS NA PAREDE( MAIS PARECIA UMA BATIDA POLICIAL)ENQUANTO ERAM INTERROGADOS PELA GUARDA CIVIL VESTIDA DE FORMA ASSINTOSA. INCLUSIVE NÃO FOI VERIFICADA A PRESENÇA DE ASSISTENTES SOCIAIS( PELO MENOS NENHUM FOI ENTREVISTADO). O QUE SE VIU FOI A VELHA MANEIRA DE SE LIDAR COM FAVELADOS:”BOTA A MÃO NA CABEÇA, VAGABUNDO”.A QUEM PERTENCE A VERDADE?

  2. A Prefeitura está certa em retirar esta ocupação irregular do espaço público. Deve ainda reformar a praça para que a mesma não venha sofrer nova ocupação. Fortaleza é carente de espaços públicos para lazer e prática de exercício e por isso dou total apoio a esta iniciativa. Parabéns!

  3. Abrigo de assistência social é eufemismo da SEMAS. Os moradores foram enviados para uma escola municipal, a escola Lenira Jurema, localizada à rua Teófilo Gurgel, esquina com rua Júlio Pinto no bairro Monte Castelo. Os moradores ficaram apavorados quando alguns carros chegaram ao local e simplesmente DESPEJARAM as famílias na escola e em seguida bateram em retirada. Até a diretora do local sem saber do que se tratava tentou fechar as portas para barrar o que ocorria, mas teve que ceder. Não há assistência no local, não há um acompanhamento digno das famílias. Aliás, a Prefeitura de Fortaleza parece ter costume de destinar famílias desamparadas para o bairro Monte Castelo. Recentemente foi ajustado um termo de compromisso entre a Associação de Moradores e a Prefeitura, mediado pelo Ministério Público para desocupação de um outro espaço público (Centro de Treinamento Manuel Dias Branco), localizado à rua João Tomé, também no Monte Castelo, e as famílias puderam ter destinação adequada. Depois de ser alertada sobre os problemas sociais (tanto por parte da população residente próximo ao local quando PRINCIPAMENTE po parte das famílias vivendo sem condições mínimas de dignididade), a Prefeitura simplesmente joga seres humanos dentro de uma escola. Isso é digno? Isso é correto? Não cabe mais essa história de “provisoriamente”, pois são fatos que se repetem. O provisoriamente da prefeitura nestes casos costuma se arrastar por meses. E as aulas das crianças, como vão ficar? Elas que se danem? Ou é justo crianças conviverem com famílias em seu local de estudo? Fica a denúncia e mais do que isso, o sentimento de indignação e repúdio à atual gestão municipal.

  4. A Prefeitura de Fortaleza já era para ter construido abrigos para alojar a população que mora na rua, mas claro que isso é pedir demais a essa administração.

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