Serra altera agenda de visita ao Ceará

Mudança na agenda da visita do candidato a presidente da República pelo PSDB/DEM, José Serra, ao Ceará, neste sábado. Devido ao mau tempo que se registra em Londrina (PR), o postulante atrasará sua programação em Canindé (120 km de Fortaleza).

José Serra, ainda em Londrina, só aterrissará em Fortaleza no começo da tarde e deverá iniciar visita à cidade de Canindé a partir das 14 horas. Ali, ele vai se reunir com lideranças dos partidos aliados (PPS-PR-DEM-PMN), quando tratará da estratégia da campanha.

Às 16 horas, na Basílica de São Francisco das Chagas, Serra assistirá a uma missa. Em seguida, regtornará para Fortaleza, de onde embarcará para Sao Paulo.

A visita de Serra ao Ceará faz parte da estratégia de reforçar sua presença eleitoral na região Nordeste, a única onde Dilma Rousseff (PT) lidera na inteção de votos. Serra obteve 16% de votos no Estado no primeiro turno.

Eliomar de Lima

Sobre Eliomar de Lima

Jornalista, radialista, professor e escritor de histórias infantis, mas, acima de tudo, um viciado em informação, não dispensa cantarolar de vez em quando. Pra não dizer que fugimos do mundo da intelectualidade, temos Especialização em Gestão da Comunicação. Email:eliomarmar@uol.com.br / eliomardelima@gmail.com

7 comentários sobre “Serra altera agenda de visita ao Ceará

  1. Serra fica no aeroporto mesmo!Esse mau tempo é aviso de São Francisco, dizendo que os cearenses não querem você aqui não, ainda mais em Canindé, onde o povo é Lula, é Dilma, é 13.Pega o beco Serra, de carona com o caleguim

  2. A presença, nada agradável dos derrotados tucanos, ex-comunistas e dem(os) locais, poderá fazer tremer até a estátua de São Francisco na simpática Canindé. Que os fiéis se preparem para ouvir tanta lorota…

  3. Os padres de Caninde devem rezar muito pelo serra e a esposa. Que pelo o está rolando na imprensa é uma acusação grave. Ex-alunas dizem que Monica Serra fez aborto.

  4. O atraso do Serra se deveu a um impasse entre Iemanjá, São Francisco e o Bispo Edir Macedo. Todos queriam fidelidade, nada dessa história de que a jurisdição se restringe aos limites fronteiriços.

  5. O Serra deveria ser era descumungado em Canindé!!!

    Sou Nordestino e não voto em Serra/PSDB.

    Sinônimo de privatizações, contra as classes trabalhadoras….

  6. Deu na Folha: mulher de Serra fez aborto do tucano
    sáb, 16/10/10 por Décio Sá | categoria Eleições | Tags aborto, Dilma Roussef, José Serra, Lula, Monica Serra

    Por Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo:

    São Paulo – O discurso do candidato à Presidência José Serra (PSDB) de que é contra o aborto por “valores cristãos”, que impedem a interrupção da gravidez em quaisquer circunstâncias, é questionado por ex-alunas de sua mulher, Monica Serra.

    Num evento no Rio, há um mês, a psicóloga teria dito a um evangélico, segundo a Agência Estado, que a candidata Dilma Rousseff (PT), que já defendeu a descriminalização do aborto, é a favor de “matar criancinhas”.

    Aborto aconteceu quando casal estava exílio
    Segundo relato feito à Folha por ex-alunas de Monica no curso de dança da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), a então professora lhes contou em uma aula, em 1992, que fez um aborto quando estava no exílio com o marido.

    Depois do golpe militar no Brasil, Serra se mudou para o Chile, onde conheceu a mulher. Em 1973, com o golpe que levou Augusto Pinochet ao poder, o casal se mudou para os Estados Unidos.

    Outro lado

    A Folha tentou falar com Monica Serra durante dois dias para comentar o relato das ex-alunas, sem sucesso. Um dia depois do debate da TV Bandeirantes, no domingo, 10, a bailarina Sheila Canevacci Ribeiro, 37, postou uma mensagem em seu Facebook para “deixar a minha indignação pelo posicionamento escorregadio de José Serra” em relação ao tema.

    Ela escreveu que Serra não respeitava “tantas mulheres, começando pela sua própria mulher. Sim, Monica Serra já fez um aborto”. A mensagem foi replicada em outras páginas do site e em blogs.

    “Com todo respeito que devo a essa minha professora, gostaria de revelar publicamente que muitas de nossas aulas foram regadas a discussões sobre o seu aborto traumático”, escreveu Sheila no Facebook. “Devemos prender Monica Serra caso seu marido fosse [sic] eleito presidente?”

    À Folha a bailarina diz que “confirma cem por cento” tudo o que escreveu. Sheila afirma que não é filiada a partido político. Diz ter votado em Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) no primeiro turno. No segundo, estará no Líbano, onde participará de performance de arte.

    Se estivesse no Brasil, optaria por Dilma Rousseff (PT). Sheila é filha da socióloga Majô Ribeiro, que foi aluna de mestrado na USP de Eva Blay, suplente de Fernando Henrique Cardoso no Senado em 1993. Majô foi pesquisadora do Núcleo de Estudos da Mulher e Relações Sociais de Gênero da USP, fundado pela primeira-dama Ruth Cardoso (1930-2008).

    Militante feminista, Majô foi candidata derrotada a vereadora e a vice-prefeita em Osasco pelo PSDB. A socióloga disse à Folha estar “preocupada” com a filha, mas afirma que a criou para “ser uma mulher livre” e que ela “agiu como cidadã”. Sheila é casada com o antropólogo italiano Massimo Canevacci, que foi professor de antropologia cultural na Universidade La Sapienza, em Roma, e hoje dirige pesquisas no Brasil.

    A Folha localizou uma colega de classe de Sheila pelo Facebook. Professora de dança em Brasília, ela concordou em falar sob a condição de anonimato. Contou que, nas aulas, as alunas se sentavam em círculos, criando uma situação de intimidade. Enquanto fazia gestos de dança, Monica explicava como marcas e traumas da vida alteram movimentos do corpo e se refletem na vida cotidiana.

    Segundo a ex-estudante, as pessoas compartilhavam suas histórias, algo comum em uma aula de psicologia. Nesse contexto, afirmou, Monica compartilhou sua história com o grupo de alunas. Disse ter feito o aborto por causa da ditadura.

    Ainda de acordo com a ex-aluna, Monica disse que o futuro dela e do marido, José Serra, era muito incerto. Quando engravidou, teria relatado Monica à então aluna, o casal se viu numa situação muito vulnerável. “Ela não confessou. Ela contou”, diz Sheila Canevacci. “Não sou uma pessoa denunciando coisas. Mas [ela é] uma pessoa pública, que fala em público que é contra o aborto, é errado. Ela tem uma responsabilidade ética.”
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