Seuma – Quem dissocia ambiente natural do construído está em descompasso

Com o título “Integração do ambiente natural e construído”, eis artigo da secretária de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza (Seuma), Águeda Muniz, no O POVO desta terça-feira. Para ela, quem dissocia o ambiente natural do que é construído, entra num descompasso. Águeda destaca: a cidade nunca teve politica ambiental. Confira:

Quem dissocia o ambiente natural do ambiente construído está, no mínimo, em descompasso com o conceito de sustentabilidade ambiental, que em 1986, quando do relatório de Brutland já se apoiava em três pilares: o ecologicamente correto, o socialmente justo e o economicamente viável. É no século XXI, que Hall e Pfeiffer, na obra Urban Future 21, publicada em 2000, afirmam que a garantia de uma cidade sustentável deve estar voltada para a solução de problemas relacionados aos aspectos que compõe a cidade: econômico, democrático, social, habitacional, vital (construção da cidade habitável), acessível e, claro, o aspecto ambiental. Pensar desta forma é quebrar paradigmas.

A política ambiental para Fortaleza resulta em um conjunto de ações e projetos para um município que nunca possuiu tal política, e onde o meio ambiente sempre foi tratado à parte do urbanismo, o que historicamente acabou trazendo diversos problemas. Elaborada e aprimorada por meio de diferentes canais de participação democrática – reuniões com os vários segmentos, fóruns mensais de urbanismo e meio ambiente, Fórum Adolfo Herbster, reuniões do Comam e vistorias e fiscalizações/autuação das células de controle da poluição urbana-ambiental -, a política ambiental para Fortaleza parte do conceito de integrar o ambiente natural com o ambiente construído. É dividida em três eixos, Planejamento e Gestão dos Sistemas Naturais, Sustentabilidade e Educação Ambiental, os quais atuam nos componentes àreas verdes, águas e controle da poluição.

Como resultado, pretende-se criar novas centralidades por meio da promoção da qualidade das áreas de lazer como parques e praças, atingindo a todos os bairros; contribuir para a mobilidade urbana com conforto, seja por meio da construção de ciclovias, seja pela massiva arborização contribuindo para os pedestres, ou ainda, contribuindo para a diminuição das emissões de gases e do consumo de combustíveis (ampliado durante os engarrafamentos) com intervenções de melhoria do tráfego de veículos.

Desta forma será possível oferecer a todas as rendas oportunidades e qualidade de vida, ou seja, é também reduzir desigualdades sociais. Por fim, uma cidade que seja ambientalmente saudável é reflexo da consciência ambiental de seus próprios gestores e da educação de sua população.

Águeda Muniz

opiniao@opovo.com.br
Secretária de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza.

Eliomar de Lima

Sobre Eliomar de Lima

Jornalista, radialista, professor e escritor de histórias infantis, mas, acima de tudo, um viciado em informação, não dispensa cantarolar de vez em quando. Pra não dizer que fugimos do mundo da intelectualidade, temos Especialização em Gestão da Comunicação. Email:eliomarmar@uol.com.br / eliomardelima@gmail.com

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