Sindicato dos Bancários divulga nota repudiando Felipão

O presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Carlos Bezerra, manda nota para Blog repudiando a declaração do técnico Luis Felipe Scolari sobre o trabalho dos bancários do Banco do Brasil, feita na entrevista coletiva desta quinta-feira 29, no Rio de Janeiro, ao reassumir o posto de treinador da Seleção Brasileira. Ao afirmar que jogador tem que que ter pressão e “se não tiver pressão, vai trabalhar no Banco do Brasil, senta no escritório e não faz nada”, Felipão não apenas desrespeitou, segundo a nota, os trabalhadores bancários como demonstrou “total desconhecimento sobre a realidade do trabalho no sistema financeiro nacional”. Confira a nota:

CARTA DE REPÚDIO À DECLARAÇÃO DO SENHOR LUÍS FELIPE SCOLARI CONTRA OS BANCÁRIOS DO BANCO DO BRASIL

Eu, Carlos Eduardo Bezerra Marques, cidadão brasileiro, bancário do Banco do Brasil desde 2001 e presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará e da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Nordeste – FETRAFINE/CUT, venho a público manifestar meu total repúdio ao novo técnico da seleção brasileira de futebol, senhor Luís Felipe Scolari, pela sua declaração depreciadora e infeliz feita nesta quinta-feira, 29 de novembro, pela manhã, na sua coletiva de imprensa contra os mais de 100 mil bancários do Banco do Brasil.

O técnico da seleção deveria conhecer a realidade vivida cotidianamente por um bancário do Banco do Brasil que sofre pressão para cumprimento de metas inatingíveis, assédio moral, é perseguido por lutar e defender seus direitos e combater as fraudes trabalhistas que ocorrem dentro do banco.

Entendo que o senhor Luís Felipe Scolari, como pessoa pública e formadora de opinião, deveria se retratar e pedir desculpas aos bancários do BB, pois eles exercem um papel fundamental na sociedade brasileira, trabalhando de forma exemplar e com eficácia em um dos maiores patrimônios do povo brasileiro, que é o Banco do Brasil.

* Carlos Eduardo Bezerra Marques,

Presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará.

Eliomar de Lima

Sobre Eliomar de Lima

Jornalista, radialista, professor e escritor de histórias infantis, mas, acima de tudo, um viciado em informação, não dispensa cantarolar de vez em quando. Pra não dizer que fugimos do mundo da intelectualidade, temos Especialização em Gestão da Comunicação. Email:eliomarmar@uol.com.br / eliomardelima@gmail.com

7 comentários sobre “Sindicato dos Bancários divulga nota repudiando Felipão

  1. Muito mau o começo do novo antigo técnico da seleção, para quem pretende ganhar uma copa do mundo dentro de casa poderia falar mau dos cartolas da CBF, e não dos trabalhadores bancários é um desrespeito ao trabalhador brasileiro.

  2. Felipão só errou o alvo, em vez do Banco do Brasil ele poderia ter dito a Secretaria de Saúde do Ceará; e assim ficaria: “Médico tem que ter pressão pra trabalhar, se não tiver pressão vai pra Secretaria de Saúde do Ceará pra não fazer nada”.

  3. Ô besteirol tremendo do presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, um cara sem espirito de humor. Parece que nao é cearense. O que ele, Felipao, quis dizer foi que o cargo de técnico da seleçao de futebol do Brasil é um posto de risco, sem direito à estabilidade, pois pode ser demitido a qualquer momento pelo presidente da CBF em razão de pressao dos torcedores. Já um cargo no BB nao tem esse risco: o funcionário do BB para ser demitido é necessário um processo e um processo dificil, prolongado. O funcionario do BB goza de estabilidade. Vejamos a estabilidade de que goza o barnabé do serviço público: Disposta no artigo 41 da nossa Constituição Federal, com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 19/98, a estabilidade nada mais é do que uma garantia concedida aos servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público, após o decurso de três anos de efetivo exercício. E tem mais. A lei 9.962/2000 que disciplina o regime de emprego público do pessoal da Administração federal direta, autárquica e fundacional, dispõe em seu art. 3º:O contrato de trabalho por prazo indeterminado somente será rescindido por ato unilateral da Administração pública nas seguintes hipóteses:
    I – prática de falta grave, dentre as enumeradas no art. 482 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT;
    II – acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas;
    III – necessidade de redução de quadro de pessoal, por excesso de despesa, nos termos da lei complementar a que se refere o art. 169 da Constituição Federal;
    IV – insuficiência de desempenho, apurada em procedimento no qual se assegurem pelo menos um recurso hierárquico dotado de efeito suspensivo, que será apreciado em trinta dias, e o prévio conhecimento dos padrões mínimos exigidos para continuidade da relação de emprego, obrigatoriamente estabelecidos de acordo com as peculiaridades das atividades exercidas. Ô presidente dos Bancários, tenha espírito de humor, homi!

  4. Eu não concordo com a afirmação do Felipão,penso bem diferente,mas ele tem todo direito de achar o que quiser e expor da maneira que quiser.Não precisa de chiliques.

  5. De todo, o técnico de futebol, infelizmente, não errou!
    A qualidade do funcionalismo do BB, e o seu atendimento, de fato, já foram bem melhores!
    E, “PT, fraudações”!

  6. Menos caro Carlos, não vamos aos extremos, essa colocação do Felipe Scolari é 100% desprovida de más intenções, é força de expressão, não vista a carapuça, kkkk, deixa para lá CARLOS ….

  7. Na entrevista coletiva em que foi apresentado como técnico da seleção nacional, Luiz Felipe Scolari fez uma brincadeira sobre a pressão sofrida por qualquer ocupante de seu novo emprego. “Se não quer pressão é melhor não jogar na seleção, vão trabalhar no Banco do Brasil”, disse ao completar a declaração de que ganhar a Copa de 2014 é uma obrigação. Bastou isso para que o mundo desabasse sobre sua cabeça. Apesar de ser esta notoriamente dura, seu dono, o autor da graçola, submetido a críticas de sindicatos de bancários e diretores e funcionários do BB, terminou pedindo desculpas em público.

    O autor destas linhas é do tempo em que passar no concurso para o Banco do Brasil era quase como ganhar na loteria da Caixa Econômica Federal. Perceba que a sorte neste país está sempre sob chancela estatal. Emprego estável garantido, prestígio social e, como insinuou Felipão, vida mansa. Hoje já não se pode dizer o mesmo, mas também não é uma ocupação de que alguém venha a arrepender-se algum dia, principalmente diante das vicissitudes da economia, que às vezes provocam dores de cabeça nos assalariados da iniciativa privada, mas nunca prejudicam as evidentes vantagens de quem vive sob os auspícios da viúva.

    De pouco adiantou o currículo do técnico, o último a dirigir uma seleção brasileira campeã do mundo, em 2002, na Ásia: ele teve de ajoelhar no milho e se penitenciar perante a corporação. Logo depois de seu triunfo, a gestão federal do Partido dos Trabalhadores (PT) empreendeu um esquema de compra de votos de bancadas aliadas para apoiar projetos no Congresso Nacional. E parte do dinheiro que usou foi surrupiado dos cofres do banco cuja honra foi agora defendida com tanto denodo por seus funcionários. O então diretor de Marketing nomeado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Henrique Pizzolato, mandou depositar R$ 73,9 milhões nas contas das agências publicitárias mineiras DNA, Graffiti e SMPB, que os repassaram em forma de propina a partidos e políticos da base.

    Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 12 anos e 7 meses de prisão, o ex-funcionário de carreira e petista da linha de frente terá de amargar pelo menos 2 anos e 1 mês numa cela e pagar R$ 1,3 milhão de multa. É muito dinheiro, mas praticamente nada comparado com o total que se sabe que foi furtado. O companheiro pisoteou e jogou no lixo a credibilidade de uma instituição financeira com mais de 200 anos de existência e excelente reputação no mercado financeiro mundial. Seus colegas e correligionários, entretanto, preferiram execrar a Justiça pela sentença que condenou o ladrão à merecida prisão e reclamar do técnico da seleção pela piada, que nem é das mais pesadas.

    Tão zelosa em negar os próprios privilégios, a corporação do BB nunca se mostrou particularmente interessada em salvaguardar a boa imagem dela. Ao desbaratar a quadrilha dos “bebês da Rosemary”, os irmãos Vieira, que compraram as graças da ex-chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha, a Polícia Federal (PF) comprovou isso. Pois constatou que essa senhora, acusada de desvio de conduta na Operação Porto Seguro, conseguiu que Luiz Carlos Silva, presidente da empresa Cobra, braço tecnológico do BB, contratasse a New Talent, de João Vasconcelos, marido da moça, e seu genro, Carlos Alexandre Damasco Torres. Assinado em maio de 2010, quando o vice-presidente de tecnologia do BB era José Luiz Salinas, o contrato levou em conta um atestado de capacidade técnica que os agentes federais presumem ser falso. Genuína mesmo era a ligação de Salinas com José Dirceu, o ex-chefe da Casa Civil de Lula, como Pizzolato condenado (por corrupção ativa e formação de quadrilha), e com o ex-presidente do PT Ricardo Berzoini, que o apadrinharam para o cargo. Salinas, hoje na Ásia, era também frequentador habitual do gabinete de “madame Rosemary”.

    Ainda há tempo para a corporação do BB protestar contra a malsinada influência em créditos evidentemente desastrosos, que também comprometem a credibilidade do banco público, mas nem a Velhinha de Taubaté acredita nessa hipótese. Pois os indignados com a gracinha do sisudo Felipão nunca vieram a público reclamar do aparelhamento promovido pelo PT dos bancários Berzoini e Luiz Gushiken na antes respeitável instituição financeira. Ao contrário, todos neste momento estão empenhados em encontrar uma desculpa qualquer, similar à do caixa 2 de campanha, com a qual tentaram desacreditar o julgamento do mensalão.

    Enquanto isso, dirigentes do PT, falsos ingênuos e blogueiros ditos progressistas fazem de tudo para desmoralizar pelo menos um dos responsáveis pela condenação dos companheiros Dirceu e José Genoino. A bola da vez não é o ex-presidente do STF Carlos Ayres de Brito nem o atual chefe máximo do Judiciário e relator do julgamento, Joaquim Barbosa, mas Luiz Fux.

    O ministro está sendo acusado à boca pequena, como é comum no gulag de intrigas do PT, de ter-se comprometido a absolver os mensaleiros em troca da vaga no Supremo. A calúnia não se apoia em documentos nem na lógica e padece de um defeito de origem: quem mereceria recriminação, um jurista que aceita chegar ao topo da carreira renegando a independência e a honra de julgador ou um estadista que seja capaz de exigir dele tal promessa? A pergunta nem merece resposta, tão implausível é a injúria.

    Mas há outras duas que não podem ser caladas. Qual a pior hipótese: a de uma secretária de luxo ter poderes para nomear e promover usando o santo nome do ex-presidente Lula em vão, sendo sempre atendida, ou a de este avalizar seus pedidos? Seria pior para a República o advogado-geral da União fazer tráfico de influência ou ele nunca ter percebido a quadrilha operando no gabinete ao lado, de um amigo que promoveu?

    Pelo visto, o mensalão é pinto comparado com o estrago feito pela madame em nome de Lula.

    JOSÉ NÊUMANNE

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