Um erro do senador Tasso Jereissati?

Eis artigo assinado pelo secretário municipal do Desenvolvimento Econômico, José de Freitas Uchoa, rebatendo informação de que o Governo Tasso Jereissati teria gerado mais empregos que a Era Cid Gomes. Confira e tire suas conclusões:

Do alto de sua indisfarçável prepotência, o senador Tasso Jereissati se mete a fazer observações infundadas sobre a economia do Estado e acusa o governo Cid de “enganar o povo do Ceará” e que “tudo está parado no Ceará”(O POVO, 31/8, p. 15). Para contestar, apresento dados sobre o mercado de trabalho formal do Estado, que é o melhor termômetro da atividade econômica, no período janeiro/1995 – julho/2010.

Os postos de trabalho com carteira assinada, gerados no governo Tasso, no período de 1995–1998, sofreram uma redução de 12.112 unidades; no período 1999–2002, atingiram 71.403; no governo Lúcio, 2003–2006, chegaram a 113.934 e, no governo Cid, de janeiro/2007 a julho/2010, 183.715 empregos, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

O número de empregos no governo Cid é 61,25% superior ao governo Lúcio e 157,29% maior que o saldo do governo Tasso, no segundo mandato. No primeiro, Tasso deixou o governo com 12.112 empregos a menos. A atividade de serviços, maior empregadora da economia cearense, gerou 61.981 postos de trabalho, contra 33.937 no governo Tasso. Na indústria, foram 51.237 empregos no governo Cid, contra 23.330 na era Tasso.

Sobre a matéria “Cálculo Proporcional” (O POVO, 31/8, p. 15), onde se diz que, proporcionalmente, o governo Tasso gerou mais empregos que o governo Cid é, a rigor, um completo equívoco. Na verdade, o índice 3,93%, alcançado pela parcela estadual (71.403 empregos) do total de empregos do País, no governo Tasso, decorreu do fato de o nível de emprego nacional ter sido muito baixo, por conta da recessão.

Já no governo Cid, a história é bem outra: a parcela 3,21% de empregos do País se reporta a uma economia em expansão desde 2003 e, por isto, o saldo de 183.715 postos de trabalho em julho de 2010 com expectativa de crescimento.

José de Freitas Uchoa – Economista e secretário de Des. Econômico de Fortaleza

Eliomar de Lima

Sobre Eliomar de Lima

Jornalista, radialista, professor e escritor de histórias infantis, mas, acima de tudo, um viciado em informação, não dispensa cantarolar de vez em quando. Pra não dizer que fugimos do mundo da intelectualidade, temos Especialização em Gestão da Comunicação. Email:eliomarmar@uol.com.br / eliomardelima@gmail.com

6 comentários sobre “Um erro do senador Tasso Jereissati?

  1. O erro maior das pessoas é por se considerarem inatingíveis e o “galeguim dos oi azul” tá sofrendo isso na pele!!! Eleição para o senado está totalmente aberta com todos os candidatos no páreo!!! Que vençam os melhores para o nosso estado!!!

  2. Se é para o CID discutir numeros de governos passados, coisa sem sentido, dado que o mundo globalizado é outro, que tal começarmos com a oligarquia dos Nogueiras Acioly, que se parece em muito com a oligarquia que os Ferreiras Gomes, com apoio das forças “liberais” do PT estão implantando no Ceará?

  3. O sr. José de Freitas serve com subserviencia a todos os governos de plantao. Assim foi na época dos governos dos coronéis. Serviu aos três em cargos de confiança. Depois serviu a Gonzaga Mota. E depois com Tasso e Ciro. Agora se meteu a ser petista só porque está em posto de confiança na prefeitura. Merece crédito esse senhor? Os números que ele fornece devem ser avaliados, cotejados com outros números e com o contexto econômico.

  4. Por conta de nossa Micro-Empresa,há uns 2 anos atrás,tive um contato traumático com esse Sr.Jose de Freitas.Jamais conheci ninguém tão inconveniente, mal educado e grosseiro como este senhor.

  5. para praticar ciência, e por conseguinte economia, o douto sr deveria ser menos politico e mais cientifico, ora, essa talvez tenha sido a maior torcida em números da história da estatística.

    Ora se mesmo em crise, crise que o proprio doutor é incapaz de esconder, houve um crescimento próximo ao de um governo que exerce mandato em época de bonança de crédito, favor não confudir isso com crescimento econômico, vem o bom doutor e tenta desqualificar a matéria para proteger o governo do mandatário de sua predileção, pobre estatística.

    Mas isso são paenas faces do mesmo sistema econômico, e da mesma briga palaciana, que independente dos dois governos construi em todos esses anos de mudancismo, afinal cid apenas pretende dar um salto, um dos estado mais desiguais, de um dos países mais desiguais do mundo.

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