Uma convocação em defesa da Praça Portugal

Com o título “Praça Portugal”, eis artigo da jornalista e professora Adísia Sá, que pode ser conferido no O POVO desta terça-feira. Ela defende a manutenção da praça, que pode ser demolida para continuidade do projeto de um binário. Confira:

“A Praça Portugal ganha, assim, um valor simbólico da maior importância, mostrando orgulhosamente que Portugal e Fortaleza estão cada vez mais próximos, numa união de amigos que se vêem como irmãos.” (José Salgueiro, Embaixador de Portugal.)

Essa a apresentação do livro “Praça Portugal, um laço entre Portugal e o Ceará”, lançado pelo Conselho das Câmaras de Comércio no Brasil com apresentação da então Prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins.

Um trabalho primoroso, agora, mais do que nunca, leitura obrigatória dos cearenses, vez que paira sobre a Praça a ameaça de sua demolição. Como todo ato traiçoeiro, a ameaça da destruição da Praça Portugal só é sabida de meia dúzia de cearenses. Daí porque faço questão de aproveitar esse momento e chamar a atenção de todos brasileiros e dos portugueses aqui sediados, para que se unam em defesa de uma das mais belas edificações de nossa cidade.

O que alegam como justificativa de por abaixo a Praça? Ora, prestem atenção: “está interrompendo o trânsito.” Concebida ao final de década de 1940 e construída em 1968, nunca foi alvo de ameaça de derrubada e agora, não mais do que de repente, bradam: “é preciso destruir a Praça Portugal”. Esse grito me faz lembrar frase de texto clássico: “é preciso destruir Cartago”. Pois que esse grito morra no vazio, não se concretize: a Praça é de Fortaleza, “como o céu é do condor”. Que nos unamos todos, brasileiros e portugueses, e façamos disto um “grito de guerra”: a Praça Portugal é nossa e ninguém põe a mão.

Faço minhas as palavras da então prefeita Luizianne Lins: “A Praça Portugal não tem função meramente contemplativa. Quer dizer, não pode ser encarada como uma mera rotatória. Ela é um marco referencial importantíssimo para os fortalezenses e visitantes. É uma espécie de antena catalizadora central de todo um dinamismo urbano que pulsa a seu redor. E diz sobre as semelhanças e traços identitários entre os cearenses e o povo lusitano em geral, com ênfase na colônia portuguesa que escolheu a cidade de Fortaleza para viver e ser feliz”.

* Adísia Sá

adisiasa@gmail.com
Jornalista do O POVO

Eliomar de Lima

Sobre Eliomar de Lima

Jornalista, radialista, professor e escritor de histórias infantis, mas, acima de tudo, um viciado em informação, não dispensa cantarolar de vez em quando. Pra não dizer que fugimos do mundo da intelectualidade, temos Especialização em Gestão da Comunicação. Email:eliomarmar@uol.com.br / eliomardelima@gmail.com

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

14 + 12 =